{"id":776,"date":"2012-05-20T23:34:23","date_gmt":"2012-05-21T02:34:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.gladircabral.com.br\/?p=776"},"modified":"2012-05-20T23:34:23","modified_gmt":"2012-05-21T02:34:23","slug":"alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/gladircabral\/2012\/05\/20\/alegria\/","title":{"rendered":"alegria"},"content":{"rendered":"<p>Tenho pensado muito sobre a felicidade nos \u00faltimos dias. Primeiro foi a leitura em ora\u00e7\u00e3o dos Salmo 112. Compartilhei essa leitura com meus irm\u00e3os da Igreja Presbiteriana de Crici\u00fama e com meus queridos parentes em Blumenau. Em minha compreens\u00e3o, entendi a felicidade como fruto da gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>Em minhas reflex\u00f5es, lembrava-me sempre da can\u00e7\u00e3o do querido amigo Jorge Camargo: &#8220;A Felicidade&#8221;, uma das coisas mais belas que j\u00e1 ouvi sobre o tema. Uma bela reflex\u00e3o a partir de uma frase de Kierkegaard: &#8220;A porta da felicidade abre s\u00f3 para o exterior; quem a for\u00e7a em sentido contr\u00e1rio acaba por fech\u00e1-la ainda mais&#8221;. A mensagem \u00e9 muito clara e forte: a ess\u00eancia da felicidade \u00e9 compartilhar. \u00a0E isso me faz lembrar de outro amigo, Gerson Borges, cujo moto \u00e9: &#8220;A gl\u00f3ria de Deus \u00e9 compartilhar&#8221;. Mas isso \u00e9 tema para outro post.<\/p>\n<p>Pare um pouco e assista ao belo v\u00eddeo do Jorge:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/Aportadafelicidadeabres\u00f3paraoexterior;quemafor\u00e7aemsentidocontr\u00e1rioacabaporfech\u00e1-laaindamais.\">A Felicidade<\/a><\/p>\n<p>Na semana, enquanto aguardava minha consulta no cardiologista, li um texto do Frederick Buechner que mudou minha concep\u00e7\u00e3o um pouco. Eu que sempre colocava a felicidade acima da alegria. Para mim, a alegria sempre me pareceu menor, mais cotidiana, prosaica, enquanto a felicidade tinha ares de eternidade. A vis\u00e3o de Buechner \u00e9 um pouco diferente, talvez mais pr\u00f3xima da de C.S. Lewis quando escreveu o <em>Surpreendido pela Alegria<\/em>. Diz Frederick Buechner:<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que j\u00e1 n\u00e3o tenha sido tocado em algum lugar pela alegria, de modo que, para torn\u00e1-la real para n\u00f3s, para mostr\u00e1-la, seria suficiente para Jesus simplesmente lembrar-nos dela, lembrar-nos dos momentos de alegria em nossas pr\u00f3prias vidas. Mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, pois ironicamente esses momentos s\u00e3o os que geralmente n\u00e3o associamos com religi\u00e3o. Tendemos a pensar que a alegria n\u00e3o \u00e9 propriamente religiosa, mas at\u00e9 mesmo oposta \u00e0 religi\u00e3o. Tendemos a pensar que a experi\u00eancia religiosa consiste em sentar-se im\u00f3vel e antiss\u00e9ptico e um pouco entediados e que alegria \u00e9 riso e liberdade e bra\u00e7os estendidos para abra\u00e7ar a Terra enorme e impressionante e que \u00e9 t\u00e3o bela que \u00e0s vezes parece quase explodir os nossos cora\u00e7\u00f5es. Precisamos ser lembrados que em sua \u00e2mago o Cristianismo \u00e9 alegria e que o riso e \u00a0a liberdade e o abra\u00e7o s\u00e3o a sua ess\u00eancia. Precisamos ser lembrados tamb\u00e9m que a alegria n\u00e3o \u00e9 o mesmo que felicidade. Felicidade \u00e9 constru\u00edda pelo ser humano &#8212; um lar feliz, um casamento feliz, relacionamentos felizes com nossos amigos e em nosso lugar de trabalho. Isso exige esfor\u00e7o e, se formos cuidadosos e s\u00e1bios e se tivermos sorte, podemos conseguir. A felicidade \u00e9 uma das mais nobres realiza\u00e7\u00f5es a que somos capazes, e quando a conseguimos, recebemos o cr\u00e9dito por ela, de modo at\u00e9 apropriado. Mas n\u00f3s jamais podemos receber cr\u00e9dito por nossos momentos de alegria, pois sabemos que eles n\u00e3o s\u00e3o realizados humanamente e jamais seremos realmente respons\u00e1veis por eles. Eles v\u00eam quando v\u00eam. S\u00e3o sempre repentinos e breves e irrepet\u00edveis. \u00c0s vezes a alegria inexplic\u00e1vel de apenas estar vivo. O milagre \u00e0s vezes de sermos apenas quem somos debaixo do c\u00e9u azul e sobre a grama verdejante, os rostos dos nossos amigos e as ondas do mar, sendo apenas o que eles s\u00e3o. A alegria de relaxar, de sentir-se bem repentinamente quando\u00a0hav\u00edamos\u00a0estado doentes, de ser perdoado quando antes nos sent\u00edamos envergonhados e com medo, de nos sabermos amados quando antes est\u00e1vamos perdidos e sozinhos. A alegria de amar, que \u00e9 uma alegria tanto da carne quanto do esp\u00edrito. Entretanto, cada um de n\u00f3s pode prover-se de seus pr\u00f3prios momentos, pelo menos em duas coisas mais. Um \u00e9 que a alegria \u00e9 sempre abrangente; n\u00e3o h\u00e1 nada mais em n\u00f3s para ser odiado ou temido, para sentir-se culpado ou ser\u00a0ego\u00edsta. A alegria \u00e9 onde o ser inteiro aponta para uma s\u00f3 dire\u00e7\u00e3o, e \u00e9 algo que por sua natureza o homem jamais pode acumular, mas sempre repartir. Segundo, a alegria \u00e9 um mist\u00e9rio porque ela pode acontecer em qualquer lugar, em qualquer tempo, mesmo sob as circunst\u00e2ncias mais complicadas, mesmo no meio do sofrimento, com l\u00e1grimas nos olhos. Mesmo pendurado a uma cruz&#8221; (Frederick Buechner, <em>Listening to Your Life<\/em>, p. 286-7).<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho pensado muito sobre a felicidade nos \u00faltimos dias. 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