{"id":9957,"date":"2017-09-08T17:59:53","date_gmt":"2017-09-08T20:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=9957"},"modified":"2017-09-08T18:03:09","modified_gmt":"2017-09-08T21:03:09","slug":"a-biblia-nao-hesita-em-aprovar-a-cultura-e-uma-de-nossas-principais-tarefas-e-produzir-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/09\/08\/a-biblia-nao-hesita-em-aprovar-a-cultura-e-uma-de-nossas-principais-tarefas-e-produzir-cultura\/","title":{"rendered":"A B\u00edblia n\u00e3o hesita em aprovar a cultura. E uma de nossas principais tarefas \u00e9 produzir cultura"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #808000;\"><strong>Livro da Semana &nbsp; | &nbsp; Engolidos Pela Cultura Pop<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Um dos problemas encontrados por quem tenta compreender a cultura popular de forma crist\u00e3 \u00e9 o fato de que a B\u00edblia n\u00e3o a reconhece como uma categoria separada. Em parte porque os filhos de Israel viviam em uma teocracia onde cultura popular e cultura religiosa eram sin\u00f4nimos e em parte porque muito do que hoje classificar\u00edamos como cultura popular s\u00f3 passou a existir por causa da eletricidade. Muitas das formas de arte com as quais lidamos hoje n\u00e3o existiam nos tempos do Antigo ou do Novo Testamentos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/engolidos-pela-cultura-pop\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-9959\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_engolidos.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"229\"><\/a>Ainda assim, as bases para a cultura foram estabelecidas bem no in\u00edcio da B\u00edblia: cuidar do jardim e nomear os seres em G\u00eanesis 2, cuidar da terra e fazer roupas em G\u00eanesis 3, construir cidades e tocar harpas e flautas em G\u00eanesis 4, construir barcos em G\u00eanesis 6, construir um altar em G\u00eanesis 8, plantar frutas e produzir vinhos em G\u00eanesis 9, produzir tijolos em G\u00eanesis 11, produzir tendas em G\u00eanesis 12. Na descri\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o do tabern\u00e1culo em \u00caxodo encontramos as mais detalhadas informa\u00e7\u00f5es sobre ornamenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica por meio de medidas precisas, tipos preferenciais de madeira e instru\u00e7\u00f5es sobre o uso de ouro, prata e pedras preciosas.<\/p>\n<p>O primeiro artista citado pela B\u00edblia \u00e9 Bezalel, que \u00e9 especificamente cheio \u201cdo Esp\u00edrito de Deus\u201d, que lhe d\u00e1 \u201cdestreza, habilidade e plena capacidade art\u00edstica\u201d (\u00cax 31.3). Ele foi capacitado para trabalhar com ouro, prata e bronze, esculpir madeira, talhar e empilhar rochas, gravar e bordar. Apesar de seus dons terem sido dados para ajudar na constru\u00e7\u00e3o de um lugar para adora\u00e7\u00e3o, neste texto \u00e9 estabelecido o princ\u00edpio de que Deus gosta de beleza, design e harmonia. Deus queria ser lembrado de uma forma especial em uma constru\u00e7\u00e3o que foi o produto da cultura popular da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Nos tempos do Novo Testamento, os judeus viviam em um territ\u00f3rio comandado pelos romanos. Suas vidas se resumiam a trabalho, cuidados da casa, prepara\u00e7\u00e3o e consumo de alimentos, celebra\u00e7\u00f5es, conversas e ao movimento da sinagoga. Assim como acontecia com meu av\u00f4 quase dois mil anos depois, praticamente n\u00e3o havia tempo para entretenimento. A destreza dos m\u00fasicos, dan\u00e7arinos e contadores de hist\u00f3ria era utilizada em festas e festivais. Como nas sociedades atuais que est\u00e3o em \u00e1reas em desenvolvimento, a cultura popular tinha o papel de unir a comunidade, marcar transi\u00e7\u00f5es importantes e relembrar sua hist\u00f3ria. N\u00e3o era algo divorciado da rotina. Quando o filho pr\u00f3digo volta para casa, seu pai o veste com \u201ca melhor\u201d roupa (Lc 15.22) e coloca um anel em seu dedo. Em seguida, ele oferece uma festa que envolve \u201cm\u00fasica e dan\u00e7a\u201d (Lc 15.25).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O m\u00fasico contempor\u00e2neo Emmanuel Jal cresceu em uma vila no Sud\u00e3o, e o que ele me disse sobre o papel da m\u00fasica em sua cultura \u00e9 provavelmente verdade em todas as outras: \u201cVoc\u00ea sabe como \u00e9 na \u00c1frica\u201d \u2013 ele disse. \u201cA m\u00fasica \u00e9 tudo. Quando h\u00e1 uma festa, h\u00e1 m\u00fasica. Quando h\u00e1 um casamento, h\u00e1 m\u00fasica. Quando um l\u00edder faz uma visita, h\u00e1 m\u00fasica. H\u00e1 m\u00fasica quando um beb\u00ea \u00e9 recebido na fam\u00edlia. H\u00e1 m\u00fasica para confortar aqueles cujos cora\u00e7\u00f5es foram partidos\u201d.<\/p>\n<p>Jesus fez uma refer\u00eancia interessante ao comparar a gera\u00e7\u00e3o sem f\u00e9, que ignorou Jo\u00e3o Batista e que o estava ignorando, a \u201ccrian\u00e7as que ficam sentadas nas pra\u00e7as\u201d e gritam umas \u00e0s outras:<br \/>\nN\u00f3s lhes tocamos flauta, mas voc\u00eas n\u00e3o dan\u00e7aram; cantamos um lamento, mas voc\u00eas n\u00e3o se entristeceram.<br \/>\n\u2013 Mateus 11.17<br \/>\nIsto era uma alus\u00e3o a um jogo das crian\u00e7as judaicas no primeiro s\u00e9culo. \u00c9 uma indica\u00e7\u00e3o da natureza fundamental dos rituais e jogos, e pelo tom do coment\u00e1rio, podemos presumir que Jesus aprovava e at\u00e9 j\u00e1 havia brincado desse jogo.<\/p>\n<p>Paulo e a cultura popular<\/p>\n<p>Como sabemos, Paulo se aproximou bastante da cultura popular; mas, fora os princ\u00edpios diretivos de comprometimento com o mundo de forma geral, em nenhum lugar ele d\u00e1 conselhos sobre a melhor forma de abordar a cultura. As cidades que visitava \u2013 tais como Roma, \u00c9feso, Corinto, Atenas e Filipos \u2013 tinham lojas, mercados, piscinas p\u00fablicas, f\u00f3runs, teatros, arenas e circos. Os cidad\u00e3os romanos daquela \u00e9poca gostavam de participar de jogos, ouvir recitais de poesia, exercitar-se, banhar-se, participar de competi\u00e7\u00f5es esportivas e assistir corridas de carruagem e disputas de gladiadores. N\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o de Paulo participando dessas atividades, apesar de ele citar o boxe, a luta, o exerc\u00edcio, a corrida e a conquista de pr\u00eamios ao comparar nossa vida espiritual com uma competi\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>Uma das poss\u00edveis raz\u00f5es para Paulo n\u00e3o mencionar tais coisas \u00e9 que ele era mission\u00e1rio, professor e pastor, n\u00e3o um comentarista cultural. Logo, ele se focava nos discursos com os quais se comprometia e no oferecimento de aconselhamento pastoral. Outra raz\u00e3o \u00e9 que alguns desses entretenimentos eram brutais e profundamente n\u00e3o crist\u00e3os (como o combate de gladiadores), enquanto outros eram baseados na adora\u00e7\u00e3o a falsos deuses. \u00c9 claro \u2013 como j\u00e1 descobrimos \u2013 que ele havia lido os poetas conhecidos pelos atenienses, mas n\u00e3o h\u00e1 registro de seus pensamentos no teatro grego ou romano.<\/p>\n<p>Entretanto, a falta de instru\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre cultura popular n\u00e3o difere da falta de instru\u00e7\u00f5es sobre, por exemplo, \u00e9tica m\u00e9dica. Nosso entendimento de como agir tem de surgir da sobreposi\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios b\u00edblicos. S\u00f3 posso concluir que Deus gosta que busquemos insights. Afinal, a B\u00edblia poderia facilmente ser um manual de regras, mas \u00e9 uma mistura de g\u00eaneros liter\u00e1rios escritos por muitas pessoas diferentes no decorrer dos tempos.<\/p>\n<h4>Principais perguntas<\/h4>\n<p>Podemos come\u00e7ar considerando quais s\u00e3o as principais perguntas sobre cultura popular e ent\u00e3o ver se a B\u00edblia nos oferece alguma orienta\u00e7\u00e3o. A pergunta inicial pode ser: \u201cA cultura popular \u00e9 em si algo bom?\u201d. N\u00e3o podemos prosseguir at\u00e9 sabermos a resposta. Imagine se algu\u00e9m perguntasse como seria um bordel crist\u00e3o e a resposta fosse que deveria haver B\u00edblias ao lado de cada cama e o lugar deveria ser cheio de justi\u00e7a, cortesia, generosidade e amor. A resposta s\u00f3 \u00e9 rid\u00edcula porque n\u00e3o fizemos a primeira pergunta: \u201cOs bord\u00e9is s\u00e3o em si algo bom?\u201d. \u00c9 imposs\u00edvel desenvolver uma abordagem crist\u00e3 para a cultura popular se ela for algo do qual devemos fugir.<\/p>\n<p>A B\u00edblia n\u00e3o hesita em aprovar a cultura. Poder\u00edamos dizer que uma de nossas principais tarefas na terra \u00e9 produzir cultura. Nossa necessidade b\u00e1sica por comida e bebida leva \u00e0 agricultura, jardinagem, culin\u00e1ria, restaurantes, botequins, lojas e receitas. Estas atividades, por sua vez, exigem ferramentas, roupas de trabalho, transporte, celeiros e panelas. Como nunca queremos ficar com o b\u00e1sico, temos a olaria, a cer\u00e2mica, os trabalhos com vidro e a decora\u00e7\u00e3o. As refei\u00e7\u00f5es se tornam momentos de celebra\u00e7\u00e3o, festa e amizade ao inv\u00e9s de simples pontos de reabastecimento. A simples necessidade de nutri\u00e7\u00e3o leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de cultura.<\/p>\n<p>Nossa demanda b\u00e1sica por algo que nos aque\u00e7a inevitavelmente resulta no uso de roupas, dando origem \u00e0 moda. E moda envolve design, cores e marcas. Nossa demanda b\u00e1sica por abrigo gera constru\u00e7\u00e3o, arquitetura, planejamento de cidades, canaliza\u00e7\u00e3o e carpintaria. Nossa demanda b\u00e1sica por comunica\u00e7\u00e3o exige palavras, hist\u00f3rias, pap\u00e9is, canetas e tinta. Para exercermos nossas necessidades prim\u00e1rias precisamos desenvolver uma cultura. Jesus trabalhou com madeira. Paulo fez tendas. Davi escreveu poesia. No\u00e9 construiu um barco.<\/p>\n<h4>Os benef\u00edcios da cultura<\/h4>\n<p>A pr\u00f3xima pergunta a se fazer \u00e9: \u201cComo a cultura nos beneficia?\u201d. Alguns crist\u00e3os no passado afirmavam que qualquer depend\u00eancia da cultura para nosso prazer ou educa\u00e7\u00e3o era uma falha na depend\u00eancia de Deus. Eles diziam: \u201cPorque preciso de todos esses entretenimentos baratos quando deveria depender de Deus para tudo? Apenas os incr\u00e9dulos precisam dessas coisas, pois suas vidas s\u00e3o muito vazias sem Deus\u201d.<\/p>\n<p>Tal argumento falha na compreens\u00e3o de como Deus nos encoraja e preenche. Ele pressup\u00f5e que estamos nos deleitando em Deus apenas quando fazemos algo deliberadamente \u201creligioso\u201d. Contudo, experimentamos a bondade de Deus por meio das coisas que ele nos d\u00e1, bem como nos momentos de reflex\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o. A luz do sol e a chuva s\u00e3o b\u00ean\u00e7\u00e3os. Deus demonstra seu amor n\u00e3o apenas com fervorosos sentimentos internos, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s da fam\u00edlia, dos amigos e (\u00e0s vezes) de estranhos. Deus nos encoraja n\u00e3o apenas com as Escrituras, mas tamb\u00e9m com ovos, p\u00e3o e leite. Ele nos cura n\u00e3o apenas pela imposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3os, mas tamb\u00e9m por procedimentos cir\u00fargicos, rem\u00e9dios, exerc\u00edcio e fisioterapia.<\/p>\n<p>A cultura \u00e9 uma das formas pelas quais Deus estimula nosso intelecto, afaga nossas mentes atribuladas, revela as maravilhas da vida, nos d\u00e1 insights sobre os sentimentos dos outros, suaviza o golpe das adversidades, desafia nossas certezas, treina nossos olhos para ver, revela-nos tanto o belo quanto o feio, exalta nosso esp\u00edrito, satisfaz nossos sentidos, nos faz rir e nos revela aspectos do seu car\u00e1ter.<\/p>\n<p>Estamos familiarizados com a hist\u00f3ria da tenta\u00e7\u00e3o de Cristo. Quando o Diabo o desafia a transformar pedras em p\u00e3o, Jesus diz: \u201cNem s\u00f3 de p\u00e3o viver\u00e1 o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus\u201d (Mt 4.4). \u00c9 f\u00e1cil entender a partir disso que a B\u00edblia \u00e9 tudo o que precisamos, mas n\u00e3o \u00e9 isso que est\u00e1 sendo dito. Precisamos de ambos, do p\u00e3o e da B\u00edblia. Se o Diabo tivesse oferecido a B\u00edblia a Jesus, ele talvez teria respondido: \u201cO homem n\u00e3o deve viver s\u00f3 da B\u00edblia, mas de p\u00e3o tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Aqueles que se apoiam apenas na cultura popular est\u00e3o se privando da mesma forma que aqueles que se apoiam apenas na B\u00edblia. Tornamo-nos mais equilibrados, \u00fateis, enriquecidos e hol\u00edsticos quando tiramos vantagem da cultura. Al\u00e9m disso, assim como n\u00e3o usamos o exemplo do glut\u00e3o para nos impedir de comer, n\u00e3o devemos usar o exemplo do r\u00e9probo secularizado para nos afastar da cultura. Os homens e mulheres que mais me ajudaram em minha vida crist\u00e3 s\u00e3o pessoas que apreciavam a B\u00edblia e desfrutavam de uma forma saud\u00e1vel da cultura. A maioria dos homens e mulheres que conhe\u00e7o que tiveram um minist\u00e9rio destrutivo na igreja foram pessoas exclusivamente b\u00edblicas.<\/p>\n<p>Uma das formas usadas para punir as pessoas \u00e9 priv\u00e1-las da cultura, que \u00e9 essencial para nosso ser. Elas s\u00e3o colocadas em salas sem decora\u00e7\u00e3o e vestidas com roupas que retiram o senso de individualidade. Seu acesso aos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzido. Se n\u00e3o se comportam bem, todo seu contato social \u00e9 cortado e elas s\u00e3o colocadas em confinamento solit\u00e1rio. Claro que h\u00e1 crist\u00e3os que foram aprisionados sozinhos e testemunharam da presen\u00e7a de Deus com eles, mas n\u00e3o \u00e9 assim que dever\u00edamos viver. Imagino se a frase \u201cn\u00e3o \u00e9 bom que o homem viva s\u00f3\u201d tem uma aplica\u00e7\u00e3o mais ampla al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o imediata sobre casamento.<\/p>\n<h4>Maneje com cuidado<\/h4>\n<p>Uma vez que aceitamos que a cultura \u00e9 boa e que a vontade de Deus \u00e9 que ela seja uma forma de nos educar, surgem perguntas sobre a maneira ideal de lidarmos com ela. N\u00e3o \u00e9 uma pergunta que Ad\u00e3o precisou fazer antes da queda. At\u00e9 aquele momento, a cultura contava apenas com aspectos bons. Deus criou os animais e Ad\u00e3o cuidou deles e os nomeou. Ele estava fazendo cultura junto com Deus. Entretanto, ap\u00f3s a queda, a cultura passou a ter o potencial de aumentar a dist\u00e2ncia entre os humanos e Deus. Podemos at\u00e9 colocar a cultura no lugar de Deus. Caim, o fugitivo assassino de Abel, foi o primeiro construtor de cidades. A primeira men\u00e7\u00e3o aos tijolos e argamassa \u00e9 feita durante a descri\u00e7\u00e3o da torre de Babel, uma constru\u00e7\u00e3o humana que pretendia aproximar as pessoas do c\u00e9u (Gn 11.1-9).<\/p>\n<p>Podemos ser tentados a fazer da cultura nossa religi\u00e3o. Muitas pessoas envolvidas com artes dizem: \u201cA pintura \u00e9 minha religi\u00e3o\u201d, ou \u201ca m\u00fasica \u00e9 minha religi\u00e3o\u201d. N\u00e3o significa que a pintura ou a m\u00fasica respondem \u00e0s mesmas perguntas que a religi\u00e3o, mas que essas coisas as inspiram, as consomem e as animam da mesma maneira que imaginam que a religi\u00e3o faz com seus seguidores. Talvez queiram dizer tamb\u00e9m que essas artes dominam suas vidas, que tudo o mais \u00e9 subordinado a elas. Mesmo pessoas que n\u00e3o declaram t\u00e3o enfaticamente que a arte \u00e9 sua religi\u00e3o vivem centradas em atividades como jogos, boates e televis\u00e3o. No s\u00e9culo 19, o poeta Shelley escreveu: \u201cAndo impaciente esperando a dissolu\u00e7\u00e3o do cristianismo\u201d,1 e \u201ch\u00e1 uma for\u00e7a maior e mais espiritual para ocupar seu lugar. A poesia \u00e9 algo divino. \u00c9 o centro e a circunfer\u00eancia de todo o conhecimento\u201d.<\/p>\n<h6>Trecho retirado do livro <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/engolidos-pela-cultura-pop\">Engolidos Pela Cultura Pop &#8211; Arte, m\u00eddia, e consumo: uma abordagem crist\u00e3<\/a>, por Steve Turner (Editora Ultimato).<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana &nbsp; | &nbsp; Engolidos Pela Cultura Pop<br \/>\nUm dos problemas encontrados por quem tenta compreender a cultura popular de forma crist\u00e3 \u00e9 o fato de que a B\u00edblia n\u00e3o a reconhece como uma categoria separada. 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