{"id":430,"date":"2014-03-24T10:29:35","date_gmt":"2014-03-24T13:29:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/?p=430"},"modified":"2014-03-24T10:46:47","modified_gmt":"2014-03-24T13:46:47","slug":"distincoes-entre-o-justo-e-o-impio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/vida-crista\/distincoes-entre-o-justo-e-o-impio\/","title":{"rendered":"Distin\u00e7\u00f5es entre o justo e o \u00edmpio"},"content":{"rendered":"<p><b>DISTIN\u00c7\u00d5ES ENTRE O JUSTO E O \u00cdMPIO<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Texto b\u00e1sico: <\/b>Prov\u00e9rbios 10.1-32<b><\/b><\/p>\n<p><b>Para ler e meditar durante a semana<\/b><br \/>\nDomingo \u2013 Tg 1.1-26 \u2013 Ouvir e praticar;<br \/>\nSegunda \u2013 Tg 3.1-18 \u2013 A dif\u00edcil tarefa de ser mestre;<br \/>\nTer\u00e7a \u2013 Mt 5.25-34 \u2013 Contra a ansiedade;<br \/>\nQuarta \u2013 Sl 15 \u2013 O homem que habitar\u00e1 com Deus;<br \/>\nQuinta \u2013 Cl 3.5-17 \u2013 Fazer tudo em nome de Jesus;<br \/>\nSexta \u2013 Fp 3.2-21 \u2013 Viver para Cristo e n\u00e3o para si;<br \/>\nS\u00e1bado \u2013 Dt 30.1-20 \u2013 Escolhe a vida<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 reparou como os ditados populares s\u00e3o \u00fateis para descrever diversas\u00a0situa\u00e7\u00f5es que enfrentamos? Sua efic\u00e1cia se baseia na apurada observa\u00e7\u00e3o e no fato de que o comportamento humano \u00e9 muitas vezes previs\u00edvel.<\/p>\n<p>No entanto, os prov\u00e9rbios b\u00edblicos fazem mas do que descrever as rotinas da vida. Eles procuram apresentar os benef\u00edcios e a superioridade da vida s\u00e1bia e nos motivar a viver segundo os seus ensinos. Quando lemos Prov\u00e9rbios somos desafiados a decidir se agiremos como s\u00e1bios ou como tolos, como justos ou como \u00edmpios.<\/p>\n<p>Veremos hoje algumas instru\u00e7\u00f5es que nos ajudar\u00e3o a entender os prov\u00e9rbios e estudaremos alguns temas que nos ajudar\u00e3o a perceber como os prov\u00e9rbios s\u00e3o \u00fateis para a pr\u00e1tica a vida crist\u00e3.<\/p>\n<p><b>1. ORIENTA\u00c7\u00c3O PARA ESTUDAR OS PROV\u00c9RBIOS<\/b><\/p>\n<p><i>A. Lidando com a variedade<\/i><br \/>\nDepois da se\u00e7\u00e3o de discursos tem\u00e1ticos, o cap\u00edtulo 10 d\u00e1 in\u00edcio a uma cole\u00e7\u00e3o de ditos, a maioria deles, antit\u00e9ticos. Eles s\u00e3o reunidos em grande quantidade e parecem estar dispostos aleatoriamente. Essa falta de organiza\u00e7\u00e3o traz grandes dificuldades para a interpreta\u00e7\u00e3o dessa se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Duane Garrett nos d\u00e1 interessantes orienta\u00e7\u00f5es para lidar com esses vers\u00edculos: \u201cPrimeiro, cada prov\u00e9rbio \u00e9 uma unidade independente que pode ficar s\u00f3 e ainda ter sentido. O contexto textual n\u00e3o \u00e9 essencial para a interpreta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m a pr\u00f3pria desordem de uma cole\u00e7\u00e3o de prov\u00e9rbios pode servir a um prop\u00f3sito did\u00e1tico, demonstra que, enquanto a realidade e a verdade n\u00e3o s\u00e3o irracionais, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o plenamente sujeitos \u00e0s tentativas humanas de sistematiza\u00e7\u00e3o. Ainda que os prov\u00e9rbios sejam apresentados de um modo aparentemente acidental n\u00f3s encontramos os temas com que eles trabalham\u201d1.<\/p>\n<p>Assim, temos um riqu\u00edssimo dep\u00f3sito de li\u00e7\u00f5es a serem aprendidas no estudo de cada um dos prov\u00e9rbios registrados. Muitas pessoas tem se beneficiado espiritualmente com a pr\u00e1tica de decorar e meditar nos prov\u00e9rbios. Eles t\u00eam sido lembrados em momentos importantes e trazido orienta\u00e7\u00e3o segura para as mais diversas situa\u00e7\u00f5es. Por exemplo, como n\u00e3o lembrar de Prov\u00e9rbios 15.1 quando estamos no meio de uma discuss\u00e3o ou conflito.<\/p>\n<p>No entanto, se observamos com aten\u00e7\u00e3o identificaremos pequenos grupos e temas recorrentes que se mostram muito \u00fateis na compreens\u00e3o desse trecho do livro. Nesses grupos, o ensino dos prov\u00e9rbios individuais \u00e9 ampliado e refor\u00e7ado.<\/p>\n<p><i>B. Estrutura motivacional<\/i><br \/>\nOutro importante recurso na interpreta\u00e7\u00e3o dos prov\u00e9rbios \u00e9 observar como eles motivam os seus leitores2. Diferentemente dos textos legais os prov\u00e9rbios n\u00e3o se prop\u00f5em apenas a declarar o que \u00e9 certo ou errado. Eles procuram incentivar atrav\u00e9s de exemplos seus leitores a escolher a pr\u00e1tica daquilo que \u00e9 bom.<\/p>\n<p>Uma dessas t\u00e9cnicas \u00e9 a estrutura car\u00e1ter \u2013 consequ\u00eancia. Nela o ouvinte \u00e9 motivado a agir de forma a ser identificado pelo atributo positivo e n\u00e3o pelo negativo.<\/p>\n<p>\u201cO filho s\u00e1bio (car\u00e1ter positivo) alegra a seu pai (consequ\u00eancia positiva) mas o filho insensato (car\u00e1ter negativo) \u00e9 a tristeza de sua m\u00e3e (consequ\u00eancia negativa)\u201d (10.1).<\/p>\n<p>Similar a ela \u00e9 a estrutura ato \u2013 consequ\u00eancia. Nesse caso o leitor \u00e9 incentivado a escolher a a\u00e7\u00e3o positiva.<\/p>\n<p>\u201cQuem fica por fiador de outrem (ato negativo) sofrer\u00e1 males (consequ\u00eancia negativa), mas o que foge de o ser (ato positivo) estar\u00e1 seguro (consequ\u00eancia positiva)\u201d (11.15).<\/p>\n<p>Temos tamb\u00e9m a estrutura car\u00e1ter \u2013 avalia\u00e7\u00e3o. Nesse tipo de prov\u00e9rbio a motiva\u00e7\u00e3o se d\u00e1 quando o s\u00e1bio exprime um ju\u00edzo de valor.<\/p>\n<p>\u201cPrata escolhida (avalia\u00e7\u00e3o positiva) \u00e9 a l\u00edngua do justo (car\u00e1ter positivo), mas o cora\u00e7\u00e3o do perverso (car\u00e1ter negativo) vale muito pouco (avalia\u00e7\u00e3o negativa)\u201d (10.20).<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s dessas e outras estruturas de motiva\u00e7\u00e3o em Prov\u00e9rbios est\u00e1 o uso frequente de padr\u00f5es antit\u00e9ticos que trabalham em termos de aproxima\u00e7\u00e3o e afastamento ou de busca e evitamento. Os prov\u00e9rbios nos desafiam a refletir e fazer escolhas. De um modo geral, o livro nos coloca diante das diferen\u00e7as de atitude e comportamento entre o justo e o \u00edmpio. Mostra tamb\u00e9m as diferentes consequ\u00eancias que esses comportamento atraem.<\/p>\n<p>Considerando assim de modo gen\u00e9rico somos estimulados a agir com sabedoria no desejo de ver os seus resultados presentes em nossa vida. Como exposto na li\u00e7\u00e3o 4, n\u00e3o podemos tratar esse recurso did\u00e1tico como leis ou promessas. Elas s\u00e3o est\u00edmulos baseados na observa\u00e7\u00e3o e no senso comum. O objetivo maior \u00e9 agir com sabedoria e n\u00e3o o receber os benef\u00edcios que esse comportamento pode nos trazer.<\/p>\n<p>Passemos \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de importantes temas presentes nesse bloco. Alguns j\u00e1 deles foram tratados nas li\u00e7\u00f5es anteriores, por isso n\u00e3o voltaremos a eles, embora eles apare\u00e7am muitas vezes.<\/p>\n<p><b>2. SABEDORIA NO FALAR<\/b><\/p>\n<p>Em Prov\u00e9rbios 10.8-21, 31-32 observamos a predomin\u00e2ncia de prov\u00e9rbios que tratam de nosso modo de falar.<\/p>\n<p>O mau uso da l\u00edngua produz ru\u00edna (10.8, 10, 14), viol\u00eancia (10.11), guarda de \u00f3dio e difama\u00e7\u00e3o (10.18), muitas \u00a0transgress\u00f5es (10.19) mas pouco valor (10.20), produz somente o mal (10.32). Leva aos tolos \u00e0 morte (10.21) e ser\u00e1 desarraigada (10.31).<\/p>\n<p>Essa lista nos d\u00e1 a extens\u00e3o dos males que o falar sem sabedoria produz.<\/p>\n<p>Tiago nos lembra: \u201cOra, a l\u00edngua \u00e9 fogo; \u00e9 mundo de iniq\u00fcidade; a l\u00edngua est\u00e1 situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e n\u00e3o s\u00f3 p\u00f5e em chamas toda a carreira da exist\u00eancia humana, como tamb\u00e9m \u00e9 posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda esp\u00e9cie de feras, de aves, de r\u00e9pteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo g\u00eanero humano; a l\u00edngua, por\u00e9m, nenhum dos homens \u00e9 capaz de domar; \u00e9 mal incontido, carregado de veneno mort\u00edfero\u201d (Tg 3.6-8).<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de notar os tremendos males que a mentira, a maledic\u00eancia, a fofoca t\u00eam causado em nosso meio (11.13; 20.19; Tg 4.11-12). Amarguras, dissens\u00f5es, divis\u00f5es, alterca\u00e7\u00f5es sem fim t\u00eam sido provocadas por aqueles que usam sua l\u00edngua de modo insensato (Gl 5.20; 1Tm 6.4-5).<\/p>\n<p>Por outro lado, o uso s\u00e1bio da l\u00edngua \u00e9 apontado como uma grande fonte de b\u00ean\u00e7\u00e3os. Ela \u00e9 manancial de vida (10.10), \u00e9 fonte de sabedoria (10.13, 31), dep\u00f3sito de conhecimento (10.14), modera\u00e7\u00e3o, prud\u00eancia (10.19) e prazer. Ela \u00e9 preciosa como prata escolhida (10.20), serve de instru\u00e7\u00e3o a muitos (10.21).<\/p>\n<p>Dessa forma, a palavra do crente deve ser \u201csempre agrad\u00e1vel, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um\u201d (Cl 4.6). Aos ef\u00e9sios, Paulo recomenda: \u201cN\u00e3o saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edifica\u00e7\u00e3o, conforme a necessidade, e, assim, transmita gra\u00e7a aos que ouvem\u201d (Ef 4.29). Por isso, Prov\u00e9rbios avalia: \u201cComo ma\u00e7\u00e3s de ouro em salvas de prata, assim \u00e9 a palavra dita a seu tempo\u201d (Pv 25.11). Veja tamb\u00e9m Prov\u00e9rbios 15.23 e 16.21, 24.<\/p>\n<p>O Senhor Jesus nos advertiu que, no ju\u00edzo final, prestaremos conta de toda palavra fr\u00edvola proferida (Mt 12.36). E nos deu o exemplo: \u201co enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus n\u00e3o d\u00e1 o Esp\u00edrito por medida\u201d (Jo 3.34). As palavras que ele nos disse s\u00e3o esp\u00edrito e s\u00e3o vida. Ele era o \u00fanico que tinha as palavras da vida eterna (6.63, 68).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do bom uso da l\u00edngua, Prov\u00e9rbios no ensina o valor de ouvir antes de falar. Prov\u00e9rbios 18.13 diz: \u201cResponder antes de ouvir \u00e9 estult\u00edcia e vergonha\u201d.<\/p>\n<p>Somos instru\u00eddos a guardar a boca e n\u00e3o abrir muito os l\u00e1bios (13.3). Tal princ\u00edpio \u00e9 t\u00e3o importante que o s\u00e1bio observa: \u201cQuem ret\u00e9m as palavras possui o conhecimento, e o sereno de esp\u00edrito \u00e9 homem de intelig\u00eancia. At\u00e9 o estulto, quando se cala, \u00e9 tido por s\u00e1bio, e o que cerra os l\u00e1bios, por s\u00e1bio\u201d (Pv 17.27-28). O mesmo pode ser dito da a\u00e7\u00e3o sem reflex\u00e3o. Prov\u00e9rbios 19.2 ensina: \u201cN\u00e3o \u00e9 bom proceder sem refletir e peca quem \u00e9 precipitado\u201d. Por isso Tiago lembra: \u201cTodo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar (Tg 1.19).<\/p>\n<p><b>3. O CAMINHO MELHOR<\/b><\/p>\n<p>O livro de Prov\u00e9rbios cont\u00e9m uma s\u00e9rie de vers\u00edculos que se iniciam com a express\u00e3o \u201cmelhor \u00e9\u201d. Al\u00e9m de afirmar um padr\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o esses vers\u00edculos nos ensinam uma lista de comportamentos que devemos buscar seguir.<\/p>\n<p>Somos incentivados \u00e0 dilig\u00eancia quando Prov\u00e9rbios valoriza o que se estima em pouco e faz o seu trabalho ao inv\u00e9s daquele que conta vantagens e n\u00e3o tem nada (12.9; 25.14). Tamb\u00e9m devemos ser humildes de esp\u00edrito e com eles partilhar o que temos do que estar aliados ao soberbo (16.19).<\/p>\n<p>Prov\u00e9rbios tamb\u00e9m recomenda o auto-controle e a mansid\u00e3o como conquistas maiores que as profissionais, pol\u00edticos ou militares (16.32; 25.28). Ao passo que a insensatez \u00e9 pior do que um animal enfurecido (17.12).<\/p>\n<p>Diz tamb\u00e9m que o pouco com temor do Senhor \u00e9 melhor do que a riqueza com inquieta\u00e7\u00e3o (15.16). Nesse contexto, tamb\u00e9m s\u00e3o prefer\u00edveis um prato de hortali\u00e7as (15.17), o pouco com justi\u00e7a (16.8) e o bocado seco (17.1). A alegria de cora\u00e7\u00e3o \u00e9 banquete cont\u00ednuo (15.15). Ainda que soe estranho \u00e0 mentalidade consumista de nossos dias, \u201cmelhor \u00e9 o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de l\u00e1bios e tolo\u201d (19.1; 28.6). Jesus nos advertiu quanto \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o dos gentios com essas coisas e nos exortou a buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justi\u00e7a (Mt 6.25-34). Hebreus nos admoesta que, por causa do cuidado de Deus, devemos nos contentar com as coisas que temos (Hb 13.5). Paulo lembra que a piedade com contentamento \u00e9 grande fonte de lucro e que, por isso, devemos estar contentes tendo o sustento e o que vestir (1Tm 6.6, 8).<\/p>\n<p>Outra p\u00e9rola dos prov\u00e9rbios \u00e9 a cr\u00edtica \u00e0 mulher rixosa. Conviver com ela \u00e9 pior do que viver sob uma ponte (21.9), do que morar numa terra deserta (21.19). Ela \u00e9 irritante como uma goteira (27.15). Se a mulher s\u00e1bia edifica a sua casa, a insensata a destr\u00f3i com suas pr\u00f3prias m\u00e3os (14.1).<\/p>\n<p><b>4. O MALEF\u00cdCIO DAS CONTENDAS<\/b><\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 6.12-19, Prov\u00e9rbios descreve o mal procedimento do homem de Belial, o homem vil, entre elas o andar semeando contendas, coisa que o Senhor abomina. Nessa se\u00e7\u00e3o de ditados, esse tema tamb\u00e9m recebe aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As contendas s\u00e3o fruto do \u00f3dio (10.12) e da incita\u00e7\u00e3o da ira (30.33). S\u00e3o suscitadas pelo homem iracundo e cobi\u00e7oso (15.18; 29.22; 28.25) e espalhadas pelo homem perverso atrav\u00e9s da difama\u00e7\u00e3o (16.28). Por isso, \u00e9 honroso para o homem desviar-se dela (20.3). O homem s\u00e1bio sabe resistir \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o leva desaforo para casa\u201d, como se costuma dizer, mas tamb\u00e9m n\u00e3o revida \u00e0 ofensa. Ao contr\u00e1rio, usa a palavra branda para desviar o furor e n\u00e3o suscitar a ira (15.1). Pagar o mal com o mal s\u00f3 prejudicar\u00e1 a nossa casa (17.13). Quando a contenda come\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser detida (17.14). Amar a contenda \u00e9 amar o pecado, por isso n\u00e3o podemos ser intransigentes (17.19).<\/p>\n<p>Prov\u00e9rbios ensina que devemos tratar as transgress\u00f5es cobrindo-as com amor, evitando levantar assuntos que provoquem disc\u00f3rdias (10.12; 17.9). Isso n\u00e3o quer dizer que devemos fechar os olhos para os pecados cometidos, mas que devemos ser compassivos e perdoadores (Ef 4.32) e corrigir os que pecam com esp\u00edrito de brandura (Gl 6.1). A longanimidade e o perd\u00e3o s\u00e3o a gl\u00f3ria do homem (19.11). Da\u00ed a orienta\u00e7\u00e3o de Paulo aos colossenses: \u201cSuportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso algu\u00e9m tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim tamb\u00e9m perdoai v\u00f3s; acima de tudo isto, por\u00e9m, esteja o amor, que \u00e9 o v\u00ednculo da perfei\u00e7\u00e3o. Seja a paz de Cristo o \u00e1rbitro em vosso cora\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual, tamb\u00e9m, fostes chamados em um s\u00f3 corpo (Cl 3.13-15).<\/p>\n<p><b>5. A JUSTI\u00c7A NOS NEG\u00d3CIOS<\/b><\/p>\n<p>Outro importante tema dos prov\u00e9rbios \u00e9 a pr\u00e1tica da justi\u00e7a nos neg\u00f3cios.<br \/>\nTais princ\u00edpios tamb\u00e9m s\u00e3o aplic\u00e1veis ao trabalho.<\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvirmos que se o comerciante ou empres\u00e1rio cumprir todas as obriga\u00e7\u00f5es legais ou n\u00e3o praticar o suborno n\u00e3o ter\u00e1 como prosperar. Tal pensamento tem justificado a contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios sem o registro em carteira, a venda sem nota fiscal, a omiss\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o de renda, etc.<\/p>\n<p>No entanto, Prov\u00e9rbios condena esse pensamento e essas pr\u00e1ticas. Somos alertados que os tesouros adquiridos atrav\u00e9s da iniquidade n\u00e3o t\u00eam proveito (10.2).<\/p>\n<p>Por outro lado, o s\u00e1bio nos desafia a confiar na provis\u00e3o do Senhor (10.3), em sua b\u00ean\u00e7\u00e3o (10.22) e na verdadeira recompensa que s\u00f3 pode ser produzida pela justi\u00e7a (11.18). Paulo afirma ter desprezado tudo por causa de Cristo, com o objetivo de conhec\u00ea-lo, o seu poder e a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos (Fp 3.9-11).<\/p>\n<p>V\u00e1rios vers\u00edculos comparam o rendimento obtido pelo justo com o do perverso (10.16; 11.19). Em 15.6, lemos: \u201cNa casa do justo h\u00e1 grande tesouro, mas na renda dos perversos h\u00e1 perturba\u00e7\u00e3o\u201d. Isso porque o Senhor abomina a desonestidade e ama a pr\u00e1tica da honestidade e da justi\u00e7a (11.1; 16.11). \u201cDois pesos e duas medidas, umas e outras s\u00e3o abomin\u00e1veis ao Senhor\u201d (20.10). O pr\u00f3prio povo amaldi\u00e7oa aquele que negocia desonestamente (11.26; 20.14).<\/p>\n<p>Por sua vez o justo, al\u00e9m de agradar a Deus pela pr\u00e1tica da justi\u00e7a (10.9; 11.5), promove o progresso da cidade (11.11). Por isso, devemos ser diligentes e honestos no trabalho e nos neg\u00f3cios que realizamos. A pr\u00e1tica da injusti\u00e7a causar\u00e1 a nossa ru\u00edna, mas \u00a0a\u00a0 justi\u00e7a nos\u00a0 recomendar\u00e1\u00a0 ao\u00a0 sustento que vem de Deus\u00a0 (22.9; 16, 22; 28.8, 27; Fp 4.17-19).<\/p>\n<p><b>CONCLUS\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Apesar da variedade\u00a0 e do\u00a0 car\u00e1ter aleat\u00f3rio dos prov\u00e9rbios\u00a0 individuais, o ensino que\u00a0 eles\u00a0 nos\u00a0 transmitem\u00a0 \u00e9\u00a0 bastante\u00a0 claro. Ao distinguir entre o justo e o \u00edmpio tanto em\u00a0 seus\u00a0 atos\u00a0 como nas\u00a0 consequ\u00eancias que eles produzem, \u00a0somos desafiados a\u00a0 tomar a decis\u00e3o\u00a0 de\u00a0 agir\u00a0 com\u00a0 sabedoria.<\/p>\n<p>Os prov\u00e9rbios demonstram na pr\u00e1tica os princ\u00edpios e valores da vida crist\u00e3. Sua maneira \u00a0de\u00a0 falar,\u00a0 suas\u00a0 escolhas,\u00a0 suas\u00a0 rea\u00e7\u00f5es\u00a0 diante \u00a0das\u00a0 contendas\u00a0 e\u00a0 seu\u00a0 compromisso com a \u00e9tica nos neg\u00f3cios e no trabalho, e muito mais.<\/p>\n<p><b>APLICA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Voc\u00ea\u00a0 tem\u00a0 cumprido o desafio de\u00a0 ler e meditar no livro de Prov\u00e9rbios? Que experi\u00eancias\u00a0 voc\u00ea \u00a0j\u00e1\u00a0 teve\u00a0 agindo\u00a0 ou\u00a0 tomando\u00a0 decis\u00f5es\u00a0 com\u00a0 base\u00a0 no\u00a0 ensino\u00a0 desse\u00a0 livro? Fa\u00e7a uso do\u00a0 livro de Prov\u00e9rbios para se\u00a0 orientar\u00a0 em\u00a0 como\u00a0 pensar\u00a0 e\u00a0 agir\u00a0 como um\u00a0 crist\u00e3o\u00a0 comprometido. Adquira\u00a0 o h\u00e1bito\u00a0 de memorizar\u00a0 prov\u00e9rbios\u00a0 e\u00a0 tente relacion\u00e1-los com as diversas situa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea\u00a0 vivencia.<\/p>\n<p>1 GARRETT, D. A. On order na disorder in Proverbs 10.1-24.23. Em ZUCK, R. B. (org.). <i>Learning from<\/i><i>de Sages<\/i>. Grand Rapids: Baker Books, 1995. p\u00e1g. 250.<\/p>\n<p>2 Cf. HILDEBRANDT, T. Motivation and Antithetic Parallelism in Proverbs 10-15. Em: ZUCK, ibid., p\u00e1gs. 253-265.<\/p>\n<p>&gt;&gt; Estudo publicado originalmente pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.editoraculturacrista.com.br\/categorias.asp?codigo=17\">Editora Cultura Crist\u00e3<\/a>, na s\u00e9rie\u00a0<i>Express\u00e3o &#8211; Sabedoria Po\u00e9tica<\/i>. Usado com permiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao distinguir entre o justo e o \u00edmpio tanto em  seus  atos  como nas  consequ\u00eancias  que eles produzem,  somos desafiados a  tomar a decis\u00e3o  de  agir  com  sabedoria. 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