{"id":159,"date":"2010-08-24T12:54:00","date_gmt":"2010-08-24T15:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/2010\/08\/24\/a-absurda-decisao-de-nao-amar-o-conjuge\/"},"modified":"2010-09-26T18:02:03","modified_gmt":"2010-09-26T21:02:03","slug":"a-absurda-decisao-de-nao-amar-o-conjuge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/2010\/08\/24\/a-absurda-decisao-de-nao-amar-o-conjuge\/","title":{"rendered":"A absurda decis\u00e3o de n\u00e3o amar o c\u00f4njuge"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both;text-align: center\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_oPpAxASUdJ8\/THPrAHmb-WI\/AAAAAAAAAbk\/Xw14p55v6NE\/s1600\/home_32.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-159\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_oPpAxASUdJ8\/THPrAHmb-WI\/AAAAAAAAAbk\/Xw14p55v6NE\/s320\/home_32.jpg\" \/><\/a><\/div>\n<p>A decis\u00e3o de amar \u00e9 acompanhada pelo risco de n\u00e3o amar. Nem o  compromisso p\u00fablico do casamento extingue tal risco. Amamos quando nos  dispomos a dedicar tempo, servi\u00e7o e cora\u00e7\u00e3o ao outro. Decidimos n\u00e3o amar  quando nosso c\u00f4njuge deixa de ser o real objeto do nosso amor e se  torna, em nossa fantasia, qualquer outra pessoa &#8212; exceto ele mesmo.<\/p>\n<p>Desvios  sexuais, como a pornografia e o adult\u00e9rio, s\u00e3o, na pr\u00e1tica, nossa  absurda decis\u00e3o de n\u00e3o amar o c\u00f4njuge. Na pornografia, idealizamos um  corpo perfeito e n\u00e3o conseguimos dedicar tempo, servi\u00e7o e cora\u00e7\u00e3o para  amar o corpo imperfeito do nosso c\u00f4njuge. Cada ato pornogr\u00e1fico \u00e9, no  fundo, a decis\u00e3o de n\u00e3o amar quem um dia decidimos amar. E quanto mais  constante e repetitiva essa pr\u00e1tica se torna, mais nos afastamos do  nosso (verdadeiro) c\u00f4njuge. Se n\u00e3o houver cura, chegar\u00e1 o dia em que  decidiremos amar definitivamente a fantasia da perfei\u00e7\u00e3o sem amor a  despeito da realidade da imperfei\u00e7\u00e3o com amor.<\/p>\n<p>J\u00e1 no adult\u00e9rio,  falsificamos a n\u00f3s mesmos e duplicamos nosso c\u00f4njuge. Decidimos amar  duas ou mais pessoas, n\u00e3o amando, na verdade, nenhuma. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais  foco e dedica\u00e7\u00e3o ao amor. N\u00e3o h\u00e1 uma pessoa inteira ao nosso lado, com  sua hist\u00f3ria, sentimentos, defeitos e qualidades \u00fanicas. H\u00e1 apenas  op\u00e7\u00f5es de prazer. E j\u00e1 n\u00e3o somos n\u00f3s mesmos, apenas consumidores de  bem-estar. Cometer adult\u00e9rio tamb\u00e9m faz parte da absurda decis\u00e3o de n\u00e3o  amar o c\u00f4njuge. Quanto mais o praticamos, mais reduzimos a quase nada  quem um dia decidimos amar. <\/p>\n<p>Amar \u00e9 uma ordem. Quando Jesus deu  essa ordem aos disc\u00edpulos (Jo 15.12), ele estava estabelecendo um alto  padr\u00e3o de relacionamento para toda a humanidade. Esse padr\u00e3o \u00e9 ainda  mais relevante no relacionamento conjugal, que tem um grau de intimidade  e compromisso muito mais elevado. No entanto, antes de ordenar que os  disc\u00edpulos amassem uns aos outros, Jesus disse que eles deveriam  \u201cpermanecer no amor dele\u201d (Jo 15.9). Permanecer \u00e9 decidir diariamente  continuar amando, e isso torna a vida maravilhosamente mais bela. \u00c0 luz  desse padr\u00e3o, decidir n\u00e3o amar \u00e9 verdadeiramente um absurdo.<\/p>\n<p><i>Escrevi este artigo para a revista Ultimato n\u00ba 325 (julho-agosto de 2010). Leia todo o conte\u00fado da referida edi\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/?pg=revista&amp;num_edicao=325\">aqui<\/a>.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o de amar \u00e9 acompanhada pelo risco de n\u00e3o amar. 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