{"id":642,"date":"2018-11-18T17:21:30","date_gmt":"2018-11-18T17:21:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/?p=642"},"modified":"2018-11-20T17:33:48","modified_gmt":"2018-11-20T17:33:48","slug":"orgulho-pecado-e-amor-ao-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2018\/11\/18\/orgulho-pecado-e-amor-ao-proximo\/","title":{"rendered":"Orgulho, pecado e amor ao pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"<p><em>De como a Espiritualidade do Deserto nos ensina a perdoar e encobrir o pecado dos outros<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Marcus Vinicius Matos*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_656\" style=\"width: 294px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-656\" class=\"wp-image-656 \" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15-677x1024.jpg\" alt=\"Monastery of Saint Macarius the Great, Wadi El-Natroun, Egypt.\" width=\"284\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15-677x1024.jpg 677w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15-198x300.jpg 198w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15-768x1162.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15-732x1107.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Monastery_of_Saint_Macarius_the_Great_Egypt-15.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-656\" class=\"wp-caption-text\">O Monast\u00e9rio de Santo Macarius, O Grande. Wadi El-Natroun, Egito. Foto de: Faris Knight<\/p><\/div>\n<p>O orgulho continua sendo o principal entrave a termos uma real comunh\u00e3o com Deus. Essa \u00e9 a minha experi\u00eancia. Talvez seja a sua. E, possivelmente, seja a experi\u00eancia mais marcante na hist\u00f3ria da Igreja. Toda vez que ela se engaja em uma esp\u00e9cie de \u201ccruzada\u201d \u2013 seja contra outras religi\u00f5es, ou contra determinado estilo de vida \u2013 ela se esquece da sua fun\u00e7\u00e3o. A Igreja n\u00e3o foi criada para combater pecadores, ou mesmo o pecado em si. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 acolher o pecador no processo de arrependimento de seus pecados. Ajud\u00e1-lo a abrir m\u00e3o de suas autodefesas e do seu instinto de autopreserva\u00e7\u00e3o, que \u00e9 estritamente ligado ao orgulho: reconhecer suas falhas, suas fraquezas e sua condi\u00e7\u00e3o de pecador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O processo de arrependimento requer, em primeiro lugar, um processo de reconhecimento de si. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, abrir m\u00e3o do orgulho requer amar a si pr\u00f3prio. Mas talvez nada seja mais dif\u00edcil para um pecador arrependido do que, consciente dos seus pr\u00f3prios pecados, amar a si pr\u00f3prio. Esse \u00e9 um esfor\u00e7o que exige de n\u00f3s admitir duas coisas. Em primeiro lugar que, apesar de mim mesmo, da minha condi\u00e7\u00e3o, e das minhas falhas, Deus me ama. Em segundo, o que \u00e9 mais dif\u00edcil, eu preciso fazer o mesmo pelo meu pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parecem duas tarefas simples. No entanto, demandam a admiss\u00e3o da nossa insufici\u00eancia gerada por um profundo senso de amor pr\u00f3prio, que reconhece seus limites e suas falhas. Nosso instinto inicial \u00e9 o de ser duro conosco, e adotar um rigor severo com nossas pr\u00f3prias falhas. Queremos nos punir por nossos pr\u00f3prios pecados, porque isso nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 algo que possamos fazer para redimir nossa pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o. Aceitar que Deus nos ama, enquanto pecadores, talvez seja a tarefa mais exigente para o cora\u00e7\u00e3o orgulhoso. Assim como Naam\u00e3, o orgulhoso general S\u00edrio (2 Reis 5:1-27) que inicialmente se recusa a simplesmente aceitar a d\u00e1diva de Deus, sem fazer nada em troca; n\u00f3s tamb\u00e9m nos recusamos a mergulhar no rio. O orgulho \u00e9 a principal raz\u00e3o de sermos duros com n\u00f3s mesmos, e com nosso pecado. \u00c9 a nossa resist\u00eancia \u00e0 gra\u00e7a e ao amor incondicional de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_653\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-653\" class=\"wp-image-653 size-large\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-1024x736.jpg\" alt=\"Cave of Saint Macarius the Great\" width=\"750\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-1024x736.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-300x216.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-768x552.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-732x526.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/Cave_of_Saint_Macarius_the_Great-1140x819.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-653\" class=\"wp-caption-text\">A Caverna de Santo Macarius, O Grande. Foto de: Faris Knight 25 de Agosto de 2011<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E se somos duros com nossos pr\u00f3prios pecados, por conta de nosso orgulho, faremos o mesmo com o pr\u00f3ximo. N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o nisso: \u00e9 preciso amar a si mesmo, para amar ao pr\u00f3ximo. A dureza com que lidamos com as nossas falhas, e a dureza com que impomos condi\u00e7\u00f5es para o que o pr\u00f3ximo encontre o perd\u00e3o de Deus, s\u00e3o ambas fruto do nosso orgulho. Essa rigidez do nosso cora\u00e7\u00e3o para consigo mesmo, e para com as falhas do pr\u00f3ximo, \u201cgeralmente \u00e9 acompanhada de um senso de superioridade\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Essa dureza no nosso cora\u00e7\u00e3o, fruto do orgulho, precisa ser primeiramente admitida para ser curada \u2013 assim como todos os nossos pecados.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois exemplos interessantes que os Pais da Igreja e a Espiritualidade do Deserto nos trazem nesse tema: as vidas de <em>Macarius, O Grande<\/em>; e de <em>Moises, o Negro<\/em>. Macarius era um condutor de camelos eg\u00edpcio, que vivia do com\u00e9rcio. Foi ordenado como pastor e vivia numa pequena vila onde foi falsamente acusado de engravidar uma jovem. Depois de provada sua inoc\u00eancia foi viver no deserto, e se tornou o primeiro monge a habitar o deserto de <em>Scetis<\/em>. Se tornou um eremita.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Talvez pela sua pr\u00f3pria experi\u00eancia de vida, ele se propunha a n\u00e3o julgar os outros. Se alguns monges eram respeitados pela suas experi\u00eancias m\u00edsticas, Macarius, diziam eles \u201cera como Deus \u2018que protege o mundo inteiro e carrega os pecados de todos; ele acolheu e protegeu seus irm\u00e3os, e n\u00e3o tinha olhos nem ouvidos para os pecados de quem quer que fosse\u2019\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/MTBcrop.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-655 alignleft\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/MTBcrop.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"260\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mois\u00e9s, chamado de <em>O Ladr\u00e3o<\/em> ou <em>O Negro<\/em>, foi um escravo liberto que viveu como um ladr\u00e3o na regi\u00e3o da Nitria. Tardiamente se tornou um monge, e foi discipulado pelo padre Isadore. Se tornou um dos grandes <em>Pais do Deserto<\/em> de Scetis. Aconselhado por Macarius, foi viver em Petra. Terminou sua vida martirizado, foi morto junto com sete de seus irm\u00e3os por invasores \u201cb\u00e1rbaros\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Conta-se dele que certa vez ouviu que um monge seria levado diante de um conc\u00edlio e julgado. Foi convidado para participar do conc\u00edlio, e n\u00e3o compareceu. Ao ser procurado, ele carregava uma cesta cheia de areia, que se derramava pelo caminho. Respondeu aos interlocutores, que exigiam sua presen\u00e7a no julgamento: \u201ccomo eu poderia julgar a meu irm\u00e3o, se meus pecados me perseguem como a areia que se derrama dessa cesta?\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das marcas da caridade dos Pais do Deserto era que eles n\u00e3o julgavam. N\u00e3o \u00e9 que o pecado tenha que ser tratado de forma \u201clight\u201d. Ao contrario, \u00e9 necess\u00e1rio admitir a densidade de nossos pecados, e nossa profunda condi\u00e7\u00e3o de pecadores, para poder de fato lidar com ele. Assim como s\u00f3 o amor de Deus nos salva dos nossos pr\u00f3prios pecados; s\u00f3 o amor ao pr\u00f3ximo \u00e9 capaz de levar-nos a Deus. O nosso orgulho, e o nosso julgamento, jamais ser\u00e1 capaz de tal feito. \u00c9 preciso amar a si pr\u00f3prio, e ao pr\u00f3ximo, para que possamos desenvolver qualquer entendimento da espiritualidade crist\u00e3 que seja \u201cmais do que um mero disfarce\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aqueles que se concentram no pecado dos outros, perdem a dimens\u00e3o mais importante de si: suas fraquezas. Enquanto a Igreja insistir em perder tempo acusando grupos, minorias e outras religi\u00f5es de seus pecados; ou insistir em acusar seus pr\u00f3prios membros de \u201cidolatria\u201d, resultado da n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o de uma suposta \u201ccosmovis\u00e3o crist\u00e3\u201d; ela, a Igreja, n\u00e3o estar\u00e1 apta a fazer como Eliseu: perdoar Naam\u00e3 pelo pecado que ainda iria cometer, ao curvar sua cabe\u00e7a a um falso deus, por dever c\u00edvico (2 Reis 5: 17-19). Rowan Williams, parafraseando um monge do deserto, dizia que \u201cquem est\u00e1 preocupado em enterrar seus pr\u00f3prios cad\u00e1veres, n\u00e3o tem tempo de procurar os corpos putrefatos no quintal do seu vizinho\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Que essa seja nossa preocupa\u00e7\u00e3o, e nossa ocupa\u00e7\u00e3o, a cada dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________________________________________<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-650 alignleft\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"122\" height=\"122\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331-300x300.jpeg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331-150x150.jpeg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331-768x768.jpeg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331-732x732.jpeg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/WhatsApp-Image-2018-11-18-at-13.32.331.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 122px) 100vw, 122px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>*Marcus Vinicius Matos\u00a0<\/strong>\u00e9 Doutorando em Direito no Birkbeck College (Universidade de Londres, Inglaterra), Professor de Direito P\u00fablico e Teoria de Direito. Frequenta atualmente a <a href=\"http:\/\/christchurchrio.org.br\">Christ Church Rio<\/a>, em Botafogo, Rio de Janeiro. \u00c9 membro da \u00a0Diretoria Nacional da Alian\u00e7a B\u00edlbica Universit\u00e1ria do Brasil (<a href=\"http:\/\/www.abub.org.br\">ABUB<\/a>). \u00c9 casado com Priscila Vieira e pai de Aurora. Instagram e Twitter: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mvdematos\/\">@mvdematos<\/a>. \u00a0Siga tamb\u00e9m as p\u00e1ginas do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/BlogDignidade\/\">Blog Dignidade<\/a> e da <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/redefale\/\">Rede FALE<\/a> no Facebook. As opini\u00f5es expressas nesse texto s\u00e3o de responsabilidade exclusiva do autor.<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <strong>Rowan Williams &#8211; Life, death and Neighbours<\/strong>, YouTube: World Community for Christian Meditation, 2015.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> WARD, Benedicta, <strong>The Sayings of the Desert Fathers: The Alphabetical Collection<\/strong>, Revised Edition. Kalamazoo, Michingan, USA: Cirtercian Publications, 1984, p.\u00a0124.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p.\u00a0xxv.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p.\u00a0138.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibid<\/em>., p.\u00a0xxv.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> DART, Ron, <strong>Rowan Williams\u2019 \u201cSilence and Honey Cakes: The Wisdom of the Desert\u201d &#8212; Review by Ron Dart<\/strong>, Clarion: Journal of Spirituality and Justice, dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.clarion-journal.com\/clarion_journal_of_spirit\/2011\/06\/rowan-williams-silence-and-honey-cakes-the-wisdom-of-the-desert-review-by-ron-dart-.html&gt;, acesso em: 18\u00a0nov.\u00a02018.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <strong>Rowan Williams &#8211; Life, death and Neighbours<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>+\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2017\/02\/10\/a-lectio-divina-me-fez-encontrar-a-historia-da-igreja\/?preview_id=519&amp;preview_nonce=ae04193567&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=-1&amp;preview=true\">A Lectio Divina me fez encontrar a hist\u00f3ria da Igreja<\/a><\/p>\n<p>+ <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/24\/a-idolatria-dode-mercado-o-homem-todo-para-o-dinheiro-todo\/\">A idolatria do(de) mercado: o homem todo para o dinheiro (todo)<\/a><\/p>\n<p>+\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2014\/03\/22\/a-dignidade-o-instante-e-o-anonimo\/\">A dignidade, o instante e o an\u00f4nimo<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De como a Espiritualidade do Deserto nos ensina a perdoar e encobrir o pecado dos outros &nbsp; Marcus Vinicius Matos* &nbsp; O orgulho continua sendo o principal entrave a termos uma real comunh\u00e3o com Deus. 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