{"id":1639,"date":"2016-12-09T14:45:04","date_gmt":"2016-12-09T17:45:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/?p=1639"},"modified":"2016-12-09T15:00:03","modified_gmt":"2016-12-09T18:00:03","slug":"o-cristao-carnal-o-novo-e-o-velho-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/estudos-biblicos\/vida-crista\/o-cristao-carnal-o-novo-e-o-velho-homem\/","title":{"rendered":"O crist\u00e3o carnal &#8211; o novo e o velho homem"},"content":{"rendered":"<h3><strong>O crist\u00e3o carnal &#8211; o<\/strong><em>\u00a0novo e o velho homem<\/em><\/h3>\n<p><strong>Texto b\u00e1sico: <\/strong>Romanos 7<\/p>\n<p><strong>Leitura di\u00e1ria<\/strong><br \/>\n<strong>D<\/strong> \u2013 Ef 2.1-10 \u2013 Regenerados<br \/>\n<strong>S<\/strong> \u2013 Fp 1.1-30 \u2013 Uma obra de preparo<br \/>\n<strong>T<\/strong> \u2013 Gl 5.13-26 \u2013 Livres, mas n\u00e3o liberados<br \/>\n<strong>Q<\/strong> \u2013 Mt 18.23-35 \u2013 Exemplo deve ser seguido<br \/>\n<strong>Q<\/strong> \u2013 Rm 12.1-21 \u2013 De dentro pra fora<br \/>\n<strong>S<\/strong> \u2013 Fp 2.12-16 \u2013 Desenvolvimento<br \/>\n<strong>S<\/strong> \u2013 Ef 4.1-16 \u2013 Desenvolvimento m\u00fatuo<\/p>\n<h4><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>O perd\u00e3o, como vimos, \u00e9 algo maravilhoso e desafiador. \u00c9 algo essencial em nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, por\u00e9m, tantas vezes negligenciado. Apesar de perdoados e de at\u00e9 irmos ao Senhor para confessar nosso pecado e pedir perd\u00e3o, temos dificuldades para praticar o perd\u00e3o e para pedir perd\u00e3o. Essa dist\u00e2ncia entre a import\u00e2ncia e a pr\u00e1tica do perd\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 realidade de que o pecado ainda exerce grande influ\u00eancia em nossa vida, mesmo ap\u00f3s regenerados e convertidos. Mesmo com a liberdade que temos ao recebermos o perd\u00e3o divino, o pecado \u00e9 uma realidade cont\u00ednua e inc\u00f4moda. A Escritura fala do crist\u00e3o carnal em Romanos 7.14, mas o que \u00e9 isso? Qual \u00e9 nossa situa\u00e7\u00e3o, afinal? Somos os mesmos pecadores ou j\u00e1 alcan\u00e7amos a perfei\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h4><strong>I. O \u201ccorpo desta morte\u201d<\/strong><\/h4>\n<p>Nada que alcan\u00e7amos neste mundo se compara \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de Deus: \u201cseus pecados est\u00e3o perdoados\u201d. Contudo, ainda vemos Paulo afirmando: \u201cdesventurado homem que sou! Quem me livrar\u00e1 do corpo desta morte?\u201d (Rm 7.24).<\/p>\n<p>Essa linguagem fazia muito sentido naquele tempo. Havia o costume de se atar o corpo da v\u00edtima ao assassino. Ele tinha de andar com aquele cad\u00e1ver e encarar o horror de seu ato. Muitos enlouqueciam com toda a podrid\u00e3o de um corpo se decompondo, com a a\u00e7\u00e3o de larvas e moscas atra\u00eddas pela morte.<\/p>\n<p>Por mais nojenta que seja a imagem, ela \u00e9 um bom exemplo de nossa situa\u00e7\u00e3o. Somos uma nova criatura em Cristo, por\u00e9m, ainda n\u00e3o libertos daquele homem que foi morto e sepultado. Apesar de temos uma nova natureza (Ef 2.1), a obra completa ainda n\u00e3o se fez realidade, pois est\u00e1 guardada para a volta de nosso Redentor (Fp 1.6). Sofremos a influ\u00eancia da sujeira da velha natureza, esbarrando em nosso novo homem.<\/p>\n<p>Contudo, dentro do pensamento crist\u00e3o, ainda h\u00e1 muitas d\u00favidas e discuss\u00f5es. Existem pontos de vista que se contrap\u00f5em e que nos levam a extremos n\u00e3o b\u00edblicos. H\u00e1 o antinomismo em que os seus proponentes descartam a obedi\u00eancia, e o perfeccionismo, em que os seus proponentes pensam j\u00e1 n\u00e3o pecar mais. Vejamos mais de perto essas duas formas de pensamento.<\/p>\n<h4><strong>II. O ponto de vista antinomiano<\/strong><\/h4>\n<p>Os antinomianos pensam que n\u00e3o h\u00e1 qualquer lei a qual devam submeter-se. Em Cristo eles est\u00e3o livres para viver do modo como desejam. Esse crist\u00e3o carnal vive em \u201ccont\u00ednua carnalidade, n\u00e3o dando provas do fruto do Esp\u00edrito.\u201d Ele se parece mais com a descri\u00e7\u00e3o dos mortos do que com a dos vivos:<\/p>\n<p>Ele vos deu vida, estando v\u00f3s mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o pr\u00edncipe da potestade do ar, do esp\u00edrito que agora atua nos filhos da desobedi\u00eancia; entre os quais tamb\u00e9m todos n\u00f3s andamos outrora, segundo as inclina\u00e7\u00f5es da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e \u00e9ramos, por natureza, filhos da ira, como tamb\u00e9m os demais (Ef 2.1-3).<\/p>\n<p>Veja que o texto faz uma descri\u00e7\u00e3o do morto como algu\u00e9m que vive pecando, desobedecendo. Isso nos leva a crer que algu\u00e9m vivo, espiritualmente falando, n\u00e3o se parece em nada como que os antinomianos pensam. Para esse grupo antinomiano a profiss\u00e3o de f\u00e9 \u00e9 o bastante. Contudo, devemos lembrar que a Escritura, ao nos ensinar a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9, n\u00e3o est\u00e1 afirmando que o crente \u00e9 apenas algu\u00e9m que cr\u00ea.<\/p>\n<p>A verdadeira f\u00e9 nos conduz a uma atitude, a um modo de vida. Ao fazer a analogia da f\u00e9, Tiago nos mostra a sequ\u00eancia \u00f3bvia e esperada do crer e, ent\u00e3o, fazer. Segundo ele, f\u00e9, sem obras, \u00e9 morta. Melhor \u00e9 mostrar a f\u00e9 por meio das obras, ou seja o fruto do Esp\u00edrito: \u201camor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansid\u00e3o, dom\u00ednio pr\u00f3prio\u201d (Gl 5.23). \u00c9 bom lembrar de Romanos 6, que mostra como \u00e9 impens\u00e1vel ao que morreu para o pecado em Cristo, possa continuar entregando seus membros ao pecado.<\/p>\n<p>O antinomismo, portanto, \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter da nova vida. N\u00e3o somos chamados simplesmente para crer, mas para ser. Ser \u00e0 imagem de Cristo (Rm 8.29), ser transformado desde a mente (Rm 12.2). N\u00e3o conseguir vencer o pecado \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, entregar-se e agir como se isso n\u00e3o importasse, em nada se parece com algu\u00e9m que conhece e de fato confessa o evangelho.<\/p>\n<h4><strong>III. A vis\u00e3o perfeccionista<\/strong><\/h4>\n<p>Outra heresia, totalmente oposta ao antinomismo, \u00e9 o perfeccionismo. Essa ensina que estamos em perfei\u00e7\u00e3o moral. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar o tipo de distor\u00e7\u00e3o b\u00edblica e de autoimagem que se tem de fazer para chegar a esse tipo de conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar esse n\u00edvel de distor\u00e7\u00e3o temos de ir para um de dois lados. Ou nos superestimamos em nosso desempenho moral, ou subestimamos as exig\u00eancias morais de Deus. Por fim, ele traz o mesmo efeito do antinomismo: n\u00e3o h\u00e1 lei, ou por ela ser t\u00e3o reduzida para que nos iludamos de que estamos bem, ou porque achamos que j\u00e1 estamos fazendo o que dever\u00edamos.<\/p>\n<p>H\u00e1 um esfor\u00e7o enorme do perfeccionista, n\u00e3o para vencer o pecado, mas para ignorar a verdade sobre si e a verdade da Escritura. O antinomista n\u00e3o liga para o pecado, enquanto que o perfeccionista ignora sua realidade. A Escritura \u00e9 cheia de refer\u00eancias \u00e0 realidade de que seremos aperfei\u00e7oados at\u00e9 o dia de Cristo. Filipenses 1.6 declara que o desenvolvimento daqueles irm\u00e3os era algo a ser completado e que isso \u00e9 cont\u00ednuo na atual realidade.<\/p>\n<p>Em Jeremias 17, o Senhor nos alerta sobre a confian\u00e7a em n\u00f3s mesmos. O profeta ressalta que somente no Senhor podemos colocar nossa confian\u00e7a para a salva\u00e7\u00e3o. Nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e9 corrupto e dado ao pecado. \u00c9 interessante que a Escritura nunca descreve esse \u201ccrente perfeito\u201d, ou sem pecado.<\/p>\n<p>1Jo\u00e3o 1.8 \u00e9 taxativo: \u201cSe dissermos que n\u00e3o temos pecado nenhum, a n\u00f3s mesmo nos enganamos\u201d. O esfor\u00e7o de um perfeccionista para mostrar que isso n\u00e3o se aplica a ele \u00e9 enorme. Sproul descreve uma conversa com um perfeccionista que diz ter alcan\u00e7ado a segunda ben\u00e7\u00e3o e j\u00e1 n\u00e3o mais pecava.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Quando confrontado com o texto de Romanos 7, e o relato de Paulo, antes de sua convers\u00e3o, o perfeccionista afirmou que o ap\u00f3stolo n\u00e3o havia alcan\u00e7ado a segunda b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o wesleyana pode ser vista como outra forma de perfeccionismo. Pode-se dizer que \u00e9 um modo mais brando, por\u00e9m, igualmente incoerente e antib\u00edblico. Para esse grupo, somente quanto ao amor \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar a perfei\u00e7\u00e3o. Contudo, mesmo nessa vers\u00e3o atenuada, como algu\u00e9m pode dizer que ama a Deus perfeitamente e ao mesmo tempo pecar contra ele?<\/p>\n<p>Paulo nos descreve, em Romanos 7, com uma condi\u00e7\u00e3o ainda restringida pela a\u00e7\u00e3o do velho homem. Ainda que capazes de agir santamente, o \u201ccorpo desta morte\u201d ainda est\u00e1 atrelado ao crente. Dos versos 6 a 14, o ap\u00f3stolo descreve nossa rela\u00e7\u00e3o com a lei, mostrando que n\u00e3o estamos mais submetidos a ela, tendo em vista que ela nada faz para nos justificar, apenas nos acusando. Nesse sentido, ele afirma ser santo, por\u00e9m, por causa do pecado, \u00e9 sempre motivado a pecar diante da dire\u00e7\u00e3o divina. Isso enfatiza justamente nossa real situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>IV. A vis\u00e3o b\u00edblica<\/strong><\/h4>\n<p>Algu\u00e9m diria que o ap\u00f3stolo Paulo n\u00e3o foi cheio do Esp\u00edrito? Como algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 totalmente rendido ao evangelho pode passar por tudo que ele passou (2Co 11.25)?<\/p>\n<p>Mesmo diante de toda a experi\u00eancia e relacionamento com Deus, ele declara: \u201ceu, todavia, sou carnal, vendido \u00e0 escravid\u00e3o do pecado\u201d (Rm 7.14). Por mais profunda que essa declara\u00e7\u00e3o possa ser, vindo de quem vem, n\u00e3o podemos realmente pensar que se trata de um crist\u00e3o carnal.<\/p>\n<p>Paulo descreve a realidade de que ainda temos a influ\u00eancia do pecado sobre n\u00f3s. Enquanto receptor da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, o ap\u00f3stolo, como agente, \u00e9 carnal. A luta \u00e9 de seu velho homem contra o novo. \u00c9 a luta das obras que s\u00e3o fruto dos benef\u00edcios da regenera\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o contra o pecado, no qual nasceu e foi concebido. A santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda ao Esp\u00edrito e o pecado a ele.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Paulo menciona o homem interior e o exterior (Rm 7.22-25). Essa linguagem procura atribuir ao Esp\u00edrito aquilo que \u00e9 interior a ele, profundo, por ser a partir de nosso \u00edntimo que a obra \u00e9 feita, e de modo involunt\u00e1rio, n\u00e3o dependente dele. Enquanto isso, ele menciona as obras de seus membros, enfatizando sua a\u00e7\u00e3o, o que depende dele mesmo.<\/p>\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pela declara\u00e7\u00e3o: \u201ceu, de mim mesmo, com a mente sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado\u201d (Rm 7.25). O ap\u00f3stolo est\u00e1 enfatizando que j\u00e1 h\u00e1 vit\u00f3rias, por\u00e9m, ainda h\u00e1 o que ser feito. Sua mente est\u00e1 transformada e almeja as coisas do Esp\u00edrito. Contudo, a realidade do pecado ainda presente, \u00e9 externada por seus membros, contrapondo a obra j\u00e1 iniciada em seu ser, a partir de sua mente (Rm 12.1-2).<\/p>\n<p>J\u00e1 no cap\u00edtulo 8, verso 13, Paulo mostra que ainda h\u00e1 necessidade de se trabalhar os efeitos do pecado em nossa vida: \u201cPor que, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Esp\u00edrito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.\u201d Viver segundo o Esp\u00edrito \u00e9 lutar contra o que \u00e9 naturalmente nosso, o estado no qual nascemos: \u201ce \u00e9ramos, por natureza, filhos da ira, como tamb\u00e9m os demais\u201d (Ef 2.3).<\/p>\n<p>Ainda lutamos pois estamos em estado de santifica\u00e7\u00e3o, aguardando a glorifica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 l\u00e1, o Esp\u00edrito nos d\u00e1 todas as condi\u00e7\u00f5es de vencer o velho homem e agir segundo a renova\u00e7\u00e3o de nossa mente, mas tamb\u00e9m podemos equivocadamente nos deixar levar pelos velhos h\u00e1bitos.<\/p>\n<p>Filipenses 2.12-16 trata a vida crist\u00e3 como algo a ser desenvolvido. \u00c9 interessante que a Escritura nunca trata a carreira crist\u00e3 como algo terminada, ou resolvida. Sempre a trata em termos de desenvolvimento, de algo ainda por alcan\u00e7ar. J\u00e1 Ef\u00e9sios 4 nos d\u00e1 uma dimens\u00e3o animadora para esse desenvolvimento: n\u00e3o estamos sozinhos. Somos chamados para nos auxiliarmos mutuamente no crescimento do corpo de Cristo. N\u00e3o podemos pensar que chegaremos \u00e0 perfeita varonilidade sozinhos.<\/p>\n<h4><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>O crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ser perfeito, t\u00e3o pouco algu\u00e9m que n\u00e3o tem com o que se preocupar. O crist\u00e3o, segundo o ensino b\u00edblico, \u00e9 algu\u00e9m que vive a realidade de uma vida regenerada, por\u00e9m, n\u00e3o glorificada. A soberba \u00e9 o resultado de quem n\u00e3o aceita a realidade de que estamos em um processo de crescimento, que deve ser alvo de nossa cont\u00ednua dedica\u00e7\u00e3o. A soberba \u00e9 resultado de qualquer uma dessas op\u00e7\u00f5es vistas na li\u00e7\u00e3o. Ou se \u00e9 soberbo por pensar poder fazer tudo que se quer, ou por pensar j\u00e1 ter feito tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<h4><strong>Aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Voc\u00ea tem lutado devidamente contra o pecado? Qual sua autoimagem? Pensa ter um comportamento moral de alto n\u00edvel? O pecado \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua em sua vida, ou seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cauterizado e acostumado com o erro?<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cf. <em>Como viver e agradar a Deus<\/em>, R. C. Sproul, Editora Cultura Crist\u00e3.<\/p>\n<p>&gt;&gt; Estudo publicado originalmente pela <a href=\"https:\/\/www.editoraculturacrista.com.br\/loja\/categoria\/escola-dominical\">Editora Cultura Crist\u00e3<\/a>. Usado com permiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ser perfeito, t\u00e3o pouco algu\u00e9m que n\u00e3o tem com o que se preocupar. Ali\u00e1s, a B\u00edblia nunca trata a carreira crist\u00e3 como algo terminada, ou resolvida. Sempre a trata em termos de desenvolvimento, de algo ainda por alcan\u00e7ar. 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