Oração e missão

sábado
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Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. (João 12.27-28)

A hora do sofrimento se aproxima. Jesus já está em Jerusalém, última etapa de sua peregrinação. A angústia toma conta de sua alma; é um momento em que precisa orar, deseja orar. Mas o que pedir? O que suplicar ao Pai numa hora dessas? Talvez, o mais comum, o mais natural, fosse pedir o que todos pediriam: “Salva-me desta hora, livra-me desta angústia, socorre-me em minha aflição”. Essa, sem dúvida, seria a oração de qualquer um de nós, a súplica de qualquer alma angustiada, e Deus certamente a ouviria e viria nos consolar. Mas Jesus não separa sua oração de sua missão.

Foi para aquele momento, hora e propósito que havia vindo; a cruz fazia parte de sua vida e vocação. Em sua oração, Jesus preocupa-se com o Pai, com sua glória, sua vontade. O objeto da oração de Jesus não são suas angústias ou necessidades pessoais, mas Deus e seu propósito redentor. Ele ora: “Pai, glorifica o teu nome” e ouve mais uma vez a voz do céu dizendo: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei”.

A oração cumpriu seu papel. Quem é o objeto mais comum de suas orações: você e suas necessidades ou Deus e sua glória? Que você aprenda a colocar Deus e sua glória como objeto de sua oração, nem que para isso seja necessário enfrentar a dor e o sofrimento. “Senhor, ouve todos que a ti clamam das profundezas de seu sofrer. Guarda-os de todo caminho mau e guia-os por teu caminho eterno. Dá que ergam os seus olhos a Jesus, o Autor e Consumador de sua fé. Ajuda-os e ajuda a todos nós a seguir aquele que através do seu sofrimento cumpriu a vontade de Deus” (William Penn, 1644–1718).

Senhor, ensina-me a orar, porque não sei. Minhas orações nascem do meu pecado, egoísmo, medo e insegurança. Não sei o que pedir a ti. Facilmente sou tentado a tornar-te meu servo, e não eu, teu servo, a suplicar que faças a minha vontade, e não eu, a tua, a buscar a minha glória e contar as vantagens do teu poder, e não a tua glória e testemunhar a tua salvação. Ensina-me a orar como teu Filho orou. Amém.

 >> Retirado de Refeições Diárias – Celebrando a Reconciliação. Editora Ultimato.

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