Deus existe para me fazer feliz?

DEUS EXISTE PARA ME FAZER FELIZ?

 

 

Base Bíblica:  Filipenses 4.8-13;  2 Coríntios 12.7-10

Meditação Diária:
Seg     Tg 4.2-3
Ter      Lc 16.19-31
Qua     Rm 8.28
Qui      Lc 10.20
Sex     Tg 4.4-10
Sáb     Lc 11.9-13
Dom    Ap 19.1-10

 

O ser humano tem uma grande necessidade: ser feliz! Uns buscam a felicidade no dinheiro, outros no sexo, outros na realização profissional, e em tudo que possa ser manipulado para esse fim. O problema é que até na igreja alguns estão querendo usar” Deus como fonte de felicidade. Isso fez surgir uma doutrina, aparentemente bem montada, chamada: A Teologia da Prosperidade. A base dessa doutrina nada mais é que o homem achar que pode “mandar” em Deus. Hoje vamos aprender um pouco mais sobre isso e ver a forma bíblica de ser feliz sem ser petulante ou hedonista (aquele cuja filosofia é a busca do prazer).

1. Biblicamente falando… (Tg 4.2-3)

Esse texto se refere a pessoas como nós. Pessoas que nem sempre estão satisfeitas com o que têm e ainda culpam Deus por não dar aquilo que pedem. Tiago nos ensina o seguinte:

1.1 Nossa base de busca da felicidade é a cobiça
Queremos aquilo que não podemos ter e chegamos a ponto de fazer coisas extremas para conseguir o que queremos – brigamos, destruímos amizades, fazemos guerra, etc.

1.2 Nós, na realidade, não temos porque não pedimos a Deus
Há, então, uma ligação entre o que queremos e a pessoa que nos pode dar.

1.3 Mas quando pedimos, não pedimos bem
Fazemos isso para o nosso próprio prazer (esbanjar – provocar inveja nos outros). Por isso não recebemos.

Note, então, que Tiago está revelando uma verdade não muito bonita daqueles crentes. Mas ele também quer endireitar a forma como as pessoas se relacionam com Deus e chegam à felicidade. Esse também é o nosso alvo.

2. Entendendo a filosofia do prazer

2.1 O hedonismo e o propósito de Deus para o homem
O hedonismo é a expressão humana de busca da felicidade por meio do prazer absoluto.

Nessa teoria, o prazer é o objetivo supremo da vida (Enc. Barsa). Homens, como Richard Brandt, dedicaram grande parte de sua vida defendendo essa teoria. Hoje, o hedonismo está em todo o mundo, inclusive em alguns setores da igreja.

A Bíblia diz que o pecado faz separação entre nós e Deus. Dessa forma, quando o homem busca ser feliz sem Deus, certamente não alcançará essa felicidade. Por outro lado, os mestres da Teologia da Prosperidade alegam que Deus existe puramente para nos fazer felizes. Um dos textos mais citados é Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Alguns sugerem que tudo que acontece na vida de um crente é para beneficiá-lo. Para eles, Deus fará todas as pedras se moverem para que eu possa ser feliz e, às vezes, às custas da infelicidade de outra pessoa. “Senhor, tira esse irmão dessa igreja, por favor!” Alguns oram dessa forma.

Outros acham, e pregam, que temos uma conta bancária no céu e que devemos fazer uso contínuo dessa conta, que é infinita. O problema é que nos esquecemos da segunda parte do texto, que diz: “daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Há um propósito para a sua felicidade ou para a sua tristeza. Nosso bem-estar aqui na terra não é a prioridade de Deus.

Há dezenas de casos de crentes que sofreram até a morte, outros que morreram pobres, outros ainda morreram de doenças. Você saberia citar alguém que serviu a Deus nessas condições?

Na Bíblia, a parábola do rico e de Lázaro é um exemplo clássico (Lc 16.19-31). Deus nos tem garantido uma vida eterna, e lá no céu a felicidade será completa. Cristo advertiu os discípulos a ficarem felizes com essa informação (Lc 10.20).

2.2 O homem tem uma necessidade pessoal
Mesmo reconhecendo que a felicidade final será lá no céu, o homem continua com uma necessidade básica no seu ser: buscar a felicidade, mesmo depois de já tê-la encontrado.

O crente em Cristo Jesus não deveria se preocupar com as coisas do mundo para lhe dar felicidade, mas não é isso que acontece. Podemos dizer com grande certeza que passamos mais tempo do dia buscando prazeres do que qualquer outra atividade. Tanto no trabalho, como na escola, na família, nas amizades, estamos nos relacionando para extrair algo de lá.

Na nossa busca, não queremos algo genuinamente nosso, queremos aquilo que a outra pessoa tem. Aquilo vai me fazer feliz – aquele carro, aquele cabelo, aquela forma física. E o assunto se complica quando nos sentimos na posição de exigir de Deus essas coisas. No final, mesmo recebendo-as, não seremos felizes. Simplesmente porque perdemos a noção do que nos faz realmente felizes.

3. Colocando em prática

No texto de Tiago 4.10, o autor dá a receita para sermos felizes sem precisar andar na onda do hedonismo. Vamos notar algumas formas práticas para evitar o hedonismo.

3.1 Precisamos definir bem com quem queremos nos relacionar: com Deus ou com o mundo
Um exclui o outro. Não há como buscarmos a felicidade com os padrões do mundo e ainda achar que Deus é que vai nos dar isso. O próprio Espírito Santo mora no crente, e isso é muito bom para quem está sério com Deus.

3.2 Tiago apresenta a primeira chave da felicidade: a graça de Deus (Tg 4.6)
Ela é dada a todos os que são humildes, ou seja, aqueles que não buscam os seus prazeres e direitos loucamente.

3.3 Tiago nos mostra quem de fato é o dono do hedonismo (Tg 4.7)
A esse precisamos resistir. Em contrapartida devemos nos render a Cristo, demonstrando que é o Senhor da nossa vida. Precisamos dar um passo na direção de Deus. Com certeza, Ele fará o resto. Esse primeiro passo significa buscar a purificação do nosso coração. É a confissão de pecados, da negligência da leitura da Palavra e da oração. É dizer claramente que não estávamos andando segundo o padrão de Deus, mas segundo o padrão do mundo. Mesmo que isso não fosse tão evidente assim. Precisamos, tanto individualmente como coletivamente, declarar a nossa separação do hedonismo; precisamos chorar diante de Deus se for preciso, e deixar que Ele restaure o nosso ser.

3.4 Tiago nos aconselha a nos humilharmos diante de Deus
Essa figura é muito forte e a mais antagônica ao hedonismo. Hoje, ser humilde é a coisa mais difícil que há. Mas a promessa de felicidade está bem do outro lado dessa porta: Deus nos exaltará. Isso significa ter paz profunda com Deus e aprovação Dele em tudo o que fizermos. Isso é tudo que o ser humano pode querer.

Finalmente…

Deus conhece as nossas verdadeiras necessidades. Ele sabe e quer o melhor para nós (Lc 11.11; Fp 4.19). Declare a sua confiança em Deus! Acredite, estou fazendo isso no momento em que escrevo esta lição. Tente aplicar os pontos expostos de Tiago 4.4-10 e analise o mundo a seu redor. Avalie quanto você está envolvido com isso e decida o que fazer para receber a exaltação de Deus.

Autor da Lição:  Robson Costa Pereira
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Deus existe para me fazer feliz?”, da série Adultos. Usado com permissão.

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Um comentário para “Deus existe para me fazer feliz?”

  1. delvan 16 de março de 2015 at 15:04 #

    extremamente edificante. show de bola mesmo

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