{"id":8178,"date":"2016-10-06T10:19:23","date_gmt":"2016-10-06T13:19:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=8178"},"modified":"2016-11-29T08:31:08","modified_gmt":"2016-11-29T11:31:08","slug":"transformando-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2016\/10\/06\/transformando-vidas\/","title":{"rendered":"Transformando vidas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_8294\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Meio_ambiente_363_Exclusivo_online.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-8178\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8294\" class=\"size-medium wp-image-8294\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Meio_ambiente_363_Exclusivo_online-300x221.jpg\" alt=\"Participantes de projeto de compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos dom\u00e9sticos em S\u00e3o Lu\u00eds, MA (2014), realizam manuten\u00e7\u00e3o de composteiras\" width=\"300\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Meio_ambiente_363_Exclusivo_online-300x221.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Meio_ambiente_363_Exclusivo_online-150x110.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/11\/Meio_ambiente_363_Exclusivo_online.jpg 340w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8294\" class=\"wp-caption-text\">Participantes de projeto de compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos dom\u00e9sticos em S\u00e3o Lu\u00eds, MA (2014), realizam manuten\u00e7\u00e3o de composteiras<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Solange Viveiros<\/strong><\/p>\n<p>A Rocha Brasil \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente (ARB) \u2013 \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, ambientalista, brasileira, de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que completou dez anos de atua\u00e7\u00e3o no m\u00eas de setembro de 2016. Faz parte da grande fam\u00edlia A Rocha Internacional (ARI \u2013 www.arocha.org\/pt\/), que atua em dezenove pa\u00edses h\u00e1 mais de trinta anos e tem como miss\u00e3o promover o amor ao pr\u00f3ximo e a mordomia da cria\u00e7\u00e3o por meio de projetos de educa\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e desenvolvimento comunit\u00e1rio com base na \u00e9tica crist\u00e3.<\/p>\n<p>Em 2007, com o objetivo de estimular e acompanhar o envolvimento das igrejas nas quest\u00f5es socioambientais, a ARB prop\u00f4s o projeto Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Mobiliza\u00e7\u00e3o Socioambiental nas Igrejas Evang\u00e9licas Brasileiras, cuja primeira atividade ocorreu em mar\u00e7o de 2008, com a distribui\u00e7\u00e3o de 35 mil cadernos contendo quatro estudos b\u00edblicos sobre miss\u00e3o integral e mordomia da cria\u00e7\u00e3o encartados na edi\u00e7\u00e3o 311 da revista <strong>Ultimato<\/strong> (dispon\u00edvel: ultimato.com.br\/sites\/arocha\/materiais-2\/). De 2009 a 2014, contando com o apoio da Tearfund, desenvolveu atividades na regi\u00e3o Norte (Acre, Amazonas e Par\u00e1) e Nordeste (Maranh\u00e3o, Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte), tendo seu nome alterado em 2010 para Rede de Transforma\u00e7\u00e3o \u2013 Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Mobiliza\u00e7\u00e3o Socioambiental nas Igrejas Evang\u00e9licas Brasileiras (ReT). O projeto despertou interesse de diversos segmentos da igreja evang\u00e9lica com o cadastramento de mais de cem igrejas e grupos crist\u00e3os. Os estudos do projeto foram reproduzidos em v\u00e1rios jornais e boletins de igrejas locais, inclusive em 3 mil exemplares do jornal <em>O Mission\u00e1rio<\/em>, da Igreja Batista Nacional de Shalom (S\u00e3o Lu\u00eds, MA), e foram tamb\u00e9m ampliados pela Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, que os inseriu em sua revista de educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 com outros treze estudos sobre miss\u00e3o integral.<\/p>\n<p>O ReT foi organizado em quatro etapas: sensibiliza\u00e7\u00e3o, compromisso, forma\u00e7\u00e3o e assessoria. Na etapa de <em>sensibiliza\u00e7\u00e3o<\/em>, foram distribu\u00eddos gratuitamente cadernos contendo quatro roteiros de estudos b\u00edblicos a respeito da responsabilidade do crist\u00e3o no cuidado com a natureza e um convite \u00e0s igrejas a participarem do ReT. Al\u00e9m disso, oficinas b\u00e1sicas sobre meio ambiente e cristianismo foram aplicadas nas cidades contempladas no projeto. Na etapa de <em>compromisso<\/em>, as igrejas se inscreveram no ReT e foram incentivadas a realizarem os estudos b\u00edblicos do caderno. Nesta fase, as igrejas inscritas foram motivadas a se envolverem de forma pr\u00e1tica no cuidado com o meio ambiente. A etapa de <em>forma\u00e7\u00e3o<\/em> capacitou l\u00edderes locais para a elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de projetos socioambientais que visassem a resolu\u00e7\u00e3o de problemas locais. A forma\u00e7\u00e3o aconteceu por meio de oficinas com metodologias participativas e a utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes ferramentas. A etapa de <em>assessoria<\/em> aconteceu via internet, telefone e visitas locais \u00e0s igrejas e aos projetos em implementa\u00e7\u00e3o. As atividades de sensibiliza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o (oficinas) foram sempre abertas a todos os interessados (de adolescentes a adultos) das cidades onde eram realizadas, criando-se, paralelamente, uma rede de parceiros e parceiras, pessoas residentes e atuantes no Norte e Nordeste que foram capacitadas nos encontros anuais de RENAS (Rede Evang\u00e9lica Nacional de A\u00e7\u00e3o Social) e, assim, auxiliavam na organiza\u00e7\u00e3o local (divulga\u00e7\u00e3o e log\u00edstica) das atividades do projeto ReT, ultrapassando os limites do projeto e alcan\u00e7ando seus objetivos de emancipa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O encerramento do ReT ocorreu em dezembro de 2014, mas deixou para tr\u00e1s uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que t\u00eam mudado a realidade de muitas vidas.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Lu\u00eds, MA, o casal Cipriano de Sousa Pereira e Agostinha Ara\u00fajo Pereira \u2013 ele, pastor da Comunidade Batista Nacional Kerigma, e ela, bi\u00f3loga pesquisadora do Centro de Pesquisa de Hist\u00f3ria Natural e Arqueologia do Maranh\u00e3o, ambos coordenadores do Instituto Social e Cultural Kerigma \u2013 t\u00eam sido parceiros fi\u00e9is da ARB e t\u00eam envolvido fam\u00edlias de bairros perif\u00e9ricos da cidade em a\u00e7\u00f5es de compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos dom\u00e9sticos. Os participantes das comunidades de Cidade Nova e Gapara foram capacitados pelo projeto ReT e montaram tr\u00eas composteiras comunit\u00e1rias de 200 litros cada uma. A primeira produ\u00e7\u00e3o de adubo alcan\u00e7ou mais de 50 quilos e foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o de dois viveiros de hortali\u00e7as, um em cada bairro participante. Al\u00e9m disso, o pastor Cipriano \u00e9 diretor pedag\u00f3gico no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico Batista Nacional (SETEBAN) em S\u00e3o Lu\u00eds e, com o apoio de Agostinha, tem sensibilizado os seminaristas e pastores para o cuidado ambiental.<\/p>\n<p>Em Ibiapina, CE, o casal Netinha (Porcina Rosa do Nascimento Neta) e Wilian Vicente Batista, mission\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o das Igrejas Batistas Unidas do Cear\u00e1 (CIBUC), no interior do Cear\u00e1, atuam ativamente nos conselhos municipais. Devido ao seu grande envolvimento com as quest\u00f5es da cidade, a igreja tem sido uma importante parceira da prefeitura. Em 2009, Netinha participou de uma oficina da ARB em Fortaleza, CE, e foi t\u00e3o impactada pela mensagem do cuidado da cria\u00e7\u00e3o que voltou para sua cidade decidida a desenvolver a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m nesta \u00e1rea. Sua primeira a\u00e7\u00e3o foi ocupar uma cadeira do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e, junto com os demais conselheiros, come\u00e7ou a sonhar e planejar a constru\u00e7\u00e3o de um parque na cidade. Com a ajuda dela, o Conselho tamb\u00e9m iniciou uma campanha municipal sobre os res\u00edduos s\u00f3lidos com atividades de sensibiliza\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o na cidade e nas escolas. Em 2014 Netinha e Wilian iniciaram um projeto de gera\u00e7\u00e3o de renda com mulheres de baixa renda do munic\u00edpio, confeccionando bolsas, carteiras femininas e <em>cases<\/em> para celular e <em>tablets<\/em> a partir de embalagens de papel\u00e3o e Tetra Pak, bem como embalagens de presente e banquetas (<em>puffs<\/em>) a partir de garrafas PETs, sendo retirados do lixo de Ibiapina dezenas de materiais recicl\u00e1veis. No encerramento do ReT, inclusive, foi poss\u00edvel que as participantes realizassem uma feira para exposi\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de seus produtos confeccionados em cada oficina.<\/p>\n<p>Outras a\u00e7\u00f5es de parceiros do ReT que t\u00eam transformado vidas est\u00e3o dispon\u00edveis no site (ultimato.com.br\/sites\/arocha\/materiais-2\/), dentre elas: Lya Patr\u00edcia Guimar\u00e3es Parente, mission\u00e1ria JOCUM, e a Escola Infantil Gerson Ribeiro em Ananindeua, PA; pastor Jos\u00e9 Silvestre Moura, Comunidade Evang\u00e9lica Vida Plena, e a f\u00e1brica de vassouras de PET do bairro de Felipe Camar\u00e3o, Natal, RN; Nailza Ferreira Parekh, ONG Raio de Esperan\u00e7a, e o projeto de educa\u00e7\u00e3o ambiental e plantio de \u00e1rvores frut\u00edferas em comunidades escolares ribeirinhas do Rio Negro, Manaus, AM.<\/p>\n<p>Nesse mesmo caderno h\u00e1 v\u00e1rios depoimentos de parceiros do projeto ReT, dentre os 1.428 participantes, de ambos os sexos, de adolescentes a idosos, moradores de \u00e1reas urbanas e rurais (ribeirinhos e ind\u00edgenas), pertencentes \u00e0s classes sociais C, D e E (segundo crit\u00e9rio do IBGE), e com distintas ocupa\u00e7\u00f5es (estudantes, donas de casa, desempregados, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, funcion\u00e1rios de organiza\u00e7\u00f5es privadas, funcion\u00e1rios de ONGs e l\u00edderes religiosos). Os relatos compartilhados mostram que o projeto contribuiu e continua contribuindo na forma\u00e7\u00e3o de sujeitos ecol\u00f3gicos que t\u00eam passado por transforma\u00e7\u00f5es individuais e, paralelamente, t\u00eam contribu\u00eddo para transforma\u00e7\u00f5es no mundo ao seu redor, como constatado nas palavras de Leandro Silva Virginio, Natal, RN: \u201cPessoalmente, minha vida e minist\u00e9rio podem ser divididos em antes e depois d\u2019A Rocha e do projeto ReT. Houve em mim uma grande quebra de paradigma e o desenvolvimento de uma nova vis\u00e3o b\u00edblica, teol\u00f3gica e pr\u00e1tica no cuidado com a cria\u00e7\u00e3o como parte da minha miss\u00e3o. Recebi ferramentas e me foram proporcionadas viv\u00eancias marcantes. Participar do ReT me trouxe crescimento; hoje me sinto mais qualificado para ajudar na quest\u00e3o socioambiental local\u201d.<\/p>\n<p>Participe voc\u00ea tamb\u00e9m dessa transforma\u00e7\u00e3o em obedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus (Gn 2.15) e para a restaura\u00e7\u00e3o do relacionamento com a cria\u00e7\u00e3o, o primeiro dos relacionamentos dados por Deus ao ser humano (Gn 1.26).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/arocha\/\">A Rocha Brasil<\/a><\/p>\n<p><strong>Solange Mazzoni-Viveiros<\/strong> \u00e9 pesquisadora da \u00e1rea de bot\u00e2nica e lidera o Comit\u00ea Cient\u00edfico d\u2019A Rocha Brasil.<\/p>\n<p>Foto: Agostinha e Cipriano Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Solange Viveiros<br \/>\nA Rocha Brasil \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente (ARB) \u2013 \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, ambientalista, brasileira, de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que completou dez anos de atua\u00e7\u00e3o no m\u00eas de setembro de 2016. 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