Igreja em Células: organização da igreja segundo as Escrituras

IGREJA EM CÉLULAS: ORGANIZAÇÃO DA IGREJA SEGUNDO AS ESCRITURAS

Texto Básico: Efésios 4.1-16

Leitura Diária
Domingo: At 4.32-37 – Era um o coração e a alma
Segunda: At 20.17-35 – Chamou os presbíteros da igreja
Terça: 1Tm 3.1-7 – Não seja neófito
Quarta: Mt 18.15-20 – Dize-o à igreja
Quinta: 1Co 12.12-27 – Membros desse Corpo
Sexta: At 10.24-48 – Na casa de Cornélio
Sábado: Êx 18.13-24 – Dividindo o trabalho

Introdução

Algumas igrejas consideram a possibilidade de implantar grupos pequenos, familiares ou células, mas a explosão de movimentos heterodoxos divide opiniões. Além disso, a implementação desses grupos é relativamente simples em igrejas pequenas, mas complexo em igrejas com estruturas consolidadas. Seriam os grupos pequenos uma estratégica bíblica ou mero modismo?

I. Igreja com células e igreja em células

Há uma diferença entre igrejas com células e igrejas em células. No primeiro caso, os grupos pequenos são estabelecidos como uma opção de ministério que funciona conjuntamente com os outros departamentos, ou seja, continuam existindo as sociedades internas e a escola dominical, por exemplo.

Nas igrejas em células as estruturas fundamentais da igreja passam a ser a reunião da grande congregação (o culto dominical) e as células. Em alguns casos, isso leva ao desmonte das forças de integração, departamentos e escola dominical.

II. Algumas objeções ao trabalho com células

O trabalho com células é às vezes rejeitado por causa de sua ênfase pragmática; pela possibilidade de descentralização indevida do ministério da Palavra e dos  sacramentos; pela probabilidade de liderança imatura e, finalmente, pelo perigo de desmonte das forças de integração e departamentos da igreja.

A. O perigo do pragmatismo

Ao assumir um trabalho com células, as igrejas precisam cuidar para não abraçar uma estratégia mais empresarial do que bíblica. Isso acontece quando os grupos são focados no alcance de metas numéricas de crescimento.

Exige-se e verifica-se a produtividade de cada grupo. Os crentes são motivados a cumprir sua cota no crescimento da igreja e a multiplicação de “discípulos” é encaminhada de maneira muito similar aos alvos de expansão de vendas de uma empresa. Além disso, estabelecem-se cronogramas: uma célula tem de alcançar determinado número de membros em certo número de meses; se ela não crescer segundo as expectativas, deve ser reorganizada ou deixar de existir.

O fundamento de todo trabalho cristão deve ser genuinamente bíblico. Infelizmente, por detrás da argumentação pretensamente comprometida com a simplicidade e o cumprimento da missão de Jesus de alguns modelos de igreja em células, há um paradigma mais empresarial do que cristão.

B. O perigo da descentralização excessiva do governo da Palavra

Em algumas igrejas em células, o ideal de aplicação da doutrina do sacerdócio universal é levado a extremos. Não apenas a administração da Palavra e dos sacramentos, mas até a prática da disciplina eclesiástica ocorre, não mais na reunião geral da igreja, e sim no âmbito das células. Há modelos em que cada líder de célula é imbuído de autoridade pastoral.

Essa prática fere o ensino da Bíblia. No livro de Atos, ainda que a igreja se reunisse nas casas, o ministério da Palavra e dos sacramentos, bem como a aplicação pública da disciplina, ocorriam sob a liderança dos apóstolos e sob as vistas da assembleia reunida (At 4.33; 5.5,10-11; 6.3-4). O governo da igreja pela Palavra foi dado aos oficiais devidamente instituídos por Deus para o pastoreio dos crentes (Ef 4.11-16; At 20.17-35; 1Tm 3.1-7 e Tt 1.5-9). Esse ensino carrega três implicações:
• A doutrinação formal dos crentes é uma responsabilidade dos pastores e presbíteros.
• Os sacramentos são unidos ao ministério da Palavra e, por conseguinte, sua administração é restrita aos pastores ordenados.
• A administração da disciplina eclesiástica, pelo menos a partir de seu terceiro estágio (Mt 18.15-17), é atribuição exclusiva do Conselho da igreja.

E não apenas isso; determinados modelos de igrejas em células pecam pela abertura ao exercício imaturo de liderança.

C. O perigo da liderança imatura

Em algumas igrejas em células, pessoas assumem a liderança de grupos com pouco tempo de conversão, sem sequer conhecerem as doutrinas fundamentais do cristianismo.

O modelo verdadeiramente bíblico dos “doze” ensina o contrário. O Senhor Jesus só liberou seus discípulos para liderar a igreja após três anos de treinamento profundo e intenso. Um novo convertido não está pronto para liderar o trabalho de Deus (1Tm 3.6). Líderes devem ser conhecedores da doutrina e previamente testados e aprovados no caráter, na vida familiar e no serviço cristão (1Tm 3.8-13).

Considerando que o governo da igreja foi dado por Cristo aos pastores e mestres, o ideal é que os grupos familiares sejam dirigidos pelos presbíteros docentes e regentes, auxiliados por irmãos cujo conhecimento doutrinário, maturidade e testemunho sejam conhecidos e aprovados pelo Conselho.

III. Uma base adequada para o trabalho com células

Para a implantação correta de células, grupos familiares ou grupos pequenos, apresentamos quatro blocos de informações da Escritura Sagrada.

A. A igreja é mais do que uma instituição formal

A igreja é, ao mesmo tempo, “família de Deus” e “corpo de Cristo” (Ef 2.19; Rm 12.4-5). Isso aponta para dois fatos importantes. Primeiro, apesar do cuidado legítimo com estruturas físicas e organizacionais, a igreja não pode ser identificada meramente com um prédio ou instituição jurídica. Como grupo social organizado, ela possui personalidade jurídica, um patrimônio e lugar no qual se reúne para articular os serviços orientados pela Escritura. No entanto, todas essas coisas não são propriamente “a igreja”. A palavra grega mais usada no Novo Testamento e traduzida por “igreja” significa, literalmente, uma assembleia convocada, um grupo de pessoas agregadas para adorar, testemunhar e servir.

Em segundo lugar, os cristãos se integram à igreja para servir no poder do Espírito Santo. A igreja cresce ao se esforçar pela unidade, reconhecendo o oficialato como dom de Cristo para o exercício do governo pela Palavra, amadurecendo pelo desfrute da sã doutrina, seguindo a verdade em amor, com cada crente desempenhando seu serviço para o benefício dos demais (Ef 4.1-16).

B. Deus dispensa graça na comunhão cristã

A verdadeira igreja de Cristo possui três marcas inconfundíveis:
• Pregação e ensino fiéis das Escrituras.
• Administração correta dos sacramentos.
• Exercício bíblico da disciplina.

A disciplina capacita para a obediência ao Senhor e compreende toda admoestação, exortação (estímulo) e ação corretiva em amor. Ela é administrada num contexto de pessoalidade leiga, antes de ser levada à liderança da igreja (Mt 18.15-20). Trata-se de uma função de manutenção cotidiana da saúde de um organismo vivo e não apenas um procedimento de penalização daqueles que infringem regras sociais ou religiosas.

Isso é chamado de reciprocidade ou mutualidade do corpo. Os cristãos são responsáveis uns pelos

outros e devem se amar, acolher-se, perdoar-se e cuidar-se mutuamente (Mt 28.20; Jo 15.7, 14; Rm 15.7; Gl 5.15,22-23, 6.1-2; Ef 4.25–5-2; Fp 2.1-8; Cl 3.12-17; Hb 10.23-25, 12.4-13). Existem, no Novo Testamento, dezenas de mandamentos de reciprocidade. A expressão “uns aos outros” ocorre 53 vezes na versão Almeida Revista e Atualizada (ARA). A intenção do Senhor é estabelecer uma  comunidade de ministração mútua. Igreja, então, é uma família que se relaciona (Jo 17.21-23).

Sobre a união dos irmãos, Deus ordena “a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). Assim sendo, a prática da mutualidade produz uma malha de relacionamentos fraternos permeada pela graça de Deus, que inspira e capacita os cristãos a darem de si mesmos em favor uns dos outros. Dito de outro modo:
• A igreja é assumida como comunidade graciosa, cuja característica mais proeminente é o amor de Cristo demonstrado nos relacionamentos (Jo 13.35).
• Os cristãos assumem responsabilidade pelo bem-estar mútuo (Gn 4.9-10; Gl 6.1-2; Hb 10.24-25), entendendo que precisam uns dos outros (1Co 12.12-27).
• A vida da igreja proporciona provisão para o atendimento das necessidades integrais de seus membros e frequentadores (At 4.32-35). A prática da mutualidade, conforme descrevemos, implica nas seguintes mudanças:
• De igreja centrada no clérigo para igreja centrada no sacerdócio universal (Êx 19.5-6; 1Pe 2.9-10, 4.10; Ap 1.6).
• De igreja centrada em programas para igreja centrada em relacionamentos.
• De igreja de clientes ou expectadores de desempenhos para família de discípulos.
• De igreja impessoal para corpo de voluntários para auxiliar na restauração e cura.
• De igreja voltada para o encontro dominical descompromissado para igreja voltada para o envolvimento diário com Deus e o próximo. Em suma, o Novo Testamento convoca os crentes a desfrutar da comunhão da igreja como um meio de graça subjetivo, para glória de Deus.

C. A igreja apostólica reunia-se em grupos pequenos

Pelo menos até o período em que os discípulos eram considerados um segmento do judaísmo, eles se reuniam no templo de Jerusalém e nas sinagogas (At 2.46; 3.1). Depois os judeus perseguiram os crentes em Jesus, expulsando-os dos locais de adoração pública (At 8.1-3; 18.1,4,6; 21.27-34).

Os primeiros cristãos também se reuniam em residências (At 2.42-47; 5.42; 10.24-48; 12.12; 20.7-12; Rm 16.3-5,14-15). Mesmo antes das perseguições, eles alternavam entre as reuniões maiores e os grupos menores. Não encontramos, porém, nenhum mandamento para a organização da igreja local em grupos pequenos, tal como sugerem os defensores das igrejas em células. Não podemos dizer, com base nas Escrituras, que é vontade absoluta do Senhor que as igrejas desmontem suas estruturas tradicionais e assumam o modelo em células. É possível, orientados pela Bíblia, afirmar que os cristãos se reuniam tanto no templo quanto nos lares. Dizer mais do que isso é forçar as evidências.

D. Igrejas maiores exigem pastoreio compartilhado

O trabalho com células pode se beneficiar da prática de pastoreio registrada em Êxodo 18.13-27.Moisés não conseguia atender a todas as demandas de pastoreio dos israelitas. A multidão sob seus cuidados era enorme (Êx 12.37). A centralização do pastoreio esgotou tanto ele quanto o povo. Sendo assim, Moisés dividiu o trabalho (Êx 18.21-22). Isso permitiu que muito mais fosse feito com menos esforço, liberando-o para a intercessão e o ensino (Êx 18.17-20,23).

IV. Algumas razões para trabalhar com células ou grupos familiares

Há igrejas que fazem bom uso do trabalho com células como canais para aprofundamento da comunhão e prática da mutualidade e evangelização. Isso se aplica especialmente às igrejas inseridas em cidades maiores. Nas comunidades rurais, um pastor cuida dos crentes sem muitos atropelos. Em uma comunidade urbana, as realidades são mais complexas. Há menos tempo para diálogos calmos, mais demandas de toda ordem e maior pressão na vida profissional e acadêmica. O trabalho com células ou grupos pequenos permite aos crentes amar, testemunhar e servir de forma diferenciada.

Nas células, cada membro pode ser acompanhado ao mesmo tempo em que cuida de outros. Imaginemos que um jovem chega a uma igreja com a vida totalmente pulverizada. É importante que alguém vá até ele para compartilhar o evangelho e, caso ocorra conversão, acompanhe-o no discipulado. Isso pode ocorrer em um grupo pequeno.

Pensemos ainda no Conselho de uma igreja de médio porte, composto por um presbítero docente e seis regentes, que descobre que setenta pessoas precisam urgentemente de visita. Cada oficial assume a responsabilidade de visitar dez pessoas, três pessoas por semana. Essa iniciativa, se levada a efeito sem interrupções, levaria um pouco mais de vinte e um dias. Uma vez que os presbíteros são responsáveis também por toda a gerência da igreja, é possível que, ao cabo dessas semanas, nem todas as pessoas seriam bem pastoreadas e daí, surgiria murmuração com o consequentemente esgotamento da liderança. Um bom trabalho de grupos familiares ou células permitiria distribuir a visitação entre os membros dos grupos, contatando todas as pessoas rapidamente. A liderança se concentraria nas visitas recomendadas pelos voluntários, lidando com uma carga menor de trabalho, com menos desgaste para a vida da igreja.

Repetindo, as células podem prover atendimento efetivo de necessidades com menor esforço. Elas abrem oportunidades para o pastoreio mútuo, permitindo acompanhar com mais zelo cada membro da igreja por meio de uma estrutura de pastoreio descentralizado.

V. Não há nada novo debaixo do sol

O sábio nos ensina que não há novidades “debaixo do sol” (Ec 1.9-10). Isso se aplica ao trabalho com células. O fato é que uma igreja não precisa necessariamente do trabalho com células para aprofundar comunhão e praticar a mutualidade ou evangelização. Igrejas com sociedades internas, por exemplo, podem suprir essas demandas se organizando em departamentos.

O desafio se encontra muito mais em fazer com que a igreja entenda seu chamado como família e corpo de Cristo, o modo com Deus dispensa graça por meio da comunhão cristã e o exemplo da igreja se reunindo em lares. Em seguida, devemos organizar nossas práticas à luz desta compreensão.

Conclusão

Seria o trabalho com células uma estratégica bíblica ou mero modismo? Sim, há base na Bíblia para esse trabalho. Os grupos podem contribuir para o desenvolvimento eclesiástico equilibrado. Isso deve ser feito compreendendo que tal modelo não garante crescimento automático. Plantamos e regamos a semente do evangelho, certos de que o crescimento numérico ocorre ou não, segundo a vontade do Senhor (1Co 3.6-7).

Além disso, cada igreja é única. O pastor ou líder que deseja copiar um modelo de outra igreja certamente se frustrará, porque cada líder e comunidade são singulares.

Os grupos pequenos resgatam a igreja simples. Eles permitem o entrelaçamento pessoal e a possibilidade de os membros se visitarem e aprofundarem a experiência de comunhão. Participar desses grupos pode significar se encontrar com os irmãos, conhecê-los por seus nomes, tomar conhecimento de suas alegrias e tristezas, enfim, manter acesa uma chama de amizade condizente com a proposta do evangelho.

Aplicação

Quais benefícios uma igreja com grupos de células pode trazer? O que é essencial para a organização da igreja? Você conhece a estrutura de sua igreja?

Boa leitura!

Em Avante, soldados de Cristo, John MacArthur, Joel Beek, RC Sprou, e outros autores fazem uma reafirmação bíblica da igreja. Já em A igreja discipuladora, Cláudio Marra apresenta orientações da Bíblia e da História para o cumprimento de nossa missão. Vale a pena conferir estas obras, publicadas pela Editora Cultura Cristã.

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cultura Cristã, na série Expressão, 2013. Usado com permissão.

Print Friendly, PDF & Email

23 Comentários para “Igreja em Células: organização da igreja segundo as Escrituras”

  1. CLAUDEMIR ALVES PEREIRA 28 de abril de 2014 at 17:23 #

    A MINHA IGREJA ESTÁ IMPLANTANDO AGORA AS IGREJAS CÉLULAS EU GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE AS IGREJAS CÉLULAS SE POSSÍVEL ALGUÉM QUE ESTIVER MAIS CONHECIMENTO SOBRE AS CELULAS E ME EXPLICA-SE EU AGRADECERIA

    • Felipe 7 de agosto de 2015 at 12:49 #

      Recomendo que você assista às seis palestras chamadas “DNA” da Igreja Batista Central de Belo Horizonte, estão disponíveis no YouTube. Lá eles indicam material para aprofundamento… Deus abençoe!

    • Sidney 27 de agosto de 2015 at 10:46 #

      Irmão Claudemir Alves, bom seria que sua igreja mantivesse o tradicional. Evangelize, discipule, mas, sem células. Veja o blog do pastor Ciro. http://cirozibordi.blogspot.com.br/2014/02/g12-m12-mda-e-quebra-de-paradigmas.html

      Há um vasto conteúdo sobre o assunto. Fique na Paz de Cristo.

      • Pedro 22 de julho de 2018 at 11:25 #

        Não, não perca seu tempo com o blog do Ciro. Visão distorcida do que é a Igreja em Célula e o MDA. Procure por igrejas sérias e que estejam vivendo o melhor de Deus.

      • TOME COSMOS DE FARIA 16 de outubro de 2018 at 11:35 #

        E vc conhece uma igreja “tradicional” que é muito produtiva no Evangelismo e discipulado? não né. por isso que a igreja precisa quebrar os velhos paradigmas e avançar para uma visão mais ampla, com objetivos mais claros e dinâmicos. Ser uma igreja em Células é o caminho.

  2. Vanessa 2 de março de 2015 at 8:06 #

    Estamos implantando estudos em celulas, e gostei do seu estudo, gostaria de me informar mais…..queremos igreja com celulas e não em células …como vc comentou….obrigada aguardo resposta

    • Felipe 7 de agosto de 2015 at 12:47 #

      Igreja com células é um modelo bem complicado… No fim das contas as células não se multiplicam… Os líderes desanimam… Os participantes enjoam… O modelo de células fica queimado… Quem deseja trabalhar células precisa saltar de cabeça ou haverá frustração… Deus abençoe!

  3. ionice 31 de março de 2015 at 19:27 #

    Gostaria de saber qual a diferença entre: igrejas em células e Igreja com células?
    Obg…

    • Laudeci Moura. 6 de abril de 2015 at 16:44 #

      Igrejas com células e Igrejas em células

      Há uma diferença muito grande entre uma Igreja com células e uma Igreja em células. Uma Igreja não pode misturar os padrões tradicionais da vida da Igreja com as estruturas de grupos celulares e ser bem sucedida.

      A Igreja com células tem seus pequenos grupos como mais um programa, mais uma atividade interessante para incentivar o evangelismo e dar funções e cargos às pessoas. As células nessas Igrejas não têm a prioridade, e os ministérios não fluem das células, nem há um compromisso sério com elas. Muitas vezes os líderes são dispensados das células para exercerem com “mais eficiência” outras “atividades”. Essa Igreja continua com seus programas de entretenimento para os seus membros e os de outras Igrejas.

    • Felipe 7 de agosto de 2015 at 12:44 #

      Numa Igreja com células o centro gravitacional ainda é o culto de domingo à noite, há departamentos e as células são apenas mais uma atividade. Já na Igreja em células o centro gravitacional é a célula, nada é mais importante que viver em células. Neste caso também pode haver departamentos e uma grande celebração, mas todos trabalham tomando as células como ponto de partida. Espero ajudar. Deus abençoe!

  4. Luana 18 de julho de 2015 at 19:09 #

    Gostaria de aprender mais sobre!!

  5. Felipe 7 de agosto de 2015 at 12:41 #

    Artigo tendencioso… Gostaria de entender qual embasamento bíblico se usa para dividir uma Igreja em departamentos, por exemplo. É uma problema a crítica pela crítica. Triste… A Bíblia se ocupa em nos dar um fundamento e não um modus operandi… Que se trabalhe com departamentos, células, programas e o que mais o contexto pedir, desde que não se fira os fundamentos, os princípios. Deus abençoe os irmãos…

  6. Antonio R de jesus 17 de novembro de 2016 at 10:44 #

    Gostaria de conhecer mais sobre esse assunto. Vcs podem me ajudar?

  7. Danilo Ferraz 18 de novembro de 2016 at 10:03 #

    Graça e paz!
    Acho interessante que os extremos sejam avaliados, a igreja historicamente mostrou que na sua “aventura humana” não poucas vezes perdeu o foco da sua verdadeira identidade! A estrutura em células implantada de forma comprometida com a doutrina Bíblica por uma liderança saudável (muitos estão no “mercado gospel” mesmo sem células) pode contribuir muito com a evangelização, despertamento dos dons e serviço, além do crescimento equilibrado da igreja. Mais que isso a estrutura em células revela ao ser implementada em muitas igrejas que estas perderam o amor pelos perdidos! Fazem missões com ofertas e “romantismo sensacionalista” enquanto parentes e o vizinhos estão morrendo sem Jesus e o fraco testemunho somado ao descomprometimento não nos permitem atentar para isso. O modelo celular não visa levar meia duzia de crentes ao semáforo com faixas e folhetos, mas ao sofá de sua própria casa no seio da família e vizinhança para que se diga olhando nos olhos aquilo que a vida deve dizer no dia a dia: Jesus me salvou e quer te salvar também! simples assim!!! Recomendo observar a Igreja Batista Central de Belo Horizonte (IBCBH) dentre outras igrejas serias que trabalham com este formato. O Senhor vos abençoe.

  8. Ciro 25 de novembro de 2016 at 8:16 #

    Paz! Minha igreja esta9no modelo EM células, onde, como já explicado acima, estas se tornam o centro gravitacional da congregação. Eu tenha uma célula na minha casa e ainda sou o líder dela. Na igreja nos reunimos aos domingos para a grande celebração e às terças foi implantado o TADEL (treinamento avançado de líderes, mas aberto à toda comunidade como um culto normal da igreja), em que há palavras mais motivacionais para as células que ocorrem na quarta. Nos domingos de manhã existe o treinamento da liderança, onde se fala especificamente como as células devem ser conduzidas. Pois bem. Eu tenho o chamado para a área musical e fui eleito também para a liderança do ministério de louvor e adoração. Nessa caminhada, percebi que a liderança de uma célula não é pra mim, tendo vários motivos que não cabem escrever aqui no momento. A questão é: Falei com o pastor sobre deixar a liderança da célula e me dedicar somente ao outro ministério. Entretanto, na visão dele, só pode liderar algum departamento (que chamamos de ministérios) da igreja quem for líder de alguma célula. O que acham disso?

    • Elieber Souza 16 de janeiro de 2017 at 21:32 #

      Ciro,a intensão por traz da exigência é boa, porém equivocada. Entendo que não se deve impor a liderança de célula a ninguém, isso é algo que precisa acontecer de forma natural como resultado de um aculturamento, treinamento e, claro, capacitação espiritual. Por outro lado deve-se requerer que o líder ou qualquer membro de ministério seja integrante de uma célula, não necessariamente o líder da célula, mostrando comprometimento com a visão da igreja local. Se as células fazem parte do DNA da igreja local não há porque um líder de ministério ou membro de ministério não estar envolvido.

    • Wagner Lopes 25 de fevereiro de 2017 at 12:09 #

      Ciro meu irmão.
      Use o seu chamado de louvor na liderança da célula.

  9. eduardo 15 de fevereiro de 2017 at 15:26 #

    ola, gostei das explicacoes ,mas com resalvas, o termo correto seria igreja nos lares,e pastores cooredenando no maximo 3 a 4 grupois, para nao se tornar
    sistema de piramede em que pastores cuidan de mais de 1000 pessoas .
    em que todos os grupos estaso ligados ao mesma instituicao ou denominacao
    penso que cada grupos de 100 pessoas deveria ser autonomos ,e terem comunhao com outros grupos de irmaos se reunindo somente em nome de
    cristo

    • PR. Fabio 9 de janeiro de 2020 at 20:01 #

      Olá amigo , entendo o zelo de seu pastor pela visão de trabalho, mas a recomendação é que todos que lideram ou fazem parte de ministérios estejam em células, sem a necessidade de lidera-las, ore a Deus e fale com seu pastor, Deus te abençoe meu irmão

  10. Susana 28 de Maio de 2018 at 21:11 #

    Pertenço à uma igreja em células e não concordo com este enfoque depreciativo.
    O que tenho visto é que pessoas que jamais se animaram antes a ir à um culto ouvir a pregação do evangelho, através da célula são alcançadas, integradas num ambiente aconchegante de uma família cristã e ali são evangelizadas e posteriormente começam a frequentar os cultos dominicais . Esta estrutura é o que conheci de melhor , porque quando participava de igrejas tradicionais me incomodava de ver sempre pastores cobrando por não convidarmos pessoas e evangelizar , mas não dando nenhuma estrutura para acolher as pessoas que até ficam intimidadas por não terem familiaridade com o ambiente. No caso das células ela já encontra no culto pessoas que ela já conhece e se sente mais à vontade.
    E ainda tem o discípulado que garante a plena evangelização e acompanhamento das necessidades individuais.

  11. Antônio Francelino Da Silva 9 de dezembro de 2018 at 22:18 #

    Como conseguir este materiais DNA.

  12. André 18 de junho de 2019 at 16:26 #

    Perfeitamente Suzana, exatamente isso, minha igreja é uma igreja com células, até mesmo porque estamos a dois anos implantando esse sistema evangelistico.
    Hoje tenho pessoas já batizadas nas águas, frequentando regularmente os cultos e escola biblica, tomando a ceia, o que seria impossivel elas chegararem na igreja por convite de alguem, tinham até alergia ao serem convidadas a ir a um culto em qualquer igreja evangélica.
    Porem ao receberem um convite para ir a uma casa residêncial onde seria ministrado a palavra de Deus, a aceitação foi boa, ali foram acolhida pelo grupo, gerou um relacionamento de amizade com os irmãos e hoje já são lideres de células ou cederam suas casas para que haja uma célula.
    Ao meu ver, é o método mais eficaz na atualidade com o fim de ganhar almas para Cristo.
    É a igreja de casa em casa…

  13. Jurandir 25 de outubro de 2019 at 14:54 #

    “PAREDE BRANQUEADA”
    Então Paulo lhe disse:“Deus te ferirá,PAREDE BRANQUEADA!
    Os que estavam perto de Paulo disseram: “Você ousa insultar o SUMO SACERDOTE DE DEUS ? ” Atos 23: 3,4.
    Mat 16 : 18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e AS PORTAS DO INFERNO não prevalecerão contra ela;
    Mat 7 : 13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à PREDIÇÃO, e muitos são os que entram por ela;
    Mat 7 : 22 a 23 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em teu nome ? E em teu nome não expulsámos demónios ?
    E em teu nome não fizemos muitas maravilhas ? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim,vós que praticais a iniquidade.
    Tudo isto te darei se,
    PROSTRADO, me ADORARES “.
    S .Mat 4 : 9
    Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas
    de demónios; 1°Tim 4.1
    Conserva o modelo da SÃ PALAVRA que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. 1°Tm 1.13
    Pois haverá tempo em que não suportarão a SÃ DOUTRINA. 2ª Tim 4: 3.
    Saulo não perseguiu o Templo. Saulo não assolou o Templo. Saulo perseguiu e assolou as Sinagogas ou reuniões cristãs dentro das casas. Gál 1: 13. Saulo,mudou de fé,pois a fé não carece só de voto,pacto.
    A fé carece de prova bíblica,
    que a evidencie biblicamente.
    Atos 8: 3 E Saulo assolava a igreja,entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres
    os encerrava na prisão.
    Atos 9: 2 E pediu-lhe cartas para Damasco para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita,quer homens quer mulheres,os conduzisse presos a Jerusalém.
    II Tess 2 : 4 O qual SE OPÕE, e se levanta CONTRA tudo o que se chama DEUS, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, NO TEMPLO DE DEUS, querendo parecer Deus.
    Obs:Aquela PAREDE BRANQUEADA foi destruída ou ferida, no ano 70 DC.
    ( Cuide bem de tua fé ).

Deixe um comentário