{"id":851,"date":"2017-10-27T06:00:32","date_gmt":"2017-10-27T08:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/?p=851"},"modified":"2017-10-20T10:12:05","modified_gmt":"2017-10-20T12:12:05","slug":"a-soteriologia-dos-reformadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/2017\/10\/27\/a-soteriologia-dos-reformadores\/","title":{"rendered":"A soteriologia* dos reformadores"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>Sem d\u00favida a data de 31 de outubro de 1517 \u00e9 de grande transcend\u00eancia na hist\u00f3ria universal. A Reforma exaltou verdades b\u00edblicas que formam o sustent\u00e1culo de nossa evangeliza\u00e7\u00e3o. De uma maneira e outra, todos os crist\u00e3os evang\u00e9licos s\u00e3o herdeiros da Reforma. Embora tenha sido um movi-mento de profundas repercuss\u00f5es culturais, sociais e pol\u00edticas, \u00e9 de bom alvitre agarrarmo-nos aos fundamentos teol\u00f3gicos desta mensagem e, de maneira particular, \u00e0 soteriologia dos reformadores. Para cumprir esse prop\u00f3sito, recorreremos a quatro grandes postulados da Reforma: Sola\u00a0<em>Gratia, Solo Christus, Sola Fide e Sola Scriptura<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>S\u00f3 a gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-857\" title=\"Cr\u00e9dito: Aaron Burden | Unsplash.com\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-768x1023.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-769x1024.jpg 769w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-732x975.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-2-1140x1518.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/>Ensinam os reformadores que o pecador \u00e9 justificado unicamente pela gra\u00e7a de Deus, mediante a f\u00e9 em Jesus Cristo. Neste caso, a gra\u00e7a \u00e9 o favor divino que o homem n\u00e3o merece, mas que, em sua soberania e bondade, Deus quer dar-lhe. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 obra de Deus, n\u00e3o do homem. Paulo diz: \u201cPela gra\u00e7a sois salvos, mediante a f\u00e9; e isto [a salva\u00e7\u00e3o] n\u00e3o vem de v\u00f3s, \u00e9 dom de Deus; n\u00e3o [vem] de obras, para que ningu\u00e9m se glorie\u201d (Ef 2.8-9). Em outra ep\u00edstola, o ap\u00f3stolo explica: \u201cSe \u00e9 pela gra\u00e7a, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pelas obras; do contr\u00e1rio, a gra\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 gra\u00e7a\u201d (Rm 11.6).<\/p>\n<p>O homem estende a m\u00e3o vazia para receber, n\u00e3o a m\u00e3o cheia para oferecer. N\u00e3o tem nada a oferecer em troca de sua salva\u00e7\u00e3o. Tampouco pode cooperar com a gra\u00e7a divina para salvar-se. Est\u00e1 morto em seus delitos e pecados. Somente se disp\u00f5e a receber o favor de Deus.<\/p>\n<p>O conceito de\u00a0<em>s\u00f3 pela gra\u00e7a<\/em>\u00a0\u00e9 um golpe mui severo no orgulho humano. Aqui n\u00e3o h\u00e1 lugar para a auto-sufici\u00eancia, nem para a arrog\u00e2ncia do que pretende salvar-se a si mesmo e a outros, mesmo por meio de esfor\u00e7os que aos olhos da sociedade parecem mui nobres e her\u00f3icos.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 sempre \u2018o Deus de toda a gra\u00e7a\u2019 (1 Pe 5.10). A salva\u00e7\u00e3o sempre foi, \u00e9 e sempre ser\u00e1 pela gra\u00e7a. Mas esta gra\u00e7a vem em plenitude na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.17). Cristo \u00e9 o dom inef\u00e1vel de Deus ao mundo. O homem pode salvar-se em Cristo, n\u00e3o \u00e0 parte de Cristo.<\/p>\n<p><strong><!--more-->S\u00f3 Cristo<\/strong><\/p>\n<p>A mensagem dos reformadores era cristol\u00f3gica e cristoc\u00eantrica. Assim deve ser a nossa. Jesus declarou: \u201cEu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ningu\u00e9m vem ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d (Jo 14.6). E, segundo o ap\u00f3stolo Pedro, \u201cn\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o em nenhum outro; porque abaixo do c\u00e9u n\u00e3o existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos\u201d (At 4.12).<\/p>\n<p>Compete-nos escutar de novo estas declara\u00e7\u00f5es que se op\u00f5em radicalmente a todo intento sincretista ou universalista. Gostemos ou n\u00e3o, o evangelho neo-testament\u00e1rio \u00e9 inclusivo e exclusivo. Inclui todos os que recebem a Jesus Cristo como \u00fanico mediador entre Deus e os homens, e exclui todos os que resistem \u00e0 gra\u00e7a de Deus. N\u00e3o nos cabe incluir o que Deus n\u00e3o incluiu, nem excluir o que Ele n\u00e3o excluiu.<\/p>\n<p>S\u00f3 Cristo salva. Mas, qual Cristo? Definitivamente n\u00e3o se trata aqui do Cristo dos dogmas de feitura puramente humana, nem do Cristo da imagina\u00e7\u00e3o antiga e moderna, nem do Cristo do folclore latino-americano, nem do Cristo\u00a0<em>superstar<\/em>\u00a0das sociedades opulentas do Norte, nem do Cristo dos poderosos interesses econ\u00f4mico-sociais em nosso continente, nem do Cristo dos ide\u00f3logos de \u00faltima hora. O Cristo que salva \u00e9 sen\u00e3o aquele que \u00e9 revelado nas Escrituras.<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo Deus \u2014 o Logos<\/em>\u00a0eterno, associado eternamente com o Pai e com o Esp\u00edrito, criador e sustentador dos c\u00e9us e da terra, o Senhor da vida e da hist\u00f3ria, o Alfa e o \u00d4mega, o princ\u00edpio e o fim, o \u201cque \u00e9, que era e que h\u00e1 de vir\u201d, o Todo-poderoso Senhor.<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo hist\u00f3rico<\/em>\u00a0\u2014 manifestado no tempo e no espa\u00e7o, em data precisa do calend\u00e1rio de Deus, na plenitude da hist\u00f3ria humana, no contexto de uma geografia, de um povo, de uma cultura, de uma sociedade.<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo humano<\/em>\u00a0\u2014 engendrado pelo Esp\u00edrito, concebido pela virgem Maria, participante de carne e sangue, \u201cfeito carne\u201d, identificado plenamente com a humanidade.<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo profeta<\/em>\u00a0\u2014 o arauto de Deus Pai, int\u00e9rprete da Divindade, revelador da vontade divina para seu povo e para toda a humanidade.<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo sacerdote<\/em>\u00a0\u2014 o que est\u00e1 assentado \u00e0 direita da Majestade nas alturas e \u201ctam-b\u00e9m pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles\u201d (Hb 7.25).<\/p>\n<p>O Cristo revelado nas Escrituras \u00e9 o\u00a0<em>Cristo rei<\/em>, que est\u00e1 para vir \u2014 o Juiz de vivos e de mortos, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cristo da renova\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 a f\u00e9\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A grande descoberta do frade Martin Lutero nas Escrituras foi que \u201co justo viver\u00e1 por f\u00e9\u201d (Rm 1.17). Essa verdade b\u00edblica chegou a ser um grito de batalha na Reforma.<\/p>\n<p>A f\u00e9 \u00e9 a m\u00e3o que recebe a d\u00e1diva de Deus em Jesus Cristo. Certamente para o evangelista Jo\u00e3o, receber a Cristo parece ser um equivalente de crer nele (Jo 1.12). Por meio da f\u00e9 fazemos nossos os benef\u00edcios de Cristo crucificado e ressuscitado. \u00c9 nesses benef\u00edcios que descansa nossa seguran\u00e7a eterna de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A f\u00e9 mediante a qual somos justificados n\u00e3o \u00e9 cega, n\u00e3o \u00e9 mera credulidade. Tampouco \u00e9 a f\u00e9 um mero assentimento \u00e0 verdade revelada. \u00c9 muito mais que um mero exerc\u00edcio intelectual. Ter f\u00e9 \u00e9 confiar, \u00e9 abandonar-se nas m\u00e3os de Jesus Cristo, reconhecendo a enormidade de nossa culpa e a totalidade de nossa incapacidade para libertar-nos por n\u00f3s mesmos do pecado. \u00c9 admitir que os m\u00e9ritos humanos s\u00e3o in\u00fateis para fins de justifica\u00e7\u00e3o. \u00c9 lan\u00e7ar m\u00e3o do valor infinito da pessoa e obra do Filho de Deus. Ter f\u00e9 em Jesus Cristo \u00e9 deixar-se salvar por Ele.<\/p>\n<p>A f\u00e9 implica tamb\u00e9m obedi\u00eancia. Quando o homem cr\u00ea que o Evangelho \u00e9 a verdade, sente-se na obriga\u00e7\u00e3o de obedec\u00ea-lo. Segundo a doutrina da Reforma, o pecador \u00e9 justificado s\u00f3 pela f\u00e9, mas a f\u00e9 que justifica n\u00e3o permanece s\u00f3. N\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 est\u00e9ril, muito menos morta. O ensino de Tiago (2.14-26) se harmoniza plenamente com o ensino de Paulo, o qual afirma que n\u00e3o somos salvos por obras, mas sim, para obras que Deus \u201cde antem\u00e3o preparou para que and\u00e1ssemos nelas\u201d (Ef 2.10). Estas boas obras s\u00e3o o\u00a0<em>fruto<\/em>\u00a0da salva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a\u00a0<em>causa<\/em>\u00a0dela.<\/p>\n<p>Crer em Jesus Cristo significa, al\u00e9m do mais, entrar em s\u00e9rio compromisso com Ele, com sua Igreja e com a sociedade. N\u00e3o aceitamos Jesus Cristo para evadir nossas responsabilidades morais e viver como nos agrada, depois de haver adquirido uma ap\u00f3lice de seguro para a eternidade. No Evangelho h\u00e1 reclamos de car\u00e1ter \u00e9tico.<\/p>\n<p>Jesus teve o cuidado de advertir as multid\u00f5es sobre as dificuldades do caminho que Ele lhes propunha. N\u00e3o guardou sil\u00eancio sobre as exig\u00eancias do discipulado. Ningu\u00e9m poderia queixar-se de que Ele lhes enganara com a oferta de uma \u201cgra\u00e7a barata\u201d. Seu interesse estava na qualidade, n\u00e3o na quantidade de seus seguidores.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 a Escritura\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Aceitaram os paladinos da Reforma a autoridade suprema das Escrituras, n\u00e3o s\u00f3 no que diz respeito \u00e0 doutrina da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9. Eles determinaram submeter sua f\u00e9 e sua vida ao ditame final do c\u00e2non b\u00edblico, e n\u00e3o a outra autoridade, fosse a do magist\u00e9rio eclesi\u00e1stico, ou a da raz\u00e3o natural, ou a dos impulsos do cora\u00e7\u00e3o. Aceitaram e proclamaram as Escrituras como sua norma objetiva e final. Foi fundamentalmente por essa declara\u00e7\u00e3o que os reformadores e a Igreja oficial daqueles tempos dividiram seus caminhos.<\/p>\n<div id=\"attachment_856\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-856\" class=\"wp-image-856\" title=\"Cr\u00e9dito: Marcin Chady | Flickr\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/elbencesar\/files\/Blog_EC_27_10_17_soteriologia_dos_reformadores.jpg 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><p id=\"caption-attachment-856\" class=\"wp-caption-text\">B\u00edblia de Lutero<\/p><\/div>\n<p>Nessa transcendental decis\u00e3o, os reformadores n\u00e3o fizeram mais do que continuar uma longa tradi\u00e7\u00e3o que vem desde os tempos do Velho Testamento e desde os dias de Cristo e seus ap\u00f3stolos. Os profetas apelaram para a lei escrita como sua autoridade final. Cristo autenticou seu minist\u00e9rio ante o povo com a lei de Mois\u00e9s, os profetas e os Salmos (Lc 24.44). Os ap\u00f3stolos tamb\u00e9m se apoiaram na autoridade do Antigo Testamento. A Igreja antiga aceitou ambos os Testamentos e teve assim um c\u00e2non mais extenso ao qual apelar para suas decis\u00f5es de f\u00e9 e pr\u00e1tica. Os reformadores fizeram que o \u201cAssim diz o Senhor\u201d e o \u201cEst\u00e1 escrito\u201d ressonassem poderosamente no \u00e2mbito da cristandade ocidental.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos s\u00e9culos o princ\u00edpio da\u00a0<em>Sola Scriptura<\/em>\u00a0tem sido amea\u00e7ado e desafiado pela raz\u00e3o natural, pelo sentimentalismo pietista, pela press\u00e3o eclesial (cat\u00f3lica e protestante), ou pela presun\u00e7\u00e3o de l\u00edderes que se cr\u00eaem superdotados para impor ao povo de Deus seu sistema de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os reformadores advogaram n\u00e3o a livre interpreta\u00e7\u00e3o, mas o livre exame das Escrituras. O sacerd\u00f3cio universal dos crentes \u2014 outra das grandes doutrinas exaltadas pela Reforma \u2014 n\u00e3o autoriza a ningu\u00e9m torcer e retorcer o texto b\u00edblico.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o acatarmos a norma objetiva das Escrituras, se n\u00e3o nos submetermos ao senhorio de Cristo, se n\u00e3o estivermos em sintonia com o Esp\u00edrito Santo, se nos distanciarmos da comunidade da f\u00e9 \u2014 seremos presa f\u00e1cil do subjetivismo, ou do relativismo, ou poderemos cair ingenuamente na trama de uma ideologia, n\u00e3o importa de que cor seja ela.<\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong><br \/>\n<strong>*<\/strong>Soteriologia \u00e9 o ramo da teologia que trata da salva\u00e7\u00e3o, da obra de Cristo. Tratado teol\u00f3gico que tem como objeto a reden\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<pre>Texto originalmente publicado na edi\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/255\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">255<\/a> de <strong>Ultimato<\/strong>.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem d\u00favida a data de 31 de outubro de 1517 \u00e9 de grande transcend\u00eancia na hist\u00f3ria universal. A Reforma exaltou verdades b\u00edblicas que formam o sustent\u00e1culo de nossa evangeliza\u00e7\u00e3o. De uma maneira e outra, todos os crist\u00e3os evang\u00e9licos s\u00e3o herdeiros da Reforma. 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