O que é livre-arbítrio?

O que é livre-arbítrio?

Texto básico: Romanos 6.1-14

Leitura diária
D Gn 1.31 Deus o criou bom
S Gn 2.17 Certamente morrerás
T Rm 3.10-18 Nem um só justo
Q Rm 3.23 Todos pecaram
Q Ef 2.1-3 Em delitos e pecados
S Jo 8.34 Escravos do pecado
S Gl 5.17 Espírito vs. carne

Introdução

Quem nunca ouviu falar em livre-arbítrio? A palavra é conhecida, mas seu significado pode ser desconhecido pela maioria das pessoas, que a utilizam assim mesmo. O conceito dessa palavra é tão importante que, quando entendido corretamente, pode causar grande con­fusão. Foi o que ocorreu na época da Reforma Protestante. Depois de ter afixa­do nas portas da catedral de Wittenberg suas 95 teses, Martinho Lutero precisou debater com Erasmo de Roterdã sobre livre-arbítrio. Ele até escreveu um livro muito conhecido intitulado A escravidão da vontade, no qual argumentou contra a Igreja Católica Apostólica Romana e ex­pôs as ideias bíblicas sobre livre-arbítrio.

Para Lutero, era impossível conciliar o verdadeiro evangelho da graça de Deus com a ideia de livre-arbítrio pregada e crida na Igreja Católica. Por causa disso, Lutero foi excomungado e tratado como herege, mas, apesar disso, ele abriu as portas para um movimento de retorno às Escrituras, o que permitiu a compreensão desse tema tão importante, à luz da Pa­lavra de Deus. 

I. O que é livre-arbítrio?

Popularmente, livre-arbítrio é entendido como a possibilidade do homem de fazer escolhas de forma “livre”, ou seja, o homem pode fazer o que quiser, e isso o tornaria livre de qualquer influ­ência, até mesmo de Deus. É como se o Senhor não tivesse nada a ver com as nossas decisões diárias. Porém, o termo livre-arbítrio sob a óptica da teologia e da filosofia é muito técnico e restrito. Nesta lição, o que nos interessa é o livre-arbítrio relacionado à Soberania de Deus na salvação e como deve ser entendido à luz das Escrituras.

Podemos dizer que livre-arbítrio é a capacidade que o homem tem de fazer escolhas que podem ser contrárias ou não à sua natureza. O termo arbítrio diz respeito a julgar, isto é, o homem “teria” a capacidade de avaliar se vai tomar uma decisão contrária à sua natureza ou não, por isso o termo “livre”. Usei o verbo no futuro do pretérito (teria), porque, na realidade, segundo a Escri­tura, nenhum homem tem livre-arbítrio. O único homem que teve livre-arbítrio foi Adão.

É importante entender que o homem foi criado segundo a imagem e seme­lhança de Deus, ou seja, em retidão e perfeita santidade. “Eis o que tão so­mente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29; cf. Gn 1.27; 2.7; 3.6; Sl 8.5; Mt 10.28; Rm 2.14-15; Cl 3.10). Quan­do o homem pecou, perdeu a condição de “arbitrar” sobre sua vontade, perdeu a possibilidade de escolher entre estas duas alternativas: praticar a vontade de Deus ou pecar.

Para entender isso o esquema criado por Agostinho de Hipona sobre a condição do homem antes e depois do pecado é de grande ajuda.

Antes da Queda o homem era: 

  • posse non peccare (capaz de não pecar)
  • posse peccare (capaz de pecar)

Depois da Queda o homem é:

  • non posse non peccare (incapaz de não pecar)

Antes de pecar, o homem poderia obedecer à vontade de Deus e lhe ser agradável por meio da sua própria justiça e santidade. Após a Queda, ele tornou-se incapaz de não pecar. A relação entre a liberdade, responsabilidade e soberania será explorada mais à frente, nas lições desta revista. No momento, interessa-nos conhecer a devassidão causada pelo pecado para podermos compreender que, após a Queda, o homem conseguiu o que chamamos de “livre-agência”.

II. O estrago do pecado

A condição espiritual do homem depois do pecado é conhecida como depravação total ou radical.

Primeiro, sobre essa condição, é necessário saber que o pecado de Adão atingiu todos os homens em todas as épocas, incluindo até mesmo a criação inanimada (Rm 8.19-21). “… pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”(Rm 3.23), e “… assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).

Adão era o representante da criação diante de Deus; quando ele pecou, toda a criação caiu com ele. É importante entender a extensão do pecado para reconhecer que ninguém está alheio aos seus efeitos, nem mesmo as crianças. Diz o rei Davi: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5; cf. Is 48.8). Após a Queda, todos os seres hu­manos nascem na condição de pecadores.

Segundo, o pecado nos tornou inimigos de Deus. Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo diz “… andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3).

Tiago registra que “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4b; cf. Cl 1.21). A ruptura que o pecado causou na comunhão de Deus com o homem tornou esse último não apenas desobediente, mas também um potencial rival da vontade divina.

Terceiro, o pecado matou o homem, afastando-o de Deus. Em Efésios, lemos: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1; cf. Gn 2.17). O profeta Isaías disse: “… as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2).

A morte espiritual diz respeito à impos­sibilidade que o homem tem de se voltar para Deus. Há um abismo tão grande en­tre o pecador e o Senhor que é impossível para o homem aproximar-se dele.

Em último lugar, o pecado afetou todas as faculdades do ser humano. Isso signi­fica que não há um pensamento, atitude e palavra que não estejam manchados pelo pecado; e isso é assustador. As Escrituras relatam que “Viu o Senhor que a mal­dade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6.5). Esse retrato não se refere somente à geração do dilúvio. O que o Senhor revela em sua Pa­lavra sobre nossa condição é humilhante:

“… como está escrito: Não há um justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; des­conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos seus olhos” (Rm 3.10-18).

Alguns apontamentos são interessantes. Perceba que o apóstolo Paulo faz várias citações do Antigo Testamento, ou seja, essa verdade está presente em toda Es­critura. Note que todos os homens são colocados sob o mesmo patamar, e por duas vezes ele afirma “não há um sequer”. Agora, veja a lista de pecados que ele coloca como nossos, pois todos nós estamos sujeitos a praticá-los.

Isso significa ser depravado de forma total, ou radical. Quando observamos a nossa vida, podemos até pensar que não somos tão maus assim. Mas, de fato, o que a Palavra ensina é que a raiz – por isso usamos o termo radicalmente – está con­taminada e compromete tudo o que dela procede. Essa raiz é o coração. O pecado habita no coração do homem e, como nosso Senhor Jesus ensinou, “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos tes­temunhos, blasfêmias” (Mt 15.19). Após a Queda, “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

Todas as decisões que o ser humano toma estão permeadas de pecado. O ho­mem não consegue agir contra as rédeas que são o legado de sua carne contami­nada. Por isso, dizemos que o homem perdeu o livre-arbítrio, isto é, ele não tem mais a capacidade de arbitrar entre o bem e o mal; mas a condição da sua vontade é de livre-agência. 

III. Do livre-arbítrio para a livre-agência

A livre-agência pode ser definida como a capacidade de o homem fazer escolhas somente de acordo com a sua natureza. Se Adão, que foi criado santo e reto, pôde fazer uma escolha contrária à sua natureza boa, depois do pecado, todos os homens agem somente – por isso livre-agência – de acordo com a sua natureza, agora deca­ída. Podemos definir a livre-agência entre pré-conversão e pós-conversão. Não é o nosso objetivo, nesta lição, discutir a respeito da salvação do homem – isso será feito em lições futuras, mas pretendemos estudar como se dá a livre-agência nesses dois modelos possíveis. 

A. Pré-conversão

Antes de crer em Cristo Jesus, como vimos brevemente, o homem está morto em seus delitos e pecados e vive em deso­bediência a Deus (Ef 2.1-3). “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (Jr 13.23). Veja a constatação do profeta Jeremias. É importante lembrar que ele fala para um povo e em uma época em que não existiam as cirurgias estéticas tão comuns atualmente. É como se ele estivesse dizen­do que, se fosse possível alguém mudar a cor da pele, só porque quer, então, alguém acostumado a fazer o mal conseguiria fazer o bem. A situação é de escravidão, servidão: “… todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34).

A vontade do homem está condicionada e servilmente sujeita ao pecado que habita nele. Não há nada que o homem caído possa fazer para, sozinho, desvencilhar-se dessa situação, pois ele está morto em seus delitos e pecados (Ef 2.1). Assim, sua vontade não é de maneira alguma livre; ele não pode arbitrar entre o bem e o mal, e segundo a Palavra todo homem deseja somente pecar. Se Deus não usar de sua graça e misericórdia, o homem continuará fazendo somente a vontade da carne.

B. Pós-conversão

A livre-agência do cristão não é a mes­ma daquele que ainda não conheceu a Cristo e foi salvo por ele. Quando Deus nos salva, ele retira de nós o coração de pedra – lembre-se, a raiz do problema – e coloca em nós um novo coração, dispos­to a servi-lo, obedecê-lo e buscá-lo (Ez 11.19; 36.26; Sl 51.10). Ao mesmo tem­po, ainda estamos presos a nosso estado corruptível; mas, em sua nova vida, o cristão tem condições de lutar contra o pecado e, em Cristo, ser vitorioso sobre os seus inimigos: a carne, o mundo e o diabo (Jo 16.8-11,33; Rm 6.13,18; 8.10, 37; 1Jo 2.13-14; 5.4-5).

Cristo Jesus foi morto “… carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1Pe 2.24).

Contudo, não dizemos que o cristão volta a ter livre-arbítrio de Adão, porque ainda reside nele o pecado, e seu coração precisa ser constantemente fortalecido e preenchi­do pela Palavra e pelo Espírito para que ele obedeça a Deus de modo que o agrade (Gl 5.16; Ef 5.15-20; 2Tm 3.16-17; Hb 4.12).

Adão e Eva, antes de pecarem, não precisavam se esforçar para obedecer a Deus, pois tinham sido criados santos e justos. Quanto ao crente, nascido sob o pecado, mas regenerado pelo Espírito de Deus, ele precisa se esforçar para cumprir a vontade do Senhor (Êx 19.5; Dt 6.17; At 24.16; Ef 4.3; Hb 4.11; 12.15; Jd 3). Assim sendo, mesmo tendo a capacidade de vencer sua natureza maligna, o crente tem também uma natureza transformada, e age de acordo com ela (Gl 5.17). Se­guindo o ensino bíblico, nos novos céus e nova terra, não mais pecaremos (non posse peccare), assim nossa natureza estará cativa somente à vontade de Deus. 

Conclusão

No Éden, o primeiro casal, Adão e Eva, foi criado santo e justo, mas desobedeceu e caiu em pecado. A partir daí, todos os homens nascem sob as correntes do pe­cado, tendo sua vontade sempre cativa pelo mal e por este são influenciados; nessa condição, não conseguem por si mesmos voltar-se para Deus. No entanto, quando, por meio da ação sobrenatural do Espírito, Deus transforma um pecador e o resgata, este passa a ter o privilégio de obedecer e fazer a vontade do Criador. A nossa esperança, que se encontra fortalecida pela promessa de Deus, é que um dia seremos totalmente transformados e nunca mais pecaremos.

Aplicação

Você já tinha considerado que depois de Adão o livre-arbítrio deixou de exis­tir? Você concorda que as pessoas que não conhecem a Cristo agem dominadas pelo pecado, como ensinam as Escrituras? Você tem se esforçado para obedecer a Deus em todos os seus caminhos, numa resposta à ação transformadora de Deus em você?

>> Autor do Estudo: André Scordamaglio
>> Estudo publicado originalmente na na série Palavra Viva, revista “Soberania Banida”, da Editora Cultura Cristã. Usado com permissão.

 

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15 Comentários para “O que é livre-arbítrio?”

  1. EZEQUIAS NUNES ALECRIM 28 de agosto de 2017 at 16:02 #

    Esse estudo sobre o Livre-arbítrio me fez refletir sobre o apelo de Jesus aos seus ouvintes quando Ele concluindo o tão conhecido Sermão do Monte em

  2. EZEQUIAS NUNES ALECRIM 28 de agosto de 2017 at 16:10 #

    Mateus 7, 13 a 28 Ele começa já nos versículos 13 e 14 fazendo as aplicações sobre as duas porta, dois caminho, duas multidões e dois destinos se seus ouvintes eram incapazes de fazer escolhas certas. Estou perguntando porque sou um crente leigo desejoso de aprender. Obrigado.

  3. Edilson Francisco dos Santos 2 de agosto de 2018 at 0:03 #

    Ensino ótimo. Aprendi muito com ele.

  4. vanda izzo 3 de setembro de 2018 at 0:44 #

    Se não temos o livre arbítrio , no dia do juízo final seremos julgados baseado em que ?

    • Allysson Sousa 30 de setembro de 2019 at 17:42 #

      Vanda Izzo seremos julgados segundo a lei.

    • Êndeli santos 2 de dezembro de 2019 at 21:32 #

      Mediante suas ações

  5. Elias Francisco 17 de dezembro de 2018 at 4:57 #

    Na explicação Livre arbítrio x Livre-Agência não achei diferença e é a primeira vez que deparo com livre-agência. desejo saber a denominação do professor. Obrigado pela atenção.

    • Gabriel 16 de outubro de 2019 at 1:09 #

      Então cara.. livre arbítrio quer dizer que o homem pode fazer determinada escolha, ter uma “livre opinião, escolha sobre alguma coisa sem influência de nada” porém as pessoas sempre agem mediante alguma influência, citamos alguns que influenciam (Tv, Livros, a própria sociedade, e etc).

      A livre agência é vc entender que após Adão pecar, Deus colocou um limite sobre o que podemos escolher. De fato a livre agência permite vc escolher se vai seguir o padrão do mundo mediante as influências que o próprio mundo impõe ou seguir o padrão de Deus que no caso ele nos deixa as escrituras como o que devemos ou n fazer e nos mostra que o padrão que ele quer que sigamos é o de ser iguais a Cristo..

      E começamos a entender realmente a frieza, a mediocridade nos nossos corações quando nos perguntamos isso que eu estou fazendo agrada a Deus? Ou me grada por que satisfaz as vontades do meu ego as vontades da carne aí entramos em um pecado chamado “idolatria” que eu nem deveria está citando aqui..

      Podemos concluir que é permitido fazer várias coisas, mas o que realmente convém à Graça de Deus?

      Permitido é, mas até que ponto eu fazendo determinada coisa, ela vai influenciar meu relacionamento com Deus?

      Espero ter sido claro na sua pergunta

  6. Elias Francisco 17 de dezembro de 2018 at 5:05 #

    Já sei qual a denominação do professor, através do ultimato, aceito

  7. Eduardo 24 de janeiro de 2019 at 16:25 #

    Li e achei muitas lacunas nos argumentos, achei um texto muito “uni-direcional”. Como pode defender um ponto de vista e deixar para tras argumentos de outra visão? Como pode Jesus ministrar, capacitar discipulos e até morrer… e dizer aquele que crê será salvo? Como pode o reino ser ganho por força e violência se já fomos eleitos e predestinados?

    • Paulo Victor 6 de dezembro de 2019 at 15:18 #

      Na verdade o reino pode ser ganho a força e violência, isso quer dizer, que vc deve fazer de tudo para buscar o reino de Deus, e fomos predestinados desde antes da fundação do mundo, só Jesus e Deus sabe quem são os eleitos, e eu acredito que nem msm Adão e Eva tiveram livre arbítrio já que o plano da salvação já estava pronto desde antes a fundação do mundo

  8. MARCOS OLIVEIRA MELO 18 de outubro de 2019 at 5:08 #

    Então eu herdei o pecado de Adão, mas não herdei a capacidade de escolha? Então eu não tenho a mesma natureza de Adão.

    Primeira vez que leio isso!

    Então no juízo final serei condenado com base em que?

  9. Faboi jr 3 de fevereiro de 2020 at 10:39 #

    Não allyson. Seremos julgados segundo nossas obras .não é vc ter o livre arbítrio q leva vc a ter julgamento diante de Deus. E sim nossos feitos . É o q estar escrito em Mateus 16.27

  10. Cinara Salgueiro Santos 15 de fevereiro de 2020 at 22:12 #

    Muito elucidativo esse estudo sobre o livre-arbítrio. Entendo claramente que o pecado corrompeu o caráter humano, impossibilitando uma vida santa, livre de pecado. Entretanto não tenho como afirmar que o homem sem Deus não pode fazer atos de bondade, pois é possível ver “ímpios com obras de justo”. Entendo que são ações isoladas e contrárias à sua natureza horrivelmente manchada pelo pecado, mas mesmo assim, ímpios podem demonstrar afeto e realizar atos de bondade, pelo menos é o que tenho visto.

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  1. LIÇÃO 7 A QUEDA DO SER HUMANO Francisco Barbosa – Crescendo em Cristo - 14 de fevereiro de 2020

    […] compreender que, após a Queda, o homem conseguiu o que chamamos de “livre-agência””(ultimato)||2. A soberania divina. É o direito absoluto, irrestrito e inquestionável, que possui Deus […]

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