{"id":9336,"date":"2017-06-02T16:25:05","date_gmt":"2017-06-02T19:25:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=9336"},"modified":"2017-06-02T16:28:23","modified_gmt":"2017-06-02T19:28:23","slug":"o-ceu-na-terra-esse-e-o-nosso-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/06\/02\/o-ceu-na-terra-esse-e-o-nosso-destino\/","title":{"rendered":"O c\u00e9u na terra: esse \u00e9 o nosso destino"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #808000;\"><strong>Livro da Semana &nbsp; | &nbsp;&nbsp;Jesus e a Terra<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>O c\u00e9u na terra \u00e9 o esquema e o contexto divino nos quais precisamos aprender nossa \u00e9tica sobre como devemos tratar o meio ambiente.<\/strong><\/h4>\n<p>William Brown, em seu livro &#8220;Ethos of the Cosmos&#8221; (Ethos do Cosmos), observa que a origem da palavra \u201c\u00e9tica\u201d vem do grego ethos, que, originalmente, significava \u201ctenda\u201d ou \u201chabita\u00e7\u00e3o\u201d. Portanto, a palavra significa \u201cum ambiente que possibilita e favorece um viver moral\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/jesus-e-a-terra\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-9337 size-full\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2017\/06\/capa_jesus_terra.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"240\"><\/a>Ele tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a primeira pergunta que Deus fez a Ad\u00e3o e Eva no jardim foi sobre localiza\u00e7\u00e3o e ambiente: \u201cOnde est\u00e1s?\u201d Deus exp\u00f5e o lugar deles no meio ambiente antes de confront\u00e1-los com a pergunta moral: \u201cQue \u00e9 isto que fizeste?\u201d Como Brown observa, o ethos e a \u00e9tica confirmam a import\u00e2ncia e \u201ca primazia do lugar no discurso moral\u201d. Somos chamados para a autoconsci\u00eancia de onde estamos com o objetivo de analisar seriamente o que fizemos e o que estamos fazendo com o planeta.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia, no estado de Orissa, vi pessoalmente a devas\u00adta\u00e7\u00e3o das fr\u00e1geis vilas costeiras causada por superciclones, provocados por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Essas nuvens de des\u00adtrui\u00e7\u00e3o nos conscientizam da nossa pr\u00f3pria culpa por alte\u00adrarmos o clima do planeta. Elas me fazem sentir culpado por praticar um estilo de vida t\u00e3o soberbo, pelo desperd\u00edcio dos recursos naturais e tamb\u00e9m pelo que nossas a\u00e7\u00f5es podem causar em outras partes do mundo, especialmente as mais pobres e vulner\u00e1veis.<!--more--><\/p>\n<p>Na \u00cdndia, fui convidado para inaugurar um centro comunit\u00e1rio, um abrigo anticiclone, constru\u00eddo especialmente para proteger desabrigados em uma vila cuja popula\u00e7\u00e3o havia sido dizimada por ciclones e cujas crian\u00e7as haviam se afogado nas enchentes. N\u00e3o posso acreditar que a destrui\u00e7\u00e3o deles seja indiferente aos olhos de Deus, nem posso crer que suas condi\u00e7\u00f5es e as de milh\u00f5es de refugiados por causa de cat\u00e1strofes ambientais sejam perif\u00e9ricas para o evangelho e sem import\u00e2ncia a que a vontade de Deus seja feita na terra como \u00e9 feita no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Isso me faz ter vontade de me arrepender de minha pr\u00f3\u00adpria gan\u00e2ncia irrespons\u00e1vel. Isso me faz parar diante do Salmo 148, em que as criaturas da terra s\u00e3o convocadas a adorar a Deus na companhia de \u201cfogo e saraiva, neve e va\u00adpor e ventos procelosos que lhe executam a palavra\u201d e me perguntar quem est\u00e1 no comando do vento e das nuvens de tempestades agora.<\/p>\n<p>Isso me faz ansiar por nuvens melhores, aquelas que acompanhar\u00e3o o Filho do Homem quando ele regenerar a terra e cumprir sua pr\u00f3pria ora\u00e7\u00e3o \u2014 que a vontade de Deus seja feita na terra assim como \u00e9 no c\u00e9u. Esse destino da terra deve influenciar tudo o que fazemos com ela hoje. Somos servos e tamb\u00e9m dominadores da terra (Gn 1.26 e 2.15). Somente Cristo \u00e9 o Senhor de toda a terra.<br \/>\nProfanar a terra e explorar o solo n\u00e3o \u00e9 apenas um crime contra a humanidade, \u00e9 uma blasf\u00eamia, pois \u00e9 desfazer a obra criadora e redentora de Deus em Cristo. Todas as coisas vie\u00adram a existir n\u00e3o para n\u00f3s, mas para ele. Este \u00e9 o testemunho das Escrituras. Este \u00e9 o grande plano de \u201cfazer convergir nele, na dispensa\u00e7\u00e3o da plenitude dos tempos, todas as coisas, tan\u00adto as do c\u00e9u como as da terra\u201d (Ef 1.10).<\/p>\n<p>Ao final da confer\u00eancia de Oxford, os cientistas publi\u00adcaram uma declara\u00e7\u00e3o que diz que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelo homem s\u00e3o um problema moral, \u00e9tico e re\u00adligioso:<\/p>\n<p><em>Deus criou a terra, e continua a sustent\u00e1-la. Criados \u00e0 ima\u00adgem de Deus, os seres humanos devem cuidar das pessoas e de toda a cria\u00e7\u00e3o como Deus cuida deles. O chamado para amar \u201co Senhor teu Deus e amar ao teu pr\u00f3ximo\u201d (Mt 22.37-39) adquire uma nova implica\u00e7\u00e3o em face das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas presentes e futuras. Deus demonstra seu compromisso com a cria\u00e7\u00e3o na encarna\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00ad\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Cristo, que \u201creconcilia todas as coisas\u201d (Cl 1.20), chama seus seguidores para o \u201cminist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d. (2Co 5.18-19)<\/em><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pelos seres humanos representam uma grande amea\u00e7a ao bem comum, especial\u00admente para os pobres, os vulner\u00e1veis e as gera\u00e7\u00f5es futuras.<br \/>\nAo comprometer a diversidade biol\u00f3gica da terra, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pela humanidade degradam a cria\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<h4><strong>Uma par\u00e1bola<\/strong><\/h4>\n<p>Imagine que algu\u00e9m o convide para o cruzeiro dos seus so\u00adnhos. Voc\u00ea chega ao Pier Head, em Liverpool, e a pessoa lhe diz: \u201cH\u00e1 apenas duas condi\u00e7\u00f5es: \u00e9 tudo por minha conta, mas voc\u00ea nunca deve perguntar para onde estamos indo ou quando vamos chegar l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>E voc\u00ea diz: \u201cPara mim n\u00e3o tem problema\u201d. Ent\u00e3o, voc\u00ea embarca no navio, que \u00e9 muito luxuoso; mostram-lhe sua su\u00edte na primeira classe e voc\u00ea mal pode acreditar. Dentro de poucas horas, voc\u00ea est\u00e1 navegando ao sol e pensa: \u201cSe existe um c\u00e9u, deve ser aqui!\u201d Ap\u00f3s seis semanas no navio, voc\u00ea pensa consigo mesmo: \u201cPara onde ser\u00e1 que estamos indo?\u201d Mas, afinal de contas, voc\u00ea fez uma promessa! Ent\u00e3o, levan\u00adtando o queixo, guarda a pergunta para si mesmo e continua desfrutando a viagem.<\/p>\n<p>Depois de seis meses, voc\u00ea n\u00e3o consegue mais conter as perguntas. Ent\u00e3o, um dia voc\u00ea se aproxima de seu anfitri\u00e3o e diz: \u201cOu\u00e7a, eu n\u00e3o quero parecer ingrato, mas, por favor, voc\u00ea poderia apenas me dizer para onde vamos e quando chegaremos l\u00e1?\u201d Ele pergunta: \u201cAlgum problema? A su\u00edte n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel? Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 gostando da comida?\u201d \u201cN\u00e3o, n\u00e3o\u201d, voc\u00ea diz, \u201ctudo \u00e9 maravilhoso. Estou tendo os melho\u00adres momentos da minha vida, mas apenas gostaria de saber onde e quando\u201d. Ent\u00e3o ele diz, despedindo-se: \u201cComa, beba, divirta-se\u201d. E assim voc\u00ea tenta fazer o melhor que pode para aproveitar.<\/p>\n<p>Dez anos depois, navegando mar afora nesse cruzeiro infeliz, o transatl\u00e2ntico dos sonhos tornou-se um pesadelo. Voc\u00ea grita para ele: \u201cPor favor, por favor me diga onde e quando\u201d. Rid\u00ed\u00adculo? N\u00e3o. Estamos neste planeta como em um navio viajando atrav\u00e9s do espa\u00e7o e, de vez em quando, a pergunta vem \u00e0 mente de cada um dos viajantes: onde e quando? Estas perguntas se referem a prop\u00f3sito e significado.<\/p>\n<p>Imagine, ent\u00e3o, que voc\u00ea recupere a compostura e diga ao seu anfitri\u00e3o: \u201cBem, diga-me quantas pessoas est\u00e3o neste navio\u201d. Ele responde: \u201cAdivinhe!\u201d Mas voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 de bom humor para brincar de adivinha\u00e7\u00e3o e arrisca: \u201cDuzentas?\u201d \u201cErrado \u2014 h\u00e1 mil pessoas aqui.\u201d Voc\u00ea pergunta: \u201cMil pesso\u00adas? Voc\u00ea est\u00e1 brincando comigo. Pensei que houvesse apenas duzentas\u201d. \u201cSim\u201d, ele diz, \u201cessa \u00e9 a impress\u00e3o que voc\u00ea tem porque aqui na primeira classe h\u00e1 apenas duzentas pessoas. Mas nestes dez anos oitocentas pessoas t\u00eam vivido no por\u00e3o do navio e est\u00e3o passando a p\u00e3o e \u00e1gua\u201d.<br \/>\nRid\u00edculo? N\u00e3o. Neste navio, o planeta terra, 20% das pes\u00adsoas est\u00e3o na primeira classe e 80% est\u00e3o no por\u00e3o. Eu tenho visto pessoas que passam a p\u00e3o e \u00e1gua na \u00c1frica, na \u00cdndia e at\u00e9 em lugares n\u00e3o muito distantes. E, muitas vezes, a \u00e1gua nem \u00e9 pura.<\/p>\n<p>Eu conto esta hist\u00f3ria com frequ\u00eancia, especialmente nas escolas. Ela provoca v\u00e1rios tipos de rea\u00e7\u00e3o. Primeiro, \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre privil\u00e9gios; segundo, \u00e9 uma hist\u00f3ria sobre jus\u00adti\u00e7a. Ela desperta uma rea\u00e7\u00e3o moral: come\u00e7a a destacar como deve ser em vez de como \u00e9. Ela tamb\u00e9m induz \u2014 este conceito est\u00e1 fora de moda no mundo atual, mas aqui vai \u2014 \u00e0 culpa. Existe culpa boa e culpa ruim. A culpa ruim leva ao senti\u00admento de falta de valor e \u00e0 baixa autoestima; a culpa boa desperta responsabilidade moral e a\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n<p>Falando sobre o futuro, Jesus, o Filho do Homem, disse: \u201cEm verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos a mim o deixastes de fazer\u201d. Se voc\u00ea cr\u00ea que o futuro da terra e a situa\u00e7\u00e3o dos pequeninos, dos \u00faltimos e dos perdidos n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o indiferente para Deus, ent\u00e3o \u00e9 bom e correto sentir culpa, arrepender-se e agir.<br \/>\nA alternativa sugerida por Jesus \u00e9 um cen\u00e1rio alarmante. Apenas leia todo o cap\u00edtulo 25 de Mateus.<\/p>\n<h4><strong>A par\u00e1bola continua<\/strong><\/h4>\n<p>Imagine que uma enorme tempestade a\u00e7oite o mar e uma grande ventania ameace a seguran\u00e7a do navio. Voc\u00ea, seu an\u00adfitri\u00e3o e os passageiros da primeira classe agarram os poucos botes salva-vidas e abandonam o navio, deixando as oitocen\u00adtas pessoas do por\u00e3o a perecerem na tempestade. Uma vez que voc\u00ea \u00e9 lan\u00e7ado \u00e0 deriva a uma dist\u00e2ncia segura do naufr\u00e1\u00adgio iminente, o clima, de s\u00fabito, se transforma totalmente. Os ventos se acalmam e, enquanto seu pequeno bote balan\u00e7a de um lado para o outro por \u00e1guas desconhecidas, voc\u00ea assis\u00adte ao navio abandonado desaparecer no horizonte de nuvens douradas rumo a um futuro muito diferente.<\/p>\n<h6><strong>\u2022 Trecho retirado de Jesus e a Terra &#8211; a \u00e9tica ambiental nos Evangelhos, de James Jones<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>(Editora Ultimato).<\/strong><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana &nbsp; | &nbsp;&nbsp;Jesus e a Terra<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO c\u00e9u na terra \u00e9 o esquema e o contexto divino nos quais precisamos aprender nossa \u00e9tica sobre como devemos tratar o meio ambiente.<br \/>\nWilliam Brown, em seu livro &#8220;Ethos of the Cosmos&#8221; (Ethos do Cosmos), observa que a origem da palavra \u201c\u00e9tica\u201d vem do grego ethos, que, [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5153],"tags":[],"class_list":["post-9336","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-prateleira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9336"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9336\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9342,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9336\/revisions\/9342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}