{"id":813,"date":"2016-07-01T12:48:24","date_gmt":"2016-07-01T15:48:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/?p=813"},"modified":"2016-07-11T18:52:57","modified_gmt":"2016-07-11T21:52:57","slug":"sobre-a-providencia-divina-em-o-cavalo-e-seu-menino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2016\/07\/01\/sobre-a-providencia-divina-em-o-cavalo-e-seu-menino\/","title":{"rendered":"Sobre a Provid\u00eancia Divina em O Cavalo e seu Menino"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><em><strong>Obs: O texto a seguir, \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o resumida de um projeto em andamento, previsto para ser publicado no final do primeiro semestre de 2017.<\/strong><\/em><\/h6>\n<p style=\"text-align: right\">por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u201cConta-se aqui uma aventura que come\u00e7ou na Calorm\u00e2nia e foi acabar em N\u00e1rnia, na Idade do Ouro, quando Pedro era o Grande Rei de N\u00e1rnia e seu irm\u00e3o tamb\u00e9m era rei, e rainhas suas irm\u00e3s.\u201d Assim, se inicia, <i>O Cavalo e seu Menino<\/i>, que pessoalmente, considero o melhor dos sete livros da s\u00e9rie do c\u00e9lebre escritor, C. S. Lewis, <em>As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/em>. N\u00e1rnia, como j\u00e1 \u00e9 de conhecimento de muitos, \u00e9 uma s\u00e9rie de hist\u00f3rias que cont\u00e9m alegorias da vida crist\u00e3. Embora, conforme a hist\u00f3ria foi crescendo, gra\u00e7as a influ\u00eancia de seu amigo J. R. R. Tolkien, podemos dizer que essas alegorias foram amadurecendo. N\u00e3o que Lewis fosse imaturo para escrever tais hist\u00f3rias, mas apenas que em n\u00edvel de profundidade, as hist\u00f3rias foram crescendo.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-486 aligncenter\" src=\"https:\/\/becounderground.files.wordpress.com\/2016\/05\/o-cavalo-e-seu-menino.jpg?w=640\" alt=\"o-cavalo-e-seu-menino\" \/><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Aqui, pretendo analisar alguns trechos de\u00a0<em>O Cavalo e seu Menino<\/em>, terceiro livro em ordem cronol\u00f3gica de <em>As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/em>, mas o quinto a ser lan\u00e7ado em 1954, com o fim de explicitar a doutrina da Provid\u00eancia Divina na obra. Provid\u00eancia Divina, resumidamente, seria a atua\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria, com o fim de fazer com que ela siga o rumo que Ele quer. Como disse Santo Agostinho em, <em>O Livre-Arb\u00edtrio<\/em>: \u201c(\u2026) \u00e9 a Provid\u00eancia que dirige o Universo.\u201d <strong>[1]<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Por provid\u00eancia entendemos a a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de Deus pela qual ele preserva a exist\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o que ele fez surgir e a dirige para os prop\u00f3sitos que designou para ela.\u00a0<strong>[2]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Em seu livro, <em>Confiss\u00f5es<\/em>, Santo Agostinho deixa claro a Provid\u00eancia de Deus agindo durante diversos acontecimentos de sua vida, onde ele diz estar sendo dirigido pelo que ele chama apenas de Provid\u00eancia. Tolkien, em algumas de suas cartas, chega at\u00e9 mesmo a atribuir a Provid\u00eancia como uma personagem impl\u00edcita em suas obras, principalmente em O Hobbit e na trilogia O Senhor dos An\u00e9is. Lewis, assim como Tolkien, era abertamente um leitor de Santo Agostinho e nitidamente influenciado por seu pensamento, traz essa ideia de provid\u00eancia para <em>O Cavalo e seu Menino<\/em>.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 N\u00e3o acho que voc\u00ea seja um desgra\u00e7ado \u2013 disse a grande voz.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 Mas n\u00e3o foi falta de sorte ter encontrado tantos le\u00f5es?<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 S\u00f3 h\u00e1 um le\u00e3o \u2013 respondeu a voz.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 N\u00e3o estou entendendo nada. Havia pelo menos dois naquela noite\u2026<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 S\u00f3 h\u00e1 um le\u00e3o, mas tem o p\u00e9 ligeiro.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 Como sabe disso?<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 Eu sou o le\u00e3o. <strong>[3]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Neste trecho, Shasta est\u00e1 falando com algo grande que ele ainda n\u00e3o soube identificar o que \u00e9. Depois de uma curta conversa, Shasta conta suas aventuras para esse \u201calgo\u201d, e diz o qu\u00e3o ele se acha um desgra\u00e7ado depois de tudo o que aconteceu com ele at\u00e9 aquele momento. Aquilo que gerou tanto desconforto e at\u00e9 um certo sofrimento em Shasta, estava diante dele, se apresentando, como o pr\u00f3prio Lewis descreve mais a frente, como algo \u201cbelo e ao mesmo tempo terr\u00edvel\u201d, semelhante a ideia do Numinoso de Rudolf Otto, o <i>Mysterium Tremendum et Fascinans<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u00c9 interessante vermos esse di\u00e1logo da Provid\u00eancia Divina, com aquilo que podemos chamar\u00a0de mal pedag\u00f3gico, ou seja, o ato de Deus causar alguma esp\u00e9cie de sofrimento em seus filhos, para que estes fiquem da forma como Ele quer, assim como vemos em Hebreus 12:6, 7. Em seu livro, <em>O Problema do Sofrimento<\/em>, Lewis desenvolve um pouco essa ideia, chegando a afirmar que Deus pode causar sofrimento nos homens, com o fim de estes ficarem inteiramente am\u00e1veis <strong>[4]<\/strong>, ou, como ilustra em seu livro, <em>Os Quatro Amores<\/em>: \u201c(\u2026) a Igreja n\u00e3o tem beleza alguma exceto a que o Esposo lhe confere: ele n\u00e3o a percebe am\u00e1vel, mas a torna am\u00e1vel.\u201d <strong>[5] <\/strong>Dessa forma, ressaltando a ideia de que aquele que ama, no caso Deus, pode e far\u00e1 \u201cmudan\u00e7as\u201d, para que o objeto de seu amor se torne completamente\u00a0am\u00e1vel. Chesterton, por fim, acrescenta o seguinte:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">H\u00e1 a grande li\u00e7\u00e3o de \u201cA Bela e a Fera\u201d, dizendo que uma criatura precisa ser amada antes de ser am\u00e1vel. <strong>[6]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Durante <em>O Cavalo e seu Menino<\/em>, vemos que Shasta vai evoluindo ap\u00f3s cada dificuldade enfrentada. Vemos ele no come\u00e7o da hist\u00f3ria, apenas um garotinho assutado, aos poucos se tornar uma personagem corajosa, como por exemplo, ap\u00f3s passar uma noite na casa dos mortos com um gato, sendo assustado por chacais, ou ent\u00e3o, quando ele vai correndo at\u00e9 o Rei Luna. Estes acontecimentos, por si s\u00f3, j\u00e1 renderiam uma boa an\u00e1lise da jornada do her\u00f3i, mas analisando\u00a0com as lentes\u00a0da Teologia Crist\u00e3, podemos perceber a Doutrina da Provid\u00eancia saltando aos nossos olhos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">\u2013 Fui eu o le\u00e3o que o for\u00e7ou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos\u00a0mortos. Fui eu o le\u00e3o que espantou os chacais para que voc\u00ea dormisse. Fui eu o le\u00e3o que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o le\u00e3o que empurrou para a praia a canoa em que voc\u00ea dormia, uma crian\u00e7a quase morta, para que um homem, acordado \u00e0 meia-noite o acolhesse. <strong>[7]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Shasta est\u00e1 cercado por todas as partes pelo grande Le\u00e3o que estava cuidando dele mesmo nas horas<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-488 alignright\" src=\"https:\/\/becounderground.files.wordpress.com\/2016\/05\/aravis.jpg?w=405&amp;h=253\" alt=\"aravis\" width=\"405\" height=\"253\" \/> mais dif\u00edceis. E nos momentos em que\u00a0ele achava que tudo estava mal, era por que na verdade, sua jornada\u00a0ainda n\u00e3o havia chegado ao fim, pois, para usar do pensamento um pouco das ideias de Tolkien, Shasta ainda estava passando pela sua Cat\u00e1strofe, portanto, ele estava caminhando para Eucat\u00e1strofe, seu final feliz. Shasta, assim como muitos de n\u00f3s, estava olhando apenas uma parte do quadro e dizendo ser um pintura horr\u00edvel, ao inv\u00e9s de esperar o artista terminar sua obra. Em seu livro, <em>O Homem Eterno<\/em>, Chesterton diz a mesma coisa, embora em outro contexto, mas ilustrando perfeitamente o que quero dizer:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Como todos os livros que nunca escrevi, [este] \u00e9 de longe o melhor livro que jamais escrevi. [\u2026] Fala de um garoto cuja fazenda ou chal\u00e9 ficava em uma dessas encostas e que encetou suas viagens para descobrir alguma coisa algo como a ef\u00edgie e o t\u00famulo de algum gigante; e, quando ele j\u00e1 estava muito longe de casa, olhava para tr\u00e1s e via que sua pr\u00f3pria fazenda e horta, luzindo achatadas na encosta como as cores e cant\u00f5es de um escudo, n\u00e3o eram sen\u00e3o partes de uma figura gigantesca sobre a qual ele sempre vivera, mas que era grande demais e estava pr\u00f3xima demais para ser vista. <strong>[8]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">A Provid\u00eancia se assemelha a paisagem que este garoto viu, pois n\u00e3o \u00e0 perceberemos logo de in\u00edcio, \u00e9\u00a0necess\u00e1rio tempo para entendermos as situa\u00e7\u00f5es e podermos ver a Provid\u00eancia Divina atuando. Da mesma forma, s\u00f3 percebemos a Provid\u00eancia em O Hobbit e em O Senhor dos An\u00e9is quando terminamos a hist\u00f3ria e olhamos para tr\u00e1s e percebemos que se a Provid\u00eancia n\u00e3o tivesse feito Bilbo sentir piedade de Gollum em O Hobbit ao inv\u00e9s de mat\u00e1-lo, e se Frodo n\u00e3o tivesse igualmente tido compaix\u00e3o de Gollum e protegido-o, Gollum n\u00e3o teria destru\u00eddo\u00a0o Um Anel, e \u00a0Terra-m\u00e9dia n\u00e3o teria o final que conhecemos. Assim tamb\u00e9m, Shasta apenas entendeu a a\u00e7\u00e3o de Aslan em sua hist\u00f3ria, no momento em que Aslan se apresentou a ele e o mostrou a hist\u00f3ria novamente, s\u00f3 que dessa vez por uma outra perspectiva.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 Deus mantendo a exist\u00eancia de sua cria\u00e7\u00e3o. Isso envolve a prote\u00e7\u00e3o de sua cria\u00e7\u00e3o, evitando danos e destrui\u00e7\u00e3o, e sua provis\u00e3o para as necessidades dos elementos ou dos membros da cria\u00e7\u00e3o. <strong>[9]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Lewis, novamente em seu livro, <em>O Problema do Sofrimento<\/em>, nos mostra que a moral de Deus \u00e9 diferente da nossa em alguns aspectos, mas n\u00e3o totalmente diferente como o preto \u00e9 diferente do branco, mas, como o pr\u00f3prio autor disse, diferente assim como o c\u00edrculo desenhado por uma crian\u00e7a \u00e9 diferente de um c\u00edrculo perfeito <strong>[10]<\/strong>. \u00a0E acredito que a Provid\u00eancia Divina, muitas vezes se da nessas situa\u00e7\u00f5es, onde a nossa moral difere da de Deus.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Shasta, depois de se deparar com o Grande Le\u00e3o que criou N\u00e1rnia e descobrir que, assim como Santo Agostinho, ele foi sustentado pela Provid\u00eancia Divina desde que nasceu, ele poderia\u00a0facilmente declarar assim como Santo Agostinho: \u201cEis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora.\u201d <strong>[11]<\/strong>. Talvez, seja por isso que Lewis tenha escrito <em>O Cavalo e seu Menino<\/em>, como a \u00fanica hist\u00f3ria das Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia que n\u00e3o tem a travessia do nosso mundo para N\u00e1rnia. Shasta n\u00e3o precisava passar do nosso mundo para o outro, como fizeram os irm\u00e3os Pevensie, para se descobrir parte de N\u00e1rnia, porque ele j\u00e1 nasceu um Narniano.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Desde as primeiras palavras dessa hist\u00f3ria, j\u00e1 nos deparamos com a provid\u00eancia atuando sutilmente, mas, como j\u00e1 disse, s\u00f3 far\u00e1 sentido quando chegarmos no final da jornada e olharmos a hist\u00f3ria novamente.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Conta-se aqui uma aventura que come\u00e7ou na Calorm\u00e2nia e foi acabar em N\u00e1rnia <strong>[12]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[1] AGOSTINHO. O Livre-Arb\u00edtrio. S\u00e3o Paulo. Ed. <span class=\"skimlinks-unlinked\">Paulus.1995<\/span>. p. 25.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[2] ERICKSON, Millard J. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Sistem\u00e1tica. S\u00e3o Paulo. Ed. Vida Nova. 2012. p. 169.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[3] LEWIS, C. S. As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. S\u00e3o Paulo. Ed. WMF Martins Fontes. 2011. p. 262.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[4] \u201c[\u2026] o amor pode causar sofrimento ao objeto desse amor, mas apenas na suposi\u00e7\u00e3o de que ele deve sofrer altera\u00e7\u00f5es para tornar-se inteiramente am\u00e1vel.\u201d ______. O Problema do Sofrimento. S\u00e3o Paulo. Ed. Vida. 2013. p. 65.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[5] ______. Os Quatro Amores. S\u00e3o Paulo. Ed. WMF Martins Fontes. 2013. p. 146.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[6] CHESTERTON, G. K. Ortodoxia. S\u00e3o Paulo. Ed. Mundo Crist\u00e3o. 2008. p. 83.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[7] LEWIS, C. S. As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. S\u00e3o Paulo. Ed. WMF Martins Fontes. 2011. p. 262.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[8] CHESTERTON, G. K. O Homem Eterno. S\u00e3o Paulo. Ed. Ecclesiae. 2014. p. 9.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[9] ERICKSON, Millard J. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia Sistem\u00e1tica. S\u00e3o Paulo. Ed. Vida Nova. 2012. p. 170.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[10] \u201cA \u2018bondade divina\u2019 difere da nossa, mas n\u00e3o \u00e9 absolutamente diversa: ela difere da nossa n\u00e3o como o branco do preto, mas como o c\u00edrculo perfeito se distingue da primeira tentativa de uma crian\u00e7a em desenhar uma roda: quando a crian\u00e7a aprender a desenhar, ela saber\u00e1 que o c\u00edrculo que agora consegue fazer \u00e9 justamente aquele que estava tentando fazer desde o come\u00e7o.\u201d LEWIS, C. S. O Problema do Sofrimento. S\u00e3o Paulo. Ed. Vida. 2013. p. 47.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[11] AGOSTINHO. Confiss\u00f5es. S\u00e3o Paulo. Ed. Paulus. 2013. p. 299.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">[12] LEWIS, C. S. As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. S\u00e3o Paulo. Ed. WMF Martins Fontes. 2011. p. 193.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Fonte:\u00a0 https:\/\/becounderground.wordpress.com\/2016\/05\/18\/sobre-a-providencia-divina-em-o-cavalo-e-seu-menino\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obs: O texto a seguir, \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o resumida de um projeto em andamento, previsto para ser publicado no final do primeiro semestre de 2017. por Maur\u00edcio Avoletta J\u00fanior \u201cConta-se aqui uma aventura que come\u00e7ou na Calorm\u00e2nia e foi acabar em N\u00e1rnia, na Idade do Ouro, quando Pedro era o Grande Rei de N\u00e1rnia e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[29086],"tags":[29379,29380],"class_list":["post-813","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-em-portugues","tag-o-cavalo-e-seu-menino","tag-providencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=813"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":822,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/813\/revisions\/822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}