{"id":653,"date":"2019-10-28T21:35:07","date_gmt":"2019-10-28T23:35:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/?p=653"},"modified":"2019-10-29T10:54:24","modified_gmt":"2019-10-29T12:54:24","slug":"missao-e-relacionamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/2019\/10\/28\/missao-e-relacionamento\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o \u00e9 relacionamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Mission\u00e1ria fala sobre sua primeira atividade transcultural e enfatiza o relacionamento interpessoal<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Por Rafaela A. de Souza<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-655 size-medium alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_IMG-20190606-WA0005-178x300.jpg\" alt=\"\" width=\"178\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_IMG-20190606-WA0005-178x300.jpg 178w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_IMG-20190606-WA0005-609x1024.jpg 609w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_IMG-20190606-WA0005-732x1231.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_IMG-20190606-WA0005.jpg 751w\" sizes=\"auto, (max-width: 178px) 100vw, 178px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 um novo cen\u00e1rio nas miss\u00f5es brasileiras. Novas estrat\u00e9gias est\u00e3o sendo introduzidas e a vis\u00e3o do mission\u00e1rio est\u00e1 sendo reconfigurada. Com a cria\u00e7\u00e3o de centros de treinamento, a prepara\u00e7\u00e3o do mission\u00e1rio est\u00e1 mais completa,\u00a0\u00a0e este \u00e9 capacitado com ferramentas eficientes para resolver as mais diversas situa\u00e7\u00f5es que possam ocorrer no campo. Na entrevista a seguir, a jovem mission\u00e1ria Nayara K\u00eania Silva fala sobre a identidade do mission\u00e1rio no s\u00e9culo 21 e a import\u00e2ncia do relacionamento no campo.<\/p>\n<p>Nayara tem 30 anos e nasceu em Natal, Rio Grande do Norte. \u00c9 professora de dan\u00e7a e mission\u00e1ria da Igreja do Nazareno da cidade. Em 2016, participou do <a href=\"https:\/\/vocare.org.br\/\">Vocare<\/a> e, no ano seguinte, iniciou o curso de miss\u00e3o integral no <a href=\"http:\/\/www.cem.org.br\/novo\/\">Centro Evang\u00e9lico\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/www.cem.org.br\/novo\/\">de Miss\u00f5es<\/a>. Nayara\u00a0participou de sua primeira miss\u00e3o transcultural em outubro de 2018, quando serviu em projetos de alcance a crian\u00e7as em vulnerabilidade social no Qu\u00eania durante cerca de dois meses.<\/p>\n<p><strong>Quando se fala em miss\u00e3o no Brasil lembra-se da chegada dos portugueses mission\u00e1rios no pa\u00eds com o objetivo de catequizar os povos ind\u00edgenas. Qual \u00e9 a identidade do mission\u00e1rio no s\u00e9culo 21?<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, n\u00f3s entendemos que a miss\u00e3o vai al\u00e9m de algo que se pode oferecer para \u00e0s pessoas. Me refiro ao assistencialismo, pois, durante muito tempo, fez-se miss\u00f5es oferecendo educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade em algum pa\u00eds ou etnia espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Hoje em dia, existem os profissionais em miss\u00f5es. A gente tem o exemplo na B\u00edblia do Ap\u00f3stolo Paulo: ele foi um mission\u00e1rio que levantava seu pr\u00f3prio sustento, quando necess\u00e1rio, fazendo tendas. E agora, mais especificamente, profissionais em miss\u00e3o s\u00e3o os mission\u00e1rios do s\u00e9culo 21. Eles est\u00e3o entrando em pa\u00edses para atuarem profissionalmente como empres\u00e1rios, nutricionistas, m\u00e9dicos e professores, entre outras profiss\u00f5es. Est\u00e3o dentro de hospitais, escolas, empresas e atuam na comunidade desenvolvendo o minist\u00e9rio atrav\u00e9s do relacionamento.<\/p>\n<p>Entende-se hoje que a miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simplesmente oferecer algo \u00e0s pessoas e <em>tchau<\/em>. \u00c9 no relacionamento com elas que \u00e9 poss\u00edvel ensinar a b\u00edblia e mostrar quem \u00e9 Jesus.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o missiol\u00f3gica desse mission\u00e1rio moderno?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 algo que se propagou com a cria\u00e7\u00e3o de centros de treinamentos denominacionais e interdenominacionais, e tamb\u00e9m \u00e9 uma demanda urgente. Por muito tempo, acreditava-se que mission\u00e1rio era aquele que ia para outra cultura apenas com o conhecimento b\u00edblico. Hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim. Entende-se a import\u00e2ncia do conhecimento b\u00edblico, que \u00e9 fundamental, mas entende-se tamb\u00e9m a necessidade do conhecimento missiol\u00f3gico. Ou seja: o entendimento sobre antropologia, fenomenologia, hist\u00f3ria da miss\u00e3o, entre outras coisas.<\/p>\n<p>Muitos jovens se envolvem nas a\u00e7\u00f5es evangel\u00edsticas dentro da igreja, e isso \u00e9 maravilhoso. Mas, a partir do momento que ele tem a certeza de que vai estar indo para outro lugar, a prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para que ele n\u00e3o se machuque no campo e n\u00e3o desconstrua o que Deus est\u00e1 fazendo naquela cultura.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o missiol\u00f3gica, o que mais \u00e9 necess\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Indico para qualquer pessoa que deseja estar em miss\u00e3o fazer uma gradua\u00e7\u00e3o e, se puder e tiver mais tempo, fazer um mestrado, um doutorado. Se no \u00e2mbito trabalhista hoje querem as melhores pessoas, ent\u00e3o pra estar em miss\u00e3o eu tenho que ser muito bom, muito bem preparado no que fa\u00e7o. Eu n\u00e3o vou ser um mission\u00e1rio porque eu n\u00e3o dei certo em outra coisa, eu vou ser um mission\u00e1rio porque tenho convic\u00e7\u00e3o do meu chamado e sou t\u00e3o bom na minha profiss\u00e3o que quero entreg\u00e1-la totalmente para servir as pessoas.<\/p>\n<p><strong>O mission\u00e1rio em tempo integral dedica sua vida \u00e0 miss\u00e3o. Voc\u00ea pensa em construir fam\u00edlia?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre sonhei em ter fam\u00edlia, mas eu entendi que constituir uma fam\u00edlia n\u00e3o era a minha miss\u00e3o principal. Estar no centro da vontade de Deus \u00e9 realmente o que eu quero, desejo cumprir a miss\u00e3o dele para mim, em fam\u00edlia ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quais foram seus principais desafios em sua primeira miss\u00e3o transcultural?<\/strong><\/p>\n<p>O Qu\u00eania foi colonizado pelos brit\u00e2nicos, eles receberam o ingl\u00eas como o idioma oficial. Mas uma segunda l\u00edngua tamb\u00e9m foi estabelecida, o sua\u00edli, por ser um idioma local de uma das maiores etnias dentro do Qu\u00eania, a etnia Massai Mara. O idioma foi uma das minhas dificuldades na experi\u00eancia transcultural. Eu ministrei aulas, discipulado, desenvolvi atividades com jovens e crian\u00e7as, tudo isso me comunicando em ingl\u00eas. Eu tive uma supervisora americana e outra queniana que falava quatro idiomas. Ela me ajudou muito.<\/p>\n<p><strong>Como foi seu relacionamento com as crian\u00e7as quenianas?<\/strong><\/p>\n<p>Foi muito gostoso estar com elas. As crian\u00e7as s\u00e3o muito abertas e foram as minhas melhores professoras. Foi t\u00e3o interessante como a gente se relacionou, que \u00e0s vezes eu nem terminava de falar e eles j\u00e1 entendiam o que eu estava querendo dizer. Algo que me marcou foi compreender a necessidade de falar o \u201cidioma-m\u00e3e\u201d. A maioria das crian\u00e7as falam sua\u00edli. Ent\u00e3o, quando eu falava \u201cOi, tudo bem?\u201d em sua\u00edli, e elas me ouviam falando no idioma delas, o brilho no olho aumentava. Elas se abriam mais facilmente. Era mais f\u00e1cil achegar-me a elas. Mesmo que fosse com uma simples conversa, at\u00e9 aprendi a contar de 1 \u00e0 10 em sua\u00edli com elas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-656 size-large\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-1024x788.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-1024x788.jpg 1024w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-300x231.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-768x591.jpg 768w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-732x563.jpg 732w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/files\/2019\/10\/blog_CM_entrevista-Nayara_20181030_124951-1140x877.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Rafaela A. de Souza \u00e9 estudante de comunica\u00e7\u00e3o e jornalismo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mission\u00e1ria fala sobre sua primeira atividade transcultural e enfatiza o relacionamento interpessoal &nbsp; * Por Rafaela A. de Souza H\u00e1 um novo cen\u00e1rio nas miss\u00f5es brasileiras. 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