Amor ou paixão?

Amor ou paixão?

Texto Básico: 1Coríntios 13.4-8

Texto Devocional: Mateus 22.36-40
Versículo-chave: Romanos 12.9
“O amor seja sem hipocrisia”

Alvo da lição: Ao estudar esta lição, você terá condições de demonstrar sempre o verdadeiro amor a Deus em primeiro lugar, e depois, aos outros.

Leia a Bíblia diariamente
S – 1Co 13.1-13
T – Rm 5.1-8
Q – Fp 2.1-11
Q – Cl 2.6-7;3.12-14
S – Rm 12.9-21
S – 1Jo 4.7-15
D – 1Jo 4.16-21

Todo ser humano precisa ser amado e tem no coração uma capacidade tremenda para amar. Vivemos, porém, em dias de falta de amor. Além disso, existe uma confusão entre amor e paixão; muitas pessoas entendem que ambos significam a mesma coisa. O dicionário define amor como afeição profunda, enquanto paixão é definida como sentimento excessivo ou afeto violento. Realmente, hoje em dia, há tanta violência praticada em nome do amor: os chamados crimes passionais. Também há um excessivo sentimentalismo: pessoas choram perante cenas dramáticas na televisão – crianças subnutridas, pessoas morrendo em guerras, o desastre de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, etc. Porém, ao desligar a televisão, esquecem tudo. É um sentimento superficial.

I. O amor cristão

A palavra “amor”, hoje em dia, está muito desgastada. A Bíblia vê o amor como característica marcante do cristão. Como cristãos, o nosso amor para com Deus deve estar em primeiro lugar. Por isso, Jesus Cristo, quando perguntado sobre o grande mandamento da Lei, resumiu o primeiro da seguinte maneira: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37). O segundo mandamento está relacionado ao meu amor aos outros: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39). Isso quer dizer que, como cristão, tenho que colocar as necessidades e o bem-estar dos outros à frente das minhas necessidades. Não é fácil pôr tal mandamento em prática no dia a dia! Paulo, na sua carta aos Filipenses, exorta os crentes a cumprirem tal mandamento (Fp 2.3-4).

1. Amor a Deus

Paulo nos exorta a que sejamos imitadores de Deus (Ef 5.1-2) – o Deus de amor que “…nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados” (1Jo 4.10 NTLH). Somos Seus filhos amados, por isso temos que andar em amor. Demonstramos o nosso amor a Deus, a quem não vemos, amando aqueles com quem convivemos (1Jo 4.20).

2. Amor ao próximo

Amar a Deus de todo o coração é a base para amar meu vizinho barulhento, aquele colega chato e difícil, ou aquela criança levada, pois Deus tem me amado, apesar de todos os meus defeitos.

A Bíblia nos mostra as diversas esferas que devemos alcançar com nosso amor cristão: cônjuge (Ef 5.22-31;1Pe 3.1-7), filhos (Ef 6.4), irmãos na fé (1Pe 1.22; Rm 12.10), necessitados (Mt 25.35-36).

II. A prática do amor

1. O amor matrimonial

a. O amor é eterno – O casamento, como planejado por Deus, é heterossexual, mo¬nogâmico e indissolúvel (Mt 19.4 6). Mas, hoje em dia, há muitos casamentos que começam baseados em paixão, não no amor verdadeiro. A paixão vai se extinguindo, porque a sua natureza é passageira, e o casamento termina, com todo o sofrimento para o casal e principalmente para os filhos. A Bíblia nos diz que “o amor jamais acaba” (1Co 13.8).
b. O amor é fiel – É comum ouvir um jovem ou uma jovem dizer “Eu estou apaixonado(a)” com todo o entusiasmo da mocidade, mas logo depois ele ou ela está apaixonado(a) por outra pessoa e já está namorando outra! Isso não pode acontecer no casamento, que é para a vida toda. A infidelidade conjugal hoje é muito comum e aceita pela sociedade como “normal”. Não é fácil trabalhar para manter a harmonia no casamento, e hoje em dia é tão fácil e tão comum desfazê¬-lo! Existe o mito “da grama mais verde” e a tentação de pular a cerca. A sociedade diz que todo mundo tem que procurar o que é melhor para si e satisfazer seus desejos pessoais. Mas não é isso que a Bíblia nos ensina. A palavra de Deus é categórica: “Não adulterarás” (Êx 20.14).

Provérbios 6.25-35 pinta um quadro triste de autodestruição, feridas, desgraça, e todos os membros da família sofrem quando existe adultério – há falta de segurança, confiança, respeito.
Sabemos bem o que aconteceu à família do rei Davi como resultado de seu adultério com Bate-Seba:
• intrigas entre os irmãos (2Sm 13.28);
• um filho se apaixonou pela sua meia-irmã, mas depois de ter sexo com ela, a odiou (2Sm 13.2,15);
• um filho imitou o pai, deitando com as suas concubinas (o que o pai fez em segredo, o filho fez em público – 2Sm 16.20-22).

Aplicação

Lembre-se de Provérbios 5.18. A Bíblia exige fidelidade conjugal, e o amor verdadeiro é fiel.

2. O amor fraternal

Na igreja, devemos demonstrar amor aos irmãos na fé (Ef 4.31-32).
No AT, aprendemos também sobre a fidelidade no amor fraternal por meio do exemplo de Jônatas e Davi (1Sm 18-20) e do relacionamento de Rute e Noemi (Rt 1.16 17). O sábio Salomão diz em Provérbios 17.17: “Em todo tempo ama o amigo”.

Aplicação

Temos sido amigos fiéis?

3. O amor aos nossos inimigos

Entretanto, a ordem para que amemos não se restringe ao âmbito dos de que gostamos, dos nossos irmãos em Cristo, dos nossos parentes. Devemos ir além e amar os nossos inimigos – aí, amar se torna um grande desafio! Jesus exorta-nos, em Lucas 6.27 30, a amar os que nos odeiam, a bendizer aos que nos maldizem, e a dar ao que nos pede. Esse trecho segue com estas palavras do Mestre: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (v.31). A nós, cabe obedecer.

III. A teoria do amor

O cântico de amor de 1Coríntios 13.4-8 define bem o amor.

1. O amor é paciente

Temos tido paciência com o próximo que não pensa como nós, que não age com a rapidez que esperamos, que demora a entender as coisas?

2. O amor é bondoso

Temos exercido o amor em bondade, por meio de boas ações, palavras confortantes e de encorajamento?

3. O amor não é ciumento

Será que nosso amor tem sufocado o ser amado? Ou temos procurado limitar sua vida por causa de nossa falta de confiança?

4. O amor não é orgulhoso

Que amor será este que vê o outro em nível inferior?

5. O amor não é vaidoso

A vaidade não deixa que o Senhor nos ouça (Sl 66.18).

6. O amor não é grosseiro

Quem ama realmente tem prazer em agir com gentileza. Que prazer terá em ferir o outro em atos ou palavras?

7. O amor não é egoísta

Amar é compartilhar, mais ainda, é dar – e o maior exemplo do dar vem de nosso Pai, que deu Seu Filho por nós.

8. O amor não se irrita

Irritar-se é perder a paciência, e já vimos que o amor é paciente.

• O amor não fica magoado.
• O amor não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada.
• O amor se alegra quando alguém faz o que é certo.
• O amor nunca desanima.
• O amor suporta tudo com fé.
• O amor suporta tudo com esperança.
• O amor suporta tudo com paciência.

Conclusão

No hino Consagração cantamos: “Meu amor e meu desejo sejam só Teu nome honrar”. É fácil cantar que desejamos somente honrar o nome de Deus, mas será que nossa vida realmente demonstra isso?

Aplicação

Honramos a Deus amando a Ele em primeiro lugar, ou será que outras coisas e pessoas têm a primazia?
Demonstramos o amor verdadeiro a todos com quem temos contato? Pessoas veem o amor de Deus em nós?
Lembre-se “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.21)

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, usado com permissão.

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3 Comentários para “Amor ou paixão?”

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