{"id":85,"date":"2008-08-02T09:45:18","date_gmt":"2008-08-02T12:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/2008\/08\/02\/40_anos\/mesa-redonda-3-oportunidade-de-ser-%e2%80%9ccura-de-almas%e2%80%9d.html"},"modified":"2008-08-02T09:45:18","modified_gmt":"2008-08-02T12:45:18","slug":"mesa-redonda-3-oportunidade-de-ser-%e2%80%9ccura-de-almas%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2008\/08\/02\/mesa-redonda-3-oportunidade-de-ser-%e2%80%9ccura-de-almas%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"Mesa-redonda 3: Oportunidade de ser \u201ccura de almas\u201d"},"content":{"rendered":"ngg_shortcode_0_placeholderA terceira mesa-redonda do encontro, que aconteceu na noite de sexta-feira, foi constitu&iacute;da pelos pastores Ricardo Gondim e Ricardo Barbosa e moderada por Uriel Heckert. Coube a Gondim iniciar os debates em torno do tema:&nbsp; cura de almas. <\/p>\n<p>Ele enxerga a igreja como uma comunidade terap&ecirc;utica, apesar de muitas vezes ela n&atilde;o exercer esse papel. O pastor Ricardo afirmou n&atilde;o ter uma vis&atilde;o ufanista do movimento evang&eacute;lico brasileiro: &quot;N&atilde;o embarco na proposta positivista do progresso infinito, cumulativo. Isso &eacute; um mito e muitos evang&eacute;licos t&ecirc;m embarcado nele&quot;. <!--more--><\/p>\n<p>Para Gondim o movimento evang&eacute;lico est&aacute; no final de um ciclo. E isso n&atilde;o &eacute; uma leitura pessimista; &eacute; natural (caracter&iacute;stica de final de s&eacute;culo). Ele citou tr&ecirc;s raz&otilde;es para essa afirma&ccedil;&atilde;o: <br \/>\n&#8211; Temos uma identidade fr&aacute;gil:&nbsp; O que &eacute; ser evang&eacute;lico? Uma pergunta simples, mas muito dif&iacute;cil de ser respondida. E quando se perde a identidade o &quot;mundo&quot; entra em colapso.<br \/>\n&#8211; Incapacidade interna de responder quest&otilde;es simples: Os evang&eacute;licos t&ecirc;m se contentado em repetir chav&otilde;es, clich&ecirc;s (modelo ocidental norte-americano). As pessoas est&atilde;o enfrentado seus dramas.<br \/>\n&#8211; Campanhas: O n&uacute;mero de campanhas (ativismo) na igreja evang&eacute;lica brasileira para muitos tem sido sinal de vitalidade, quando na verdade &eacute; fraqueza. Se os pastores tratam os fi&eacute;is como consumidores, estes v&atilde;o sempre procurar pelo mais conveniente (tr&acirc;nsito religioso). Da&iacute; as campanhas mirabolantes.<\/p>\n<p>Os que est&atilde;o dentro deste antigo paradigma tentam resolver o problema com as seguintes respostas:<br \/>\n&#8211; Resposta piedosa: Precisamos orar mais, fazer maratonas de ora&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; que precisamos realmente aumentar o volume de nossas ora&ccedil;&otilde;es ou repensar o significado de ora&ccedil;&atilde;o?<br \/>\n&#8211; Resposta ortodoxa: Devemos recuperar a s&atilde; doutrina, voltar &agrave; reforma.<br \/>\n&#8211; Resposta pragm&aacute;tica: &Eacute; a campe&atilde;. Importada dos Estados Unidos esta resposta se baseia no visual. Devemos melhorar a faixada da igreja, colocar ar-condicionado&#8230;&nbsp; <\/p>\n<p>Mas qual seria a resposta para todas essas inquieta&ccedil;&otilde;es? N&atilde;o existe uma resposta. A inten&ccedil;&atilde;o de Gondim &eacute; provocar inquieta&ccedil;&atilde;o na futura gera&ccedil;&atilde;o, fazer as pessoas repensarem. Precisamos fazer uma teologia cr&iacute;tica. E &eacute; necess&aacute;rio coragem para isso, pois o audit&oacute;rio de nossas igrejas pode esvaziar.<\/p>\n<p>&quot;Quando vamos celebrar o Pai-amoroso?&quot;, perguntou o pastor. &Eacute; mais f&aacute;cil lidar com um audit&oacute;rio amendrontado. E n&oacute;s n&atilde;o precisamos de uma espiritualidade que coloque nosso mundo em ordem. &quot;Quando tivermos coragem de fazer teologia cr&iacute;tica seremos como a alvorada de uma bela manh&atilde;&quot;, encerrou Gondim.<\/p>\n<p>A palavra ent&atilde;o foi passada a Ricardo Barbosa que iniciou sua explana&ccedil;&atilde;o falando que todos temos visto sinais de enfermidade na sociedade. Barbosa baseou sua medita&ccedil;&atilde;o no texto de Tg 1. 13-15. Para o pastor a for&ccedil;a &uacute;ltima que motiva o ser humano &eacute; o desejo por Deus. Mas se Deus n&atilde;o permanece no centro de nossa vontade, nos entregamos a ilus&otilde;es e sedu&ccedil;&otilde;es, que no final nos deixam desiludidos. Nos esquecemos do <em>shalom<\/em> de Deus (novo c&eacute;u e nova terra, reino do Serm&atilde;o do Monte).<\/p>\n<p>Pecado &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o desse <em>shalom<\/em>. &Eacute; tudo que exalta o indiv&iacute;duo e nega a sociedade. E Deus nos convida ao arrependimento e a participar do seu Reino. Mas o pecado vem sendo glamourizado na igreja. Hoje n&atilde;o &eacute; errado ser ambicioso e vaidoso. Com isso, o pecado est&aacute; deixando de ser um conceito teol&oacute;gico e est&aacute; virando uma doen&ccedil;a. &quot;E qual o tratamento para essa doen&ccedil;a?&quot;, perguntou o Barbosa. Arrependimento e confiss&atilde;o; n&atilde;o rem&eacute;dios. <\/p>\n<p>A raiz de todos os males continua sendo o pecado. E n&atilde;o vemos na igreja arrependimento. Para Barbosa n&atilde;o temos sonhado com o <em>shalom<\/em> de Deus e sim com igrejas cheias, qualidade de vida, vaidade. N&atilde;o acreditamos mais no Serm&atilde;o do Monte. <\/p>\n<p>\nRicardo Barbosa encerrou sua participa&ccedil;&atilde;o na mesa-redonda dizendo que precisamos reconsiderar o chamado de Cristo para a igreja:<br \/>\n&#8211; Encarna&ccedil;&atilde;o: Pensar no sofrimento da sociedade.<br \/>\n&#8211; Imita&ccedil;&atilde;o: Cristo nos chama para sermos e fazermos disc&iacute;pulos.<br \/>\n&#8211; Miss&atilde;o: Nada substitui a for&ccedil;a e o poder do evangelho. A proclama&ccedil;&atilde;o nos convida &agrave; convers&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A terceira mesa-redonda do encontro, que aconteceu na noite de sexta-feira, foi constitu&iacute;da pelos pastores Ricardo Gondim e Ricardo Barbosa e moderada por Uriel Heckert. Coube a Gondim iniciar os debates em torno do tema:&nbsp; cura de almas.<br \/>\nEle enxerga a igreja como uma comunidade terap&ecirc;utica, apesar de muitas vezes ela n&atilde;o exercer esse papel. [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6077],"tags":[5193,5421,38,5747,5954,5955],"class_list":["post-85","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimato-40-anos","tag-almas","tag-cura","tag-igreja","tag-mesa-redonda","tag-ricardo-barbosa","tag-ricardo-gondim"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}