{"id":881,"date":"2017-01-18T19:48:40","date_gmt":"2017-01-18T22:48:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/?p=881"},"modified":"2017-01-18T19:48:40","modified_gmt":"2017-01-18T22:48:40","slug":"j-r-r-tolkien-e-a-influencia-de-c-s-lewis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2017\/01\/18\/j-r-r-tolkien-e-a-influencia-de-c-s-lewis\/","title":{"rendered":"J.R.R. Tolkien e a influ\u00eancia de C.S. Lewis"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-meta clearfix\">\n<p class=\"meta-info\">Publicado em <a href=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/categoria\/noticias\/diversas\/\" rel=\"category tag\">Diversas<\/a>, <a href=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/categoria\/artigos\/colunas\/eduardostark\/\" rel=\"category tag\">Eduardo Stark<\/a> | <a href=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/noticias\/diversas\/j-r-r-tolkien-e-influencia-de-c-s-lewis\/#disqus_thread\" data-disqus-identifier=\"7071 http:\/\/tolkienbrasil.com\/?p=7071\">0 Comments<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content\">\n<div id=\"attachment_6340\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6340\" src=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Tolkien-e-C.-S.-Lewis.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" srcset=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Tolkien-e-C.-S.-Lewis-300x200.jpg 300w, http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Tolkien-e-C.-S.-Lewis.jpg 618w\" alt=\"Tolkien e C. S. Lewis\" width=\"424\" height=\"283\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Tolkien e C. S. Lewis<\/p>\n<\/div>\n<p>by Eduardo Stark<\/p>\n<p>Antes do grande sucesso de O Senhor dos An\u00e9is, as \u00fanicas pessoas que realmente se interessavam em saber mais sobre o mundo da Terra-m\u00e9dia eram Christopher Tolkien e o C.S. Lewis. Ambos tiveram o privil\u00e9gio de escutar o pr\u00f3prio autor lendo e apresentando coment\u00e1rios aos manuscritos.<\/p>\n<p>Pelo fato de Lewis ter essa proximidade h\u00e1 certa presun\u00e7\u00e3o de que o Tolkien teria sido influenciado por ele. Mas isso n\u00e3o corresponde ao que realmente aconteceu. Mesmo sendo amigos, e debatendo sobre as hist\u00f3rias da Terra-m\u00e9dia, Tolkien n\u00e3o sofreu influ\u00eancia do autor de Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>J.R.R. Tolkien havia iniciado seus primeiros escritos relacionados ao seu mundo secund\u00e1rio muito antes de conhecer C.S. Lewis. Ele entendia aquele universo como algo privado e decorr\u00eancia de seu entretenimento pessoal. Sendo assim, Tolkien se sentia desconfort\u00e1vel quando algu\u00e9m \u201ctentava\u201d intervir em alguma coisa de sua obra, sugerindo alguma mudan\u00e7a ou pedindo que se acrescentasse algo.<\/p>\n<p>O fato de C. S. Lewis ter lan\u00e7ado as Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia primeiro que o Senhor dos An\u00e9is gerava a impress\u00e3o para o p\u00fablico geral que o Tolkien havia se inspirado no seu amigo, quando na verdade o que aconteceu foi o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Enquanto Tolkien terminou o Senhor dos An\u00e9is em 1948 e enviou uma c\u00f3pia para leitura ao C. S. Lewis na metade de 1949, o mesmo come\u00e7ou a escrever o primeiro livro de Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia logo ap\u00f3s a leitura dos escritos do Tolkien. Contudo, o livro de Lewis foi escrito em pouco tempo. Era bem mais fino, menos complexo e, portanto, mais f\u00e1cil de ser publicado.<\/p>\n<p>Tolkien demorou doze anos para terminar O Senhor dos An\u00e9is (e ainda n\u00e3o considerava bom o suficiente), Lewis come\u00e7ou na metade de 1949 e terminou no mesmo ano, publicando a obra no ano seguinte (1950). Enquanto que o Senhor dos An\u00e9is demorou mais cinco anos at\u00e9 que fosse publicado.<\/p>\n<p>Mas como seria poss\u00edvel analisar se ocorreu ou n\u00e3o influ\u00eancias entre os autores\u00bf Se apresentasse apenas argumentos, ainda que l\u00f3gicos e com base no que est\u00e1 posto nas obras, n\u00e3o seria algo que corresponderia a realidade. Isso por que afirmar que um autor foi influenciado por outro requer um entendimento do que se passava na mente dele no momento em que estava escrevendo. Por ser algo muito subjetivo devemos recorrer \u00e0s declara\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios autores sobre suas influ\u00eancias.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios trechos de cartas tanto do Tolkien quanto do C. S. Lewis, h\u00e1 refer\u00eancias sobre quem influenciou quem. Os trechos parecem se comunicar entre si. \u00c9 como se o Tolkien estivesse falando com o C. S. Lewis a respeito do mesmo assunto e com a mesma opini\u00e3o formada.<\/p>\n<div id=\"attachment_5506\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5506\" src=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/cslewis.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 278px) 100vw, 278px\" srcset=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/cslewis-193x300.jpg 193w, http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/cslewis.jpg 278w\" alt=\"C. S. Lewis, escritor e amigo de Tolkien\" width=\"278\" height=\"432\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">C. S. Lewis, escritor e amigo de Tolkien<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>As declara\u00e7\u00f5es de Tolkien sobre Lewis ter influenciado<\/strong><\/p>\n<p>C.S. Lewis foi importante como um expectador da origem da obra. Tolkien precisava de um \u2018apoio moral\u2019 para continuar sua obra. Afinal ele tinha seus trabalhos como professor, a vida p\u00f3s-segunda guerra mundial, e as constantes mudan\u00e7as do mundo tornavam tudo mais cansativo.<\/p>\n<p>Dessa forma, Tolkien reconhecia em Lewis um amigo que pudesse \u2018desabafar\u2019 sua criatividade e mostrar o material escrito. Foi por isso que afirmou em carta que:<\/p>\n<blockquote><p>\u2026foi apenas por seu apoio e por sua amizade que consegui lutar at\u00e9 o fim do trabalho. \u2013 Carta 149 \u2013 Para Rayner Unwin \u2013 9 setembro de 1954<\/p><\/blockquote>\n<p>Pelo fato de C. S. Lewis ter conhecido suas hist\u00f3rias antes de publicar as Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia, Tolkien acreditava que isso implicou em \u2018apropria\u00e7\u00e3o\u2019 de v\u00e1rias express\u00f5es e termos naquela obra. Ele cita como exemplo a palavra \u201cNuminor\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>C. S. Lewis \u00e9 um velho amigo e colega meu, e de fato devo ao seu encorajamento o fato de que, apesar dos obst\u00e1culos (incluindo a guerra de 1939!), perseverei e eventualmente terminei O Senhor dos An\u00e9is. Ele ouviu a hist\u00f3ria ser lida em voz alta, peda\u00e7o por peda\u00e7o, mas nunca a viu impressa at\u00e9 que sua trilogia foi publicada. Sua Numinor derivou-se, de ouvido, de N\u00famenor, e realmente tinha inten\u00e7\u00e3o de se referir \u00e0 minha obra e outras lendas minhas (n\u00e3o-publicadas) que ele ouvira. Carta 227 E. C. Ossen Drijver 5 de janeiro de 1961.<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o se trata de um pl\u00e1gio, pois Lewis deu um significado diferente ao que Tolkien criou. Mas nota-se nas cartas que h\u00e1 um certo desconforto por parte de Tolkien em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. Ali\u00e1s, ele declarava abertamente que n\u00e3o gostava nem um pouco dessa s\u00e9rie de livros do Lewis.<\/p>\n<p>Em grande parte dos escritos de C.S. Lewis, o professor Tolkien apresentava discord\u00e2ncias de ideias. Como pode ser visto no seguinte trecho da Carta 224:<\/p>\n<blockquote><p>Acabei de receber um exemplar do \u00faltimo livro de C.S.L: Studies in Words. Ai! Sua tolice cansativa est\u00e1 se tornando um estilo permanente. Estou profundamente aliviado por saber que n\u00e3o sou mencionado\u201d. Carta 224 para C. Tolkien, 12 setembro 1960<\/p><\/blockquote>\n<p>Frequentemente C.S. Lewis citava o Tolkien em algum trabalho acad\u00eamico ou mesmo livros. E as vezes isso era para Tolkien objeto de constrangimento quando discordava de alguma ideia. Lewis n\u00e3o costumava informar antes de publicar algo que iria citar algo o Tolkien.<\/p>\n<p>Em outra carta, mais uma vez Tolkien nega ter influ\u00eancia de seu amigo com rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado de sua obra. Dessa vez ressaltando o tipo de influ\u00eancia que sofreu de Lewis:<\/p>\n<blockquote><p>Lewis era um homem impression\u00e1vel, e isso era estimulado por sua grande generosidade e capacidade para amizade. A d\u00edvida impag\u00e1vel que tenho para com ele n\u00e3o foi \u201cinflu\u00eancia\u201d como \u00e9 comumente compreendida, mas puro encorajamento. Por muito tempo ele foi meu \u00fanico p\u00fablico. Apenas a partir dele tive no\u00e7\u00e3o de que meu \u201cmaterial\u201d poderia ser mais do que um passatempo particular. Se n\u00e3o fosse por seu interesse e avidez incessante por mais, eu jamais teria conclu\u00eddo O S. dos A\u2026.\u201d Carta 276 para Dick plotz 12 setembro de 1965<\/p><\/blockquote>\n<p>Novamente Tolkien ressalta a import\u00e2ncia de C.S. Lewis no processo de incentivar a obra, ressaltando como foi essencial essa participa\u00e7\u00e3o de seu amigo:<\/p>\n<blockquote><p>Se n\u00e3o fosse pelo encorajamento de C.S.L., n\u00e3o creio que teria terminado ou oferecido para publica\u00e7\u00e3o O Senhor dos An\u00e9is. Carta 282 para Clybe S. Kilby. 18 dezembro de 1965<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda, em entrevista para o The Telegraph, Tolkien d\u00e1 detalhes de como era esse incentivo de C.S. Lewis:<\/p>\n<blockquote><p>Ele costumava insistir na minha leitura em voz alta de passagens que eu havia terminado, e ent\u00e3o ele fazia sugest\u00f5es. Ele ficava furioso quando eu n\u00e3o as aceitava. Uma vez ele disse: \u201cN\u00e3o adianta tentar influenciar voc\u00ea. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 influenci\u00e1vel!\u201d. Mas isso n\u00e3o era bem verdade. Sempre que ele dizia: \u201cVoc\u00ea pode fazer melhor do que isso. Melhor Tolkien, por favor!\u201dEu costumava tentar. (Entrevista The Man who undertands Hobbits telegraph 1966).<\/p><\/blockquote>\n<p>Por todas essas considera\u00e7\u00f5es, Tolkien afirmou em v\u00e1rias oportunidades que C.S. Lewis contribuiu sim com a sua obra, mas n\u00e3o quanto ao conte\u00fado, ele participou dando incentivo ao seu amigo para que continuasse escrevendo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4012\" src=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/narnia-poster-with-Aslan.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 429px) 100vw, 429px\" srcset=\"http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/narnia-poster-with-Aslan-300x225.jpg 300w, http:\/\/tolkienbrasil.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/narnia-poster-with-Aslan.jpg 800w\" alt=\"narnia-poster-with-Aslan\" width=\"429\" height=\"322\" \/><\/p>\n<p><strong>As declara\u00e7\u00f5es de C.S. Lewis sobre Tolkien ter sido influenciado<\/strong><\/p>\n<p>Em v\u00e1rias oportunidades Lewis apresenta sua dificuldade em tentar influenciar Tolkien. A primeira refer\u00eancia sobre isso est\u00e1 na Carta para Charles A. Brady, datada de 5 de janeiro de 1957:<\/p>\n<blockquote><p>\u2026quanto a qualquer pessoa influenciar Tolkien, voc\u00ea poderia tamb\u00e9m (para adaptar o Rei Branco) tentar influenciar um bandersnatch.<\/p><\/blockquote>\n<p>Bandersnatch \u00e9 um personagem criado por Lewis Caroll, autor de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas, que \u00e9 descrito como astuto, feroz e muito r\u00e1pido. Ou seja, Tolkien dificilmente seria influenciado por algu\u00e9m.<\/p>\n<p>A segunda refer\u00eancia pode ser lida na Carta para Charles Moorman, de 15 de maio de 1959:<\/p>\n<blockquote><p>Ningu\u00e9m jamais influenciou Tolkien \u2013 voc\u00ea pode tamb\u00e9m tentar influenciar um bandersnatch. Ouvimos sua obra, mas apenas podemos afet\u00e1-lo com encorajamento. Ele tem s\u00f3 duas rea\u00e7\u00f5es \u00e0 cr\u00edtica: Ou come\u00e7a toda a obra novamente desde o in\u00edcio ou ent\u00e3o n\u00e3o faz absolutamente nenhuma observa\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Novamente C.S. Lewis compara Tolkien a um bandersnatch, para mostrar a dificuldade que \u00e9 influenciar seu amigo. Assim como Christopher Tolkien, Lewis teve a possibilidade escutar e ler as obras de Tolkien ainda na sua gesta\u00e7\u00e3o. Mas o autor de O Hobbit n\u00e3o se deixava influenciar. Ele era altamente cr\u00edtico de seu pr\u00f3prio trabalho. Isso devido a sua forma de lidar com situa\u00e7\u00f5es de forma peculiar.<\/p>\n<p>Esse perfeccionismo gerou v\u00e1rios e v\u00e1rios manuscritos que se amontoaram em seu escrit\u00f3rio. Coube ao seu filho organizar todos de uma forma coerente e foi assim que surgiu a maioria dos livros p\u00f3stumos que conhecemos atualmente. Tal como a s\u00e9rie de doze volumes chamada \u201cThe History of Middle\u201d e livros como O Silmarillion, Os Filhos de H\u00farin, Contos Inacabados e Beren e L\u00fathien.<\/p>\n<p>Em uma de suas \u00faltimas cartas escritas, para Francis Anderson, em 23 de setembro de 1963, C.S. Lewis novamente reafirma que n\u00e3o influenciou Tolkien, mas dessa vez tenta explicar as raz\u00f5es do por que suas obras tem certa semelhan\u00e7a.<\/p>\n<blockquote><p>Eu n\u00e3o acho que Tolkien me influenciou, e estou certo de que eu n\u00e3o o influenciei. Isto \u00e9, n\u00e3o influenciei o que ele escreveu. Meu encorajamento cont\u00ednuo, levado ao ponto de irritar, influenciou-o muito ao escrever com essa gravidade e extens\u00e3o. Em outras palavras, agi como parteiro e n\u00e3o como pai.<\/p><\/blockquote>\n<p>E nessa mesma carta, Lewis explica que essas compara\u00e7\u00f5es e semelhan\u00e7as podem se dar especialmente por dois fatores:<\/p>\n<blockquote><p>As semelhan\u00e7as entre sua obra e a minha s\u00e3o devidas, eu acho \u00e0: (a) natureza \u2013 temperamento e, (B) a fontes comuns. N\u00f3s dois estamos embebidos em mitologia n\u00f3rdica, contos de fadas de George MacDonald, Homero, Beowulf e romances medievais. Al\u00e9m disso, claramente, n\u00f3s dois somos crist\u00e3os (ele, um C.R.).<\/p><\/blockquote>\n<p>Lewis cita alguns autores e obras que eram comuns entre ele e Tolkien, demonstrando que sua base liter\u00e1ria seria praticamente a mesma que a do seu amigo.<\/p>\n<p>O fato de Tolkien dizer n\u00e3o ser influenci\u00e1vel, n\u00e3o quer dizer que ele negue todas as fontes que teve contato antes de criar sua pr\u00f3pria mitologia. Em carta para L.M. Cutts, em 26 de outubro de 1958, Tolkien explica uma de suas fontes:<\/p>\n<blockquote><p>\u2026 se assim posso dizer, com humildade, a religi\u00e3o crist\u00e3 (que eu professo) \u00e9, de longe, a mais poderosa fonte suprema, num plano inferior: o meu interesse lingu\u00edstico \u00e9 a for\u00e7a mais poderosa \u2026<\/p><\/blockquote>\n<p>Tolkien reconhecia suas fontes e livros que se inspirou ao criar sua mitologia pr\u00f3pria. Por\u00e9m, ele enfaticamente dizia que n\u00e3o sofreu influ\u00eancia de Lewis e este reafirmava a mesma ideia.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>C.S. Lewis influenciou Tolkien no sentido formal e n\u00e3o material. Ou seja, ele deu apoio psicol\u00f3gico, mas n\u00e3o alterou o conte\u00fado da obra. Isso devido ao perfeccionismo de Tolkien e o fato de ser a escrita um passatempo particular do autor. A amizade entre os dois produziu longos debates liter\u00e1rios, pol\u00edticos e religiosos e o fruto disso foi o constante incentivo de Lewis para que Tolkien conclu\u00edsse sua obra m\u00e1xima O Senhor dos An\u00e9is.<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: http:\/\/tolkienbrasil.com\/noticias\/diversas\/j-r-r-tolkien-e-influencia-de-c-s-lewis\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em Diversas, Eduardo Stark | 0 Comments Tolkien e C. S. 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