Deus nunca é culpado

quarta-feira
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Não há saúde nos meus ossos por causa do meu pecado. (Sl 38.3.)

Primeiro o salmista põe a culpa em Deus: “Por causa da tua ira, todo o meu corpo está doente”. Logo em seguida, porém, passa a colocar a culpa nele mesmo: “Não há saúde nos meus ossos por causa do meu pecado” (Sl 38.3).

O problema não começou com a manifestação da ira de Deus, mas com o pecado anteriormente cometido. As flechas de Deus atravessaram o salmista e a mão de Deus o atingiu, deixando-o num estado miserável, é verdade. Mas o que despertou o furor divino foi exatamente o mau comportamento do salmista. Ele mesmo vai admitindo e confessando: “Minhas feridas cheiram mal e supuram por causa da minha insensatez” e “Em angústia estou por causa do meu pecado” (Sl 38.5, 18).

Deus nunca tem culpa. A comovente Canção da Vinha (Is 5.1-7) e a Parábola dos Lavradores (Mt 21.33-45) demonstram isso clara e convincentemente. Em ambas as passagens o vinhateiro tomou todo o cuidado para que a colheita de uva fosse a mais bem-sucedida possível. “Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco tenta a alguém” (Tg 1.13).

Uma verificação séria e retroativa mostrará que o insucesso e as dores nunca são por causa da ira de Deus. Mas o furor de Deus acontece por causa de nosso pecado e nossa insensatez. 

 >> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato. 

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