{"id":7,"date":"2010-02-09T11:55:41","date_gmt":"2010-02-09T14:55:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/blogs\/carlinhosveiga\/?page_id=7"},"modified":"2011-12-12T17:58:03","modified_gmt":"2011-12-12T20:58:03","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/carlinhosveiga\/bio\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Eu nunca tinha parado para pensar na minha hist\u00f3ria com a finalidade de escrever sobre ela. Vai ser a minha primeira experi\u00eancia. Vou contar um pouco sobre essa trajet\u00f3ria. Vamos nessa?<\/p>\n<h3>MEUS PAIS<\/h3>\n<p>Meu pai \u00e9 Feitoza, de uma cidade hist\u00f3rica do ciclo do ouro em Goi\u00e1s chamada Crix\u00e1s. Cresceu entre as \u00e1rvores do cerrado, dan\u00e7ando catira, tocando caixa em folia de reis. Na adolesc\u00eancia, mudou-se para a cidade de Goi\u00e1s, para fazer o segundo grau. Viajou por dias em lombo de cavalo. Minha m\u00e3e, de fam\u00edlia tradicional goiana, \u00e9 a filha mais velha dos Veiga Jardim com os Alencastro Veiga. Seus pais eram primos de primeiro grau. Fiquei sabendo que Ozair e C\u00e9lia, meus pais, conheceram-se num 7 de setembro, quando assistiam \u00e0 Parada C\u00edvica na Avenida Goi\u00e1s, em Goi\u00e2nia. Olho no olho, paix\u00e3o \u00e0 primeira vista. Um tempo depois o namoro, depois noivado e um pouco mais se casavam.<\/p>\n<p>Eu sou o primeiro filho de quatro irm\u00e3os. Nasci em Goi\u00e2nia, num ver\u00e3o de 1963. Cresci num ambiente bastante favor\u00e1vel \u00e0 m\u00fasica. N\u00e3o havia reuni\u00e3o da fam\u00edlia sem viol\u00e3o e cantoria. Tios, primos, av\u00f3s, todos cantavam. Fam\u00edlia festeira, amante das serenatas.<\/p>\n<h3>FORMA\u00c7\u00c3O MUSICAL<\/h3>\n<p>Aos oito anos comecei a dar os primeiros sinais de que teria o viol\u00e3o por companheiro. Aos doze, com a contrariedade t\u00edpica de adolescente, tocava mal-humorado nas festas da fam\u00edlia, com o meu &#8220;Rei dos viol\u00f5es&#8221;, presenteado pelo meu pai. Com treze anos, participei do meu primeiro programa de TV cantando uma can\u00e7\u00e3o no <em>O Mundo \u00e9 das Crian\u00e7as<\/em>, da Magda Santos, na TV Anhanguera. \u00c9 brega, mas t\u00e1 registrado&#8230; n\u00e3o posso negar.<\/p>\n<p>Um dia, chegando \u00e0 casa da minha v\u00f3 Elza, vi no quarto do meu tio um instrumento diferente. Tinha 10 cordas e era muito parecido com o viol\u00e3o. Fiquei sabendo que era uma viola caipira. Apaixonei pelo som. Estava com 13 para 14 anos. Era o meu primeiro contato com a viola, embora sua sonoridade me fosse muito familiar.<\/p>\n<p>Aos 17 anos, meu tio Gustavo Veiga, m\u00fasico tarimbado na noite goianiense, me introduziu no palco de um boteco. At\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha encarado um p\u00fablico com tamanha responsabilidade. Quando percebi, estava eu l\u00e1, sozinho, com aquele povo me assistindo. Foi muito legal. Mas o meu pai cortou logo o barato. Sabiamente ele n\u00e3o queria que eu vivesse da noite, principalmente pela idade que tinha.<\/p>\n<p>No final de 1980, aos 17, quase 18, estava me preparando para o vestibular e me aproximei de um primo quase da mesma idade, o Israel Pessoa. Ele era crist\u00e3o e eu n\u00e3o sabia&#8230; Naquela fase, ele praticamente se mudou para minha casa, e n\u00f3s estudamos juntos para as provas. S\u00f3 que a gente era &#8220;viciad\u00e9rrimo\u201d em m\u00fasica e come\u00e7amos a cantar e a tocar viol\u00e3o o tempo todo. A gente fazia de MPB a sertanejo. Nessa \u00e9poca, n\u00e3o foi nem uma nem duas vezes que tivemos que acordar tarde da noite, \u00e0s vezes alta madrugada, para cantar umas modas pro pessoal que chegava l\u00e1 por casa. Eles iam para nos ouvir. Na \u00e9poca at\u00e9 convite para fazer <em>shows<\/em> recebemos. Mas n\u00e3o levamos a s\u00e9rio. Sertanejo n\u00e3o era nossa praia. Na verdade a gente fazia aquilo de onda. A gente curtia mesmo era Chico Buarque, Milton Nascimento, Boca Livre, esses lances bem MPB. Num s\u00e1bado \u00e0 tarde, fomos chamados pra cantar para um pessoal que apareceu l\u00e1 em casa. Estavam na sala um menino franzino, mais ou menos da nossa idade, e um sanfoneiro de mais idade. Anos depois fiquei sabendo que aquele menino era o Zez\u00e9 Di Camargo&#8230;<\/p>\n<h3>ENCONTRO COM JESUS<\/h3>\n<p>Em janeiro de 1981, visitei pela primeira vez a igreja do meu primo Israel. Fui muito bem recebido, e o pessoal me convidou para participar de um acampamento. Fiz minha inscri\u00e7\u00e3o, atra\u00eddo pela novidade. N\u00e3o podia imaginar o que me aguardava. Eu e a Rosana, minha irm\u00e3, pouco mais nova que eu, tivemos nosso encontro com Jesus, por meio da prega\u00e7\u00e3o da B\u00edblia. Convers\u00e3o pra valer. Era o dia 21 de janeiro de 1981, uma semana ap\u00f3s o vestibular.<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois eu estava com 18 anos, fazendo F\u00edsica na faculdade e convertido. Mudan\u00e7a radical. Confesso que no in\u00edcio foi muito dif\u00edcil. A minha fam\u00edlia n\u00e3o entendia a f\u00e9 que eu havia abra\u00e7ado. Meus tios, aos poucos, foram se afastando de mim. Fiquei meio solit\u00e1rio na escola. Mas Deus me deu tranquilidade, e comecei a entender que a f\u00e9 implica em rejei\u00e7\u00f5es. O simples fato servir a Jesus e receb\u00ea-lo como Senhor \u00e9 suficiente para ver as pessoas se afastando do voc\u00ea.<\/p>\n<p>Fui crescendo na f\u00e9 enquanto via Deus realizando uma obra fant\u00e1stica em toda a minha fam\u00edlia. Todos meus tr\u00eas irm\u00e3os passaram a andar com Jesus. Nessa \u00e9poca eu e a Rosana particip\u00e1vamos do conjunto da mocidade: eu, no vocal e na guitarra, ela, no vocal. Com esse grupo eu venci meu primeiro festival, com uma can\u00e7\u00e3o feita em parceria com o amigo L\u00edvio Luciano.<\/p>\n<h3>CONJUNTO DA MPC GOI\u00c2NIA<\/h3>\n<p>Lembro-me, como se fosse hoje, da manh\u00e3 de domingo em que conheci o Conjunto da MPC Goi\u00e2nia. Eles foram \u00e0 minha igreja cantar. O Israel, nessa \u00e9poca, cantava no grupo. Eu, que amava a m\u00fasica brasileira, fui deixando aos poucos de tocar MPB porque n\u00e3o era comum na \u00e9poca esse tipo de som na igreja. Quando vi aquele conjunto cantando, percebi que era poss\u00edvel conciliar a brasilidade com a f\u00e9. Foi maravilhoso. Pouco tempo depois, eu estava cantando e tocando com o grupo, a convite da l\u00edder, Cl\u00e1udia Barbosa. Quem diria&#8230; Tr\u00eas anos depois ela viria a ser minha esposa.<\/p>\n<p>Com a MPC a m\u00fasica deslanchou. N\u00f3s \u00e9ramos convidados a cantar em escolas, teatros, pra\u00e7as, jantares etc. Nessa \u00e9poca viajamos para Belo Horizonte para cantar no acampamento da MPC. No grupo est\u00e1vamos eu, Reny, Israel, Stives, Juninho Pimenta, Cl\u00e1udia, Val\u00e9ria, Zu, Gleide e M\u00f4nica. N\u00e3o \u00e9 por nada n\u00e3o, mas o nosso vocal era muito bom&#8230;<\/p>\n<h3>EXPRESSO LUZ<\/h3>\n<p>Em 85, o Grupo da MPC passou a se chamar <em>Expresso Luz<\/em>. Introduzimos instrumentos como o baixo el\u00e9trico, a bateria e a percuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em dezembro de 86, eu me casei com a Cl\u00e1udia. Nessa \u00e9poca eu j\u00e1 era o secret\u00e1rio executivo da MPC Goi\u00e2nia. Numa das viagens com o Expresso para Ribeir\u00e3o Preto, fomos convidados a gravar nosso primeiro disco. Ficamos malucos, sem acreditar. Grava\u00e7\u00e3o em 1987 era coisa de outro mundo, para poucos.<\/p>\n<p>Embarcamos para o Rio de Janeiro na camionete Veraneio do Tico (baterista do grupo). Ficamos na Ilha do Governador. O est\u00fadio era em Ricardo de Albuquerque, Baixada Fluminense. Como as grava\u00e7\u00f5es eram a noite, todo dia a gente encarava a Avenida Brasil na hora do <em>rush<\/em>. Teria sido uma experi\u00eancia maravilhosa, se n\u00e3o fosse a crise que o grupo passou logo depois da grava\u00e7\u00e3o. Por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, metade dos integrantes saiu do Expresso, antes de a prensagem do disco ser conclu\u00edda. Foram dias dif\u00edceis para turma que ficou.<\/p>\n<p>Mas eu, Cl\u00e1udia, Zu, Gleide e M\u00f4nica arrega\u00e7amos as mangas e fomos \u00e0 luta. Come\u00e7amos a orar e a correr atr\u00e1s de gente pra levantar o grupo. Conheci o Olemir, grande guitarrista. Convidamos tamb\u00e9m o David Izacc pra cantar com a gente. Ele havia feito a capa do primeiro LP e namorava a M\u00f4nica. Fiquei sabendo de um renomado baterista que havia se convertido e que agora dava aulas, depois de ter deixado sua famosa banda de baile. Seu nome \u00e9 D\u00e9cio.<\/p>\n<p>Pronto&#8230; O time estava completo: Cl\u00e1udia, na flauta transversal e nos teclados; eu, no baixo e no vocal; Olemir, na guitarra e no viol\u00e3o; David, no vocal e na percuss\u00e3o; D\u00e9cio, na bateria; M\u00f4nica, Gleide e Zu, no vocal.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca a gente estava praticamente sem compositores. Tinham sa\u00eddo aqueles que se incumbiam dessa tarefa. O David compunha. Por necessidade comecei a escrever minhas primeiras m\u00fasicas pro Expresso: Esperan\u00e7a, Salmo do Passarim&#8230;<\/p>\n<p>Viajamos muito nessa \u00e9poca. Estivemos no Nordeste; depois fizemos uma viagem de 15 dias pelo Sudeste, contando com a for\u00e7a do Deoclides J\u00fanior na mesa de som e nos quebra-galhos. Esse cara era demais&#8230; Uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Deus decidiu lev\u00e1-lo ainda muito novo, num acidente na estrada Goi\u00e2nia &#8211; Caldas Novas.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelo final de 1990, depois do Congresso Gera\u00e7\u00e3o 90, o grupo passou a viver suas crises. Davi e M\u00f4nica decidiram sair do grupo. Zu e Gleide j\u00e1 n\u00e3o estavam mais com a gente. Olemir foi convidado a participar do Milad. Foi o fim de outra fase. Eu, Cl\u00e1udia e D\u00e9cio at\u00e9 que tentamos levar o grupo adiante, mas o des\u00e2nimo era geral. Incrivelmente essa \u00e9 a \u00fanica fase do Expresso em que n\u00e3o h\u00e1 nenhum registro fonogr\u00e1fico. Nem mesmo uma grava\u00e7\u00e3o de ensaio, o que \u00e9 uma pena.<\/p>\n<h3>VI\u00c7OSA &#8211; MG<\/h3>\n<p>Em junho de 1991, eu e Cl\u00e1udia mudamos para Vi\u00e7osa &#8211; MG. Na \u00e9poca a gente s\u00f3 tinha o Pedro, nosso filho, com 3 anos. Fui estudar no Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es. O meu trabalho com a MPC estava exigindo uma melhor capacita\u00e7\u00e3o b\u00edblico-teol\u00f3gica. Como o trabalho com o Expresso tinha praticamente terminado, optamos pela mudan\u00e7a. Nesse ano, antes de nos mudarmos, cantamos no Som do C\u00e9u, acompanhados pelo Marlos, na guitarra, e pelo Robson Caf\u00e9, na bateria. O pessoal apelidou carinhosamente nosso grupo de <em>Expressinho<\/em>. Recebemos elogios e alguns convites. S\u00f3 que o Robson e o Marlos moravam em Goi\u00e2nia, e n\u00f3s, agora, em Vi\u00e7osa, a 1.200km de dist\u00e2ncia, o que se tornou um enorme empecilho para a continuidade.<\/p>\n<p>Decidimos convidar alguns amigos de Vi\u00e7osa para nos ajudar. Convidamos o Maur\u00edcio Chima para tocar bateria e o Zilbinho para o viol\u00e3o e a guitarra. Chamamos a Mar\u00f4, esposa do Zilbinho, para viajar com a gente tamb\u00e9m e dar uma for\u00e7a nas vendas do disco, na organiza\u00e7\u00e3o das transpar\u00eancias etc. Mas, no primeiro ensaio, percebemos que faltava algu\u00e9m para fazer uma terceira voz; a Mar\u00f4 topou. O vocal ficou harmonioso e a presen\u00e7a da Mar\u00f4 deu um toque especial no grupo. Quando menos a gente esperava, j\u00e1 est\u00e1vamos rodando brasis novamente e levando a mensagem de f\u00e9 em Jesus.<\/p>\n<p>Certamente essa foi uma das fases mais ricas da nossa passagem pelo Expresso Luz. Eu estava por conta dos estudos e da m\u00fasica; a Cl\u00e1udia, idem. Zilbinho e Mar\u00f4 tinham um chamado mission\u00e1rio e faziam aquilo tudo com muito zelo e paix\u00e3o; o Chima era um grande companheiro. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es a gente contava tamb\u00e9m com a for\u00e7a do amigo \u00c9lben, no som.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca gravamos o segundo &#8220;bolach\u00e3o&#8221;, <em>Brasis do Brasil<\/em>, no mesmo est\u00fadio em que o primeiro, o 464, no Rio de Janeiro. Nessa \u00e9poca a vertente brasileira ficou ainda mais caracterizada com a introdu\u00e7\u00e3o da viola caipira. O repert\u00f3rio curtido dos \u00faltimos anos estava ali, pronto para ser registrado. Era julho de 1992.<\/p>\n<p>O disco foi gravado na ra\u00e7a. Ganhamos do Herm\u00ednio e da Val\u00e9ria (integrante do primeiro Expresso) algumas horas no 464. Ele era dono do est\u00fadio e havia conhecido a Val\u00e9ria na grava\u00e7\u00e3o do primeiro trabalho. Na verdade, era um presente da Val\u00e9ria para a Cl\u00e1udia, pela amizade de anos.\u00a0 Mas a Cl\u00e1udia repassou ao grupo. O restando do dinheiro levantamos vendendo iogurtes no Som do C\u00e9u, brigadeiros no bandej\u00e3o da Universidade Federal de Vi\u00e7osa e pamonha nos finais de semana em Vi\u00e7osa. Deixo claro que se n\u00e3o fosse a respons\u00e1vel ger\u00eancia financeira do Zilbinho, a gente n\u00e3o teria conseguido nada. Nesse disco contamos com a participa\u00e7\u00e3o do Robertinho Silva, do Didito, do Wayne Madalena, da Cristina Braga, entre outros &#8220;feras&#8221;.<\/p>\n<p>Um tempo depois da grava\u00e7\u00e3o a Mar\u00f4 estava gr\u00e1vida. Como o Expresso j\u00e1 tinha algumas viagens agendadas, convidamos o Rog\u00e9rio Pinheiro, de Vit\u00f3ria, para fazer as vezes do casal nos meses pr\u00f3ximos ao parto. Ele viajou com a gente para Goi\u00e2nia e Bras\u00edlia. Dali a gente seguiria para o Congresso Vinde\/MPC, em Guarapari. S\u00f3 que em Goi\u00e2nia acabamos encontrando o Reny, antigo integrante do grupo. Ele estava voltando dos EUA. Decidimos cham\u00e1-lo para fazer Bras\u00edlia e Guarapari conosco. Ele topou. Foi um momento muito gostoso pra gente.<\/p>\n<h3>VOLTA PARA GOI\u00c2NIA \u2013 PRIMEIRO TRABALHO SOLO<\/h3>\n<p>No final de 1993, eu havia terminado o meu curso no Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es. Era tempo de nos mudar. Com isso aquele Expresso Luz se desfez. Inicialmente ir\u00edamos para Vit\u00f3ria, como obreiros da MPC, mas Deus mudou os rumos. Voltamos para Goi\u00e2nia. S\u00f3 que dessa vez a gente trouxe o \u00c9lben e o Chima. Estava come\u00e7ando uma nova etapa na vida do Expresso.<\/p>\n<p>O \u00c9lben e eu montamos o est\u00fadio <em>Express\u00e3o Livre<\/em>. Nesse tempo o Expresso gravou uma fita chamada <em>Aviva<\/em>, e fizemos outras produ\u00e7\u00f5es. O Chima n\u00e3o conseguiu permanecer em Goi\u00e2nia, por falta de trabalho. Nessa \u00e9poca a Cl\u00e1udia engravidou, e vieram a Anna Carolina e, um tempo depois, o C\u00e9zar. Depois de 7 anos sem termos filhos, por problemas nas gesta\u00e7\u00f5es, vieram dois, em curto espa\u00e7o de tempo. Ficou imposs\u00edvel para a Cl\u00e1udia levar o trabalho adiante. Ela deixou o grupo, n\u00e3o oficialmente, mas j\u00e1 n\u00e3o nos podia acompanhar nas viagens. Foi uma fase super dif\u00edcil para ela e para mim. Nessa \u00e9poca o Rog\u00e9rio, de Vit\u00f3ria, mudou-se pra Goi\u00e2nia por causa do grupo. Entraram tamb\u00e9m o Reny, agora definitivamente, e o Romero Fonseca, amigo de longas datas. Veio tamb\u00e9m somar ao grupo o Jader Steter, excelente baterista.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca gravei uma can\u00e7\u00e3o minha e a inscrevi num festival promovido pelo Banco do Estado de Goi\u00e1s. Fui o vencedor com a m\u00fasica <em>Terra: Irm\u00e3, M\u00e3e, Amiga<\/em>.<\/p>\n<p>Esse foi o empurr\u00e3o que faltava para gravar o meu primeiro trabalho solo, e o primeiro CD da minha carreira (at\u00e9 esse momento os LPC ainda predominavam no mercado). Era o ano de 1995. Reuni minhas m\u00fasicas que estavam engavetadas e produzi o <em>Terra<\/em>. O CD come\u00e7ou a tocar nas r\u00e1dios FMs da cidade, e o meu nome, de certa forma, foi sendo divulgado.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca, o Expresso estava conquistando um espa\u00e7o muito legal, tanto em Goi\u00e2nia quanto em diversas cidades. Foi uma fase muito gostosa. Gravamos o CD <em>Cordel<\/em> no est\u00fadio Express\u00e3o Livre. Apesar dos poucos recursos t\u00e9cnicos que o Express\u00e3o Livre dispunha, inauguramos uma fase nas produ\u00e7\u00f5es musicais do grupo: a valoriza\u00e7\u00e3o do ac\u00fastico. Abrimos m\u00e3o totalmente do teclado e introduzimos a percuss\u00e3o de forma mais presente. Nessa \u00e9poca estavam no Expresso eu, no vocal, na viola caipira e no baixo; Cl\u00e1udia, na flauta e no vocal; Reny, no viol\u00e3o e no vocal; Rog\u00e9rio, no viol\u00e3o e no vocal; Romero, na flauta e no vocal; Jader, na bateria; e Maxwell, na percuss\u00e3o.<\/p>\n<h3>CORDEL E BRAS\u00cdLIA<\/h3>\n<p>Mas o inesperado aconteceu&#8230; Com as constantes viagens do grupo e as grava\u00e7\u00f5es noite a dentro, minha vida ficou uma loucura. Aos poucos fui deixando a lideran\u00e7a da MPC e passei a me ausentar bastante de casa. Isso n\u00e3o foi legal. N\u00e3o sentia paz e via a cada dia uma dist\u00e2ncia sendo criada entre mim e a Cl\u00e1udia, entre mim e os meus filhos. Passamos ent\u00e3o a orar pedindo a Deus para resolver essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1996, fui convidado pela Igreja Presbiteriana de Bras\u00edlia para trabalhar com a juventude, o que trouxe muitas, muit\u00edssimas, mudan\u00e7as. Deixei o Expresso, a MPC, a m\u00fasica, ou seja, o trip\u00e9 no qual estava firmado todo o meu minist\u00e9rio. Era um pre\u00e7o alto, mas necess\u00e1rio para a minha sobreviv\u00eancia e de minha fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Com muita dor no cora\u00e7\u00e3o, mudamos para Bras\u00edlia, em janeiro de 1997, quando o CD <em>Cordel<\/em> estava sendo conclu\u00eddo. Foram anos de muita luta e de muita tristeza. Poderia dizer at\u00e9 de depress\u00e3o.<\/p>\n<h3>MENINO<\/h3>\n<p>Depois de dois anos silenciosos e depressivos em Bras\u00edlia, Deus come\u00e7ou a abrir algumas portas. Embora n\u00e3o dispusesse mais de tempo para poder seguir no trabalho, como vinha fazendo at\u00e9 ent\u00e3o, fui me encontrando no caminho com algumas pessoas que vieram a se tornar grandes parceiros: Kalley Seraine, Marcos Benaia, Eline M\u00e1rcia, Diana Mota, Renato Vieira. Al\u00e9m do mais comecei a receber apoio de amigos que me incentivavam a seguir adiante, principalmente do Neander Coelho e do Jo\u00e3o Ant\u00f4nio. Esse est\u00edmulo foi t\u00e3o importante que em 1999 eu estava entrando novamente no est\u00fadio para gravar o meu segundo trabalho, <em>Menino<\/em>.<\/p>\n<p>Foi um trabalho que surgiu na hora certa, para recuperar a autoestima de m\u00fasico sem espa\u00e7o, sem motiva\u00e7\u00e3o. Reuni um repert\u00f3rio que vinha trabalhando com alguns amigos, fiz algumas can\u00e7\u00f5es novas durante as f\u00e9rias e parti para o duro trabalho de grava\u00e7\u00e3o. Produzimos esse trabalho no est\u00fadio Art Manha, do Toninho Maia. Dei continuidade \u00e0quela linha do ac\u00fastico e do regional e aproveitei a virtuosidade do Renato, n\u00e3o economizando na percuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Relembrei m\u00fasicas que me marcaram como <em>Ta\u00e7as de Cristais<\/em>, do Janires, e <em>Salmo 40<\/em>, de Guilherme Kerr e de Nelson Bomilcar. O trabalho veio para arejar a vida, como janelas abertas para espantar todo o mofo e toda a escurid\u00e3o que se iam alojando na alma de poeta. Foi bom demais!<\/p>\n<p>Nesse trabalho contei com a ajuda de muitos amigos. A <em>troupe<\/em> que me acompanhava era formada pela Cl\u00e1udia, nas flautas e no vocal; pelo Benaia, no viol\u00e3o e na viola; pelo Kalley, no violino; pelo Jader Steter, na bateria, amig\u00e3o que toca com o Expresso Luz at\u00e9 hoje; pelo Renato Vieira, na percuss\u00e3o; e pela Eline M\u00e1rcia, no vocal. Ainda participaram desse CD meu irm\u00e3o Fernando, no vocal; Paulo Andr\u00e9, no viol\u00e3o; Enos Marcelino, no acordeom; e Rose Mary, no <em>cello<\/em>.<\/p>\n<p>Com o trabalho pronto, sa\u00edmos para a rua, divulgando. Por meio do Renato conheci um baixista chamado Davi, que se somou ao grupo. Tamb\u00e9m passamos a contar com as participa\u00e7\u00f5es da Diana Mota, hoje esposa do Renato.<\/p>\n<p>N\u00e3o cantamos o tanto quanto gostar\u00edamos, n\u00e3o. Todo mundo era muito ocupado com suas atividades, eu muito mais, cheio de coisas para resolver, curso na faculdade para levar adiante&#8230; Mas fizemos uns trabalhos bem legais.<\/p>\n<p>Com o tempo nossos encontros foram ficando cada vez mais esparsos. Os m\u00fasicos tinham outras responsabilidades. Perdi o contato com v\u00e1rios deles. Mas isso n\u00e3o impediu que eu continuasse a levar o trabalho adiante. Chamei o L\u00e9o Barbosa, que na \u00e9poca come\u00e7ava a tocar percuss\u00e3o na igreja, para me dar uma for\u00e7a, e fizemos muita coisa juntos, s\u00f3 n\u00f3s dois.<\/p>\n<h3>MATA DO TUMB\u00c1<\/h3>\n<p>No final de 2001, desafiei o Neander Coelho a produzir meu terceiro trabalho. Eu pensava numa forma de comemorar os 50 anos da MPC em alto estilo. Ele topou. Dessa vez estava mais consciente do momento da vida e da fase &#8220;solo&#8221;. Sempre havia trabalhado com grupo e estava dif\u00edcil me adaptar ao trabalho sozinho, tendo que criar tudo: m\u00fasicas, id\u00e9ias, conceitos.<\/p>\n<p>Coloquei o nome desse terceiro trabalho de <em>Mata do Tumb\u00e1<\/em>. \u00c9 uma refer\u00eancia \u00e0 reserva ambiental que cerca o acampamento da MPC em Belo Horizonte. No Treinamento de L\u00edderes de 2001, eu fiz um tema instrumental para viol\u00e3o, flauta e violino, enquanto observava a mata pela varanda. Gostei tanto do tema que o coloquei como m\u00fasica t\u00edtulo. Traduzia muito bem meu sentimento pela MPC, pela mata, pelo acampamento, pelo minist\u00e9rio: um misto de alegria e saudosismo. Uma linda m\u00fasica. Na grava\u00e7\u00e3o, confiei o arranjo ao maestro Joel Barbosa.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca Deus estava preparando uma galera legal para somar for\u00e7as comigo. Foram chegando, aos poucos, Ricardo Amorim, Sandro Ara\u00fajo, Nelsinho Rios e Andreiev Kalupniek. Com L\u00e9o, Eline, Cl\u00e1udia, Kalley e eu, uma banda muito legal foi formada. Descambamos para um regionalismo ainda mais convicto. Come\u00e7amos a pesquisar sons e ritmos e fomos dando cara ao <em>Mata<\/em>. Levei a viola caipira mais a s\u00e9rio, desde que adquiri, com o apoio sempre amigo do Jo\u00e3o Ant\u00f4nio, um instrumento feito pelo <em>luthier<\/em> Verg\u00edlio Lima.<\/p>\n<p>Ousei, incorporando a viola de cocho numa can\u00e7\u00e3o, a rabeca em outra. Gravamos um CD sem bateria. S\u00f3 percuss\u00e3o. Era o meu sonho se tornando realidade. Esse trabalho teve uma import\u00e2ncia muito grande para minha vida e para meu minist\u00e9rio. Soou definitivamente como um &#8220;sim&#8221; de Deus para a minha caminhada nessa nova fase. Contamos com a participa\u00e7\u00e3o especial do H\u00e9lio Delmiro, m\u00fasico que eu admirava de longa data. T\u00ea-lo no CD como m\u00fasico e como amigo foi um enorme presente dos c\u00e9us.<\/p>\n<h3>E A COISA FOI SE AMPLIANDO<\/h3>\n<p>Um dos grandes benef\u00edcios do <em>Mata do Tumb\u00e1 <\/em>foi a forma\u00e7\u00e3o da banda que me acompanharia nos pr\u00f3ximos anos. Assim que terminamos o CD, preparamos um <em>show <\/em>de lan\u00e7amento no Teatro do Sesi, em Taguatinga &#8211; DF e, logo depois, um <em>show<\/em> ainda maior na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. Os mesmos m\u00fasicos que participaram nas grava\u00e7\u00f5es toparam levar esse trabalho adiante. Al\u00e9m da Cl\u00e1udia, da Eline, do L\u00e9o Barbosa, do Ricardo Amorim e do Kalley, que j\u00e1 me acompanhavam anteriormente, chegaram o Enos Marcelino (na \u00e9poca integrante da Cia de Jesus), o Sandro Ara\u00fajo e o Nelsinho Rios. A banda estava mais que perfeita, formada por m\u00fasicos de alta qualidade.<\/p>\n<p>Com esse grupo conquistamos espa\u00e7os dentro e fora da Igreja, e nosso trabalho come\u00e7ou a aparecer no cen\u00e1rio cultural brasiliense, e porque n\u00e3o dizer, tamb\u00e9m brasileiro. Os convites se tornaram mais frequentes, e precisei de sabedoria para conciliar minha agenda pessoal, pastoral e de m\u00fasico.<\/p>\n<p>Um ano depois entrei com a mesma banda no est\u00fadio para um projeto totalmente novo: a grava\u00e7\u00e3o de um CD \u201cquase ao vivo\u201d. A ideia era registrar, com ritmos brasileiros, o repert\u00f3rio de c\u00e2nticos que cant\u00e1vamos nas igrejas. Muita gente pedia esse material, e n\u00e3o t\u00ednhamos nada gravado. O Nelsinho Rios tomou a frente comigo e, juntamente com o Andreiev Kalupniek, pensamos numa grava\u00e7\u00e3o \u00e1gil e barata. Em 16 horas, incluindo a mixagem e a masteriza\u00e7\u00e3o, estava pronto o <em>Santa Louva\u00e7\u00e3o<\/em>, em tempo recorde.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2004, passei uns dias de f\u00e9rias em Vit\u00f3ria &#8211; ES. Fiquei hospedado ao lado da casa do compadre Rog\u00e9rio Pinheiro, que, nessa altura, j\u00e1 tinha deixado o Expresso Luz e retornado \u00e0 sua terra natal. Nesse encontro tivemos momentos especiais com nossas fam\u00edlias, tempo de boas prosas e muitas cantorias. Decidimos compor algumas can\u00e7\u00f5es e oferec\u00ea-las ao Expresso Luz. N\u00e3o sei bem por que, mas as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o se encaixaram na proposta do momento para o grupo. Eles tinham outras expectativas. Nem por isso abandonamos o projeto. Decidimos compor umas 11 can\u00e7\u00f5es e gravar um CD tem\u00e1tico que falasse do mangue e do cerrado, do siri e do pequi, duas realidades distintas, separadas geograficamente, mas interessantemente unidas. Com a ajuda da Internet preparamos o repert\u00f3rio e, em 2005, entramos no est\u00fadio do Andreiev, em Bras\u00edlia, para gravar o <em>Siripequi<\/em>. N\u00e3o posso deixar de mencionar a ajuda inestim\u00e1vel e companheira do Daniel Stretch, que, juntamente com o Rog\u00e9rio, fez o arranjo de cada uma das can\u00e7\u00f5es. A banda base do CD foi a mesma que me acompanhava.<\/p>\n<h3>PROJETOS CULTURAIS<\/h3>\n<p>Nessa \u00e9poca come\u00e7amos a fazer as primeiras viagens internacionais com a banda, ou parte dela. Em 2005, estive em Boston e em Charlotte com o Enos Marcelino. Depois, em 2007, por 15 dias, viajei com a banda pelos EUA, com apresenta\u00e7\u00f5es em igrejas e eventos, por meio da Mocidade Para Cristo, nas cidades de Orlando, Colorado Springs e Charlotte. Nessa \u00e9poca Nelsinho Rios se mudou para os Estados Unidos e meu filho Pedro, seu aluno de baixo, integrou o grupo.<\/p>\n<p>No Brasil come\u00e7amos a fazer <em>shows<\/em> em espa\u00e7os culturais, como o Restaurante Feiti\u00e7o Mineiro, os Projetos Culturais da Alian\u00e7a Francesa, os SESCs Bras\u00edlia, a Sala Funarte, o Circuito Cultural de Tatu\u00ed &#8211; SP, o Teatro Dias Gomes &#8211; SP, o Teatro Nacional &#8211; DF, o Teatro Cine Ouro &#8211; GO, entre v\u00e1rios outros. O grupo passou a ser convidado a compor a agenda anual do Clube do Choro de Bras\u00edlia, um dos espa\u00e7os mais respeitados e concorridos da agenda cultural brasiliense.<\/p>\n<p>E assim demos mais um passo que foi a apresenta\u00e7\u00e3o de um projeto para o FAC \u2013 Fundo da Arte e da Cultura do Governo do Distrito Federal. Desse projeto surgiu o CD <em>Flor do Cerrado<\/em>, que foi muito bem aceito no meio popular brasileiro.<\/p>\n<p>Em 2008, ap\u00f3s o lan\u00e7amento do CD, o grupo se apresentou em Nova Iorque. Inicialmente as apresenta\u00e7\u00f5es seriam realizadas somente em igrejas, no entanto fomos convidados a nos apresentar num <em>show<\/em> pr\u00e9vio ao Brazilian Day NY. Na oportunidade, mostramos nossa m\u00fasica para centenas de pessoas que estavam reunidas na 46 Street, conhecida como Little Brazil, em Manhattan. O nosso trabalho foi muito bem recebido, e alguns bons contatos surgiram da\u00ed.<\/p>\n<p>Ainda em 2008 e 2009, realizamos o projeto <em>Pelas Estradas desses Brasis<\/em>, em Bras\u00edlia, Goi\u00e2nia, Belo Horizonte, S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, Cod\u00f3 e Teresina. Nesse projeto a banda dividiu o palco com m\u00fasicos consagrados como Telo Borges, Rub\u00e3o, Expresso Luz e St\u00eanio M\u00e1rcius. Nessa \u00e9poca entraram dois m\u00fasicos fundamentais para a banda: o percussionista Ismael Rattis (que veio ocupar o lugar deixado pelo Sandro) e o Marcus Vianna no viol\u00e3o e guitarra.<\/p>\n<p>Em 2009, o meu trabalho foi selecionado entre mais de 2.700 artistas de todo pa\u00eds para compor o restrito grupo de 60 artistas que se apresentaram no Projeto Pauta Funarte, projeto promovido e patrocinado pelo Minist\u00e9rio da Cultura. Foi uma grande vit\u00f3ria.<\/p>\n<h3>O PRIMEIRO DVD<\/h3>\n<p>Em 2010 demos mais um passo ousado: a grava\u00e7\u00e3o do nosso primeiro DVD. Esse trabalho foi uma parceria nossa com a Toca de Barro Filmes, de S\u00e3o Paulo. Conheci o Jader Gudim e o Davi Juli\u00e3o na grava\u00e7\u00e3o do projeto Plataforma (www.plataforma.art.br) e do DVD do amigo Gladir Cabral. Comparrtilhei com eles o meu sonho de gravar em Piren\u00f3polis, registrando o trabalho atual da banda. Da conversa at\u00e9 a grava\u00e7\u00e3o foram quase dois anos.<\/p>\n<p>Os dias em Piren\u00f3polis foram inesquec\u00edveis. Uma equipe de 30 pessoas moraram uma semana naquela cidade do interior goiano, empenhada na grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda em 2010 fui premiado em dois festivais importantes como vencedor do Juri Popular: o Festival Nacional FM e o Pr\u00eamio SESC Tom Jobim de M\u00fasica.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2011 lan\u00e7amos o DVD e CD <em>Ch\u00e3o<\/em> no Som do C\u00e9u, em BH. E a partir da\u00ed conquistamos outros espa\u00e7os. Fizemos shows de lan\u00e7amento em Bras\u00edlia, BH (com participa\u00e7\u00e3o de Chico Lobo), no Rio de Janeiro (no Teatro Rival), Campinas, entre outras cidades.<\/p>\n<p>As portas, gra\u00e7as a Deus, continuam abertas. Esperamos levar a nossa arte, e consequentemente o testemunho da nossa f\u00e9 em Jesus, em muitos lugares desse mundo. Que Deus nos ajude!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu nunca tinha parado para pensar na minha hist\u00f3ria com a finalidade de escrever sobre ela. Vai ser a minha primeira experi\u00eancia. Vou contar um pouco sobre essa trajet\u00f3ria. Vamos nessa?<br \/>\nMEUS PAIS<br \/>\nMeu pai \u00e9 Feitoza, de uma cidade hist\u00f3rica do ciclo do ouro em Goi\u00e1s chamada Crix\u00e1s. 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