Doutrina enfeitada

sexta-feira

E muito se maravilhavam da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade. (Lucas 4.32)

A doutrina de Deus é certa e boa. Mas, para atrair os profanos, para ser convidativa aos olhos, é necessário que ela esteja adornada, enfeitada, decorada. E isso não se faz manipulando-a ou falseando partes da verdade. A vida moldada pela doutrina cristã é a mais eficiente propaganda de qualidade e poder do evangelho.

Paulo trata desse assunto quando se dirige aos empregados crentes na Epístola a Tito – eles deveriam dar provas de toda a fidelidade, “a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (2.10). O apóstolo quer exortar os crentes a serem íntegros, porque sabe que essa é a melhor maneira de atrair os outros à profundidade da verdade que a doutrina pretende oferecer.

Não que a “doutrina de Deus” precise de penduricalhos; mas, sim, que a beleza nela contida é ofuscada quando há incoerência entre o conceito e a prática de quem o apregoa.

A ausência desse modo íntegro de encarar o testemunho foi o que Cristo mais criticou nos religiosos judeus de sua época, chamando-os, inclusive, de “sepulcros caiados”, ou seja, bonitos por fora, mas podres por dentro (Mt 23.27).

Em seu emblemático Sermão da Montanha, Jesus estabelece qual deve ser o estilo de vida do cristão: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

As boas obras devem ser reflexos da verdadeira Luz que brilha diante dos homens. Senhor, que a luz de Cristo fortaleça a integridade de meu testemunho diante dos homens. 

 >> Retirado de Refeições Diárias – Celebrando a Reconciliação. Editora Ultimato.

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