{"id":1130,"date":"2021-11-21T15:12:42","date_gmt":"2021-11-21T18:12:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/?p=1130"},"modified":"2021-11-21T15:12:42","modified_gmt":"2021-11-21T18:12:42","slug":"virtude-e-restauracao-em-as-cronicas-de-narnia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/cslewis\/2021\/11\/21\/virtude-e-restauracao-em-as-cronicas-de-narnia\/","title":{"rendered":"VIRTUDE E RESTAURA\u00c7\u00c3O EM AS CR\u00d4NICAS DE N\u00c1RNIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">por <strong>Cleber Oliveira<\/strong><\/p>\n<p>As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia foram publicadas entre 1950 a 1956 e re\u00fanem sete contos infantis. Nesses contos Lewis tratou sobre algumas peculiaridades fundamentais que abordam al\u00e9m de temas crist\u00e3os, aspectos morais, liter\u00e1rios e determinadas quest\u00f5es fundamentais da vida (Brown, 2006). Segundo McGrath, al\u00e9m de algumas pecularidades a cerca da viv\u00eancia, elas tratam da virtude, n\u00e3o apenas da busca de explica\u00e7\u00e3o e do entendimento. Esse talvez seja o fator que explica seu forte apelo: elas\u00a0 falam de escolhas a fazer, de certo e errado, e de desafios a enfrentar. Todavia, essa vis\u00e3o de benignidade e grandeza n\u00e3o \u00e9 exposta como uma argumenta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica ou raciocinada; \u00e9, antes, afirmada e explorada por meio da narrativa de uma hist\u00f3ria \u2013 uma hist\u00f3ria que prende a imagina\u00e7\u00e3o (MCGRATH, 2013, p. 284).<\/p>\n<p>Neste mundo imaginativo Lewis conduz o leitor a refletir sobre escolhas, desafios, conduta e f\u00e9 (MCGRATH, 2013). Para Ditchfield (2003, p. 15) existem \u201c[&#8230;] verdades escondidas, mist\u00e9rios profundos e tesouros espirituais\u201d. Conforme Gabriele Greggersen (2006), autora de livros e diversos artigos sobre Lewis no Brasil, a linguagem did\u00e1tica e acess\u00edvel de seus contos s\u00e3o elementos que t\u00eam cooperado significativamente para as ci\u00eancias humanas como particularmente para a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O CONTO DE N\u00c1RNIA PARA HOJE<\/strong><\/p>\n<p>Para o professor Ricardo Gouv\u00eaa (s\/d, s\/a), por meio da literatura distintamente crist\u00e3, C.S. Lewis oportuniza o crist\u00e3o a pensar a sua f\u00e9 e os valores do Reino at\u00e9 mesmo para aqueles leitores hostis \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3. Na percep\u00e7\u00e3o de Greggersen (2006) a imagina\u00e7\u00e3o oportuniza compreender melhor a realidade na sua completude. J\u00e1 Anacker enfatiza que:<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias mexem com nossa imagina\u00e7\u00e3o porque elas tratam de uma coisa que todos n\u00f3s achamos extremamente interessante\u00a0 \u2013\u00a0 a vida: sentido e prop\u00f3sito, como viver, como n\u00e3o viver, como lidar com o sucesso ou o fracasso, qual \u00e9 a apar\u00eancia das pessoas boas e das m\u00e1s, e assim por diante (ANACKER, 2006, p. 135).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nelly Novaes Coelho (2012, p. 124) deixa claro que:<\/p>\n<p>[\u2026] n\u00e3o podemos esquecer que na vida real n\u00e3o existem fadas nem madrinhas que venham realizar por magia aquilo que temos vontade de fazer. H\u00e1, na vida, um trabalho a ser realizado, uma luta a ser empreendida por todos n\u00f3s. E, nesse sentido, a literatura cumpre um papel. Pela imagina\u00e7\u00e3o, varinha de cond\u00e3o capaz de revelar o homem a si mesmo, a literatura vai-lhe desvendando mundos que enriquecem seu viver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>VIRTUDE EM N\u00c1RNIA <\/strong><\/p>\n<p>O que \u00e9 transformador em N\u00e1rnia \u00e9 a sua \u00e9tica das virtudes. N\u00e3o \u00e9 para menos que a pergunta t\u00edpica do final de um conto de fadas \u00e9: \u201cQual \u00e9 a moral da hist\u00f3ria?\u201d E as Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia s\u00e3o t\u00edpicos contos de fada nesse sentido. Todas as crian\u00e7as desenvolvem seus potenciais para se tornarem adultos virtuosos. De crian\u00e7as que tinham seus defeitos nessas mesmas \u00e1reas, Pedro passou a ser chamado de \u201co magn\u00edfico\u201d; Susana, \u201c a gentil\u201d; Edmundo, \u201co justo\u201d; e L\u00facia, \u201ca destemida\u201d. E nisso elas s\u00e3o tamb\u00e9m muito atuais. Say\u00e3o destaca a crise moral que enfrentamos hoje e suas consequ\u00eancias (SAY\u00c3O, 2001, p. 52): \u201ca marca do caos manifesta-se no campo da moral. Uma sociedade sem \u00e9tica torna-se insuport\u00e1vel\u201d. Somos agentes conscientes capazes de diferenciar nossas a\u00e7\u00f5es, atitudes ou motiva\u00e7\u00f5es e distingui-las entre o certo e o errado, bondade e a maldade e atribuir valores aos nossos atos e comportamentos. \u00c9 na vida cotidiana que desenvolvemos as habilidades necess\u00e1rias para a tomada de decis\u00f5es. De acordo com o escritor Robert Banks a vida cotidiana \u00e9 comumente caracterizada por:<\/p>\n<p>[..] situa\u00e7\u00f5es regulares em que nos vemos dia afora ou no decorrer da semana, as responsabilidades em andamento que n\u00f3s temos, ou as atividades com que nos envolvemos; os problemas que com regularidade solicitam nossa aten\u00e7\u00e3o; as press\u00f5es mais insistentes que sentimos, as coisas sobre que comumente pensamos e falamos, os desejos, valores e cren\u00e7as que mais nos moldam a exist\u00eancia (BANKS, 2004, p. 54).<\/p>\n<p>E \u00e9 no cotidiano que as crian\u00e7as e seres narnianos desenvolvem as suas qualidades morais e valores transcendentes, ou seja, aqueles que v\u00e3o al\u00e9m do aqui e agora, como preconiza a \u00e9tica das virtudes. Moreland e Crag explicam que a \u00e9tica da virtude:<\/p>\n<p>[\u2026] \u00e9 teleol\u00f3gica por natureza. O tipo de teleologia (o foco nos objetivos e nos fins) envolvidos na \u00e9tica da virtude n\u00e3o \u00e9 semelhante a do utilitarismo. [\u2026]\u00a0 A \u00e9tica da virtude se concentra no prop\u00f3sito geral da vida em geral, a saber, viver bem e alcan\u00e7ar a excel\u00eancia e experi\u00eancia como ser humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TEMA B\u00cdBLICO DA RESTAURA\u00c7\u00c3O EM N\u00c1RNIA<\/strong><\/p>\n<p>O c\u00e9u, l\u00e1 em cima, \u00e9 a prova de que existem coisas maiores. Deus na Sua provid\u00eancia manifesta a Si mesmo por meio das coisas que criou (Romanos, 1.20). Basta olhar para cima, para o esplendor do c\u00e9u, para o firmamento iluminado de estrelas para sermos inspirados. Tal perspectiva da magnitude das coisas criadas evoca tanto a admira\u00e7\u00e3o, quanto a adora\u00e7\u00e3o. Se para alguns as hist\u00f3rias s\u00e3o pueris, para outros \u201cessas hist\u00f3rias evocativas afirmam [\u2026] que de fato existe algo lindo e maravilhoso no cora\u00e7\u00e3o do universo; e que isso pode ser encontrado, aceito e adorado\u201d\u00a0 (MCGRATH, 2014, P. 74).<\/p>\n<p>Em N\u00e1rnia isso \u00e9 muito claro: os animais falantes como personagens do conto s\u00e3o \u201cem parte um protesto contra as afirma\u00e7\u00f5es superficiais do direito da humanidade de fazer o que lhe aprouver com a natureza\u201d (McGrath, 2013, p. 291). Isso se aplica a toda a natureza, mas particularmente \u00e0 natureza humana, que o homem tem o dever de conhecer. \u201cConhece-te a ti mesmo\u201d j\u00e1 era uma ordem conhecida nos tempos de S\u00f3crates. E em,\u00a0 assim, em N\u00e1rnia temos a percep\u00e7\u00e3o de quem somos e o que n\u00e3o somos. E que precisamos de reden\u00e7\u00e3o, da mesma forma que a natureza precisa. De acordo com McGrath, as opini\u00f5es sobre as Cr\u00f4nicas se dividem (2014, p. 74 ): \u201cAs hist\u00f3rias de N\u00e1rnia parecem pueris para alguns, mas para outros absolutamente transformadoras\u201d.<\/p>\n<p>C.S. Lewis acreditava, assim como seu amigo J.R.R. Tolkien, que narrar hist\u00f3rias \u00e9 o modo mais natural de exprimir espiritualidade e verdade sobre a natureza da realidade (DURIEZ, 2005, p. 117), e que o modelo para todas as boas hist\u00f3rias \u00e9 o tema b\u00edblico da restaura\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, Aslam, o verdadeiro rei de N\u00e1rnia, o filho do grande Imperador do Al\u00e9m-Mar, o Rei dos Animais e da Floresta, o grande le\u00e3o,\u201cque vem botar tudo nos eixos\u201d (LEWIS, 2011, p.137), aponta para Jesus Cristo, Yeshua HaMashiach (Jesus, o Messias), O REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES (Apocalipse, 19:16) que \u201centra ent\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o para tomar o poder do usurpador e restaurar tudo mediante o sacrif\u00edcio redentor\u201d (MCGRATH, 2013, p. 291, 292). Ele \u00e9 o Eterno Filho do Deus Eterno. Ele \u00e9 o Verdadeiro Redentor, \u201ca saber, verdadeira luz, que vinda ao mundo, ilumina a todo homem\u201d (Jo\u00e3o 1:9). Pelo seu sacrif\u00edcio na cruz do Calv\u00e1rio Jesus Cristo veio libertar o homem cativo e devolver ao homem sua imagem e semelhan\u00e7a de Deus. Assim como em N\u00e1rnia os narnianos s\u00e3o os benefici\u00e1rios da virtude de Aslam que preserva, cuida e protege, e faz-nos contemplar as coisas de modo maravilhoso, infundindo em n\u00f3s \u201catos de grandeza\u201d e sentimentos de alegria, no Filho de Deus, o Le\u00e3o da Tribo de Jud\u00e1, a Raiz de Davi (Apocalipse 5:5), o homem encontra, por meio do arrependimento e da f\u00e9 em Jesus Cristo (Atos 20.21), a Salva\u00e7\u00e3o, a Restaura\u00e7\u00e3o, a Liberta\u00e7\u00e3o, a Alegria, a Esperan\u00e7a, a Cura, a Verdadeira Paz e Felicidade: \u201cUma vida ressucitada, o perd\u00e3o, a justi\u00e7a e a aceita\u00e7\u00e3o\u201d (Bob Geoge). Jesus \u00e9 o Verdadeiro Senhor e Rei da Cria\u00e7\u00e3o! Jesus \u00e9 o p\u00e3o da vida! Jesus \u00e9 o p\u00e3o vivo que desceu do c\u00e9u! (Jo\u00e3o 6:22-59) e que promete a Vida Eterna a todo aquele que cr\u00ea nEle! (Romanos 6:23).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p>A literatura de Lewis oportuniza ao leitor a dilig\u00eancia a que Greggersen (2010, s\/p) classifica como a busca de algo \u201cque vai al\u00e9m da letra morta\u201d. H\u00e1, na vida, um trabalho a ser realizado, uma luta a ser empreendida por todos n\u00f3s. Nesse sentido, a boa literatura tem um papel importante e As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia tem demonstrado por meio da evidente propaga\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia sua relev\u00e2ncia na literatura universal.<\/p>\n<p>Soli Deo Gl\u00f3ria!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>ANACKER, Gayne J. In: BASHRAM, Gregory e WALL, J. L. [editores] As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia e a Filosofia: O Le\u00e3o, a Feiteira e a vis\u00e3o do mundo. S\u00e3o Paulo:\u00a0 Masdras, 2006, p.<\/p>\n<p>BANKS, Robert. A Teologia nossa de cada dia: aplicando os princ\u00edpios teol\u00f3gicos no cotidiano. Trad. Al\u00edpio Correia de F. Neto e Sandra M. Franca. S\u00e3o Paulo,\u00a0 Editora Vida, 2004.<\/p>\n<p>B\u00cdBLIA SHEDD. Traduzida por Jo\u00e3o Ferreira de Almeida. \u2013 2. Ed. rev. E atual. No Brasil, \u2013 S\u00e3o Paulo: Vida Nova; Bras\u00edlia: Sociedade B\u00edblica do Brasil, 1997.<\/p>\n<p>BROWN, Devin. Os Bastidores de N\u00e1rnia: Um guia para explorar O Le\u00e3o, a feiticeira e o guarda-roupa. Trad. Maria Helena Aranha.S\u00e3o Paulo: Hagnos, 2006.<\/p>\n<p>COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: s\u00edmbolos \u2013 mitos \u2013 arqu\u00e9tipos. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2012.<\/p>\n<p>CRAIG, W. L. e MORELAND, J. P. Filosofia e Cosmovis\u00e3o Crist\u00e3. S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2005.<\/p>\n<p>DITCHFIELD, Christin. Descubra N\u00e1rnia: Verdades em: As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia de C.S. Lewis. Curitiba: Publica\u00e7\u00f5es RBC, 2003.<\/p>\n<p>DURIEZ, Colin. Manual Pr\u00e1tico de N\u00e1rnia. Trad. Celso R. Paschoa. Osasco, SP: Novo S\u00e9culo Editora, 2005.<\/p>\n<p>FILHO, Glauco Magalh\u00e3es. Li\u00e7\u00f5es das Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. S\u00e3o Paulo: Abba Press Editora e Divulgadora Cultural Ltda, 2008.<\/p>\n<p>FILHO, Ives Gandra Martins. \u00c9tica e Fic\u00e7\u00e3o: de Arist\u00f3teles a Tolkien. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, p. 13.<\/p>\n<p>\u00c9rico Nogueira. \u2013 S\u00e3o Paulo: \u00c9 Realiza\u00e7\u00f5es, 2010 .<\/p>\n<p>GOUV\u00caA, Ricardo Quadros. Um convite para ler Lewis.<\/p>\n<p>GREGGERSEN, Gabriele. Pedagogia Crist\u00e3 na obra de C.S. Lewis. S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2006.<\/p>\n<p>______.(2010). Vivendo e Aprendendo com C.S. Lewis. Princ\u00edpios Norteadores da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 no S\u00e9culo XXI. Dispon\u00edvel em&lt; http:\/\/www. cslewis.com.br\/2010\/02\/vivendo-e-aprendendo-com-c-s-lewis\/&gt;. Acesso: 18\/08\/2013.<\/p>\n<p>______.\u00a0 Filosofia, literatura e imagina\u00e7\u00e3o. Revista Caminhando,\u00a0 2010 [2\u00aa ed. on-line 2010; 1\u00aa ed. 2006].<\/p>\n<p>JACOBS, Alan. In: MACSWAIN, Robert e WARD, Michael. Al\u00e9m do Universo M\u00e1gico de N\u00e1rnia. Trad. Jeferson Camargo. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes \u2013 selo Martins, 2015.<\/p>\n<p>LEWIS, C.S. As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia. Trad. Paulo Mendes Campos. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2002.<\/p>\n<p>MACGRATH, Alister. A vida de C.S. Lewis: do ate\u00edsmo \u00e0s terras de N\u00e1rnia. Traduzido por Almiro Pisetta. S\u00e3o Paulo, Editora Mundo Crist\u00e3o, 2013.<\/p>\n<p>______.Conversando com C.S. Lewis. S\u00e3o Paulo: Planeta,\u00a0 2014.<\/p>\n<p>MUELLER, \u00canio R. Filosofia \u00e0 sombra de Auschwitz. Um dueto com Adorno. S\u00e3o Leopoldo : Sinodal\/EST, 2009.<\/p>\n<p>NICHOLI, Armand M. Deus em Quest\u00e3o: C.S Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da Vida.Vi\u00e7osa, MG: Ultimato, 2005.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, Nelson de. Pref\u00e1cio. In: COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: s\u00edmbolos \u2013 mitos \u2013 arqu\u00e9tipos. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2012.<\/p>\n<p>SAY\u00c3O, Luiz. Cabe\u00e7as feitas: Filosofia pr\u00e1tica para crist\u00e3os. S\u00e3o Paulo:\u00a0 Editora Hagnos, 2010.<\/p>\n<p>SPROUL, R.C. (2002). Filosofia para iniciantes. P\u00e1g. 43. S\u00e3o Paulo: Vida Nova, 2002.<\/p>\n<p>VEITH, G.E. A Alma de O Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Rio de Janeiro: Habacuc, 2006.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Cleber Oliveira As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia foram publicadas entre 1950 a 1956 e re\u00fanem sete contos infantis. 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