A Cooperação Mútua e a Unidade

A Cooperação Mútua e a Unidade

Texto Básico: Efésios 4.15-16

Leitura: Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. Efésios 4.15-16

Os versículos 12 a 15, de Efesios 4, de modo geral, ensinam que o cristão deve crescer simetricamente “em tudo”, em todos os aspectos, na sua relação com Deus, nas relações sociais e consigo mesmo. O texto fala que este é o caminho da “verdade” e do “amor”. É um desenvolvimento não somente na mente e no entendimento da verdade, mas também no coração, nos sentimentos e na sensibilidade.

Chegando ao versículo 16, somos estimulados a funcionar numa perfeita cooperação com as demais partes do Corpo. Aqui está o maravilhoso funcionamento da unidade de todos os membros do Corpo de Cristo. “Ainda que tenha sua distinção e função no Corpo, trabalha em cooperação, para a unidade; unidade essa comandada pela cabeça. O corpo inteiro depende do Senhor do corpo. O crescimento e movimento do corpo estão na obediência à cabeça”.

Portanto, no corpo, nenhum membro pode se individualizar, nem se isolar, nem buscar seus próprios interesses, mas buscar o bem de todos, pois o corpo é um. O crescimento de um deve ser o crescimento de todos, o contrário, não seria um crescimento “em amor”. É o amor que propicia a cooperação e ajuda mútua; o amor trabalha para a edificação de todo o corpo. O nosso crescimento deve ser comunitário, juntos; no mesmo ritmo, com a mesma espécie de maturidade, para que o Corpo demonstre agradável proporção e beleza estética, tenha uma perfeição de forma e sem nenhum tipo de desarmonia entre a cabeça (Cristo) e as outras partes do corpo (Igreja).

I. A dinâmica da cooperação mútua

Toda organização, incluindo a igreja, só alcança o sucesso em suas ações quando tem alvos bem definidos e seus membros se esforçam, com o melhor de si, para alcançá-los. Isto requer que, todas as partes do corpo, “bem ajustado”, estejam operando harmoniosamente. É tanto a prática do envolvimento pessoal como algo contínuo. Todavia, temos que levar em conta que um dos maiores problemas enfrentados por quem exerce qualquer cargo de liderança, numa igreja local, é conseguir fidelidade na participação dos seus liderados em suas respectivas atividades, com as quais tem responsabilidade, seja no louvor, na educação, na evangelização, etc. Pois o que se vê hoje é apatia, comodismo e até a indiferença.

Para haver cooperação mútua é indispensável um ambiente de liberdade. Liberdade é ter direito a opções. Uma igreja ou equipe só promove resultados saudáveis quando seus membros estão em harmonia em suas ações e seus direitos de opções garantidos. Indo um pouco mais longe, a verdadeira liberdade consiste na possibilidade situacional de escolher e manifestar opiniões no processo de realização de algo.

 “Liberdade é o direito inalienável de todo ser humano, e o valor maior de sua existência como tal. Liberdade é sua capacidade de viver e atuar de forma plena como pessoa, sem imposições arbitrarias. Ela se estende até o ponto em que o direito dos outros de serem também plenas e completas”.

A palavra “ajustado” significa “atado” ou “mantido unido”. Ajustados a quê? Primeiramente, na Cabeça, Cristo e depois, uns aos outros. É isto que significa unidade orgânica, verdadeira e indispensável ao Corpo. Quando crescemos nesta área o resultado é o “poder operante”, “energia que faz algo”.

Isto implica em avaliar sempre o crescimento em relação às nossas práticas. Sabemos que o amor é à base de tudo. Sem ele nada será aceitável diante de Deus. O próprio cristão deve se avaliar, quanto ao crescimento real de sua vida pela prática do amor.

Talvez você esteja pensando: “tudo isto que acabei de ler é muito utópico!” Se você está pensando assim, eu ouso lhe dizer que, em relação à Igreja, a utopia é possível! Talvez você me contra argumente: “mas, hoje, o que está acontecendo, não caminha nem um pouco nessa direção!” Então, eu lhe afirmo que a nossa geração, tem a responsabilidade de, em meio aos encontros e desencontros, sonhos e pesadelos, ousar querer mudar este quadro.

Com a palavra “antes”, Paulo está indicando que o versículo 15, de Efesios 4, deve ser interpretado de modo que ressalte o contraste do ensino no versículo 14, ou seja: que ao invés de sermos crentes “cata-ventos”, girando em todas as direções, de acordo com os “ventos”, devemos ser firmes e estáveis na verdade.

Paulo deixa bem claro que a maturidade espiritual cristã é resultado de um crescimento mensurável que é notado através de atitudes adultas.

II. Superando opiniões divergentes e cooperando uns com os outros

Um dos principais pontos de tensões em nossos relacionamentos é, certamente, as opiniões divergentes. Como podemos superar isso? Vejamos dois princípios básicos:

  • Não agradar a nós mesmos;
  • Renunciar aos nossos direitos.

A nossa tendência é sempre de esperar que os outros mudem, mas nos textos acima aprendemos que suportar e perdoar uns aos outros, implica em renunciar a alguns direitos e concentrar-nos em atitudes e comportamentos que conduzem à edificação.

A Bíblia não ordena apenas a colocar os interesses dos outros acima dos nossos, mas a colocarmos a vontade de Deus antes de tudo! Na prática, significa que devemos fazer distinção entre a pessoa e o que ela faz. Deus valoriza as pessoas acima das coisas!

O alvo de tudo isso é a unidade do Corpo de Cristo, ou seja: a Igreja! A unidade é essencial para a própria sobrevivência da igreja. É por esta razão que temos que nos esforçar para superarmos nossas diferenças, tendo em vista a unidade como produto final.

Todavia, a unidade não é o mesmo que unanimidade. Você pode estar unido com o irmão em questões essenciais (como a inspiração verbal da Bíblia, a depravação humana, a salvação só através Cristo, e etc), e discordar em pontos não essenciais, sem, contudo, estar dividido com ele espiritualmente.

As nossas igrejas estão cheias de pessoas fracas, sobrecarregadas e abatidas; pessoas que carecem de um irmão-suporte; alguém que se coloque ao seu lado no sentido de ajudá-las a superarem seus fardos, ansiedades, medos e inúmeras indagações acerca da vida.

 “Muitos de nós, para sermos sarados, temos de enfrentar uma verdadeira batalha interior. É que ser curado implica abrir mão de todas as ‘vantagens’ que a doença nos traz. E tem gente que simplesmente não sabe viver sem a sua enfermidade… E há aqueles que fazem da doença a única maneira de se relacionar com os outros… Ser curado implica assumir toda a responsabilidade pela própria vida e, naturalmente, isso não é fácil”.

Uma das formas de possibilitar este tipo de ajuda é através da consolação que provém das Escrituras Sagradas. É por isto que o objetivo final desta relação positiva de suporte é a EDIFICAÇÃO (Rm 15.2c).

Aplicação pessoal

– Em que situação você se sente menos à vontade para cooperar com alguém ou projeto?

– Se lhe pedissem para planejar algo sobre a mobilização da sua igreja quanto a uma maior cooperação, quais ideias você enfatizaria?

– Quais obstáculos você enxerga, pelo caminho, para viabilizar essas ideias?

– Qual o primeiro passo que você dará esta semana para superar alguns destes obstáculos?

 

Autor do Estudo: Josadak Lima

Retirado de UNIDADE – a missão conciliadora da igreja. Publicado com permissão.

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5 Comentários para “A Cooperação Mútua e a Unidade”

  1. PR ADAILSON GOMES SILVA 30 de outubro de 2016 at 14:23 #

    GLORIA A DEUS PELO EXCELENTE ESTUDO, MUITO BOM APRENDE MUITO. TODOS ESTÃO DE PARABÉNS.

  2. Rosalina Maria dos Santos Colusso 28 de novembro de 2017 at 2:20 #

    Amei a explicação esclarecedora sobre ajuda mutua na igreja, muito forte o entendimento para essa explicação. Tenho certeza que foi totalmente na direção do Espirito Santo.

    “E não vos esqueçais de fazer o bem e da prática da ajuda mutua; porque, de tais sacrifícios, Deus se agrada.” Hebreus 13, ver:16

  3. José Maria 11 de janeiro de 2018 at 7:48 #

    Mais do que excelente, não sou pastor , mais tenho batido nesse teclado de falta de unidade na igreja , mui especialmente no que tange só saber e não querer praticar, , no meu fraco entendimento não é fé, penso ate que falta conversão .

  4. Zacarias Gunji Chongombe 29 de dezembro de 2018 at 5:39 #

    Ok este conteúdo quando falamos de unidade na igreja. Não se regista porque nos últimos dias tudo esta se tornar por interesse, esquecendo da missão de Cristo com os discipulos

  5. Duilio dias vieira 2 de junho de 2019 at 21:53 #

    acho otima a ideia deste movimento em prol um do outro , isto e quase que extinto , gostaria de participar do mesmo se possivel , apesar do tempo implacavel.

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