{"id":36,"date":"2012-03-16T09:11:07","date_gmt":"2012-03-16T12:11:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/casamentoefamilia\/?p=36"},"modified":"2012-04-19T11:25:45","modified_gmt":"2012-04-19T14:25:45","slug":"a-vergonha-de-estar-nu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/casamentoefamilia\/2012\/03\/16\/a-vergonha-de-estar-nu\/","title":{"rendered":"A vergonha de estar nu"},"content":{"rendered":"<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/image\/revistas\/ult_333\/home_39.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>Ap\u00f3s o relato da cria\u00e7\u00e3o, nos dois primeiros cap\u00edtulos de G\u00eanesis, a B\u00edblia n\u00e3o descreve muito como era a vida e o relacionamento do primeiro casal no Para\u00edso. Apenas um vers\u00edculo indica algo deste relacionamento &#8212; o verso 25 do cap\u00edtulo 2. Ele afirma: \u201cO homem e sua mulher viviam nus, e n\u00e3o sentiam vergonha\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Todavia h\u00e1 uma verdade especial contida nas poucas palavras deste vers\u00edculo. Em primeiro lugar, a ideia de estar nu, neste contexto, n\u00e3o indica somente o n\u00e3o estar usando roupas, mas sim que havia um total conhecimento um do outro &#8212; um desnudar-se de alma! Homem e mulher n\u00e3o tinham absolutamente nada a esconder um do outro. Conheciam e eram conhecidos por seus pares na mais profunda intimidade da alma.<!--more--><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na busca pela intimidade relacional, o casal precisa dar-se a conhecer um ao outro, o que n\u00e3o \u00e9 um processo f\u00e1cil. Em primeiro lugar porque tememos a rejei\u00e7\u00e3o. Temo que o outro me abandone se descobrir quem realmente sou no mais \u00edntimo de meu ser &#8212; todo o meu egocentrismo escondido e minha vida de apar\u00eancias. S\u00f3 eu me conhe\u00e7o e sei o qu\u00e3o vil e pecador posso ser algumas vezes &#8212; ainda que s\u00f3 em pensamentos &#8212; e procuro esconder isso dos demais, incluindo meu c\u00f4njuge.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em segundo lugar porque temos vergonha. Ap\u00f3s a entrada do pecado no mundo, a primeira atitude do ser humano foi cobrir-se com folhas e esconder-se de Deus, pois tinha vergonha! Vergonha de ser visto como falho e fraco. O homem havia desobedecido \u00e0 \u00fanica ordem do Criador. Havia falhado no mais simples que lhe fora proposto e mostrara-se fraco diante da tenta\u00e7\u00e3o da serpente, cedendo ao seu apelo. Fraqueza e imperfei\u00e7\u00e3o s\u00e3o atributos que procuramos sempre esconder dos demais, de nosso c\u00f4njuge e, fantasiosamente, at\u00e9 de Deus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entretanto se quisermos experimentar toda a profundidade da intimidade relacional e desfrutar de uma vida conjugal verdadeiramente prazerosa, precisamos nos arriscar a uma maior abertura e transpar\u00eancia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Isso exige do casal uma boa comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso investir tempo para contar ao outro quem sou, o que penso, como ajo e o que sinto, bem como para ouvir o mesmo dele, em uma escuta desarmada e sem cr\u00edticas. Certamente este n\u00edvel de intimidade n\u00e3o se consegue no tempo de namoro ou na noite de n\u00fapcias. \u00c9 uma conquista di\u00e1ria e precisa ser rec\u00edproca.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Exige um di\u00e1logo no qual os olhares se encontrem e se interpenetrem a ponto de podermos enxergar a alma um do outro. Jovens apaixonados t\u00eam facilidade de dialogarem olhando nos olhos, pois se sentem profundamente amados pelo outro e t\u00eam pouco receio de serem rejeitados. Contudo, \u00e0 medida que v\u00e3o convivendo e cometendo pequenas falhas, passam a ter cada vez mais medo de expor-se, pois n\u00e3o querem se mostrar fracos e sofrer rejei\u00e7\u00e3o por n\u00e3o atenderem as expectativas do outro. Assim, quanto mais tempo convivem, menos se permitem ser penetrados pelo olhar do outro e se distanciam na intimidade. \u00c9 necess\u00e1rio um resgate do olhar nos olhos durante o di\u00e1logo conjugal, pois isso traz proximidade e cria v\u00ednculo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O grande desafio para os casais \u00e9 o de ficarem \u201cnus\u201d um diante do outro e n\u00e3o se sentirem envergonhados; uma transpar\u00eancia de alma, sem nada a esconder, para nos descobrirmos amados e aceitos pelo que somos &#8212; mesmo com nossas falhas e fraquezas &#8212; e n\u00e3o pelo que representamos ser.<\/div>\n<div>Viver desta forma \u00e9 experimentar um pouquinho do jardim do \u00c9den em nossas vidas!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Artigo publicado na <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/333\" target=\"_blank\">edi\u00e7\u00e3o 333<\/a> da revista Ultimato<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o relato da cria\u00e7\u00e3o, nos dois primeiros cap\u00edtulos de G\u00eanesis, a B\u00edblia n\u00e3o descreve muito como era a vida e o relacionamento do primeiro casal no Para\u00edso. 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