{"id":430,"date":"2018-11-27T21:15:05","date_gmt":"2018-11-27T23:15:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/?p=430"},"modified":"2018-11-29T16:49:07","modified_gmt":"2018-11-29T18:49:07","slug":"revista-como-tenho-vivido-a-realidade-de-missionaria-solteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/caminhosdamissao\/2018\/11\/27\/revista-como-tenho-vivido-a-realidade-de-missionaria-solteira\/","title":{"rendered":"Como tenho vivido a realidade de mission\u00e1ria solteira?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Antonia Leonora van der Meer<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No in\u00edcio da vida mission\u00e1ria, trabalhei como solteira entre estudantes da <a href=\"http:\/\/www.abub.org.br\">Alian\u00e7a B\u00edblica Universit\u00e1ria do Brasil (ABUB)<\/a>, em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil. Estava em contato com muitos amigos, homens e mulheres, e sentia-me valorizada e feliz. Podia usar minha criatividade em v\u00e1rias atividades e publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois entendi que Deus me chamava para servir em Angola. L\u00e1, ajudei a come\u00e7ar o minist\u00e9rio estudantil. Era uma realidade muito diferente. Mulher solteira n\u00e3o havia ali. Uma mo\u00e7a deveria se casar antes dos 25 anos e s\u00f3 era vista como adulta depois de ter um beb\u00ea. Por um tempo, questionei a sabedoria de Deus em me enviar a um pa\u00eds onde mulheres praticamente n\u00e3o tinham influ\u00eancia na igreja.<\/p>\n<p>Mas eu estava em outra categoria, era mission\u00e1ria. Assim, comecei a ser respeitada, tornei-me amiga de muitas fam\u00edlias e jovens desejosos de conhecer a Jesus e crescer na f\u00e9. Fui enviada sozinha. Conheci alguns brasileiros durante uma visita anterior. Um dos grandes desafios foi encontrar um lugar para morar: as cidades estavam abarrotadas de pessoas que fugiam das guerras no interior. Deus me ajudou de forma inesperada e consegui um lugar excelente, tomando conta de um apartamento.<\/p>\n<p>Mas logo todos os meus amigos brasileiros viajaram. A\u00ed me senti mais sozinha. Felizmente, acabei me integrando na igreja e fui convidada para ajudar em um acampamento de jovens, a princ\u00edpio visitando como preletora. Eu disse que preferia ficar no acampamento e conviver com os jovens. Ficaram preocupados, porque n\u00e3o havia as \u201ccondi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias\u201d. Respondi que podia viver nas mesmas condi\u00e7\u00f5es deles. Ficaram felizes e, a partir da\u00ed, tornei-me pessoa-chave nos acampamentos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m sentia satisfa\u00e7\u00e3o no minist\u00e9rio de visita \u00e0s v\u00edtimas de guerra nos hospitais. Eram pessoas solit\u00e1rias e muito sofridas. Uma palavra amiga, uma leitura b\u00edblica, uma ora\u00e7\u00e3o, um ouvido atento, significava muito para eles. Era uma luta, mas me enchia de alegria e fiz amizades profundas com crian\u00e7as e adultos. Essa amizade fazia doer bem menos as saudades da fam\u00edlia, especialmente na \u00e9poca do Natal.<\/p>\n<p>Contudo, tamb\u00e9m precisava de pessoas amigas, com quem pudesse abrir o cora\u00e7\u00e3o e confessar minhas dificuldades. Deus proveu por meio de algumas amigas brasileiras e estrangeiras. Al\u00e9m disso, amizades verdadeiras com pessoas angolanas me ajudaram na adapta\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>Sempre pensei que, voltando ao Brasil, recuperaria as amizades, al\u00e9m do v\u00ednculo com a fam\u00edlia. Mas n\u00e3o imaginava o quanto seria duro esse retorno; n\u00e3o sabia nada sobre choque reverso. Foi uma fase muito dif\u00edcil. Percebi que v\u00e1rias pessoas com quem tentava me abrir n\u00e3o compreendiam o que se passava comigo. Por\u00e9m, Deus me deu novas amizades preciosas, as quais ajudaram a me sentir em casa, a voltar a ter alegria na vida, a perder a inseguran\u00e7a e a desorienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa caminhada pessoal influenciou o meu desejo de produzir o livro <em>Solteiros, Mas N\u00e3o Solit\u00e1rios,<\/em> <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/12\/20\/vamos-ler-livros-lancados-no-cbm-2017\/\">lan\u00e7ado recentemente com a contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios autores<\/a>. Minha ora\u00e7\u00e3o \u00e9 que o livro seja uma ferramenta preciosa tanto para solteiros quanto para pessoas que atuam no cuidado de pessoas solteiras. Afinal, Jesus tamb\u00e9m foi solteiro \u2013 e n\u00e3o solit\u00e1rio \u2013 e teve um minist\u00e9rio muito frut\u00edfero.<\/p>\n<p><em>Artigo originalmente publicado na edi\u00e7\u00e3o 370 da revista\u00a0Ultimato, voc\u00ea pode l\u00ea-lo tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/370\/como-tenho-vivido-a-realidade-de-missionaria-solteira\">neste link<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Antonia Leonora van der Meer No in\u00edcio da vida mission\u00e1ria, trabalhei como solteira entre estudantes da Alian\u00e7a B\u00edblica Universit\u00e1ria do Brasil (ABUB), em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil. Estava em contato com muitos amigos, homens e mulheres, e sentia-me valorizada e feliz. Podia usar minha criatividade em v\u00e1rias atividades e publica\u00e7\u00f5es. 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