A responsabilidade de aconselhar

sábado

Vocês dizem: “Como foi que nós o atormentamos? A causa desta desgraça está nele mesmo”. Mas tenham medo da espada, a espada com que Deus castiga a maldade. Fiquem sabendo que há alguém que nos julga. [Jó 19.28-29] 

Depois da magnífica afirmação de fé que lemos no versículo 25 – “Pois eu sei que o meu defensor vive; no fim, ele virá me defender aqui na terra” – Jó conclui com a severa advertência quanto a Deus castigar a maldade. É evidente que Jó se refere às falsas acusações dos amigos quanto à razão do seu sofrimento. 

Mal Jó acaba de dizer essas palavras e um dos seus amigos, surdo à advertência de Jó, começa novamente a julgá-lo. Claro, Zofar pensa que está certo. Mas, como bem sabemos, não está. Até aí nenhuma novidade. No entanto, é assustador perceber que Zofar acaba se tornando alvo da terrível advertência de Jó: “Tenham medo da espada, a espada com que Deus castiga a maldade. Fiquem sabendo que há alguém que nos julga”. Porém, Zofar parece não se importar. 

É fácil perceber como o papel de porta-voz de Deus, de conselheiro ou de estar com os ouvidos abertos para os que sofrem é uma responsabilidade enorme. Assim, é preciso repetir: devemos ser moderados ao aconselhar, rápidos para ouvir e lentos para falar. Isso não é falta de ousadia. Em vez disso, é assumir a humildade de servo no trato com o nosso próximo, especialmente com os amigos. 

Pai, tenho medo de aconselhar os outros. Alinha o meu coração ao teu. Dá-me a mente de Cristo para discernir quando consolar, quando exortar e quando me calar. Em nome de Jesus. Amém.

 

 >> Retirado de Refeições Diárias – Celebrando a Reconciliação. Editora Ultimato.

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