{"id":140,"date":"2010-02-05T16:27:49","date_gmt":"2010-02-05T16:27:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mundonarnia.com\/cslewis\/?p=140"},"modified":"2010-02-05T16:27:49","modified_gmt":"2010-02-05T16:27:49","slug":"o-que-fazer-com-jc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2010\/02\/05\/o-que-fazer-com-jc\/","title":{"rendered":"O que fazer com JC?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Trad. Djair Dias Filho<\/p>\n<p><em>Reimpresso de<\/em> Asking Them Questions, <em>Third Series, editado por Ronald Selby Wright (OUP, 1950), reproduzido em<\/em> Undeceptions <em>(1971) e<\/em> God in the Dock <em>(1998)<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cO que fazer com Jesus Cristo?\u201d. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que tem, em certo sentido, um lado desesperadoramente c\u00f4mico. A figura de uma mosca sentada decidindo o que vai fazer com um elefante possui elementos c\u00f4micos. Pois a verdadeira quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sobre o que n\u00f3s vamos fazer com Jesus Cristo, mas o que Ele vai fazer conosco. Contudo, talvez, o questionador quis dizer o que fazer com Ele no sentido de \u201ccomo resolveremos o problema hist\u00f3rico a n\u00f3s lan\u00e7ado pelos ditos e feitos registrados desse Homem?\u201d.<\/p>\n<hr size=\"2\" \/>Esse problema envolve reconciliar duas coisas. Por um lado, tem-se a quase geralmente admitida profundidade e sanidade de Seu ensino moral, que n\u00e3o \u00e9 muito seriamente questionado, mesmo por aqueles que se op\u00f5em ao Cristianismo. Na realidade, acho que, quando estou discutindo com pessoas extremamente anti-Deus, elas preferem fazer o seguinte apontamento: \u201cSou inteiramente a favor do ensino moral do Cristianismo\u201d \u2013 e parece ser de aceita\u00e7\u00e3o geral que, no ensino desse Homem e de Seus seguidores imediatos, a verdade moral \u00e9 exposta da maneira mais pura e melhor. N\u00e3o \u00e9 idealismo desleixado, \u00e9 cheia de sabedoria e arg\u00facia. O seu todo \u00e9 realista, revigorado ao mais alto n\u00edvel, o produto de uma mente s\u00e3. Esse \u00e9 um fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>O outro fen\u00f4meno \u00e9 a natureza muito espantosa dos coment\u00e1rios teol\u00f3gicos desse Homem. Todos voc\u00eas entendem o que digo, e quero realmente ressaltar o ponto de que a afirma\u00e7\u00e3o espantosa que esse Homem parece fazer n\u00e3o \u00e9 feita meramente em um momento de Sua carreira. H\u00e1, \u00e9 claro, aquele momento que levou \u00e0 Sua execu\u00e7\u00e3o. O momento em que o sumo sacerdote Lhe disse: \u201cQuem \u00e9s tu?\u201d. \u201cEu sou o Ungido, o Filho do Deus eterno, e me ver\u00e1s aparecendo no fim da hist\u00f3ria como o juiz do Universo\u201d. Mas tal afirma\u00e7\u00e3o, de fato, n\u00e3o termina nesse momento dram\u00e1tico. Quando se olha para Sua conversa, ser\u00e1 encontrado esse tipo de afirma\u00e7\u00e3o presente em toda a hist\u00f3ria. Por exemplo, Ele caminhava dizendo a pessoas: \u201cEu perd\u00f4o os teus pecados\u201d. Ora, \u00e9 bastante natural que um homem perdoe algo que se fa\u00e7a a <em>ele.<\/em> Assim, se algu\u00e9m <em>me<\/em> trapaceia em cinco libras, \u00e9 bastante poss\u00edvel e razo\u00e1vel para mim dizer: \u201cBem, eu lhe perd\u00f4o, n\u00e3o tocamos mais no assunto\u201d. O que voc\u00ea diria se algu\u00e9m a <em>voc\u00ea<\/em> devesse cinco libras e <em>eu<\/em> dissesse: \u201cTudo bem, eu perd\u00f4o a ele\u201d? Da\u00ed, parece que algo curioso escapa quase por acidente. Em uma ocasi\u00e3o, esse Homem est\u00e1 sentado em um monte observando Jerusal\u00e9m e de repente surge um extraordin\u00e1rio coment\u00e1rio: \u201cSempre vos envio profetas e s\u00e1bios\u201d. Ningu\u00e9m comenta sobre isso. No entanto, muito repentinamente, quase incidentalmente, Ele est\u00e1 afirmando ser o poder que, pelos s\u00e9culos, tem enviado s\u00e1bios e l\u00edderes ao mundo. Eis a\u00ed outro coment\u00e1rio curioso: em quase todas as religi\u00f5es existem desagrad\u00e1veis observ\u00e2ncias como o jejum. Esse Homem, de repente, comenta em certa feita: \u201cNingu\u00e9m precisa jejuar enquanto eu estiver aqui\u201d. Quem \u00e9 esse Homem que observa que Sua mera presen\u00e7a suspende todas as regras normais? Quem \u00e9 essa pessoa que pode, de repente, dizer \u00e0 Escola que eles podem ter um per\u00edodo de recesso? \u00c0s vezes,\u00a0 as declara\u00e7\u00f5es prop\u00f5em a suposi\u00e7\u00e3o de que Ele, o Orador, \u00e9 completamente sem pecado ou culpa. Essa sempre \u00e9 a atitude. \u201cV\u00f3s, para os quais eu falo, s\u00e3o todos pecadores\u201d, e Ele nunca, sequer remotamente, sugere que a mesma reprova\u00e7\u00e3o pode ser dirigida contra Ele. Ele diz novamente: \u201cSou o unig\u00eanito Filho do \u00danico Deus; antes que Abra\u00e3o existisse, Eu sou\u201d (e lembre-se o que as palavras \u201cEu sou\u201d significavam em hebraico. Eram o nome de Deus, que n\u00e3o devia ser falado por qualquer ser humano, nome que, se declarado, condenava \u00e0 morte).<\/p>\n<p>Bem, esse \u00e9 o outro lado. De um lado, ensino moral claro, definido. De outro, afirma\u00e7\u00f5es que, se n\u00e3o verdadeiras, s\u00e3o as de um megaloman\u00edaco, comparadas com as de que Hitler era o mais s\u00e3o e humilde dos homens. N\u00e3o h\u00e1 meio-caminho e n\u00e3o h\u00e1 paralelo em outras religi\u00f5es. Se voc\u00ea tivesse ido at\u00e9 Buda e lhe perguntasse: \u201cTu \u00e9s o filho de Brahma?\u201d, ele teria dito: \u201cFilho meu, ainda est\u00e1s no vale da ilus\u00e3o\u201d. Se voc\u00ea tivesse ido at\u00e9 S\u00f3crates, e lhe perguntasse: \u201cTu \u00e9s Zeus?\u201d, ele teria rido de voc\u00ea. Se voc\u00ea tivesse ido at\u00e9 Maom\u00e9 e lhe perguntasse: \u201cTu \u00e9s Al\u00e1?\u201d, ele teria primeiramente rasgado as pr\u00f3prias vestes e, depois, decepado sua cabe\u00e7a. Se voc\u00ea tivesse perguntado a Conf\u00facio: \u201cTu \u00e9s o C\u00e9u?\u201d, acho que ele teria provavelmente replicado: \u201cS\u00e3o de mau gosto coment\u00e1rios estranhos \u00e0 natureza\u201d. A id\u00e9ia de um grande mestre moral dizendo o que Cristo disse est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o. Em minha opini\u00e3o, a \u00fanica pessoa que pode dizer aquele tipo de coisa \u00e9 ou Deus, ou um completo lun\u00e1tico sofrendo daquela forma de ilus\u00e3o que solapa toda a mente do homem. Se voc\u00ea acha que \u00e9 um ovo cozido, enquanto est\u00e1 procurando uma fatia de torrada para lhe cair bem, talvez voc\u00ea seja s\u00e3o, mas se voc\u00ea pensa que \u00e9 Deus, n\u00e3o restam chances para voc\u00ea. Podemos notar, de passagem, que ele nunca foi considerado como um mero mestre moral. Ele n\u00e3o produziu esse efeito em qualquer das pessoas com quem Ele realmente encontrou. Ele produziu principalmente tr\u00eas efeitos: \u00d3dio, Terror, Adora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 resqu\u00edcios de pessoas expressando aprova\u00e7\u00e3o moderada.<\/p>\n<p>O que fazer para reconciliarmos os dois fen\u00f4menos contradit\u00f3rios? Uma tentativa consiste em dizer que o Homem n\u00e3o disse realmente essas coisas, mas que Seus seguidores exageraram a hist\u00f3ria, e assim desenvolveu-se a lenda de que Ele lhes havia dito aquilo. Isso \u00e9 dif\u00edcil, pois Seus seguidores eram todos judeus; isto \u00e9, eles pertenciam \u00e0 na\u00e7\u00e3o que, dentre todas as outras, era a mais convicta de que havia somente um Deus \u2013 de que n\u00e3o poderia existir outro. \u00c9 muito estranho que tal terr\u00edvel inven\u00e7\u00e3o sobre um l\u00edder religioso tivesse se desenvolvido no meio do povo, na face da terra, menos propenso a cometer esse engano. Pelo contr\u00e1rio, temos a impress\u00e3o de que nenhum de Seus seguidores imediatos ou mesmo os escritores do Novo Testamento apegaram-se t\u00e3o facilmente \u00e0 doutrina.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 que, segundo essa vis\u00e3o, seria preciso considerar as narrativas do Homem como sendo <em>lendas<\/em>. Ora, como historiador liter\u00e1rio, eu estou perfeitamente convencido de que, o que quer que os Evangelhos sejam, eles n\u00e3o s\u00e3o lendas. Tenho lido um grande n\u00famero de lendas, e estou bastante certo de que eles n\u00e3o s\u00e3o o mesmo tipo de coisa. N\u00e3o s\u00e3o art\u00edsticos o suficiente para serem lendas. De um ponto de vista imaginativo, eles s\u00e3o desajeitados, n\u00e3o se conectam a coisas adequadamente. A maior parte da vida de Jesus nos \u00e9 totalmente desconhecida, assim como \u00e9 a vida de qualquer um que viveu naquele tempo, e nenhuma pessoa construindo uma lenda permitiria que assim o fosse. Exceto por peda\u00e7os dos di\u00e1logos plat\u00f4nicos, n\u00e3o h\u00e1 conversas que conhe\u00e7o, na literatura antiga, como o Quarto Evangelho. N\u00e3o h\u00e1 nada, mesmo na literatura moderna, at\u00e9 aproximadamente cem anos atr\u00e1s, quando o romance realista veio \u00e0 exist\u00eancia. Na hist\u00f3ria da mulher apanhada em adult\u00e9rio, \u00e9-nos dito que Cristo se curvou e rabiscou na areia com Seu dedo. Nada adv\u00e9m disso. Ningu\u00e9m jamais baseou qualquer doutrina nisso. E a arte de <em>inventar <\/em>detalhezinhos irrelevantes para tornar mais convincente uma cena imagin\u00e1ria \u00e9 uma arte puramente moderna. Ter realmente acontecido n\u00e3o seria, claramente, a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o dessa passagem? O escritor exp\u00f4s a situa\u00e7\u00e3o dessa maneira, simplesmente porque a havia <em>visto<\/em>.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, chegamos \u00e0 mais estranha hist\u00f3ria de todas, a hist\u00f3ria da Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito necess\u00e1rio deix\u00e1-la clara. Ouvi um homem dizer: \u201cA import\u00e2ncia da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela d\u00e1 evid\u00eancias de sobreviv\u00eancia, evid\u00eancias de que a personalidade humana sobrevive \u00e0 morte\u201d. Para essa vis\u00e3o, o que aconteceu com Cristo seria o que havia sempre acontecido com todos os homens, a diferen\u00e7a sendo que, no caso de Cristo, fomos privilegiados de ver tudo acontecendo. Isso \u00e9, certamente, n\u00e3o o que os escritores crist\u00e3os primitivos pensavam. Algo perfeitamente novo na hist\u00f3ria do Universo acontecera. Cristo havia vencido a morte. A porta que sempre estivera trancada foi, pela primeira vez, deixada escancarada. Isso \u00e9 bem distinto de mera sobreviv\u00eancia do esp\u00edrito. N\u00e3o quero dizer que eles desacreditavam na sobreviv\u00eancia do esp\u00edrito. Pelo contr\u00e1rio, eles acreditavam nisso t\u00e3o firmemente que, em mais de uma ocasi\u00e3o, Cristo teve de assegurar-lhes de que Ele <em>n\u00e3o<\/em> era um esp\u00edrito. O ponto \u00e9 que, enquanto acreditavam na sobreviv\u00eancia, ainda consideravam a Ressurrei\u00e7\u00e3o como algo totalmente diferente e novo. As narrativas da Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o um retrato de sobreviv\u00eancia ap\u00f3s a morte; registram como um modo de ser totalmente novo surgiu no Universo. Algo novo apareceu no Universo: t\u00e3o novo como o primeiro surgimento de vida org\u00e2nica. Esse Homem, ap\u00f3s a morte, n\u00e3o fica dividido em \u201cesp\u00edrito\u201d e \u201ccad\u00e1ver\u201d. Um novo modo de ser surgira. Essa \u00e9 a hist\u00f3ria. O que fazer com ela?<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9, suponho, se qualquer hip\u00f3tese cobre os fatos t\u00e3o bem quanto a hip\u00f3tese crist\u00e3. Essa hip\u00f3tese \u00e9 a de que Deus desceu at\u00e9 o Universo criado, at\u00e9 a humanidade \u2013 e subiu novamente, puxando-a consigo. A hip\u00f3tese alternativa n\u00e3o \u00e9 lenda, nem exagero, nem as apari\u00e7\u00f5es de um esp\u00edrito. \u00c9 loucura ou mentiras. A menos que algu\u00e9m possa aceitar a segunda alternativa (e eu n\u00e3o posso), volta-se para a teoria crist\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cO que fazer com Jesus Cristo?\u201d N\u00e3o existe quest\u00e3o quanto ao que podemos fazer com Ele, \u00e9 inteiramente uma quest\u00e3o de o que Ele pretende fazer conosco. Voc\u00ea deve aceitar ou rejeitar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>As coisas que Ele diz s\u00e3o muito diferentes das que qualquer outro mestre disse. Outros dizem: \u201cEsta \u00e9 a verdade sobre o Universo. \u00c9 por este caminho que dever\u00edeis ir\u201d, mas Ele diz: \u201c<em>Eu<\/em> sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida\u201d. Ele diz: \u201cNenhum homem pode alcan\u00e7ar a realidade absoluta, a n\u00e3o ser por Mim. Se tentares reter tua pr\u00f3pria vida, ser\u00e1s inevitavelmente arruinado. D\u00e1 de ti mesmo, e ser\u00e1s salvo\u201d. Ele diz: \u201cSe te envergonhas de Mim, se, quando ouves este chamado, tu te voltas para o outro lado, Eu tamb\u00e9m olharei para o outro lado quando voltar como Deus, sem disfarce. Se algo est\u00e1 te afastando de Deus e de Mim, o que quer que seja, lan\u00e7a isso fora. Se \u00e9 teu olho, arranca-o. Se \u00e9 tua m\u00e3o, decepa-a. Se te colocares em primeiro lugar, ser\u00e1s o \u00faltimo. Venham a Mim todos os que carregam um fardo pesado, e Eu consertarei esse problema. Teus pecados, todos eles, s\u00e3o apagados, Eu posso fazer isso. Eu sou Re-nascimento, Eu sou Vida. Come-Me, bebe-Me, Eu sou Tua comida. E, finalmente, n\u00e3o temas, Eu venci o Universo inteiro\u201d. \u00c9 essa a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Torrada com ovo cozido, refei\u00e7\u00e3o tipicamente inglesa. (Nota do Tradutor)<\/p>\n<p>Refer\u00eancia<\/p>\n<p>C. S. LEWIS, \u2018What are we to make of Jesus Christ?\u2019, In: <em>C. S. Lewis \u2013 Essay Collection<\/em>: Faith, Christianity and the Church. Londres: HarperCollins, 2002. Trad. Djair Dias Filho (setembro\/2008).<\/p>\n<p>Torrada com ovo cozido, refei\u00e7\u00e3o tipicamente inglesa. (Nota do tradutor)<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0 Site \u201cApologia: a raz\u00e3o e defesa da f\u00e9 crist\u00e3\u201d. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.apologia.com.br\/?p=317\">http:\/\/www.apologia.com.br\/?p=317<\/a>. Acesso em 05.02.2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trad. Djair Dias Filho Reimpresso de Asking Them Questions, Third Series, editado por Ronald Selby Wright (OUP, 1950), reproduzido em Undeceptions (1971) e God in the Dock (1998). \u201cO que fazer com Jesus Cristo?\u201d. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que tem, em certo sentido, um lado desesperadoramente c\u00f4mico. 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