Depois que João foi preso, Jesus mudou-se para a Galileia e ali pregava: “O tempo é agora! O Reino de Deus está aqui. Mudem de vida e creiam na Mensagem”. (Mc 1.14-15)
Jesus seria um falso cristo se não falasse a verdade toda, se dissesse apenas o que agrada ao povo, se escondesse o que poderia assustar ou magoar as multidões. Ele punha a descoberto a hipocrisia dos homens, o pecado oculto, a fraqueza interior. Ele provocava convicção de pecado e pregava o arrependimento.
O amor que Jesus demonstrava não era do tipo piegas, antes um amor libertador, que trazia em seu bojo palavras cortantes e candentes, sempre com o propósito de despertar, curar e salvar. Ele dizia: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28), mas também dizia: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23).
Jesus ofereceu água viva à mulher samaritana, mas também não deixou passar em brancas nuvens a sua vida particular (Jo 4.16-18). Mencionava em pé de igualdade tanto a vida eterna quanto a morte eterna. Falou com Nicodemos que ele precisava nascer de novo e mandou o jovem rico vender os seus bens e dá-los aos pobres (Jo 3.7; Mt 19.21). Não tinha medo de perder seguidores. Não traía seus ouvintes deixando para depois a menção da cruz que todos deveriam carregar e do ódio de que todos seriam vítimas.
Um homem que age assim não pode ser acusado de falsidade.
>> Retirado de Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, [Elben César]. Editora Ultimato.
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