{"id":330,"date":"2015-06-23T20:18:51","date_gmt":"2015-06-23T20:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/?p=330"},"modified":"2015-06-25T11:28:04","modified_gmt":"2015-06-25T11:28:04","slug":"a-idolatria-dode-mercado-interludio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/06\/23\/a-idolatria-dode-mercado-interludio\/","title":{"rendered":"A idolatria do(de) mercado: interl\u00fadio"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Di\u00e1logo, debate, repercuss\u00e3o, compara\u00e7\u00e3o e paternidade<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-332\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation-300x295.jpg\" alt=\"Disputation\" width=\"300\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation-300x295.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation-80x80.jpg 80w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation-150x148.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/Disputation.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Gostaria de iniciar este post com um pedido de desculpas pela demora na continuidade da s\u00e9rie*. Tenho recebido mensagens de leitores perguntando sobre a sequ\u00eancia das postagens e pe\u00e7o, portanto, desculpas a eles; como tamb\u00e9m ao meu interlocutor, Franklin Ferreira, que aguarda a conclus\u00e3o da s\u00e9rie para, possivelmente, responder. Nesse breve post de intervalo vou, ent\u00e3o, abordar alguns eventos que ocorreram desde que comecei os textos e que &#8211; penso &#8211; valem a pena como &#8220;interl\u00fadio&#8221; do debate. A saber: a paternidade; as tens\u00f5es\/divis\u00f5es talvez resultantes da s\u00e9rie; e alguns coment\u00e1rios feitos aos textos. \u00c9 absolutamente imposs\u00edvel n\u00e3o come\u00e7ar pelo primeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Paternidade<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Desde o acontecimento incr\u00edvel e indescrit\u00edvel em termos pr\u00e1ticos que foi o nascimento da minha filha, as reflex\u00f5es teol\u00f3gicas que eu vinha fazendo no tema desta s\u00e9rie de postagens foram alegremente substitu\u00eddas pelos momentos de espiritualidade proporcionados por essa nova experi\u00eancia. A atividade de &#8220;ninar&#8221; um beb\u00ea, seu filho, uma singela e aparentemente fr\u00e1gil criatura, nos bra\u00e7os, se tornou para mim um ato essencialmente espiritual. Nesse sentido, a interrup\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie em si foi permeada pela intensidade do amor, beleza e cuidado que me tomaram de s\u00fabito, com o nascimento dela.<\/p>\n<p>Seria talvez \u00f3bvio dizer que a experi\u00eancia da paternidade transforma a maneira como enxergamos e nos relacionamos com nossos pais: a paternidade nos ensina que o relacionamento que eles t\u00eam conosco transcende nossa pr\u00f3pria compreens\u00e3o, uma vez que esse relacionar se iniciou antes da nossa pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o, em termos modernos, como sujeitos. Mas o que talvez seja menos \u00f3bvio \u00e9 que a paternidade \u00e9 capaz de transformar nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus. Ao segurar uma criatura de apar\u00eancia fr\u00e1gil nos bra\u00e7os, o impulso de proteg\u00ea-la me faz lembrar do verdadeiro sentido porque chamamos a Deus de \u2018Pai\u2019.\u00a0Se o amor desse Deus por n\u00f3s, suas criaturas, se assemelha ao que temos por nossos filhos, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender, ao menos em parte, a ang\u00fastia\u00a0do Criador diante da queda e do sofrimento humano.<\/p>\n<p>Nesses dias, as figuras de Abra\u00e3o e Isaque me v\u00eam constantemente \u00e0 mente. Trata-se da narrativa de um pedido de sacrif\u00edcio \u00e0 sombra de um Deus que, diferentemente de todos deuses que se conheciam \u00e0 \u00e9poca, termina por demonstrar que n\u00e3o exigiria do seu povo\u00a0os mesmos sacrif\u00edcios e holocaustos humanos: os sacrif\u00edcios de seus pr\u00f3prios filhos. Talvez a melhor descri\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria desse epis\u00f3dio b\u00edblico seja aquela de Kierkegaard, que explora as diferentes poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es de Abra\u00e3o ap\u00f3s o teste de sua f\u00e9 mediante ao terr\u00edvel pedido de sacrif\u00edcio que lhe \u00e9 feito por Deus:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;<em>Rojou-se na terra e pediu perd\u00e3o a Deus pelo seu pecado, perd\u00e3o por ter querido sacrificar Isaac, perd\u00e3o por ter esquecido o dever paternal para com o filho. Tomou, de novo, com mais frequ\u00eancia o solit\u00e1rio caminho da montanha, mas n\u00e3o encontrou repouso. N\u00e3o podia conceber que pecara por ter querido sacrificar o seu mais precioso bem, por quem teria oferecido a vida mais de uma vez; e, se pecara, se nunca amara Isaac a tal ponto, n\u00e3o podia compreender como merecer o perd\u00e3o de Deus \u2014 haver\u00e1, com efeito, mais horr\u00edvel pecado do que o seu?<\/em>\u201d<br \/>\n(Kierkegaard, Temor e Tremor, p.199)<\/p><\/blockquote>\n<p>Ouvi uma vez, numa aula de hist\u00f3ria da filosofia, uma interpreta\u00e7\u00e3o do epis\u00f3dio conforme narrado por Kierkegaard, que me fez tremer e temer: se Abra\u00e3o se recusasse o sacrif\u00edcio, poderia ser um her\u00f3i em qualquer cultura humana. Por\u00e9m, n\u00e3o seria o Pai da F\u00e9.\u00a0Se a f\u00e9 \u00e9 como Kierkegaard prop\u00f5e, um paradoxo, um salto que suspende a moral, isso explicaria porque o amor \u00e9 maior que a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas passemos agora ao segundo ponto deste breve texto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_335\" style=\"width: 422px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/412px-Rembrandt_Abraham_en_Isaac_1634.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-335\" class=\"size-full wp-image-335\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/412px-Rembrandt_Abraham_en_Isaac_1634.jpg\" alt=\"O Sacrif\u00edcio de Isaque, 1635. Rembrandt (1606\u20131669). \" width=\"412\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/412px-Rembrandt_Abraham_en_Isaac_1634.jpg 412w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/412px-Rembrandt_Abraham_en_Isaac_1634-206x300.jpg 206w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/files\/2015\/06\/412px-Rembrandt_Abraham_en_Isaac_1634-103x150.jpg 103w\" sizes=\"auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-335\" class=\"wp-caption-text\">O Sacrif\u00edcio de Isaque, 1635. Rembrandt (1606\u20131669).<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A repercuss\u00e3o da Idolatria do(de) Mercado<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Durante esse curto per\u00edodo de interrup\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie, tanto o <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/04\/a-idolatria-dode-mercado-contra-a-teologia-politica-neoliberal\/\">primeiro<\/a> quanto o <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/24\/a-idolatria-dode-mercado-o-homem-todo-para-o-dinheiro-todo\/\">segundo post<\/a> encontraram amor e \u00f3dio, raz\u00e3o e f\u00e9, e talvez j\u00e1 valha a pena perguntar:\u00a0nesse meio tempo, quais os resultados iniciais e aparentes desse esfor\u00e7o de di\u00e1logo\/debate teol\u00f3gico? Se por um lado algumas amizades se desfizeram no Facebook, e pessoas pediram para se desligar de igrejas (espero que apenas no universo virtual); por outro,\u00a0muita gente se sentiu encorajada pela s\u00e9rie, e isso mesmo dentre aqueles(as) que alegavam n\u00e3o ter \u201clado\u201d no debate. Muito mais importantes que os coment\u00e1rios agressivos e o &#8220;patrulhamento&#8221; sofrido, no entanto, foram os abra\u00e7os \u00e0 dist\u00e2ncia que recebi de crist\u00e3os agradecendo pelo texto \u2013 o que me alegrou e me incentiva a continuar.<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o posso deixar de lamentar tamb\u00e9m as pessoas que, de maneira talvez tola, almejam\u00a0inutilmente sustentar que uma determinada posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica em rela\u00e7\u00e3o a sistemas econ\u00f4micos, institui\u00e7\u00f5es de estado, ou formas de governo humanas, sejam absolutamente incompat\u00edveis com o Evangelho; ou as \u00fanicas compat\u00edveis com ele \u2013 como defendi no <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/24\/a-idolatria-dode-mercado-o-homem-todo-para-o-dinheiro-todo\/\">segundo texto<\/a> da s\u00e9rie. Neste sentido, vale a pena lembrar um <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2015\/04\/10\/conselhos-de-stott-sobre-cristianismo-e-politica\/\">texto do John Stott<\/a>, recentemente publicado aqui no <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/john-stott\/2015\/04\/10\/conselhos-de-stott-sobre-cristianismo-e-politica\/\">Blog da Ultimato<\/a> que, na sua simplicidade, nos chama \u00e0 raz\u00e3o (e \u00e0 f\u00e9). Dizia o &#8220;Uncle John&#8221;: &#8220;Na democracia somos convidados a ouvir humildemente uns aos outros e constatar que n\u00e3o temos um monop\u00f3lio da verdade, enquanto continuamos perseguindo os prop\u00f3sitos de Deus para a nossa sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, n\u00e3o posso me furtar de mencionar que\u00a0Franklin esbo\u00e7ou tr\u00eas breves coment\u00e1rios ao meu texto, na sua <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira?fref=photo\">p\u00e1gina do Facebook<\/a>. Aproveito a oportunidade do interl\u00fadio, para respond\u00ea-los. N\u00e3o se trata, no entanto, de respostas aos argumentos que levantei \u2013 que j\u00e1 eram, em si, uma resposta a textos dele. O que o autor fez foi buscar falhas aparentes na minha argumenta\u00e7\u00e3o, que pudessem fazer meus textos ru\u00edrem como um todo. Como s\u00e3o coment\u00e1rios relativamente curtos, vou tamb\u00e9m respond\u00ea-los de maneira breve:<\/p>\n<p>+ <em>A compara\u00e7\u00e3o Guant\u00e1namo \/\/ Campo de Concentra\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Franklin sugere que a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira\/posts\/813717025368714\">compara\u00e7\u00e3o<\/a> que fiz da Base de Guant\u00e1namo como um \u201ccampo de concentra\u00e7\u00e3o\u201d, no meu <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/04\/a-idolatria-dode-mercado-contra-a-teologia-politica-neoliberal\/\">primeiro post<\/a>,\u00a0revela um certo relativismo moral que &#8220;ilustra como a ideologia precede a f\u00e9 no ide\u00e1rio da esquerda\u201d. Na verdade, campos de concentra\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o apenas fen\u00f4menos hist\u00f3ricos, mas modelos, mecanismos dispon\u00edveis \u00e0 pol\u00edtica moderna \u2013 inclusive democr\u00e1tica. Desenvolvi essa ideia um pouco mais em entrevista concedida a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/542070-a-vida-humana-como-coadjuvante-diante-do-protagonismo-da-tecnica-entrevista-especial-com-marcus-vinicius-de-matos-\">Revista do Instituto Humanitas da Unisinos<\/a>, publicada\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/542070-a-vida-humana-como-coadjuvante-diante-do-protagonismo-da-tecnica-entrevista-especial-com-marcus-vinicius-de-matos-\">aqui<\/a>. Se Primo Levi descreve os campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas como um lugar onde n\u00e3o havia porqu\u00eas (ou raz\u00f5es), certamente o modelo se aplica ao <em>Campo de Deten\u00e7\u00e3o de Guant\u00e1namo<\/em>, onde a esmagadora maioria dos \u201cdetentos\u201d n\u00e3o era sequer acusada formalmente de crime algum. At\u00e9 a <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hamdan_v._Rumsfeld\">decis\u00e3o da Suprema Corte dos EUA<\/a> (em <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hamdan_v._Rumsfeld\">Hamdan v. Rumsfeld<\/a><\/em>), de 2006, o campo era considerado como lugar <em>fora da jurisdi\u00e7\u00e3o<\/em> daqueles que administravam a pris\u00e3o. Certamente, o \u201cgulag dos nossos tempos\u201d, como j\u00e1 disseram.<\/p>\n<p>+ <em>Um di\u00e1logo de cegos, surdos, por\u00e9m n\u00e3o mudos<\/em><\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira\/photos\/a.806657566074660.1073741828.806478769425873\/828724837201266\/\">coment\u00e1rio<\/a> do dia 08 de abril, Franklin diz que tenho distorcido e ignorado as cr\u00edticas dele \u00e0 ideia de &#8220;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira\/photos\/a.806657566074660.1073741828.806478769425873\/828724837201266\/\">Estado Total<\/a>&#8220;.\u00a0Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, tenho a mesma sensa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a este coment\u00e1rio dele: sinto que Franklin ignora todo meu segundo texto para se concentrar no \u00fanico par\u00e1grafo que come\u00e7a com a palavra \u201ctalvez\u201d. Este par\u00e1grafo, como \u00e9 \u00f3bvio, est\u00e1 longe de ser o mais importante no texto.\u00a0Na verdade, tratei a crise do autor com a esquerda totalit\u00e1ria decadente como uma discuss\u00e3o superada, dado que estados totalit\u00e1rios nos moldes sovi\u00e9ticos, hoje, s\u00e3o meramente vestigiais (como \u00e9 a Coreia do Norte, que ele cita); por outro lado, Franklin n\u00e3o percebe\u00a0que, de maneira muito mais preocupante, pr\u00e1ticas e m\u00e9todos desenvolvidos em regimes totalit\u00e1rios (de direita e de esquerda) t\u00eam se espalhado pelo mundo, para dentro das democracias liberais, como demonstrei nos textos anteriores.<\/p>\n<p>Nesse <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira\/photos\/a.806657566074660.1073741828.806478769425873\/828724837201266\/\">post<\/a>, Franklin d\u00e1 a entender que ignorei o contexto da cita\u00e7\u00e3o b\u00edblica de Mt\u00a022:16-22, optando por uma interpreta\u00e7\u00e3o centrada no leitor quando, na verdade, propus a interpreta\u00e7\u00e3o deste texto a partir de outros textos b\u00edblicos (Mateus\u00a06:19-34\u00a0e\u00a0Mateus 19:16-30.) E, pior que isso, Franklin sugere que entendo que o texto trata da \u201cabstra\u00e7\u00e3o\u201d denominada \u201cmercado\u201d, da maneira como entendemos hoje \u2013 o que iria contrariar minha pr\u00f3pria argumenta\u00e7\u00e3o, manchar a cita\u00e7\u00e3o que fiz de John Locke, etc. H\u00e1 um h\u00edfen bem grande no \u00faltimo par\u00e1grafo do meu texto, \u201c\u2013 no nosso caso\u201d, que pede o retorno do leitor: do contexto do texto b\u00edblico para sua realidade, mas que parece ter passado batido pela leitura dele. Moeda, lastro, magia, idolatria\/ideologia\/cosmovis\u00e3o (total) do capital, t\u00e9cnica, Karl Barth\u2026nada.<\/p>\n<p>+ <em>A Origem do debate?<\/em><\/p>\n<p>Em uma <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProfFranklinFerreira\/posts\/819616998112050\">outra postagem no Facebook<\/a>, Franklin reclama &#8211; com raz\u00e3o &#8211; de que atribuo a origem dos argumentos dele a um debate que travamos na internet (parte em p\u00fablico, parte em privado). Na verdade, os argumentos dele teriam origem anterior, tendo sido publicadas, em parte, em 2007. Como n\u00e3o tinha acesso a essa obra do autor \u2013 sua <a href=\"http:\/\/www.vidanova.com.br\/produtos.asp?codigo=400\">Teologia Sistem\u00e1tica<\/a> \u2013 at\u00e9 muito recentemente, pude apenas presumir que os textos tinham origem naquela troca de e-mails.<\/p>\n<p>Em breve, continuarei com as respostas \u00e0s tr\u00eas outras teses. Pe\u00e7o paci\u00eancia dos leitores, e agrade\u00e7o demais as cr\u00edticas, ora\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por: Marcus Vinicius Matos**<\/p>\n<p>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014<\/p>\n<p>*Os dois primeiros posts da s\u00e9rie <em>A Idolatria do(de) Mercado<\/em> s\u00e3o: 1)\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/04\/a-idolatria-dode-mercado-contra-a-teologia-politica-neoliberal\/\">A idolatria do(de) mercado: contra a Teologia Pol\u00edtica Neoliberal<\/a>; e 2) <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/dignidade\/2015\/03\/24\/a-idolatria-dode-mercado-o-homem-todo-para-o-dinheiro-todo\/\">A idolatria do(de) mercado: o homem todo para o dinheiro (todo)<\/a>.<\/p>\n<p>**Marcus Vinicius Matos \u00e9 doutorando em Direito pelo\u00a0<em>Birkbeck College<\/em>, na Universidade de Londres, onde leciona Teoria do Direito (<em>Legal Theory II and II<\/em>) e Direito de Propriedade \u00a0(<em>Property Law I \u2013 Land law<\/em>). \u00c9 tamb\u00e9m l\u00edder do minist\u00e9rio estudantil na igreja\u00a0<em>All Souls<\/em>, em Londres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Di\u00e1logo, debate, repercuss\u00e3o, compara\u00e7\u00e3o e paternidade &nbsp; Gostaria de iniciar este post com um pedido de desculpas pela demora na continuidade da s\u00e9rie*. 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