{"id":125,"date":"2010-02-05T14:49:32","date_gmt":"2010-02-05T14:49:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mundonarnia.com\/cslewis\/?p=125"},"modified":"2010-02-05T14:49:32","modified_gmt":"2010-02-05T14:49:32","slug":"mais-alem-da-magia-das-cronicas-de-narnia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2010\/02\/05\/mais-alem-da-magia-das-cronicas-de-narnia\/","title":{"rendered":"Mais al\u00e9m da magia das Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: right\">por Gabriele Greggersen<\/p>\n<p><em>\u201cC.S. Lewis usava figuras   de linguagem como analogias para as verdades do cristianismo; ele representa   um o\u00e1sis de bom-senso, humanidade, f\u00e9, esperan\u00e7a e amor<\/em><\/p>\n<p>10-12-2005 | Estreou na   \u00faltima sexta-feira, dia 9, um dos filmes mais esperados do ano, <em>O Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-roupa<\/em>,   dirigido por Andrew Adamson e baseado na obra hom\u00f4nima do autor   (assumidamente crist\u00e3o) C.S. Lewis (1898-1963).<\/p>\n<p>Infelizmente, o autor e   catedr\u00e1tico de literatura medieval e renascentista \u00e9 pouco conhecido e   apreciado no Brasil. E os que o conhecem, criticam pelo uso de palavras como   \u201cmagia\u201d, \u201csortil\u00e9gio\u201d, \u201cprofecias\u201d e figuras como feiticeiras, faunos,   animais falantes etc. Ele se tornou internacionalmente popular, precisamente   por sua habilidade em lidar com as figuras de linguagem, usando-as as como   analogias para veicular verdades profundas do cristianismo. As \u201c<em>Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia\u201d<\/em>, lan\u00e7adas   pela editora secular Martins Fontes na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em   1997, fizeram tal sucesso \u2013 e continuam fazendo por todo o mundo \u2013 que o   editor achou por bem comprar de uma s\u00f3 vez os direitos autorais de v\u00e1rios de   seus livros. Agora as editoras crist\u00e3s se ressentem e tentam resgatar alguma   parte, mais eminentemente teol\u00f3gica.<\/p>\n<p><em>O Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-roupa<\/em> faz parte da colet\u00e2nea de sete livros intitulada <em>As cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia<\/em>. Trata-se   de uma s\u00e9rie de contos infantis, incluindo <em>O Sobrinho do mago<\/em>,   <em>O cavalo e seu menino, Pr\u00edncipe Caspian, A   viagem do peregrino da alvorada, A cadeira de prata e A \u00faltima batalha<\/em>,   que se d\u00e3o em parte ou totalmente em N\u00e1rnia, um mundo completamente   imaginativo, cujas pretens\u00f5es de realidade se limitam ao \u00e2mbito da met\u00e1fora.<\/p>\n<p>Para compreend\u00ea-las,   exige-se do leitor\/expectador experi\u00eancia na leitura e interpreta\u00e7\u00e3o de   hist\u00f3rias do tipo conto de fadas, que a crian\u00e7a tem muita facilidade de   compreender, mas a que o adulto muitas vezes tem resist\u00eancia devido ao   excesso de racionaliza\u00e7\u00e3o. O mundo adulto fala cada vez mais uma linguagem   distante da linguagem infantil, que \u00e9 essencialmente l\u00fadica e   imaginativa.Lewis e o jornalista brit\u00e2nico G.K. Chesterton e muitos   psicanalistas e fil\u00f3sofos renomados como Carl Jung, Bruno Bettelheim,   Jean-Paul Sartre e Gilbert Durand concordam em afirmar que o imagin\u00e1rio faz   parte da experi\u00eancia e da qualidade de vida humana, sem o qual adoecemos e   que serve para curar traumas profundos em todas as idades.<\/p>\n<p>Agora que a Disney resolveu   encampar o projeto da Walden Media de filmagem das hist\u00f3rias de N\u00e1rnia,   teremos uma oportunidade \u00fanica para compreender a import\u00e2ncia do imagin\u00e1rio e   da narrativa de contos que, como muitos cr\u00edticos j\u00e1 observaram, s\u00e3o tudo,   menos infantis (no sentido moderno). Teremos chance tamb\u00e9m de tornar o autor   mais conhecido entre n\u00f3s, o que certamente tamb\u00e9m ati\u00e7ar\u00e1 a cr\u00edtica, o que   n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma coisa ruim.Promover esse nome e seu legado no   Brasil n\u00e3o \u00e9 nenhuma \u201cmiss\u00e3o imposs\u00edvel\u201d, como era antes do filme, dada a sua   import\u00e2ncia reconhecida no mundo de fala inglesa e na Europa em geral. Quem   tem a curiosidade de pesquisar na internet encontrar\u00e1 mais de 5 milh\u00f5es de   p\u00e1ginas relacionadas a ele (inclusive a minha: <a href=\"http:\/\/www.cslewis.com.br\/\">http:\/\/<em>cslewis.com.br<\/em><\/a>).<\/p>\n<p>Aventurando-se pelo mundo   da literatura fant\u00e1stica, infantil ou da cr\u00edtica liter\u00e1ria, acabar\u00e1   trope\u00e7ando nele, mais dia menos dia, citado como parte integrante do   patrim\u00f4nio cultural comum da humanidade. Parte de sua biografia j\u00e1 serviu de   inspira\u00e7\u00e3o a diretores de cinema, como Richard Attenborough, que em 1993 lan\u00e7ou   <em>Terra das sombras<\/em> (<em>Shadowlands<\/em>), estrelado por   Anthony Hopkins.<\/p>\n<p>Mas o melhor livro para se   entender os dramas da vida desse autor t\u00e3o multifacetado e fascinante \u00e9 <em>Surpreendido pela alegria<\/em> (Editora Mundo Crist\u00e3o), no qual ele narra, entre outras coisas, a morte de   sua m\u00e3e, aos cinco anos de idade; suas p\u00e9ssimas experi\u00eancias em escolas   experimentais brit\u00e2nicas; sua t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o, que foi um professor   particular que o resgatou; sua experi\u00eancia de guerra e o juramento a um amigo   de batalha que o fez cuidar da m\u00e3e dele e uma irm\u00e3 pelo resto da vida dela (o   que tem escandalizado alguns cr\u00edticos); e a hist\u00f3ria de sua convers\u00e3o ao   cristianismo, uma das mais relutantes e comoventes que j\u00e1 li.Lewis nunca foi   militante de nenhuma denomina\u00e7\u00e3o ou igreja espec\u00edfica. Era amigo de v\u00e1rios   padres e freiras, e sua luta sempre foi pela unidade e di\u00e1logo entre as   v\u00e1rias igrejas, ao contr\u00e1rio do proselitismo de que o acusam. Acredito,   quanto a este aspecto, que um autor, principalmente quando escreve fic\u00e7\u00e3o,   n\u00e3o tem como esconder aquilo em que acredita, e seria at\u00e9 uma hipocrisia   fingir que n\u00e3o acredita em nada.Meu interesse particular pelo autor come\u00e7ou   na inf\u00e2ncia, quando assisti pela primeira vez uma vers\u00e3o de <em>O le\u00e3o, a feiticeira e o guarda-roupa <\/em>em   desenho animado, e firmou-se quando ouvi um dos seus livros mais premiados, <em>Cartas de um diabo a seu aprendiz<\/em> (Editora Vozes), ou <em>Cartas do coisa-ruim<\/em>,   como foi traduzido anteriormente (Editora Loyola), citado numa aula de   Filosofia da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP, onde estudei e dediquei minha tese   de doutorado \u00e0 dita <em>Cr\u00f4nica<\/em>. A j\u00e1   publicada e agora em vias de republicada tese inspirou-se naquele meu   estranhamento inicial de ver um autor de livros infantis imaginativos e   livros teol\u00f3gicos invadindo a academia, normalmente fechada a tudo que n\u00e3o   seja estritamente racional (&#8230;).<\/p>\n<p>Mas a principal raz\u00e3o pela   qual continuo me dedicando a esse autor e aos que considero seus correlatos   nacionais e internacionais \u00e9 o o\u00e1sis de bom-senso, humanidade, f\u00e9, esperan\u00e7a   e amor que ele representa. Seus livros s\u00e3o uma verdadeira oficina de   criatividade, que gerou uma grande variedade de contos de minha pr\u00f3pria   autoria (<em>No guarda-roupa do Le\u00e3o I<\/em>: <em>Contos, mist\u00e9rios e encantos inspirados em   N\u00e1rnia, Editora Descoberta). Orientar as pessoas em como canalizar esta   criatividade foi uma das preocupa\u00e7\u00f5es do meu \u00faltimo livro, A magia das   cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia <\/em>(GW Editora), que pretende ser o primeiro de   uma s\u00e9rie de manuais com dicas \u00fateis para pais, educadores e l\u00edderes de   empresas.<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>Artigo publicado no site Teologia Brasileira, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.teologiabrasileira.com.br\/Materia.asp?MateriaID=220\">http:\/\/www.teologiabrasileira.com.br\/Materia.asp?MateriaID=220<\/a>,   acesso em 01.01.2009.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00daltima atualiza\u00e7\u00e3o em Qua, 21 de Outubro de 2009 00:23<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado no site Teologia Brasileira, por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento do filme O Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-roupa, dirigido por Andrew Adamson e baseado na obra hom\u00f4nima do autor (assumidamente crist\u00e3o) C.S. Lewis (1898-1963).<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[29083],"tags":[29158,29169,7636,12754,5701,29262],"class_list":["post-125","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-de-gabriele","tag-contos-de-fada","tag-cronicas-de-narnia","tag-etica","tag-imaginacao","tag-literatura","tag-magia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}