Nosso Pai no céu

quarta-feira
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Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. (Mateus 6.9)

Como devemos nos dirigir a Deus? Como devemos honrar aquele para quem oramos? E como devemos nos apresentar para que ele seja gracioso e disponha-se a nos ouvir? Nenhum outro nome em lugar algum deixa uma impressão mais favorável em Deus do que o nome “Pai”. Chamá-lo de Pai é uma maneira amistosa, afetiva, profunda e sincera de nos dirigirmos a ele. Se o chamamos de Senhor, ou Deus, ou Juiz, não temos o mesmo conforto. Pois o nome Pai é instintivo e naturalmente afetivo. Essa é a razão pela qual ouvir-nos chamá-lo de Pai agrada mais a Deus e o comove a nos ouvir. Ao fazê-lo, nós nos reconhecemos como filhos de Deus, o que novamente excita o coração dele. Pois não há voz mais querida para um pai do que a do seu próprio filho.

Também é muito bom quando dizemos “no céu”. Tais palavras expressam necessidade penosa e miséria porque nós estamos na terra e Deus está no céu. Aqueles que oram: “Pai nosso que estás no céu”, e o fazem do mais profundo dos seus corações, reconhecem que eles têm um Pai e que esse Pai está no céu. Além disso, eles reconhecem que eles estão abandonados na terra e na miséria. Aqueles que oram dessa forma logo sentem um desejo sincero e ardente, assim como uma criança que vive longe da terra dos seus pais em miséria e aflição entre estrangeiros. É como se eles estivessem dizendo: “Oh, Pai, tu estás no céu. Eu sou o teu pobre filho longe de ti na terra, em miséria, em perigo, em aflição e em necessidade. Estou cercado de demônios, grandes inimigos e vários tipos de perigo”. Aqueles que oram dessa maneira permanecem com os corações puros e enaltecidos em direção a Deus. Eles conseguem orar e obter a misericórdia de Deus.

>> Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

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