Ele deu o seu único Filho 

domingo

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. — João 3.16 

 Alguém pode perguntar: “Como é possível que o Filho do Homem nos salve e nos dê vida eterna?”. Outro pode perguntar: “Como Deus pode permitir que seu único Filho seja crucificado?”. Certamente é razoável dizer que o Filho do Homem morreu na cruz, mas dizer que um homem pode nos dar vida eterna não faz sentido. Também não parece razoável que Deus deixasse seu próprio Filho morrer pelo mundo. Mas devemos nos lembrar de que, quando falamos sobre Cristo, não estamos falando de um mero ser humano, mas uma pessoa com duas naturezas – humana e divina. Todas as características atribuídas a essas duas naturezas podem ser encontradas nele, Jesus Cristo. Portanto, podemos dizer que o Filho do Homem criou o Céu e a Terra e também que o Filho de Deus criou o céu e a terra. Não devemos dividir Cristo em duas naturezas separadas, como os hereges fazem. Eles declaram que não foi o Filho de Deus, mas somente o filho de Maria, quem sofreu e morreu por nós. 

Essa passagem, entretanto, declara claramente que Deus deu o seu Filho ao mundo. Quando Cristo foi entregue a Pilatos para ser crucificado e quando ele foi levado por Pilatos para a sala de julgamento, Pilatos segurou a mão não apenas de um ser humano, mas também de Deus. É por isso que Paulo disse que, se o povo de Jerusalém soubesse, não teriam crucificado o Senhor da glória – aquele ao qual toda a criação adora (1Co 2.8). Portanto, não foi apenas o Filho do Homem, mas também o Filho de Deus foi concebido por Maria, sofreu e morreu, foi sepultado, desceu ao Hades, e foi ressuscitado de entre os mortos. 

 

>> Retirado de Somente a Fé [Martinho Lutero]. Editora Ultimato.

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