{"id":93,"date":"2008-03-18T21:14:00","date_gmt":"2008-03-19T00:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/2008\/03\/18\/a-primeira-pascoa-uma-parafrase\/"},"modified":"2010-09-25T18:59:14","modified_gmt":"2010-09-25T21:59:14","slug":"a-primeira-pascoa-uma-parafrase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/2008\/03\/18\/a-primeira-pascoa-uma-parafrase\/","title":{"rendered":"A Primeira P\u00e1scoa (uma par\u00e1frase)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/bp2.blogger.com\/_oPpAxASUdJ8\/R-OczxrWZCI\/AAAAAAAAAEM\/HgbuyKPUhOU\/s1600-h\/2346755998_33f51afc0d_m.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-93\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0px 0px 10px 10px;float: right\" alt=\"\" src=\"http:\/\/bp2.blogger.com\/_oPpAxASUdJ8\/R-OczxrWZCI\/AAAAAAAAAEM\/HgbuyKPUhOU\/s200\/2346755998_33f51afc0d_m.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div><a href=\"http:\/\/bp3.blogger.com\/_oPpAxASUdJ8\/R-BlkbHs42I\/AAAAAAAAADY\/y13QSJCIvKQ\/s1600-h\/BXK9360_nascer-do-sol-no-monte-sinai-egito-200.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-93\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><\/a><\/p>\n<div>Na sala empoeirada, euforia. Arrumando a bagagem, a m\u00e3e n\u00e3o sabia como faz\u00ea-la. Sua gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava acostumada com tal tarefa. O pai, apressado, preparava o fogareiro, juntando brasas e soprando o vento para o mesmo local. O menino brincava com o cordeirinho, lindo, em seus \u00faltimos momentos de vida. J\u00e1 haviam se tornado amigos naqueles quatro longos dias. No cora\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, a d\u00favida: por que ele tem que morrer? O que ele fez de mal?<\/p>\n<p>A dita euforia combinava com o cheiro da liberdade. Toda a fam\u00edlia sentia o mesmo odor. Parecia um sonho. Sairemos do Egito e iremos para a nossa terra.<\/p>\n<p>O amargo das ervas era como uma despedida ir\u00f4nica dos s\u00e9culos de sofrimento que nenhuma l\u00edngua gostaria de provar. E que mesmo assim n\u00e3o deveriam ser esquecidos.<\/p>\n<p>A noite seria longa, e infelizmente f\u00fanebre. Mesmo com o barulho de arruma\u00e7\u00e3o nas casas vizinhas, ainda assim havia um sil\u00eancio estranho no ar. De alguma forma, tudo aquilo estava interligado: a bagagem, o cordeiro, o fogo, as ervas amargadas, o p\u00e3o sem fermento, o medo da morte, o sonho de liberdade, a f\u00e9 no Senhor.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ava a fazer sentido na medida em que faz\u00edamos o que Ele ordenara por meio de Mois\u00e9s e de Ar\u00e3o. T\u00ednhamos uma firmeza nunca antes vista. At\u00e9 o fara\u00f3 se surpreendeu conosco. De escravos nos transformamos em revolucion\u00e1rios. De submissos \u00e9ramos vistos como subversivos.<\/p>\n<p>Mais importante do que isso, no entanto, era o momento solene do holocausto. Nossa identidade estava ali, naquele altar. Um cordeiro morto, sofrendo em nosso lugar, servindo de alimento para nossa humanidade, para nossa necessidade de sobreviver. N\u00e3o t\u00ednhamos id\u00e9ia, mas nossa hist\u00f3ria come\u00e7ava a ser contada realmente, concretamente. Era apenas o come\u00e7o de uma caminhada que duraria para sempre e transformaria o mundo.<\/p>\n<p><em>[Relato da primeira p\u00e1scoa. Baseado em \u00caxodo 12.1-11]<\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sala empoeirada, euforia. Arrumando a bagagem, a m\u00e3e n\u00e3o sabia como faz\u00ea-la. Sua gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava acostumada com tal tarefa. O pai, apressado, preparava o fogareiro, juntando brasas e soprando o vento para o mesmo local. O menino brincava com o cordeirinho, lindo, em seus \u00faltimos momentos de vida. 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