{"id":723,"date":"2015-03-02T16:08:56","date_gmt":"2015-03-02T19:08:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/?p=723"},"modified":"2015-03-02T16:13:50","modified_gmt":"2015-03-02T19:13:50","slug":"a-tragedia-que-elias-enfrentou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/vida-crista\/a-tragedia-que-elias-enfrentou\/","title":{"rendered":"A trag\u00e9dia que Elias enfrentou"},"content":{"rendered":"<h1><strong>A trag\u00e9dia que Elias enfrentou<\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto b\u00e1sico:<\/strong> \u00a01 Reis 17.17-24<\/p>\n<p><strong>Texto devocional:<\/strong> \u00a0Salmo 16.1-11<\/p>\n<p><strong>Vers\u00edculo-chave:<\/strong> \u00a01 Reis 17.24<br \/>\n\u201cEnt\u00e3o, a mulher disse a Elias: Nisto conhe\u00e7o agora que tu \u00e9s homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca \u00e9 verdade\u201d<\/p>\n<p><strong>Alvo da li\u00e7\u00e3o:<\/strong> Mostrar que, mesmo no meio de d\u00favida e dor, o Senhor nunca nos desampara.<\/p>\n<p><strong>Leia a B\u00edblia diariamente:<\/strong><br \/>\n<strong>seg <\/strong>Mt 27.45-54<br \/>\n<strong>ter <\/strong>Mc 5.35-43<br \/>\n<strong>qua <\/strong>Lc 7.11-17<br \/>\n<strong>qui <\/strong>Jo 11.1-27<br \/>\n<strong>sex <\/strong>Jo 11.28-46<br \/>\n<strong>s\u00e1b <\/strong>At 9.36-43<br \/>\n<strong>dom <\/strong>At 20.7-12<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h3><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p><em>\u201cAo anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manh\u00e3\u201d <\/em>(Sl 30.5).<\/p>\n<p>Voc\u00ea consegue imaginar a alegria de Elias, da vi\u00fava e de seu filho, ap\u00f3s a <em>\u201cmultiplica\u00e7\u00e3o\u201d <\/em>da farinha e do azeite? (1Rs 17.8-16) Foi um milagre! Ap\u00f3s acontecimentos assim, as pessoas sempre ficam alegres, cantam e saltam de alegria. Veja \u00caxodo 14.30-15.2; Salmo 126.1-3; Lucas 19.37; Atos 3.3-7.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 muito prov\u00e1vel que Elias n\u00e3o pensou que mais problemas pudessem chegar t\u00e3o cedo. Afinal, havia comida em abund\u00e2ncia num tempo de seca e fome. Ele tinha um quarto particular com vistas para o Mar Mediterr\u00e2neo, o que significava n\u00e3o apenas noites de sono bem melhores que no deserto de Querite, como prote\u00e7\u00e3o contra os enviados de Acabe para prend\u00ea-lo. Por tudo isso, a doen\u00e7a e a morte do filho da vi\u00fava n\u00e3o estavam no \u201cprograma\u201d do profeta. Mas&#8230; aconteceu!<\/p>\n<h3><strong>I. O filho da vi\u00fava morreu! <\/strong><strong>(1Rs 17.17-23)<\/strong><\/h3>\n<h4><strong>1. A dor e o questionamento da vi\u00fava <\/strong><strong>(1Rs 17.18)<\/strong><\/h4>\n<p>Qualquer pai ou m\u00e3e sofrem muito ao lado de um filho doente. Imagine quando ele morre! Algu\u00e9m j\u00e1 disse que essa \u00e9 uma das maiores dores que pode visitar o cora\u00e7\u00e3o humano: a perda de um filho. Para essa vi\u00fava n\u00e3o poderia ser diferente. Per\u00edodo de fome, sem marido e agora sem filho. Quanta calamidade! A perda do filho significava para ela uma vida de muita solid\u00e3o e desesperan\u00e7a, pois enquanto o filho vivesse, poderia contar com algu\u00e9m para cuidar dela na velhice. Mas agora, tudo acabou.<\/p>\n<p>Suas perguntas a Elias no no vers\u00edculo 18 fazem muito sentido. <em>\u201cQue fiz eu, \u00f3 homem de Deus? Vieste a mim para\u00a0<\/em><em>trazeres \u00e0 mem\u00f3ria a minha iniquidade e matares o meu filho?\u201d <\/em>As pessoas sempre associam sofrimento ao pecado (veja Lc 13.4-5; Jo 9.1-2). O fato dela chamar Elias de <em>\u201chomem de Deus\u201d <\/em>quer dizer que pensava que o prop\u00f3sito maior de Deus ao enviar o profeta \u00e0 sua casa n\u00e3o era o de livr\u00e1-la da morte por fome, mas sim punir algum pecado particular oculto, justamente em cima de seu filho. Observe bem estas duas cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cT\u00e3o primitiva ideia de Deus, como algu\u00e9m que esteja procurando pecados inconscientes ou h\u00e1 muito esquecidos, fervoroso no trato de estritas penalidades, est\u00e1 longe de ser morta hoje em dia\u201d (Norman H. Snaith).<\/p>\n<p>&#8211; \u201c\u00c9 principalmente em tempos de adversidade que consideramos devidamente nosso estado moral; as afli\u00e7\u00f5es externas com frequ\u00eancia produzem profunda sondagem no cora\u00e7\u00e3o\u201d (Adam Clarke).<\/p>\n<p>Sabemos da lei da semeadura e da colheita (Gl 6.7), que \u00e9 para todos e para todas as \u00e1reas da vida; e sabemos tamb\u00e9m que Deus disciplina ou corrige Seus filhos (Hb 12.4-6). Mas n\u00e3o podemos associar todo sofrimento ou trag\u00e9dia ao pecado. J\u00f3 \u00e9 um exemplo claro dessa afirma\u00e7\u00e3o. Ele sofreu todas aquelas perdas e danos n\u00e3o por causa de seu pr\u00f3prio pecado, porque era <em>\u201chomem \u00edntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal\u201d <\/em>( J\u00f3 1.1). E os amigos de J\u00f3 tentaram, a todo custo, encontrar uma explica\u00e7\u00e3o para o sofrimento dele. Mas no final, Deus disse a um deles. <em>\u201cA minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque n\u00e3o dissestes de mim o que era reto, como o meu servo J\u00f3\u201d <\/em>( J\u00f3 42.7). Resumindo, os amigos de J\u00f3 n\u00e3o conseguiram ver no sofrimento algo al\u00e9m do que um mero castigo de Deus pelo pecado do homem; n\u00e3o podiam ver um prop\u00f3sito soberano maior que esse.<\/p>\n<p>Portanto, Deus n\u00e3o \u00e9 um d\u00e9spota ou um desmancha-prazeres, que n\u00e3o pode ver um de Seus filhos cometer pecado sem logo vir para a vingan\u00e7a. Tal pensamento n\u00e3o se encaixa com o car\u00e1ter do Deus, que \u00e9 amor (1Jo 4.8) e cheio de miseric\u00f3rdia (Sl 136.1; Is 55.7).<\/p>\n<h4><strong>2. A resposta de Elias <\/strong><strong>(1Rs 17.19)<\/strong><\/h4>\n<p>Por que Jesus Cristo ressuscitou? Dentre tantas respostas verdadeiras a que queremos ressaltar \u00e9 esta. Algu\u00e9m que come\u00e7ou seu minist\u00e9rio anunciando a vida n\u00e3o poderia termin\u00e1-lo tragado pela morte. Da mesma forma, um profeta que \u00e9 enviado \u00e0 casa de uma vi\u00fava, sob a dire\u00e7\u00e3o de Deus, a fim de por ela ser sustentado, tamb\u00e9m n\u00e3o poderia deixar um \u201csaldo\u201d de morte e dor.<\/p>\n<p>Como era de se esperar, Elias n\u00e3o respondeu \u00e0s perguntas da vi\u00fava. Enquanto ela estava chocada com a morte do filho, o profeta simplesmente disse. <em>\u201cD\u00e1-me o teu filho&#8230;\u201d <\/em>(1Rs 17.19).<\/p>\n<p>Petersen lembra-nos de que \u00e9 melhor conhecer a Deus do que saber o porqu\u00ea. Sendo assim, a resposta de Elias \u00e0s perguntas da vi\u00fava foi mais uma vez buscar o socorro Daquele que sabe e pode todas as coisas.<\/p>\n<h4><strong>Aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p><em>Que tipo de pergunta voc\u00ea faz quando enfrenta sofrimento e dor? Que respostas espera obter de Deus?<\/em><\/p>\n<h4><strong>3. A ora\u00e7\u00e3o de Elias <\/strong><strong>(1Rs 17.20-21)<\/strong><\/h4>\n<p><em>\u201c\u00d3 Senhor, meu Deus, tamb\u00e9m at\u00e9 a esta vi\u00fava, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho?\u201d <\/em>Entendemos que essas palavras de Elias n\u00e3o significam acusa\u00e7\u00e3o, mas, com certeza, uma express\u00e3o da enorme surpresa do profeta. Pois quando ele esperava que ela fosse recompensada por tudo que tinha feito e estava fazendo em prol dele, o pior acontece. N\u00e3o cremos que Elias sabia previamente o que iria acontecer ao filho da vi\u00fava. Mas o profeta n\u00e3o sabe tudo? N\u00e3o, sabe apenas o que Deus quiser lhe revelar. \u00c9 interessante destacar a express\u00e3o <em>\u201cmatando-lhe o filho\u201d. <\/em>Elias est\u00e1 atribuindo a Deus a autoria ou a responsabilidade direta da morte do filho da vi\u00fava. Ent\u00e3o \u00e9 por isso que ele ora. Por qu\u00ea? Porque o Deus que tira a vida \u00e9 o mesmo que a concede. Da\u00ed o pedido <em>\u201cfa\u00e7as a alma deste menino tornar a entrar nele\u201d. <\/em>E a certeza do profeta de que Deus ir\u00e1 responder tal ora\u00e7\u00e3o \u00e9 tamanha, que ele n\u00e3o teme a contamina\u00e7\u00e3o devido ao contato com um cad\u00e1ver, prevista na lei (Nm 6.6; 9.6; 19.11). O amor est\u00e1 acima da lei. Mas \u00e9 o amor genu\u00edno ou divino, quando derramado em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>II. A resposta de Deus e o testemunho da vi\u00fava <\/strong><strong>(1Rs 17.22-24)<\/strong><\/h3>\n<h4>1. A resposta de Deus (1Rs 17.22-23)<\/h4>\n<p><em>\u201cV\u00ea, teu filho vive\u201d <\/em>(1Rs 17.23). Podemos criar em nossa mente essa cena. Elias trazendo o filho vivo e colocando nos mesmos bra\u00e7os da m\u00e3e que poucos instantes antes o havia entregado morto ao profeta! \u00c9 claro que temos que lembrar das palavras de Jesus na ressurrei\u00e7\u00e3o de Seu amigo L\u00e1zaro. <em>\u201cEu sou a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida. Quem cr\u00ea em mim, ainda que morra, viver\u00e1\u201d <\/em>(Jo 11.25). Pouco antes do milagre, tanto Marta quanto Maria disseram ao Senhor Jesus. <em>\u201cSe estiveras aqui, meu irm\u00e3o n\u00e3o teria morrido\u201d <\/em>( Jo 11.21,32). Mas Jesus n\u00e3o queria apenas curar a enfermidade de L\u00e1zaro, o prop\u00f3sito de Deus era maior. Do mesmo modo, o prop\u00f3sito de Deus para a vi\u00fava n\u00e3o era s\u00f3 multiplicar farinha e azeite, mas um feito in\u00e9dito para ela e para o profeta: um morto tornou a viver.<\/p>\n<h4><strong>2. O testemunho da vi\u00fava <\/strong><strong>(1 Rs 17.24)<\/strong><\/h4>\n<p><em>\u201cTu \u00e9s homem de Deus e a palavra do Senhor na tua boca \u00e9 verdade\u201d. <\/em>Elias precisava ouvir isso? O que significava esse testemunho da vi\u00fava na vida e no minist\u00e9rio do profeta? Primeiro de tudo, essas palavras demonstram que a paz, a alegria e a f\u00e9 voltaram ao cora\u00e7\u00e3o dessa mulher t\u00e3o sofrida. Elias n\u00e3o poderia ter deixado uma \u201cm\u00e1 imagem\u201d do seu Deus a essa vi\u00fava. E os fatos s\u00e3o sempre mais fortes que qualquer argumento.<\/p>\n<p>E por fim, Elias saiu fortalecido de tudo isso. Conheceu mais ainda do seu Senhor. Estava um pouco mais bem preparado para os novos desafios. Na verdade, os milagres servem para pelo menos duas coisas: a. exaltar a gl\u00f3ria de Deus; b. aumentar a f\u00e9 dos homens ( Jo 3.2; 6.14).<\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Precisamos deixar perguntas para reflex\u00e3o de cada um. \u201cSer\u00e1 que a palavra do Senhor na minha boca \u00e9 verdade? As pessoas est\u00e3o me dizendo isso? Por que elas me dizem isso?\u201d<\/p>\n<p><em>Autor da li\u00e7\u00e3o:<\/em> Pr. Jos\u00e9 Humberto de Oliveira<br \/>\n&gt;&gt; Estudo publicado originalmente pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.editoracristaevangelica.com.br\/\">Editora Crist\u00e3 Evang\u00e9lica<\/a>, na revista \u201cElias e Eliseu, homens de a\u00e7\u00e3o\u201d, da s\u00e9rie Adultos. Usado com permiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que tipo de pergunta voc\u00ea faz quando enfrenta sofrimento e dor? Que respostas espera obter de Deus? Bem, Deus n\u00e3o \u00e9 um d\u00e9spota ou um desmancha-prazeres, que n\u00e3o pode ver um de Seus filhos cometer pecado sem logo vir para a vingan\u00e7a. Tal pensamento n\u00e3o se encaixa com o car\u00e1ter do Deus. 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