Os empurrões da queda

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Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou. (Sl 118.13.)

Há pecadores que detestam pecar sozinhos. Eles querem que outros pequem para generalizar o mal e tentar diminuir a responsabilidade pessoal. Eles querem globalizar a incredulidade, a irreverência, a corrupção, o aborto, o adultério e o homossexualismo para não serem vistos sozinhos nessas práticas. Eles querem ser maioria e não minoria.

Para serem bem-sucedidos nessa tarefa inglória, eles empurram os que ainda têm o temor de Deus a fim de fazê-los cair no mesmo patamar em que se encontram. Eles põem obstáculos e tropeços no caminho dos justos para que tropecem e caiam. Isso não é fantasia. Esse esforço existe de fato, é bem organizado e tem o apoio da mídia.

Mas não é só daí que vêm os empurrões da queda. Há também o esforço daquele ser sobre-humano, profundo conhecedor da natureza humana, ardiloso, enganador e insistente que as Escrituras chamam de “o tentador” (Mt 4.3; 1Ts 3.5). Foi ele quem provocou a queda básica, empurrando Adão e Eva em direção ao fruto proibido (Gn 3.11-19). Há também o esforço da carne — “aquele inimigo de dentro, que abre caminho para o inimigo que está forçando a porta” (William Barcley). A capacidade da carne de empurrar o crente ao pecado e à queda é uma experiência universal. A carne é capaz de sustar a boa intenção e facilitar a má (Rm 7.19).

A história do salmista é uma história de dificuldade, mas não de derrota: “Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou” (Sl 118.13). Ele realça a ajuda de Deus em outras passagens: “[Deus livrou] os meus pés de tropeçar, para que eu pudesse estar diante do Senhor na terra dos viventes” (Sl 116.8,9). Sem a ajuda divina, os empurrões em direção à queda seriam sempre bem-sucedidos (Pv 16.18).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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