{"id":30,"date":"2012-03-16T09:08:18","date_gmt":"2012-03-16T12:08:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/casamentoefamilia\/?p=30"},"modified":"2012-04-19T11:25:53","modified_gmt":"2012-04-19T14:25:53","slug":"amigos-nossa-nova-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/casamentoefamilia\/2012\/03\/16\/amigos-nossa-nova-familia\/","title":{"rendered":"Amigos: nossa nova fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/image\/revistas\/ult_332\/home39.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>&#8212; E o que voc\u00eas fazem nos finais de semana? &#8212; perguntei ao jovem casal.<br \/>\n&#8212; Vamos \u00e0 casa de nossos pais almo\u00e7ar e passamos a tarde l\u00e1! Um domingo na casa de cada pai.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Aparentemente isso \u00e9 muito bom &#8212; apenas aparentemente. Uma das quest\u00f5es com as quais frequentemente nos deparamos em nosso consult\u00f3rio \u00e9 que muitas pessoas, principalmente os jovens, t\u00eam pouca ou nenhuma amizade profunda. \u00c9 comum os jovens falarem que t\u00eam muitos amigos, mas verifico que a maioria destes s\u00e3o virtuais, se encontram nas redes sociais.Onde est\u00e3o os amigos que frequentam a casa um do outro? Aqueles com os quais se pode ter conversas significativas?<!--more-->Atualmente veicula um comercial de bebida que compara a divers\u00e3o de beber em casa com aquela em um bar. Ele induz o espectador \u00e0 conclus\u00e3o de que estar em um bar \u00e9 muito melhor que ficar em casa. Esta \u00e9 uma manobra de propaganda consumista, pois fora de casa as pessoas consomem mais do que em casa. Segundo esta l\u00f3gica, para o capitalismo consumista \u00e9 melhor n\u00e3o estabelecer amizades profundas, pois fazem mal \u00e0 economia.<\/p>\n<p>No Salmo 133.1 lemos: \u201cOh! qu\u00e3o bom e qu\u00e3o suave \u00e9 que os irm\u00e3os vivam em uni\u00e3o\u201d.\u00a0Pergunto-me: como ser\u00e1 poss\u00edvel \u201cviver em uni\u00e3o\u201d com algu\u00e9m que encontro em bares? Algu\u00e9m cuja casa n\u00e3o frequento? Ou mesmo, ser\u00e1 que o contato r\u00e1pido que temos ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o religiosa em nossas igrejas \u00e9 suficiente para produzir uma amizade verdadeira?<\/p>\n<p>As fam\u00edlias est\u00e3o cada vez menores e mais isoladas. O casal trabalha a semana inteira, fica horas fora de casa e, nos finais de semana, n\u00e3o tem disposi\u00e7\u00e3o para desenvolver amizades para si e para os filhos. Correm para o \u201cref\u00fagio da casa dos av\u00f3s\u201d, que com alegria recebem filhos e netos, mas que mal sabem o dano que podem causar a longo prazo. Exce\u00e7\u00f5es acontecem quando a fam\u00edlia sai para passear e gastar nos shopping centers e, se sobrar energia, ir \u00e0 igreja.<\/p>\n<p>Todo relacionamento profundo e significativo demanda tempo, disposi\u00e7\u00e3o e franqueza. \u00c9 necess\u00e1rio tempo para conhecer quais valores o amigo preza e disposi\u00e7\u00e3o para abrir a minha casa. Muitos escolhem ficar com os amigos virtuais, pois quando n\u00e3o h\u00e1 \u201colho no olho\u201d \u00e9 f\u00e1cil esconder as caracterist\u00edcas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bonitas em n\u00f3s e no outro, como ocorre nos \u201cchats\u201d e redes sociais. N\u00e3o s\u00e3o pessoas reais, mas personagens criados.<\/p>\n<p>Quando abrimos nossa casa para os amigos estamos criando v\u00e1rias possibilidades para os nossos filhos.Damos a eles a oportunidade de desenvolver amizades com os filhos de pessoas que conhecemos, que t\u00eam valores semelhantes aos nossos e com as quais sabemos que nossos filhos estar\u00e3o seguros. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante desenvolvermos amizades que v\u00e3o al\u00e9m daquelas virtuais.<\/p>\n<p>Quando tenho pregui\u00e7a em desenvolver relacionamentos verdadeiros \u201cabro a porta\u201d para que meu filho busque as amizades que puder encontrar por conta pr\u00f3pria, e estas nem sempre ser\u00e3o boas. Lembro-me de um casal de minha igreja quando convidei a filha deles de 6 anos para vir \u00e0 minha casa brincar com minha filha, na \u00e9poca com a mesma idade. Disse-me que achava muito trabalhoso levar a menina l\u00e1 em casa, pois ela poderia muito bem brincar com as crian\u00e7as de seu condom\u00ednio. Infelizmente esta mo\u00e7a hoje encontra-se fora da igreja. Provavelmente a falta de amigos crist\u00e3os n\u00e3o foi a \u00fanica respons\u00e1vel pelo distanciamento, mas pode ter contribu\u00eddo para que ela n\u00e3o desenvolvesse um sentido de pertencimento \u00e0 igreja local.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio ter coragem para desenvolver padr\u00f5es de vida diferentes dos que a sociedade quer nos impor. Fazer boas amizades pode ser custoso, mas as recompensas s\u00e3o grandes. \u00c9 bom ter uma fam\u00edlia extensa que podemos visitar nos finais de semana. Por\u00e9m, \u00e9 preciso mais que isso. Nos encontros de casais que costumamos dar, falamos, brincando, que Deus foi muito s\u00e1bio ao estabelecer quatro finais de semana no m\u00eas: um para visitar os av\u00f3s maternos; um para visitar os av\u00f3s paternos; um para convidar\/visitar os amigos e um para se curtir como fam\u00edlia nuclear! Que Deus nos d\u00ea sabedoria neste equil\u00edbrio e ousadia na busca de amizades verdadeiras.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Artigo publicado na <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/332\" target=\"_blank\">edi\u00e7\u00e3o 332<\/a> da revista Ultimato<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8212; E o que voc\u00eas fazem nos finais de semana? &#8212; perguntei ao jovem casal. &#8212; Vamos \u00e0 casa de nossos pais almo\u00e7ar e passamos a tarde l\u00e1! Um domingo na casa de cada pai. Aparentemente isso \u00e9 muito bom &#8212; apenas aparentemente. 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