{"id":8195,"date":"2016-11-04T09:59:34","date_gmt":"2016-11-04T12:59:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=8195"},"modified":"2016-11-29T08:26:36","modified_gmt":"2016-11-29T11:26:36","slug":"conheca-a-historia-e-o-projeto-da-cruz-vazada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2016\/11\/04\/conheca-a-historia-e-o-projeto-da-cruz-vazada\/","title":{"rendered":"Coloque uma cruz vazada em sua cidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Capa_363_Cruz_vazada_Portal.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-8195\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-8277\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Capa_363_Cruz_vazada_Portal-225x300.jpg\" alt=\"capa_363_cruz_vazada_portal\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Capa_363_Cruz_vazada_Portal-225x300.jpg 225w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Capa_363_Cruz_vazada_Portal-113x150.jpg 113w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Capa_363_Cruz_vazada_Portal.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>H\u00e1 muitos anos, o &#8220;Mineiro com Cara de Matuto&#8221; encontrou uma cruz diferente de todas as cruzes que ele vira at\u00e9 ent\u00e3o. Ela estava fincada no gramado da Universidade Gwynedd-Mercy, cat\u00f3lica, nos arredores de Filad\u00e9lfia, Estados Unidos. O Mineiro ficou apaixonado por essa cruz. Desde ent\u00e3o, o Mineiro convidou entusiasticamente: &#8220;Coloque uma cruz vazada em sua cidade. Ela anuncia o mais puro evangelho: o sucesso da morte vic\u00e1ria de Jesus, o segundo advento de Jesus, a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, os novos c\u00e9us e a nova terra&#8221;.<\/p>\n<p>Leia a seguir mais dessa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A cruz vazada<\/strong><\/p>\n<p>Elben M. Lenz C\u00e9sar<\/p>\n<p>Quando vim&nbsp;para Vi\u00e7osa em 1960, fiquei chocado com a prociss\u00e3o do enterro realizada na sexta-feira da Semana Santa. Puseram Jesus num caix\u00e3o de defunto, a banda de m\u00fasica tocava a marcha f\u00fanebre e os fi\u00e9is caminhavam com um semblante sombrio.<\/p>\n<p>Na Semana Santa do ano seguinte, um presb\u00edtero da Igreja Presbiteriana de Vi\u00e7osa encontrou duas faixas na entrada da cidade de Erv\u00e1lia, aqui perto. Na primeira estava escrito: \u201cSil\u00eancio! Estamos de luto\u201d; na segunda, a explica\u00e7\u00e3o: \u201cJesus morreu!\u201d.<\/p>\n<p>Depois, li o livro&nbsp;<em>O Outro Cristo Espanhol<\/em>, de John Mackay, e entendi melhor a quest\u00e3o. Tudo era influ\u00eancia do catolicismo ib\u00e9rico, que enfatizava demasiada e lugubremente a morte de Jesus na cruz, sem contrabalan\u00e7\u00e1-la com o t\u00famulo vazio. Essa maneira sombria de encarar a crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus mais faz parecer que Jesus \u00e9 um pobre coitado, um m\u00e1rtir, uma v\u00edtima da maldade, primeiro de Judas, depois e Caif\u00e1s e de Pilatos e, por \u00faltimo, da multid\u00e3o que gritava freneticamente: \u201cCrucifica-o\u201d (Mt 26.23). Mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade, pois os evangelhos mostram que Jesus \u00e9 imat\u00e1vel. Ele mesmo deixa isso bem claro: \u201cEu sou o bom pastor e o bom pastor d\u00e1 a vida pelas ovelhas\u201d (Jo 10.11). Jesus \u00e9 mais enf\u00e1tico ainda quando nesse mesmo discurso afirma peremptoriamente: \u201cNingu\u00e9m tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha pr\u00f3pria vontade, [pois] tenho o direito de d\u00e1-la e tornar a receb\u00ea-la\u201d (Jo 10.17).<\/p>\n<p>\u00c0 vista dessa forte imagem de um Jesus m\u00e1rtir, fizemos v\u00e1rios movimentos em favor da \u00eanfase tanto na morte vic\u00e1ria como na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Primeiro colocamos no domingo de ramos em centenas de postes a mensagem&nbsp;<em>Ele vive!<\/em>, sem nenhuma outra explica\u00e7\u00e3o, despertando a curiosidade do povo. Uma semana depois, no domingo da ressurrei\u00e7\u00e3o, espalhamos de casa em casa o folheto&nbsp;<em>Ele vive<\/em>, com pequenas frases sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, cada uma escrita por algum membro da igreja. Em outra semana santa, fincamos tr\u00eas cruzes enormes em alguns pontos estrat\u00e9gicos da cidade. No alto da cruz do meio havia uma tabuleta com a inscri\u00e7\u00e3o:&nbsp;<em>\u201cEle Vive!\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>O \u00faltimo esfor\u00e7o talvez tenha sido o mais incisivo. Num gramado na entrada da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, constru\u00edmos um pequeno cemit\u00e9rio fict\u00edcio. Fincamos ali 40 cruzes de madeira. Em cada uma, colocamos o nome do \u201cmorto\u201d e a data de seu nascimento e morte, como se faz. Por ser uma cidade universit\u00e1ria, os \u201cmortos\u201d eram pessoas como Galileu, Newton, Cop\u00e9rnico, Simpson etc. Por cima dessas \u201csepulturas\u201d estendemos uma faixa enorme com os dizeres: \u201cPor que voc\u00eas est\u00e3o procurando&nbsp;<em>aqui&nbsp;<\/em>aquele que est\u00e1 vivo?\u201d (Lc 24.5).<\/p>\n<p>Hoje, percebo que dever\u00edamos ter inclu\u00eddo o resto da mensagem do anjo \u00e0s mulheres da Galileia: \u201cEle n\u00e3o est\u00e1 aqui, mas ressuscitou!\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Em maio de 1994, numa viagem de volta ao Brasil, passei pelos Estados Unidos e fiz quest\u00e3o de percorrer os lugares hist\u00f3ricos ligados Ashbel G. Simonton, pioneiro do presbiterianismo brasileiro, no estado da Pensilv\u00e2nia. Quem me levou a esses s\u00edtios, foi Cristina DeMoss, filha de Francisco Leonardo&nbsp;Schalkwijk, que estudou em Vi\u00e7osa por algum tempo e conhecia essa \u00eanfase demasiada e&nbsp;sentimental na morte de Jesus. Por essa raz\u00e3o ela fez quest\u00e3o de me levar \u00e0 Universidade Gwynedd-Mercy, uma escola cat\u00f3lica, nos arredores de Filad\u00e9lfia. No gramado da Universidade havia uma cruz enorme, diferente de todas as outras. Diferente porque estava vazado o lugar onde deveria estar o corpo de Jesus.<\/p>\n<p>Jay J. Dugan, o artista que desenhou essa cruz, sem d\u00favida \u00e9 um crist\u00e3o muito piedoso. Para ele, nesses dois mil anos de cristianismo, a cruz tem revelado s\u00f3 o sofrimento e a morte de Jesus. Ela n\u00e3o tem simbolizado tamb\u00e9m a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 uma l\u00e1stima. Com essa preocupa\u00e7\u00e3o, Jay J. Dugan projetou a cruz vazada: \u201cEu removi todo vest\u00edgio de seu sangue e agonia ao remover o seu d\u00e9bil corpo. A cruz \u00e9 literal&nbsp;o suficiente para retratar a crucifica\u00e7\u00e3o. No lugar do seu corpo, apliquei uma silhueta abstrata, uma declara\u00e7\u00e3o de que ele deixou a cruz e este mundo para preparar e aguardar o nosso reencontro com ele\u201d.<\/p>\n<p>Pouco depois, conseguimos com a dire\u00e7\u00e3o da universidade cat\u00f3lica uma c\u00f3pia do desenho da cruz vazada (n\u00e3o sei se \u00e9 o nome que os americanos d\u00e3o a ela) e autoriza\u00e7\u00e3o para construir uma cruz igual a essa no gramado do Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es (CEM), em Vi\u00e7osa, inaugurada em agosto de 1966. Quando publiquei o livro&nbsp;<em>N\u00e3o Perca Jesus de Vista<\/em>&nbsp;(1995), solicitei ao pessoal da&nbsp;Editora Ultimato&nbsp;que colocasse o retrato da cruz vazada na capa.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, atrav\u00e9s da&nbsp;revista<em> Ultimato<\/em>, temos enviado graciosamente o projeto para muitas igrejas protestantes e cat\u00f3licas que o solicitam. Ela est\u00e1 em templos, cemit\u00e9rios, escolas e lugares p\u00fablicos. Essa cruz tem o grande valor de anunciar o sucesso da morte vic\u00e1ria de Jesus, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o sacrif\u00edcio de Jesus, o sacerd\u00f3cio de Jesus e o segundo advento de Jesus em poder e muita gl\u00f3ria, a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, os novos c\u00e9us e nova terra, a plenitude de todas as plenitudes e o in\u00edcio da eternidade. \u00c9 por esta raz\u00e3o que gosto muito dela.<\/p>\n<p>Por coincid\u00eancia, n\u00e3o achei no&nbsp;<em>Di\u00e1logo da F\u00e9<\/em>&nbsp;(o primeiro catecismo a ser usado no Brasil) nenhuma refer\u00eancia \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. As perguntas e respostas preparadas por Jos\u00e9 de Anchieta terminam lamentavelmente com a morte e sepultamento de Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cEle vive\u201d: a mensagem e o meio<\/strong><\/p>\n<p>Jay J. Dugan*<\/p>\n<p>H\u00e1 duas mensagens essenciais inerentes \u00e0 Cruz de Cristo. Mas uma \u00e9 t\u00e3o gr\u00e1fica, t\u00e3o poderosa , que passou a obscurecer a outra por mais de 2.000 anos.<\/p>\n<p>A primeira, o sofrimento e morte comoventes de Cristo, t\u00eam sido retratadas milh\u00f5es de vezes nas igrejas e lares pelo mundo todo. Neste contexto, a sua Cruz est\u00e1 indelevelmente fixada nas mentes de toda a humanidade como o s\u00edmbolo eterno de sacrif\u00edcio e dor.<\/p>\n<p>Mas a segunda imagem \u00e9 igualmente vital a todos os crist\u00e3os: sua ressurrei\u00e7\u00e3o miraculosa quase que diretamente da cruz e a promessa gloriosa que ela traz a todos n\u00f3s. Este acontecimento supremo raramente \u00e9 retratado.<\/p>\n<p>Uma raz\u00e3o para tal acredito \u00e9 que o acontecimento desrespeita as leis de representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. A pedra rolada para o lado da tumba n\u00e3o faz jus ao acontecimento. O mesmo acontece com a sua Ascens\u00e3o radiante numa nuvem l\u00facida. Mas ser\u00e1 que n\u00e3o poder\u00edamos ser capazes de ver a cruz como o s\u00edmbolo maior do cumprimento de sua promessa de vencer a morte, e sua garantia de uma vida eterna para n\u00f3s?<\/p>\n<p>E n\u00e3o foi ela o prop\u00f3sito e a consequ\u00eancia, assim como a expia\u00e7\u00e3o dos nossos pecados, como o qual Cristo entregou sua vida por n\u00f3s?<\/p>\n<p>Como escultor, este tema j\u00e1 vem desafiando o meu pensamento e a minha imagina\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo. Eu a vejo como uma mensagem magn\u00edfica de consolo para as nossas vidas conturbadas, uma mensagem que d\u00e1 o \u00fanico sentido verdadeiro e aceit\u00e1vel para a nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas ainda n\u00e3o acredito que s\u00e9culos de criatividade nas artes sacras tenham conseguido capturar esta progress\u00e3o da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Esta cruz \u00e9 a minha modesta contribui\u00e7\u00e3o com vistas a uma solu\u00e7\u00e3o. Eu removi qualquer vest\u00edgio de seu sangue e agonia ao remover o seu corpo d\u00e9bil. A cruz \u00e9 literal o suficiente para retratar a Sua crucifica\u00e7\u00e3o. No lugar deste eu apliquei uma silhueta abstrata de Seu corpo, uma declara\u00e7\u00e3o poderosa de que Ele deixou a cruz e este mundo para preparar e aguardar o nosso reencontro consigo no c\u00e9u.<\/p>\n<p>E, ao inv\u00e9s do esc\u00e1rnio vergonhoso contidos na mensagem INRI na Cruz original (Jesus de Nazar\u00e9, o rei dos Judeus), entalhei um reconhecimento simples de um acontecimento estremecedor: \u201cEle vive\u201d.<\/p>\n<p>*Escultor do projeto original da cruz vazada fincada no gramado da Universidade Gwynedd-Mercy, nos arredores de Filad\u00e9lfia, EUA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os que anunciam a mensagem da cruz vazada<\/strong><\/p>\n<p><em>Jesus Cristo<\/em>: Sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre! (Ap 1.18, NVI)<\/p>\n<p><em>Os dois anjos de Deus<\/em>: Por que voc\u00eas est\u00e3o procurando no t\u00famulo algu\u00e9m que est\u00e1 vivo? Jesus n\u00e3o est\u00e1 aqui! Ressuscitou! (Lc 24.5, NBV)<\/p>\n<p><em>Pedro<\/em>: Deus livrou seu Filho dos horrores da morte e o trouxe de volta \u00e0 vida, pois a morte n\u00e3o podia segurar aquele Homem nas suas garras (At 1.24, NBV)<\/p>\n<p><em>Paulo<\/em>: [Davi] morreu, foi sepultado ao lado dos seus antepassados e apodreceu na sepultura. Mas isso n\u00e3o aconteceu [com Jesus,] com Aquele que Deus ressuscitou (At 13.36-37, NTLH). O fato \u00e9 que Cristo realmente ressuscitou dentre os mortos, e tornou-se o primeiro entre milh\u00f5es que algum dia voltar\u00e3o novamente \u00e0 vida (1 Co 15.20, NBV)<\/p>\n<p><em>James Dunn<\/em> (professor em\u00e9rito da Universidade de Durham, na Inglaterra): [Na teologia de Paulo] sem a ressurrei\u00e7\u00e3o, a cruz seria um motivo de desespero. Sem a cruz, a ressurrei\u00e7\u00e3o seria uma fuga da realidade (<em>A teologia do ap\u00f3stolo Paulo<\/em>, p. 281)<\/p>\n<p><em>Michael Green<\/em> (pregador ingl\u00eas): A ressurrei\u00e7\u00e3o [de Jesus] foi a f\u00e9 que transformou o cora\u00e7\u00e3o partido dos seguidores de um rabino crucificado em corajosas testemunhas e m\u00e1rtires da primeira igreja&#8230; Eles podiam ser presos e a\u00e7oitados, mas ningu\u00e9m conseguiu faz\u00ea-los mudar a convic\u00e7\u00e3o de que \u201cno terceiro dia, ele ressuscitou\u201d (<em>Cristianismo, fraude ou fato hist\u00f3rico<\/em>, p. 26)<\/p>\n<p><em>Aleksandr Mien<\/em> (sacerdote ortodoxo russo): Desde a manh\u00e3 da ressurrei\u00e7\u00e3o [de Jesus], os s\u00e9culos passaram num rel\u00e2mpago. Imp\u00e9rios surgiram e se foram, civiliza\u00e7\u00f5es inteiras desapareceram, revolu\u00e7\u00f5es militares, convuls\u00f5es nacionais e pol\u00edticas mudaram a pr\u00f3pria ordem do nosso mundo. Mas aquela pequena comunidade de pescadores fundada pelo judeu Jesus, da aldeia de Nazar\u00e9, a sua igreja, permanece de p\u00e9 at\u00e9 hoje, como um rochedo firme no meio de um mar em cont\u00ednuo movimento (<em>Jesus, Mestre de Nazar\u00e9<\/em>, p. 307)<\/p>\n<p><em>Vladimir Solovev<\/em> (te\u00f3logo e fil\u00f3sofo ortodoxo russo): A verdade da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 uma verdade \u00edntegra, plena, n\u00e3o s\u00f3 verdade da f\u00e9, mas tamb\u00e9m verdade de intelecto. Se Cristo n\u00e3o tivesse ressuscitado &#8230; o mundo seria um absurdo, seria o reino do mal, do engano e da morte (<em>Jesus, Mestre de Nazar\u00e9<\/em>, p. 293)<\/p>\n<p><em>J\u00fcrgen Moltmann<\/em> (te\u00f3logo protestante alem\u00e3o): A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus caracteriza o crucificado como Cristo e o seu padecimento e morte como evento de salva\u00e7\u00e3o para n\u00f3s e para muitos. A ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o esvazia a cruz, mas a preenche de escatologia e significado (<em>Os grandes te\u00f3logos do s\u00e9culo vinte<\/em>, p. 288)<\/p>\n<p><em>Urs von Balthasar<\/em> (te\u00f3logo cat\u00f3lico su\u00ed\u00e7o): A ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 o acontecimento mais decisivo e significativo da hist\u00f3ria (<em>Os grandes te\u00f3logos do s\u00e9culo vinte<\/em>, p. 689)<\/p>\n<p><em>Lucien Cerfaux<\/em> (te\u00f3logo cat\u00f3lico franc\u00eas): Cristo \u00e9 chefe de fila na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos (<em>Cristo na teologia de Paulo<\/em>, p. 334)<\/p>\n<p><em>Reinhold Niebuhr<\/em> (te\u00f3logo luterano americano): A vida, a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo representam na hist\u00f3ria um evento atrav\u00e9s do qual se abre um espiral sobre o significado total da hist\u00f3ria e no qual todas perguntas encontram uma resposta (<em>Os grandes te\u00f3logos do s\u00e9culo vinte<\/em>, p. 165)<\/p>\n<p><em>John Stott<\/em> (escritor episcopal ingl\u00eas): N\u00e3o devemos considerar a cruz como derrota e a ressurrei\u00e7\u00e3o como vit\u00f3ria. A cruz foi a vit\u00f3ria conquistada e a ressurrei\u00e7\u00e3o foi a vit\u00f3ria endossada, proclamada e demonstrada. (<em>Porque sou crist\u00e3o<\/em>, p. 67)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Instru\u00e7\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o da cruz vazada<\/strong><\/p>\n<p>Daison Olzany Silva*<\/p>\n<p>As medidas do projeto em anexo s\u00e3o para uma altura total de 4,6 metros, que corresponde exatamente \u00e0 cruz que est\u00e1 no jardim de entrada do Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es (Vi\u00e7osa, MG). Basta ent\u00e3o multiplicar a altura desejada pelas medidas dos detalhes e dividir por 4,6 metros.<\/p>\n<p>A parte cr\u00edtica do projeto est\u00e1 na fragilidade das pe\u00e7as que correspondem aos bra\u00e7os da cruz. Para uma cruz de 4,6 metros de altura, sugere-se que se construa em volta outra cruz de metalon em calha do tipo \u201cu\u201d. Ali\u00e1s, a cruz de metalon deve ser feita antes da cruz de madeira. Mesmo utilizando-se a calha de metalon, para esta altura, \u00e9 necess\u00e1rio colocar quatro semi-c\u00edrculos de barras de ferro no centro da cruz para dar estabilidade. Pode-se tamb\u00e9m colocar uma barra de ferro no topo de cada bra\u00e7o da cruz. Sugere-se que tanto o metalon como as barras de ferro sejam revestidas de madeira.<\/p>\n<p>Finalmente, caso a abertura na altura do ombro esteja se fechando, pode-se colocar um tarugo de a\u00e7o bem fino (3\/16 polegadas ou mais fino), com as bases projetadas para n\u00e3o penetrar na madeira, com o passar do tempo. (Esta \u00faltima sugest\u00e3o deve ser evitada na medida do poss\u00edvel para n\u00e3o comprometer da id\u00e9ia do vazio.)<\/p>\n<p>* Professor aposentado da Universidade Federal de Vi\u00e7osa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Baixe <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/10\/Moldes-Cruz-Vazada.pdf\">aqui<\/a> os moldes da cruz vazada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto: Rosana Otto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitos anos, o &#8220;Mineiro com Cara de Matuto&#8221; encontrou uma cruz diferente de todas as cruzes que ele vira at\u00e9 ent\u00e3o. Ela estava fincada no gramado da Universidade Gwynedd-Mercy, cat\u00f3lica, nos arredores de Filad\u00e9lfia, Estados Unidos. O Mineiro ficou apaixonado por essa cruz. 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