{"id":880,"date":"2022-11-13T21:32:11","date_gmt":"2022-11-13T21:32:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/?p=880"},"modified":"2022-11-13T21:32:11","modified_gmt":"2022-11-13T21:32:11","slug":"sagrados-telescopios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2022\/11\/13\/sagrados-telescopios\/","title":{"rendered":"Sagrados Telesc\u00f3pios"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><em>Como Hubble, James Webb e seus campos profundos podem nos conduzir a uma espiritualidade saud\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<div dir=\"auto\">Por <strong>Daniel Barros da Silva*<\/strong><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-888\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/comparativo-hubble-james-webb.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/comparativo-hubble-james-webb.jpg 480w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/comparativo-hubble-james-webb-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Do meu ponto de vista, telesc\u00f3pios s\u00e3o instrumentos sagrados; n\u00e3o vejo como descrever de outra maneira objetos que nos conectam aos luzeiros celestes. Essa conex\u00e3o se torna ainda mais sagrada se considerarmos que a sobreviv\u00eancia dos nossos antepassados dependeu dos ciclos das estrelas, que os orientavam sobre tempos e esta\u00e7\u00f5es: de plantio, colheita, procria\u00e7\u00e3o dos animais, tempos de abund\u00e2ncia e tempos de racionamento.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outro aspecto sagrado desta conex\u00e3o, \u00e9 o senso de dire\u00e7\u00e3o. As mesmas constela\u00e7\u00f5es que guiaram os marinheiros pelos tenebrosos mares antigos, guiaram tamb\u00e9m os astronautas, incluindo Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins em seu trajeto rumo \u00e0 Lua, e ao \u201cpequeno passo para um homem, mas grande salto para a humanidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nossa conex\u00e3o com as estrelas se torna tanto mais complexa e completa quanto mais somos capazes de refinar e ampliar a capacidade de nossos instrumentos, os Telesc\u00f3pios, que ampliam nossa vis\u00e3o para aquilo que est\u00e1 longe. Entretanto, quanto mais longe est\u00e3o as estrelas, mais sua luz se dissipa pelo caminho, e desta forma nos parece que ao nosso redor existe apenas escurid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por\u00e9m, uma das fa\u00e7anhas mais incr\u00edveis de nossos telesc\u00f3pios mais not\u00e1veis \u00e9 a capacidade de enxergar luz mesmo na escurid\u00e3o mais densa. Isso se chama pesquisa de campo profundo. Ou seja, n\u00f3s apontamos o telesc\u00f3pio para uma regi\u00e3o extremamente escura do c\u00e9u, onde parece n\u00e3o haver luz alguma, e com tempo suficiente, ele nos mostra milhares de gal\u00e1xias em regi\u00f5es do c\u00e9u que, a olho nu, teriam o tamanho de um gr\u00e3o de areia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pesquisa de campos profundos carece de tempo. A p\u00e1lida luz que vem de gal\u00e1xias distantes demora para sensibilizar mesmo os mais sens\u00edveis de nossos sagrados instrumentos. Aqui cabe uma explica\u00e7\u00e3o para entendermos a enormidade da dificuldade de captar essa luz distante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os f\u00edsicos nos ensinam que a luz dos astros distantes no espa\u00e7o, tamb\u00e9m est\u00e1 distante no tempo. Pode parecer dif\u00edcil, mas \u00e9 f\u00e1cil explicar. A estrela mais pr\u00f3xima de n\u00f3s \u00e9 Pr\u00f3xima Centauri, a 4 anos-luz. Isso significa que a pr\u00f3pria luz leva 4 anos para vir de l\u00e1 e sensibilizar os nossos olhos (ou nossos instrumentos), e, por isso, sempre vemos como Pr\u00f3xima Centauri era h\u00e1 4 anos atr\u00e1s, e a menos que possamos viajar at\u00e9 l\u00e1, nunca veremos como a estrela mais pr\u00f3xima de n\u00f3s realmente \u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Perceba que estrelas a mil anos-luz de dist\u00e2ncia no espa\u00e7o tamb\u00e9m est\u00e3o distantes de n\u00f3s em 1000 anos no tempo. Como era a vida humana h\u00e1 apenas mil anos? N\u00f3s temos dificuldade de conceber a vida de nossos antepassados que viveram s\u00e9culos antes de n\u00f3s, quanto mais dif\u00edcil fica a nossa compreens\u00e3o se trocarmos s\u00e9culos por mil\u00eanios?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por isso, precisamos muito desenvolver n\u00e3o apenas sensibilidade, mas tamb\u00e9m paci\u00eancia, quando lidamos com luzes distantes &#8211; ou, como ouvi em uma prega\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel &#8211; quando lidamos com o sagrado do outro. Talvez nos ajude a compreens\u00e3o de que n\u00e3o existe diferen\u00e7a entre a luz que eu conhe\u00e7o e a luz que o outro conhece, o que existe apenas \u00e9 a dist\u00e2ncia entre mim e o outro. Tamb\u00e9m nos ajuda, se compreendermos que: a luz que me ilumina s\u00f3 parece mais brilhante porque est\u00e1 mais pr\u00f3xima de mim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aqui preciso pedir uma licen\u00e7a, que julgo po\u00e9tica, para lidar com este assunto deveras complexo. Pe\u00e7o a gentileza de me permitirem citar algumas palavras de Jesus de Nazar\u00e9, quando perguntaram-lhe:<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>&#8211;\u00a0Mestre, qual \u00e9 o grande mandamento na Lei?<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Respondeu-lhe Jesus:\u00a0<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>&#8211; Amar\u00e1s o Senhor, teu Deus, de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este \u00e9 o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, \u00e9: Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">(Mateus 22:36-40)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Partindo destes dois princ\u00edpios, eu gostaria de propor uma forma diferente de enxergar a espiritualidade.\u00a0Na verdade, essa forma \u00e9 bem antiga, s\u00f3 vem sendo esquecida. Esquecida porque ultimamente n\u00f3s temos nos tornado cada vez mais eficazes na constru\u00e7\u00e3o de muros, e cada vez menos adeptos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de pontes. Espiritualidade neste contexto representaria o compromisso com a constru\u00e7\u00e3o de dois tipos de pontes: pontes entre Deus e pessoas, e pontes entre pessoas e outras pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ao contr\u00e1rio do que muita gente pode pensar, a arqueologia moderna, em especial pela descoberta do templo em G\u00f6bekli Tepe, na Turquia, nos sugere que a espiritualidade organizada precede a civiliza\u00e7\u00e3o. Este antigo complexo de templos \u00e9 anterior \u00e0 pr\u00e1tica da agricultura organizada, em uma \u00e9poca de tribos n\u00f4mades de ca\u00e7adores-coletores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">N\u00e3o posso fazer afirma\u00e7\u00f5es pois n\u00e3o sou especialista na \u00e1rea, mas me parece l\u00edcito sugerir que a organiza\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o permite a constru\u00e7\u00e3o de regras m\u00ednimas de conviv\u00eancia entre tribos diferentes. Isto porque as regras podem ser inconvenientes para o indiv\u00edduo, mesmo quando s\u00e3o vitais para a sobreviv\u00eancia do grupo. Mas quando eu me submeto a uma regra ditada por \u201cdeus\u201d eu n\u00e3o me submeto \u00e0 voc\u00ea, mas a uma \u201cideia\u201d que \u00e9 t\u00e3o superior a n\u00f3s dois que a obedi\u00eancia a esta regra se torna menos pesada, mesmo que seja de um ponto de vista psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Talvez esta seja a raz\u00e3o de Jesus ensinar que o amor a Deus precede o amor ao pr\u00f3ximo. Pois a compreens\u00e3o de que h\u00e1 valores superiores a todas as pessoas permite que todos se submetam a regras m\u00ednimas de conviv\u00eancia sem a necessidade de aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ou viol\u00eancia, mas por obedi\u00eancia a um ideal maior, comum a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Essa ideia n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o diferente daquilo que compreendemos hoje como a necessidade de submiss\u00e3o \u00e0s leis, e \u00e0s autoridades constitu\u00eddas. Exceto em situa\u00e7\u00f5es de extrema opress\u00e3o, a obedi\u00eancia \u00e0s decis\u00f5es do poder Judici\u00e1rio deve ser absoluta, pois este \u00e9 um dos fundamentos mais b\u00e1sicos do Estado Democr\u00e1tico de Direito. Ou como diz o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o: \u201cPorque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos n\u00e3o s\u00e3o pesados.\u201d 1 Jo\u00e3o 5:3<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O segundo mandamento trata do amor ao pr\u00f3ximo, constru\u00eddo e constitu\u00eddo a partir do amor a Deus. Essa conex\u00e3o tr\u00edplice Eu-Deus-Pr\u00f3ximo pode ser melhor compreendida a partir de outro texto sagrado em forma de poesia:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201c<em>Deus \u00e9 luz; nele n\u00e3o h\u00e1 treva alguma.<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Se afirmarmos que temos comunh\u00e3o com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e n\u00e3o praticamos a verdade.<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><em>Se, por\u00e9m, andamos na luz, como ele est\u00e1 na luz, temos comunh\u00e3o uns com os outros\u2026<\/em>\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">(1 Jo\u00e3o 1:5-7)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E aqui voltamos aos instrumentos sagrados, e \u00e0 nossa conex\u00e3o com esta luz que vem dos c\u00e9us. \u201cDeus\u201d n\u00e3o \u00e9 um nome pr\u00f3prio, como Jos\u00e9 ou Maria, na verdade o termo \u201cDeus\u201d n\u00e3o \u00e9 nome algum, algo que aprendi em outra prega\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel. A palavra \u201cDeus\u201d deve ser compreendida muito mais como um termo \u201ct\u00e9cnico\u201d. Quando eu uso a palavra \u201cDeus\u201d eu estou apenas tentando comunicar a outra pessoa do que eu estou falando, e a outra pessoa poder\u00e1 compreender a que \u201cassunto\u201d eu me refiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O termo \u201cDeus\u201d, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 apenas uma refer\u00eancia. Deixe-me explicar melhor o que eu quero dizer. H\u00e1 uma narrativa b\u00edblica que descreve o encontro de Mois\u00e9s com Deus que se manifestava em um arbusto em chamas (a sar\u00e7a ardente). Perto do final da conversa, Mois\u00e9s pergunta a Deus: \u201cqual \u00e9 o teu nome?\u201d A resposta de Deus \u00e9 tudo, menos um nome. Deus responde \u201cEu sou o que sou.\u201d \u00c9 como se dissesse: eu n\u00e3o posso ser definido, limitado, contido ou compreendido, eu sou aquilo que eu sou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Essa passagem \u00e9 maravilhosa, pois prop\u00f5e um entendimento sobre Deus que \u00e9 t\u00e3o abrangente que pode nos permitir construir pontes entre todas as religi\u00f5es, e at\u00e9 com os ateus mais estritos: Deus n\u00e3o existe, Deus \u00e9! E n\u00f3s podemos compreender Deus de maneiras diferentes, e isso n\u00e3o \u00e9 o mais importante, inclusive para o pr\u00f3prio Deus. Pois, como dito anteriormente,\u00a0o amor a Deus consiste em obedecer aos seus mandamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A dificuldade passa a ser, ent\u00e3o, a de perceber Deus na vis\u00e3o do outro sobre Deus. Da mesma maneira que temos dificuldade de enxergar luzes distantes. Mas, novamente, os campos profundos podem nos ajudar. Se compararmos o campo profundo do telesc\u00f3pio Hubble, mais antigo, com o do James Webb, mais moderno, temos que este \u00faltimo consegue enxergar melhor a luz que atravessa a poeira c\u00f3smica pois \u201cenxerga\u201d no comprimento de onda do infravermelho, ou seja enxerga calor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De um ponto de vista simb\u00f3lico, n\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil associar calor com emo\u00e7\u00f5es. Ou seja, o esfor\u00e7o de construir pontes certamente \u00e9 intelectual, mas tamb\u00e9m \u00e9 emocional. Quando lidamos com o sagrado do outro, muitas vezes percebemos em n\u00f3s mesmos respostas autom\u00e1ticas como o reflexo de avers\u00e3o. E aqui \u00e9 importante tamb\u00e9m desenvolver um senso de empatia: para se conectar com o sagrado do outro \u00e9 necess\u00e1rio boa vontade, tanto intelectual quanto emocional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">CS Lewis em seu cl\u00e1ssico\u00a0\u201cCristianismo Puro e Simples\u201d escreveu:<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;<em> [A] hostilidade [teol\u00f3gica] vem mais da parte daqueles que est\u00e3o \u00e0 margem, \u2026\u00a0 [d]aquelas pessoas que n\u00e3o s\u00e3o membros de nenhuma comunidade. Acho isso curiosamente consolador. \u00c9 no seu centro, onde habitam os seus filhos mais honestos, que cada comunidade est\u00e1 de fato mais pr\u00f3xima da outra em esp\u00edrito, \u2026 [e] fala a mesma l\u00edngua.<\/em>&#8220;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desta maneira, os habitantes do centro dessas comunidades de f\u00e9, assim como os astr\u00f4nomos, n\u00e3o se deixam cegar pelo v\u00e9u daquilo que parecem trevas, mas buscam discernir luz atrav\u00e9s das brumas do espa\u00e7o e do tempo. \u00c9 um olhar para a compreens\u00e3o que o outro tem do mundo \u00e0 sua volta que pressup\u00f5e a exist\u00eancia de luz mesmo nas falhas da minha compreens\u00e3o. \u00c9 tratar o outro como a mim mesmo e aceitar que a luz que ilumina o meu caminho na dire\u00e7\u00e3o do amor ao pr\u00f3ximo \u00e9 a mesma luz que ilumina o pr\u00f3ximo na minha dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os astros fascinam a humanidade desde seus prim\u00f3rdios, sejam sacerdotes, cientistas, fil\u00f3sofos, astr\u00f3logos, astr\u00f4nomos, poetas ou simplesmente amantes. O Sol rege o dia, a Lua, a noite. As constela\u00e7\u00f5es mostram o caminho aos marinheiros e tamb\u00e9m o tempo certo para plantar e colher.\u00a0E nossos sagrados instrumentos, os telesc\u00f3pios, ao captar luz e calor de estrelas distantes, nos emulam a enxergar luz no sagrado do outro, com paci\u00eancia, empatia e boa vontade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E assim, que o Eterno nos permeie e transforme a todos em sacerdotes pont\u00edfices, empenhados na constru\u00e7\u00e3o destas pontes entre o Transcendente e os Mortais, e entre o Eu e o Pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>_______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-881  alignleft\" src=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"246\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n-300x300.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n-768x768.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n-732x732.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2022\/11\/291408053_442132737920281_791047712781140858_n.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 246px) 100vw, 246px\" \/>*Daniel Barros da Silva <\/strong>\u00e9 m\u00e9dico especialista em Endocrinologia. Foi professor de Professor de Cl\u00ednica M\u00e9dica na Universidade Estacio de S\u00e1 e, desde sempre, um leitor ass\u00edduo de F\u00edsica. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Endocrinologia pelo Instituto de Endocrinologia da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia do Rio de Janeiro. \u00c9 Batista de forma\u00e7\u00e3o. Foi co-fundador do Grupo da Alian\u00e7a B\u00edblica Universit\u00e1ria do Brasil (ABUB) no Instituto Biom\u00e9dico da UNIRIO, e Diretor Suplente do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico Benjamin Batista (DABB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como Hubble, James Webb e seus campos profundos podem nos conduzir a uma espiritualidade saud\u00e1vel. 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