{"id":1484,"date":"2016-06-20T10:41:39","date_gmt":"2016-06-20T13:41:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/?p=1484"},"modified":"2016-06-21T11:12:33","modified_gmt":"2016-06-21T14:12:33","slug":"proximidade-e-distanciamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/2016\/06\/20\/proximidade-e-distanciamento\/","title":{"rendered":"Proximidade e distanciamento"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1486\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/files\/2016\/06\/old-window-1570757-640x480-e1466430374236.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-1484\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1486\" class=\"wp-image-1486 size-medium\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/fatosecorrelatos\/files\/2016\/06\/old-window-1570757-640x480-300x225.jpg\" alt=\"old-window-1570757-640x480\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1486\" class=\"wp-caption-text\">Leo Celso \/ Freeimages.com<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amor n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 proximidade. \u00c9 tamb\u00e9m distanciamento. \u00c9 sentir o vazio, o buraco que ficou, a lembran\u00e7a quando n\u00e3o h\u00e1 mais ningu\u00e9m por perto.<\/p>\n<p>A literatura deve muito ao distanciamento. N\u00e3o fosse, como explicar tantos livros sobre mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia? Ora, s\u00f3 valorizamos o que fomos porque infelizmente n\u00e3o somos mais aquele menino. S\u00f3 descrevemos os lugares por onde passamos e vivemos porque n\u00e3o moramos mais l\u00e1. Quem nunca saiu de casa n\u00e3o a v\u00ea com tanto amor.<\/p>\n<p>Com isso, aqui estou pensando: do que ainda preciso sentir falta? Se n\u00e3o sinto saudades de nada, ser\u00e1 que, de fato, vivi algo de forma profunda?<\/p>\n<p><strong>Embrutecimento<\/strong><br \/>\nUma das maiores trag\u00e9dias existenciais \u00e9 nos <em>embrutecermos<\/em>, \u00e9 perder a sensibilidade para o verdadeiro, belo e santo. Podemos ficar ricos, ter poder ou conseguir planejar a vida de forma muito certinha. No entanto, se perdermos a <em>chama<\/em> que nos movia antes, que tipo de ser humano nos tornamos?<\/p>\n<p>S\u00f3 d\u00e1 para ouvir a voz de Deus se pararmos de endurecer o cora\u00e7\u00e3o (Hb 3. 7,8).\u00a0 A reden\u00e7\u00e3o de Deus tem a ver com ele nos dar<span data-reactid=\".0.0:1.0.0.1:$0.0\"> um cora\u00e7\u00e3o novo e um esp\u00edrito novo. &#8220;Tirarei de voc\u00eas o cora\u00e7\u00e3o de pedra e lhes darei um cora\u00e7\u00e3o de carne&#8221; (Ez 36.26). A natureza da Nova Alian\u00e7a \u00e9 ser superior \u00e0 Lei, fria e morta. Na Nova Alian\u00e7a o Esp\u00edrito Santo &#8220;p\u00f5e as leis de Deus em nosso cora\u00e7\u00e3o e as escreve em nossa mente&#8221; (Hb 10.16). N\u00e3o estamos falando de um Deus impass\u00edvel, insens\u00edvel. Estamos falando de Jesus Cristo, o Supremo Sumo Sacerdote que sabe o que \u00e9 sofrer, que nos amou at\u00e9 o fim e que derramou seu sangue em nosso favor para o perd\u00e3o de nossos pecados (Mt 26.28). Nossa resposta deve ser: &#8220;aproximemo-nos de Deus com um cora\u00e7\u00e3o sincero e com plena convic\u00e7\u00e3o de f\u00e9&#8230;&#8221; (Hb 10.22).<\/span><\/p>\n<p>Seja na saudade humana, seja na saudade de Deus, amar \u00e9 mais do que ter em m\u00e3os o objeto\/sujeito deste amor. \u00c9 aprender a ficar longe, a chorar pelo que perdemos, a resgatar a p\u00e9rola.<\/p>\n<p>Talvez muitos, como eu, vivam neste momento da vida uma certa tristeza pelo que n\u00e3o somos mais (ou n\u00e3o somos ainda). Parece que a vida n\u00e3o tem a beleza de antes. Isso n\u00e3o deve gerar em n\u00f3s indiferen\u00e7a. N\u00e3o deve nos fazer desistir. Vale lembrar que a vida \u00e9 tanto a proximidade quanto o distanciamento. E que n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a sem a incompletude.<\/p>\n<p>A precariedade \u00e9 o terreno f\u00e9rtil para o novo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff9900;\"><strong>EM TEMPO:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ou\u00e7a a linda can\u00e7\u00e3o de Jorge Camargo &#8220;Amolece meu cora\u00e7\u00e3o&#8221;:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QBOn5kl1lN4\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Amor n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 proximidade. \u00c9 tamb\u00e9m distanciamento. \u00c9 sentir o vazio, o buraco que ficou, a lembran\u00e7a quando n\u00e3o h\u00e1 mais ningu\u00e9m por perto. A literatura deve muito ao distanciamento. N\u00e3o fosse, como explicar tantos livros sobre mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia? 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