{"id":148,"date":"2010-02-05T16:57:33","date_gmt":"2010-02-05T16:57:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mundonarnia.com\/cslewis\/?p=148"},"modified":"2010-02-05T16:57:33","modified_gmt":"2010-02-05T16:57:33","slug":"cartas-a-malcolm-sobre-a-oracao-carta-xv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2010\/02\/05\/cartas-a-malcolm-sobre-a-oracao-carta-xv\/","title":{"rendered":"Cartas a Malcolm: sobre a Ora\u00e7\u00e3o (Carta XV)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Tradu\u00e7\u00e3o: Marcio de Paula S. Hack<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Revis\u00e3o: Gabriele Greggersen<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Eu n\u00e3o tinha percebido que Betty era a terceira parte silenciosa deste di\u00e1logo. Devia ter adivinhado. N\u00e3o que mesmo seu pior inimigo j\u00e1 a tenha acusado de ser A Mulher Calada &#8211; lembre-se da noite em Mullingar; o caso \u00e9 que seus sil\u00eancios durante uma discuss\u00e3o prolongada entre mim e voc\u00ea s\u00e3o normalmente de uma natureza muito enf\u00e1tica, aud\u00edvel, e at\u00e9 mesmo dial\u00e9tica. D\u00e1 pra saber que ela est\u00e1 aprontando a vassoura, e cedo varrer\u00e1 os nossos destro\u00e7os. Neste caso, ela est\u00e1 certa. Posso estar exagerando sobre um assunto que a maioria dos crentes considera muito simples. O que \u00e9 mais natural e f\u00e1cil: acreditar em Deus, ou dirigir-se a Ele? Como n\u00e3o faz\u00ea-lo?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Sim. Mas depende de quem se \u00e9. Para aqueles na minha posi\u00e7\u00e3o &#8211; adultos convertidos da <em>intelligentsia<\/em> &#8211; aquela simplicidade e espontaneidade nem sempre podem ser o ponto de partida. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel simplesmente voltar \u00e0 inf\u00e2ncia. Toda a tentativa resultaria apenas numa retomada arcaizante, como o G\u00f3tico Vitoriano &#8211; uma par\u00f3dia do nascer de novo. \u00c9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o para percorrer o longo caminho de volta \u00e0 simplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na pr\u00e1tica, em minhas ora\u00e7\u00f5es, \u00e9 comum eu ter de percorrer este longo caminho desde quando come\u00e7o a orar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">S\u00e3o Francisco de Sales come\u00e7a cada medita\u00e7\u00e3o com o comando <em>Mettez-vous em la pr\u00e9sence de Dieu<\/em>. Pergunto-me quantas opera\u00e7\u00f5es mentais diferentes j\u00e1 foram utilizadas no intuito de ser obediente a isto.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O que me acontece se o tento fazer &#8211; como Betty me diria &#8211; &#8220;do modo simples&#8221;, \u00e9 a justaposi\u00e7\u00e3o de duas &#8220;representa\u00e7\u00f5es&#8221;, ou id\u00e9ias, ou fantasmas. Um \u00e9 o borr\u00e3o luminoso que representa Deus na mente. A outra \u00e9 a id\u00e9ia que chamo de &#8220;eu&#8221;.\u00a0 Mas n\u00e3o posso deixar a coisa assim, por que sei &#8211; e \u00e9 in\u00fatil fingir que n\u00e3o sei &#8211; que ambas n\u00e3o passam de fantasmas.\u00a0 Meu o &#8220;eu&#8221; real criou as duas &#8211; ou, melhor dizendo, as construiu, da maneira mais sutil, a partir de todo tipo de quinquilharias psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Paradoxalmente, muitas vezes o primeiro passo \u00e9 banir o &#8220;borr\u00e3o luminoso&#8221; &#8211; ou, em linguagem mais pomposa, &#8220;quebrar o \u00eddolo&#8221;. Voltemos ao que tem pelo menos algum grau de realidade resistente. Aqui est\u00e3o as quatro paredes do quarto. E aqui estou eu. Mas ambos os termos s\u00e3o meramente a fachada de mist\u00e9rios impenetr\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">As paredes, dizem, s\u00e3o mat\u00e9ria. Isto \u00e9, como os f\u00edsicos tentar\u00e3o me dizer, algo totalmente inimagin\u00e1vel, podendo ser descrito apenas matematicamente, existindo em um espa\u00e7o curvo, carregado de energias terr\u00edveis. Se eu pudesse penetrar o bastante naquele mist\u00e9rio, talvez pudesse alcan\u00e7ar aquilo que \u00e9 puramente real.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">E que sou eu? A fachada \u00e9 o que chamo <em>consci\u00eancia<\/em>. Estou, ao menos, consciente da cor daquelas paredes. N\u00e3o estou, da mesma maneira, ou no mesmo grau, consciente do que chamo de meus pensamentos: pois se tento examinar o que acontece quando estou pensando, a coisa p\u00e1ra de acontecer. Mas, ainda que pudesse examinar os meus pensamentos, terminariam por ser, bem sei, o filme mais fino poss\u00edvel, cobrindo a superf\u00edcie de um vasto abismo. Os psic\u00f3logos nos ensinaram isto. O verdadeiro erro deles est\u00e1 em subestimar a profundidade e a variedade de seus conte\u00fados. Claridades deslumbrantes e nuvens negras se apresentam. E se todas as encantadoras vis\u00f5es n\u00e3o passam, como imprudentemente afirmam, de meros disfarces do sexo, nas profundezas do qual habita o artista oculto capaz de criar obras de arte t\u00e3o diversas e libertadoras a partir dos mais brutos materiais? E profundidades de tempo tamb\u00e9m. Todo o meu passado; meu passado ancestral; talvez meu passado pr\u00e9-humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Aqui, novamente, se pudesse mergulhar fundo o bastante, poderia de novo atingir, ao fim, aquilo que simplesmente \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">E s\u00f3 agora estou pronto, \u00e0 minha maneira, para &#8220;me colocar na presen\u00e7a de Deus.&#8221; Qualquer dos mist\u00e9rios, se eu pudesse segui-los at\u00e9 longe o bastante, me levaria ao mesmo ponto &#8211; o ponto onde alguma coisa, em cada caso inimagin\u00e1vel, pula para fora da m\u00e3o nua de Deus. O hindu, olhando para o mundo material, diz, &#8220;Eu sou aquilo&#8221;. Eu digo, &#8220;Aquilo e eu crescemos de uma mesma raiz.&#8221; <em>Verbum superne prodiens<\/em>, a Palavra vinda do Pai, deu origem a ambos, e os juntou neste encontro de sujeito e objeto.<\/p>\n<p>E qual, voc\u00ea pergunta, \u00e9 a vantagem disso tudo? Bom, para mim &#8211; n\u00e3o estou falando de ningu\u00e9m mais &#8211; isso coloca quem ora justamente na realidade presente. Pois, n\u00e3o importa o que mais seja ou n\u00e3o real, esta confronta\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea de sujeito e objeto est\u00e1 certamente ocorrendo: sempre ocorrendo, exceto quando estou dormindo. Aqui est\u00e1 o verdadeiro encontro entre as atividades de Deus e do homem &#8211; n\u00e3o algum encontro imagin\u00e1rio que poderia ocorrer se eu fosse um anjo ou se Deus feito carne entrasse no meu quarto. N\u00e3o h\u00e1 aqui a quest\u00e3o de um Deus &#8220;l\u00e1 em cima&#8221; ou &#8220;l\u00e1 fora&#8221;; mas sim a opera\u00e7\u00e3o de Deus &#8220;aqui dentro&#8221;, como base do meu pr\u00f3prio ser, e Deus &#8220;l\u00e1 dentro&#8221;, como a base da mat\u00e9ria que me cerca, e de Deus acolhendo e unindo ambos no milagre di\u00e1rio da consci\u00eancia finita.<\/p>\n<p>As duas fachadas &#8211; o &#8220;eu&#8221; como o percebo e o quarto como o percebo &#8211; eram obst\u00e1culos, enquanto os considerava, erroneamente, realidades \u00faltimas. Mas no momento em que os reconheci como fachadas, como simples superf\u00edcies, eles se tornaram condutores. Voc\u00ea entende? Uma mentira \u00e9 uma ilus\u00e3o apenas enquanto acreditamos nela; mas uma mentira reconhecida \u00e9 uma realidade &#8211; uma mentira real &#8211; e como tal pode ser altamente instrutiva. O sonho deixa de ser ilus\u00e3o assim que acordamos. Mas ele n\u00e3o se torna uma n\u00e3o-entidade. \u00c9 um sonho real: e tamb\u00e9m pode ser instrutivo. Um cen\u00e1rio de teatro n\u00e3o \u00e9 uma floresta ou uma sala de visitas de verdade: \u00e9 um cen\u00e1rio de verdade, e pode ser um bom cen\u00e1rio. (De fato, nunca dever\u00edamos perguntar de coisa alguma). &#8220;Isto \u00e9 real?&#8221;, pois tudo \u00e9 real. A pergunta certa \u00e9 &#8220;O que \u00e9 isso <em>realment<\/em>e? qu\u00ea?&#8221;, i.e., uma cobra real ou um <em>delirium tremen<\/em>s real?) Os objetos \u00e0 minha volta, e a minha id\u00e9ia de &#8220;eu&#8221;, ser\u00e3o enganadores se tomados pelos seus valores nominais. Mas s\u00e3o significativos se tomados como produtos finais da atividade divina. Assim, e n\u00e3o de outro jeito, a cria\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria e a cria\u00e7\u00e3o da mente se encontram, e o circuito se fecha.<\/p>\n<p>Ou, dito de outro modo. Eu chamei as minhas cercanias materiais de cen\u00e1rio. Um cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 um sonho ou uma n\u00e3o-entidade. Mas se voc\u00ea ataca uma casa de cen\u00e1rio com um cinzel, n\u00e3o ter\u00e1 lascas de tijolo ou de pedra; ter\u00e1 apenas um buraco em um peda\u00e7o de lona e, al\u00e9m disso, uma escurid\u00e3o vazia. Da mesma forma, se come\u00e7a a investigar a natureza da mat\u00e9ria, n\u00e3o encontrar\u00e1 nada semelhante ao que a imagina\u00e7\u00e3o sempre sup\u00f4s que a mat\u00e9ria fosse. Voc\u00ea ter\u00e1 matem\u00e1tica. Daquela realidade f\u00edsica inimagin\u00e1vel, meus sentidos selecionam alguns est\u00edmulos. Estes, eles traduzem ou simbolizam em forma de sensa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o t\u00eam qualquer semelhan\u00e7a com a realidade da mat\u00e9ria. Destas sensa\u00e7\u00f5es, meu poder associativo, em grande parte dirigido por minhas necessidades pr\u00e1ticas e influenciado pelo meu treinamento social, faz pequenos embrulhos, que chamo de &#8220;coisas&#8221; (rotuladas por substantivos). Destas, construo para mim um bom pequeno cen\u00e1rio, convenientemente abastecido de propriedades tais como colinas, campos, casas e todo o resto. Nisto, eu posso atuar.<\/p>\n<p>E se pode muito bem dizer &#8220;atuar&#8221;. Pois o que chamo de &#8220;eu mesmo&#8221; (para todos os prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos e cotidianos) \u00e9 tamb\u00e9m uma constru\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica; mem\u00f3rias, relances no espelho, e fragmentos daquela atividade muito fal\u00edvel, chamada &#8220;introspec\u00e7\u00e3o&#8221;, s\u00e3o os ingredientes principais. Normalmente, chamo esta constru\u00e7\u00e3o de &#8220;eu&#8221;, e o palco de &#8220;o mundo real&#8221;<\/p>\n<p>Ora, o momento da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 para mim &#8211; ou inclui como condi\u00e7\u00e3o &#8211; a consci\u00eancia, a consci\u00eancia redesperta, de que este &#8220;mundo real&#8221; e o &#8220;eu real&#8221; est\u00e3o muito longe de ser realidades fundamentais. Eu n\u00e3o posso, em pessoa, deixar o palco, seja para ir aos bastidores, seja para tomar um lugar na plat\u00e9ia; mas posso me lembrar de que estas regi\u00f5es existem. E tamb\u00e9m lembro de que o meu eu aparente &#8211; este palha\u00e7o ou her\u00f3i ou figurante &#8211; sob sua maquiagem \u00e9 uma pessoa real, com uma vida fora dos palcos. A pessoa dram\u00e1tica n\u00e3o poderia subir ao palco se n\u00e3o ocultasse uma pessoa real: se o meu eu real e desconhecido n\u00e3o existisse, eu sequer poderia errar sobre o eu imaginado. E na ora\u00e7\u00e3o este eu real luta para falar, ao menos desta vez, a partir deste ser real, e dirigir-se, ao menos desta vez, n\u00e3o aos outros atores, mas &#8211; como devo cham\u00e1-Lo? O Autor, pois Ele nos inventou a todos? O Produtor, pois ele nos controla a todos? Ou a Plat\u00e9ia, pois Ele assiste, e julgar\u00e1, nossa desempenho?<\/p>\n<p>A tentativa n\u00e3o \u00e9 de fugir do espa\u00e7o e do tempo, e da minha situa\u00e7\u00e3o de criatura como um sujeito frente aos objetos. \u00c9 mais modesta: redespertar a consci\u00eancia dessa situa\u00e7\u00e3o. Se isso pode ser feito, n\u00e3o \u00e9 preciso ir mais a lugar algum. Esta situa\u00e7\u00e3o em si \u00e9, em todos os momentos, uma poss\u00edvel teofania. Aqui est\u00e1 o ch\u00e3o sagrado; as sar\u00e7as est\u00e3o ardendo agora.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que essa tentativa pode alcan\u00e7ar quase qualquer grau de fracasso ou sucesso. A ora\u00e7\u00e3o que precede todas as ora\u00e7\u00f5es \u00e9 &#8220;Que seja o meu verdadeiro eu quem fala. Que seja ao verdadeiro Tu que me dirijo.&#8221; Os n\u00edveis a partir dos quais oramos s\u00e3o infinitamente variados. A intensidade emocional n\u00e3o \u00e9, em si mesma, prova de profundidade espiritual. Se oramos quando nos sentimos aterrorizados, o fazemos de forma intensa; isto s\u00f3 prova que o terror \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o intensa. S\u00f3 o pr\u00f3prio Deus pode descer o balde at\u00e9 as nossas profundezas. E, do outro lado, Ele deve trabalhar constantemente como o iconoclasta. Cada id\u00e9ia que formamos Dele, Ele deve misericordiosamente destruir. O resultado mais aben\u00e7oado da ora\u00e7\u00e3o seria erguer-se com o pensamento &#8220;Como foi que eu nunca o soube? Nunca sequer tenha sonhado com isso?&#8221; Suponho que foi num momento assim que Tom\u00e1s de Aquino disse de toda a sua teologia, &#8220;parece-me palha.&#8221;<\/p>\n<hr size=\"2\" \/>Carta XV de Letters to Malcolm: Chiefly on Prayer&lt;<a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/Letters-Malcolm-Chiefly-C-S-Lewis\/dp\/0156027666\/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1230316240&amp;sr=8-1\" target=\"_blank\">http:\/\/www.amazon.com\/Letters-Malcolm-Chiefly-C-S-Lewis\/dp\/0156027666\/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1230316240&amp;sr=8-1<\/a>&gt;[Harvest Books, 2002], p\u00e1ginas 77 a 82. Retirado de: <a href=\"http:\/\/marciohack.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/marciohack.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n<p>Nota do revisor:\u00a0 esse texto foi postado antes da publica\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o em portugu\u00eas no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De uma forma surpreendente (o que j\u00e1 faz parte do estilo do C.S. Lewis maduro), nessa carta sobre a ora\u00e7\u00e3o e a introspec\u00e7\u00e3o, o autor vai desvelando a ora\u00e7\u00e3o como o momento de maior introspec\u00e7\u00e3o, mas que tem o paradoxal efeito de nos fazer transcender os limites do self. Nesse sentido, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das epxeri\u00eancias mais libertadoras e imaginativas da exist\u00eancia &#8220;humana&#8221;, uma vez que lembramos de Deus, na medida em que temos todas as nossas imagens dEle destru\u00eddas e postas por terra&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[29089,29097],"tags":[29146,29236,27955,29269,29276,29285,124,29295,29304,29328,6010,6025,29362,9508],"class_list":["post-148","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contribuicoes-de-amigos-de-c-s-lewis","category-outras-traducoes-relativas-a-lewis","tag-cenario","tag-iconoclastia","tag-introspeccao","tag-misterios","tag-mundo-real","tag-o-eu","tag-oracao","tag-oracao-cartas-a-malcolm","tag-percepcao","tag-representacoes","tag-simplicidade","tag-sonho","tag-transcendencia","tag-verdade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}