{"id":9322,"date":"2017-06-28T11:00:52","date_gmt":"2017-06-28T14:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=9322"},"modified":"2017-06-28T09:38:18","modified_gmt":"2017-06-28T12:38:18","slug":"cinema-unidade-e-missao-versao-ampliada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/06\/28\/cinema-unidade-e-missao-versao-ampliada\/","title":{"rendered":"Cinema, unidade e miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"color: #993300;\">Vers\u00e3o ampliada do artigo publicado na se\u00e7\u00e3o Arte para todos, da Ultimato 366<\/span><\/em><\/p>\n<h6><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por Bruna Steudel<\/strong><\/span><\/h6>\n<div id=\"attachment_9540\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2017\/06\/Arte_todos_366_IMG_3141.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-9322\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-9540\" class=\"wp-image-9540 size-full\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2017\/06\/Arte_todos_366_IMG_3141.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2017\/06\/Arte_todos_366_IMG_3141.jpg 400w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2017\/06\/Arte_todos_366_IMG_3141-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-9540\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>Existe um livro de M\u00e1rio de Andrade cujo nome \u00e9 <em>H\u00e1 uma Gota de Sangue em Cada Poema<\/em>. Desde crian\u00e7a isso me intrigou. Por que a maioria dos poemas mais conhecidos de determinados poetas vem de algo extremamente profundo do seu ser? Passei um ano estudando e lendo poemas, procurando entender o que da vida de cada artista tinha na sua obra.<\/p>\n<p>Sempre fui apaixonada por arte. Iniciei no teatro aos 8 anos de idade e na inf\u00e2ncia me dedicava a escrever e a desenhar coisas que eram confusas para mim.<\/p>\n<p>Aos meus 16 anos, pude conhecer a Cristo. Foi como se em mim se renovasse uma esperan\u00e7a, um prop\u00f3sito maior para a minha exist\u00eancia, um amor at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido. E, ao contr\u00e1rio do que alguns filmes crist\u00e3os pregam, desse encontro n\u00e3o veio a solu\u00e7\u00e3o para todos os meus problemas. Foi a\u00ed que come\u00e7ou a caminhada. Jesus revelou quartos escuros, sentimentos a serem tratados, preconceitos a serem quebrados. O desejo de viver uma verdadeira liberdade nele. Nessa caminhada encontrei uma mission\u00e1ria, que numa pequena reuni\u00e3o discursava sobre o amor que tinha pelo seu campo mission\u00e1rio. Alguns a ouviam, outros falavam que ela n\u00e3o era humana, que as pessoas hoje em dia n\u00e3o querem saber daquilo. Constrangeu-me ver aquela mulher se esfor\u00e7ando ao m\u00e1ximo para falar que era normal, que sentia dores e medos como qualquer um. Naquele momento percebi mais uma coisa que precisaria aprender nessa caminhada: que eu conhecia muito pouco sobre o ser humano, principalmente aqueles que fogem dos nossos padr\u00f5es sociais e buscam se dedicar a grandes causas. Refleti sobre quanto pensava somente em mim e sobre quanto minhas ora\u00e7\u00f5es giravam em torno de mim mesma.<!--more--><\/p>\n<p>Semanas depois surgiu o projeto Imperfeitamente Iguais, que tem como objetivo usar o cinema para conhecer pessoas que tem sido relevantes no mundo, saber quais s\u00e3o suas dores e vit\u00f3rias, compreender que n\u00e3o s\u00e3o super-her\u00f3is, mas que apesar disso t\u00eam levado o amor de Deus para diversos lugares. Junto com mais dois amigos, Ana Azevedo e Daniel Bernardon, viajamos para a \u00cdndia para conhecer mais sobre os mission\u00e1rios de l\u00e1, suas batalhas, seus medos. Como consequ\u00eancia, aprender sobre n\u00f3s mesmos. Das nossas batalhas, questionamentos e aprendizado com Deus, surgiu o filme <em>\u00cdndia, Revelando o Amor que Nos Une<\/em>. Em 2016 ganhamos como melhor document\u00e1rio no Festival Internacional de Cinema Crist\u00e3o. Por\u00e9m, o maior privil\u00e9gio que temos visto s\u00e3o as pessoas que assistem ao filme e percebem que tamb\u00e9m podem cuidar de outras, que n\u00e3o precisam ser perfeitas, que \u00e9 poss\u00edvel caminhar com Cristo e falar do seu amor, pois ele nos capacita.<\/p>\n<p>Continuamos nossa caminhada. A cada dia Deus revela algo para melhorarmos e sermos mais parecidos com ele. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 muitas vezes sentir-se vulner\u00e1vel, ressignificar sentimentos, mas ainda assim sentir-se aceito e amado.<\/p>\n<p>Que possamos ver cada vez mais express\u00f5es art\u00edsticas de artistas que se conhecem e t\u00eam buscado caminhar com Cristo. Quanto mais profundo nosso relacionamento com Deus, mais entenderemos nossa condi\u00e7\u00e3o humana e mais aut\u00eanticas e sinceras se tornam nossa arte e nossas express\u00f5es; dessa forma \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar o p\u00fablico. Enquanto buscarmos n\u00e3o nos expor e n\u00e3o falarmos dos nossos defeitos, nossa arte ser\u00e1 sempre superficial, de relacionamentos ut\u00f3picos.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Bruna Steudel<\/strong> \u00e9 formada em publicidade e propaganda, t\u00e9cnico em cinema digital e dire\u00e7\u00e3o de fotografia na Academia Internacional de Cinema, SP. Especializa\u00e7\u00e3o em cinema, processos e reflex\u00f5es pela Universidade Positivo. Fez diversos cursos de roteiro cinematogr\u00e1fico com nomes como Miguel Machalski, Di Moretti, Aly Muritiba e Paula Gaitan. Prepara\u00e7\u00e3o de elenco para cinema e TV no Studio F\u00e1tima Toledo, SP. Dire\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de s\u00e9rie televisiva n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o com Sebasti\u00e1n Gadea, B_arco, SP. Roteirista e diretora de 22 espet\u00e1culos teatrais e de sete curtas-metragens. Finalista na categoria melhor dire\u00e7\u00e3o do festival Rio WebFest com a s\u00e9rie de curtas-metragens \u201cCartas e Recorda\u00e7\u00f5es\u201d. Tamb\u00e9m atriz (DRT 0024840\/PR), participou atuando em mais de quarenta espet\u00e1culos. Diretora do projeto Imperfeitamente Iguais, que busca utilizar o cinema para aproximar as pessoas de grandes causas, como a diferen\u00e7a de classes na \u00cdndia, a adapta\u00e7\u00e3o dos refugiados s\u00edrios e sudaneses na Europa e trabalhos sociais nas comunidades do Rio de Janeiro. Atualmente, \u00e9 diretora da produtora BS Filmes. A paix\u00e3o por contar hist\u00f3rias permeia o seu trabalho e o cinema tem sido uma forma sincera e profunda de retrat\u00e1-las.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vers\u00e3o ampliada do artigo publicado na se\u00e7\u00e3o Arte para todos, da Ultimato 366<br \/>\nPor Bruna Steudel<br \/>\nExiste um livro de M\u00e1rio de Andrade cujo nome \u00e9 H\u00e1 uma Gota de Sangue em Cada Poema. Desde crian\u00e7a isso me intrigou. 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