{"id":7936,"date":"2016-08-29T13:40:01","date_gmt":"2016-08-29T16:40:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=7936"},"modified":"2016-08-29T13:39:12","modified_gmt":"2016-08-29T16:39:12","slug":"5-hinos-de-d-henriqueta-rosa-fernandes-braga-em-ultimato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2016\/08\/29\/5-hinos-de-d-henriqueta-rosa-fernandes-braga-em-ultimato\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de cinco hinos antigos"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #993300;\">A hist\u00f3ria de cinco hinos antigos publicados na revista <strong>Ultimato<\/strong> entre 1968 e 1982<br \/>\n<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Por D. Henriqueta Rosa Fernandes Braga<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_7999\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7999\" class=\"size-full wp-image-7999\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2016\/09\/Blog_Ult_29_08_16_Hinos-e1472488583296.jpg\" alt=\"Billy Alexander \/ Freeimages.com\" width=\"400\" height=\"336\" \/><p id=\"caption-attachment-7999\" class=\"wp-caption-text\">Billy Alexander \/ Freeimages.com<\/p><\/div>\n<p><strong>Sei que Cristo me quer bem<\/strong><\/p>\n<p><em>Revista Ultimato, fevereiro de 1968<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na ilha Constitui\u00e7\u00e3o no rio Hudson, junto \u00e0 academia militar de West Point, Estados Unidos, por onde tem passado v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de oficiais do ex\u00e9rcito norte-americano, Anna Bartlett Warner, autora do hino <em>Sei que Cristo me quer bem<\/em> \u2013 <em>Jesus loves me! This I know \u2013<\/em> viveu por longos anos com sua irm\u00e3 Suzana, que alcan\u00e7ou certa fama como escritora.<\/p>\n<p>Domingo ap\u00f3s domingo, com paci\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o ela dirigia uma classe da escola dominical.<\/p>\n<p>Amava profundamente os seus alunos e por eles era igualmente estimada. Como tamb\u00e9m possu\u00edsse dotes liter\u00e1rios, escreveu para as suas crian\u00e7as muitos contos e can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Frequentemente havia entre seus disc\u00edpulos cadetes de West Point, aos quais dispensava especial carinho. Sabia que a vida os havia de levar por caminhos diversos, talvez dif\u00edceis, cheios de tenta\u00e7\u00f5es ainda mais perigosas por se encontrarem distantes do lar, mas facilmente sujeitos \u00e0s influ\u00eancias das m\u00e1s companhias. Empenhava-se em raz\u00e3o disto por gravar-lhes na alma mensagens simples, mas incisivas que lhes pudessem servir de \u00e2ncora no rugir das tempestades.<\/p>\n<p>No pequeno cais da ilha, dominicalmente as duas irm\u00e3s esperavam pelo bote conduzido por um cadete que as vinha buscar para a escola dominical.<\/p>\n<p>Certa vez, por\u00e9m, o bote atracou-se \u00e0 ilha numa quarta-feira. Ana foi ver quem chegava e defrontou-se com um dos cadetes que acabara de ser promovido a subtenente e enviado para a China. Deveria embarcar no dia seguinte, mas n\u00e3o queria partir sem despedir-se de sua professora da escola dominical e agradecer-lhe o muito que lhe devia.<\/p>\n<p>Disse-lhe ent\u00e3o: \u201cTalvez a senhora j\u00e1 n\u00e3o se lembre de um fato cuja preciosa recorda\u00e7\u00e3o h\u00e1 de acompanhar-me pelo resto da vida. Lamentei-me certo domingo, em classe, n\u00e3o poder decorar todos os vers\u00edculos da B\u00edblia, ao que a senhora replicou: \u2018Tudo que necessitas recordar \u00e9 que Cristo te ama, conforme diz a B\u00edblia\u2019. Esta grande verdade facilmente levarei para a China. Muitas vezes tenho agradecido a Deus por esta li\u00e7\u00e3o; em sinal do meu reconhecimento trago-lhe esta pequena lembran\u00e7a\u201d. Ao dizer isto entregou-lhe um marcador em formato de uma pequena B\u00edblia.<\/p>\n<p>Anna Werner ficou impressionada com esse epis\u00f3dio e compreendeu melhor a import\u00e2ncia de fixar de maneira indel\u00e9vel na mente e no cora\u00e7\u00e3o dos seus alunos a mensagem divina. Sentou-se \u00e0 mesa e escreveu o hino hoje mundialmente conhecido:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Sei que Cristo me quer bem,<\/p>\n<p>Pois a B\u00edblia assim o diz;<\/p>\n<p>Fraco sou, mas for\u00e7a tem;<\/p>\n<p>Vai levar-me ao bom pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00e1 na cruz por mim morreu,<\/p>\n<p>Meus pecados quis pagar;<\/p>\n<p>E no sangue que verteu<\/p>\n<p>Posso agora descansar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quer-me bem o bom Jesus;<\/p>\n<p>S\u00f3 por ele eu vou viver;<\/p>\n<p>Bem alegre em sua luz<\/p>\n<p>Hei de am\u00e1-lo at\u00e9 morrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sei que me quer bem,<\/p>\n<p>Quer ver-me feliz;<\/p>\n<p>Sei que me quer bem<\/p>\n<p>A B\u00edblia assim me diz.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Care\u00e7o de Jesus<\/strong><\/p>\n<p><em>Revista Ultimato, janeiro de 1970<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Anna Sherwood Hawks era uma dona de casa feliz. Amava o seu marido, aplicava-se aos labores dom\u00e9sticos com dedica\u00e7\u00e3o e depositava em Deus sua plena confian\u00e7a, entregando-lhe todas as preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Certo dia, enquanto realizava as tarefas di\u00e1rias, uma doce paz particularmente a envolveu, uma grande alegria inundou-lhe a alma e sentiu de uma maneira singular e profunda a presen\u00e7a do Mestre. Pensou ent\u00e3o no conforto da presen\u00e7a de Cristo em todas as horas, na alegria e na tristeza, e imaginou o que seria viver sem ele, brotando-lhe do cora\u00e7\u00e3o uma fervente prece em que reconhecia a car\u00eancia humana em rela\u00e7\u00e3o a Cristo.<\/p>\n<p>A ideia a tomou por inteiro. Abandonando seus trabalhos, sentou-se diante de uma janela aberta atrav\u00e9s da qual podia descobrir toda a beleza de um formoso dia de junho, pegou de sua pena e extravasou em versos suas incontidas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Eis o que escreveu:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Care\u00e7o de Jesus!<\/p>\n<p>De ti, meu Salvador!<\/p>\n<p>Somente a tua voz<\/p>\n<p>Tem para mim valor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Care\u00e7o de Jesus!<\/p>\n<p>Unido a ti, Senhor,<\/p>\n<p>Pecado e tenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>N\u00e3o mais ter\u00e3o vigor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Care\u00e7o de Jesus!<\/p>\n<p>Vem dar-me ao cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O gozo de viver<\/p>\n<p>Em santa retid\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Care\u00e7o de Jesus!<\/p>\n<p>Nas trevas ou na luz,<\/p>\n<p>Sem ti a vida \u00e9 v\u00e3:<\/p>\n<p>Sou pobre sem Jesus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Care\u00e7o de Jesus!<\/p>\n<p>Viver desejo aqui<\/p>\n<p>Ligado mais e mais<\/p>\n<p>\u00d3 salvador, a ti.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De ti Senhor, care\u00e7o!<\/p>\n<p>De teu amparo sempre!<\/p>\n<p>Oh! D\u00e1-me a tua b\u00ean\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Aspiro a ti!<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dois dias depois entregou a poesia a seu pastor \u2013 Rev. Roberto Lowry \u2013 que lhe acrescentou o estribilho e, j\u00e1 tendo musicado outras letras escritas por Ana Hawks, tamb\u00e9m p\u00f4s esta em m\u00fasica.<\/p>\n<p>Neste mesmo ano \u2013 1872 \u2013 \u201cCare\u00e7o de Jesus\u201d foi pela primeira vez entoado na Conven\u00e7\u00e3o Nacional de Escolas Dominicais Batistas realizada em Cincinnati, Ohio.<\/p>\n<p>Pouco depois Lowry e Doane publicaram-no numa pequena cole\u00e7\u00e3o intitulada <em>Diadema Real.<\/em><\/p>\n<p>Anos mais tarde, sua autora perdeu o esposo. Em uma carta a uma amiga, confiou-lhe:<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 agora, quando a sombra de uma grande perda caiu sobre o meu caminho \u00e9 que compreendi alguma coisa do poder confortador da letra, que em horas de plena seguran\u00e7a e paz, foi-me permitido oferecer a outrem\u201d.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o portuguesa desse expressivo hino foi preparada em 1877 por dona Sara Poulton Kalley, exatamente cinco anos ap\u00f3s ter sido escrito e musicado. F\u00ea-lo para incluir no <em>Hin\u00e1rio Salmos e Hinos<\/em>, onde pode ser encontrado sob o n\u00ba 157.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Descansa, \u00f3 alma!<\/strong><\/p>\n<p><em>Revista Ultimato, mar\u00e7o de 1971<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Descansa, \u00f3 alma: eis o senhor ao lado.<\/p>\n<p>Paciente leva, e sem queixar-te, a cruz.<\/p>\n<p>Deixa o Senhor tomar de ti cuidado:<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o muda, o teu fiel Jesus!<\/p>\n<p>Prossegue, \u00f3 alma: o Amigo Celestial.<\/p>\n<p>Proteger\u00e1 teus passos no espinhal!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prossegue, \u00f3 alma: o trilho \u00e9 estreito e escuro.<\/p>\n<p>Mas no passado Deus guiou-te assim!<\/p>\n<p>Confia a Deus o teu futuro,<\/p>\n<p>Que esse mist\u00e9rio h\u00e1 de aclarar-se enfim.<\/p>\n<p>Confia, \u00f3 alma: a sua mansa voz.<\/p>\n<p>Ainda acalma o vento e o mar feroz!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confia, \u00f3 alma: a hora vem chegando,<\/p>\n<p>Ir\u00e1s com Cristo, o teu Senhor morar.<\/p>\n<p>Sem dor nem m\u00e1goas gozar\u00e1s cantando,<\/p>\n<p>As alegrias do celeste lar.<\/p>\n<p>Descansa, \u00f3 alma: agora h\u00e1 pranto e h\u00e1 dor;<\/p>\n<p>Depois o gozo, a paz, o c\u00e9u de amor!<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este belo hino que a inspirada pena do professor Isaac Nicolau Salum trouxe para o portugu\u00eas em 25 de setembro de 1940, foi originalmente escrito em alem\u00e3o por Catharina Amalia Dorothea von Schlegel, nascida em 22 de outubro de 1697. Pouco se sabe de sua vida. H\u00e1 refer\u00eancias n\u00e3o confirmadas sobre sua vida de que tenha sido diaconisa da igreja luterana. Mas \u00e9 certo que pertenceu \u00e0 pequena corte ducal de Coethen, como prova a correspond\u00eancia que manteve com o conde de Stolberg que, em 1572, incluiu v\u00e1rias de suas produ\u00e7\u00f5es na <em>Nova Cole\u00e7\u00e3o de C\u00e2nticos Espirituais<\/em> por ele publicadas em Wernigerod.<\/p>\n<p>O teor do hino revela a profunda religiosidade de sua autora e uma not\u00e1vel compreens\u00e3o do amor de Deus.<\/p>\n<p>Foi traduzida para o ingl\u00eas por Jane Laurie Borthwick nascida em Edimburgo, Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>Esta senhora e sua irm\u00e3 Sarah Borthwick Findlater dedicaram oito anos de suas dedicadas vidas, de 1854 a 1862, ao preparo de uma espl\u00eandida cole\u00e7\u00e3o de c\u00e2nticos espirituais intituladas <em>Hinos da Terra de Lutero<\/em>, que colocou em ingl\u00eas tradu\u00e7\u00f5es do alem\u00e3o dos melhores corais luteranos. Publicada em quatro s\u00e9ries, na segunda, que foi publicada em 1855, pela primeira vez apareceu a vers\u00e3o inglesa do hino de Catharina von Schlegel, na qual se baseou o professor Salum para o preparo da letra em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A m\u00fasica que \u00e9 hoje cantada \u00e9 um arranjo vocal de um trecho do poema sinf\u00f4nico <em>Finl\u00e2ndia<\/em> de Jean Sibelius, o insigne compositor finland\u00eas, gl\u00f3ria do seu pa\u00eds, falecido em 1857.<\/p>\n<p>Reconhecido o m\u00e9rito do compositor ainda em vida, pela na\u00e7\u00e3o, tornou-se pensionista do estado, que lhe proporcionou na velhice dias calmos vividos numa casa situada em meio a um belo parque. De longe, os turistas podiam v\u00ea-lo ainda compondo ou sentado ao piano a tocar suas produ\u00e7\u00f5es e as dos grandes mestres.<\/p>\n<p>As obras de Sibelius possuem cunho nacional, por\u00e9m marcado pela originalidade do artista, que foge ao lugar comum quando retrata, em termos musicais, os rios, lagos, ilhas, florestas, montanhas e f\u00e9rteis campos de sua terra natal e o intr\u00e9pido cora\u00e7\u00e3o do seu povo, que tem lutado tenazmente por sua liberdade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Esse hino dever\u00e1 integrar a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o de <em>Salmos e Hinos com M\u00fasicas Sacras<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Grandioso \u00e9s Tu!<\/strong><\/p>\n<p><em>Revista Ultimato, agosto de 1974<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em outubro pr\u00f3ximo dever\u00e1 voltar ao Rio de Janeiro, GB, o consagrado evangelista Billy Graham para uma campanha de evangeliza\u00e7\u00e3o que congrega num mesmo ideal todos os evang\u00e9licos da Guanabara e adjac\u00eancias. Cuidadosa prepara\u00e7\u00e3o vem sendo empreendida no sentido de que esta gigantesca cruzada possa, nas m\u00e3os de Deus contribuir para revelar Cristo a muitas almas e conduzi-las, contritas aos p\u00e9s de Cristo.<\/p>\n<p>Faz precisamente quatorze anos que Billy Graham esteve no Rio na ocasi\u00e3o do 10\u00ba Congresso da Alian\u00e7a Batista Mundial, quando pregou no Est\u00e1dio do Maracan\u00e3 a milhares de pessoas que lotaram completamente o maior est\u00e1dio do mundo. Jamais poder\u00e3o esquecer aqueles momentos de intensa vibra\u00e7\u00e3o espiritual os que ouviram a poderosa mensagem do pregador e os expressivos hinos entoados pela multid\u00e3o. Entre estes conta-se <em>Grandioso \u00e9s Tu<\/em>, produzido pelo escritor sueco Carl Boberg, em 1886, logo aprendido por todos e cantado convictamente.<\/p>\n<p>Carl Boberg nasceu em 1859. Vocacionado para o santo minist\u00e9rio estudou teologia, exerceu atividades mission\u00e1rias, dirigiu um peri\u00f3dico religioso, serviu ao seu pa\u00eds como membro do parlamento durante vinte anos, de 1911 a 1931. Manejando com facilidade a l\u00edngua materna, foi autor de numerosa produ\u00e7\u00e3o em prosa e verso, na qual se destacam v\u00e1rios hinos religiosos hoje integrando colet\u00e2neas eclesi\u00e1sticas do seu pa\u00eds. Viveu oitenta e um anos, vindo a falecer em 1940.<\/p>\n<p>Foi aos vinte e sete anos de idade, numa tarde de ver\u00e3o, na pequena aldeia de Kroneback, que escreveu o hino <em>Grandioso \u00e9s Tu<\/em>. Realizava-se ali uma reuni\u00e3o em favor da obra mission\u00e1ria. Fora convidado e comparecera com o entusiasmo que lhe era peculiar em se tratando de miss\u00f5es. O dia, muito claro e ensolarado, transcorreu agrad\u00e1vel e alegremente. Subitamente, por\u00e9m, apontaram no horizonte nuvens amea\u00e7adoras que se avolumaram prenunciando forte temporal. Este n\u00e3o tardou a desabar com o seu implac\u00e1vel cortejo de rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es.<\/p>\n<p>A chuva caiu copiosamente. Mas a tormenta durou pouco. Desanuviada a atmosfera, a natureza retomou seu ritmo natural. Voltou a canora passarada a trinar na ramaria e, no c\u00e9u, se tornou lindamente vis\u00edvel o arco-\u00edris, relembrando a promessa de Deus a No\u00e9.<\/p>\n<p>T\u00e3o r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o maravilhou os circunstantes. Empolgado pela beleza que contemplava, recordou o Rev. Carlos Boberg as palavras do salmista: \u201cOs c\u00e9us declaram a gl\u00f3ria de Deus e o firmamento a obra de suas m\u00e3os\u201d. Vibraram-lhe na alma as cordas po\u00e9ticas e, em profunda adora\u00e7\u00e3o ao criador de todas as coisas, externou suas emo\u00e7\u00f5es num poema em nove est\u00e2ncias intitulado \u201c\u00d3 poderoso Deus\u201d!<\/p>\n<p>Apesar de publicada em dois jornais, esta inspirada produ\u00e7\u00e3o permaneceu no esquecimento durante algum tempo. Certo dia percorrendo a prov\u00edncia de Vamlard em suas atividades mission\u00e1rias o Rev. Boberg assistiu a um culto numa igrejinha campestre no decorrer do qual, ouviu surpreso cantar a letra que escrevera anos antes, em Kroneback, com a melodia de uma velha can\u00e7\u00e3o sueca, \u00e0 qual muito bem se ajustava. Esta m\u00fasica foi publicada em Chicago em 1890, mas sua divulga\u00e7\u00e3o maior teve in\u00edcio em 1925.<\/p>\n<p>O doutor Jo\u00e3o Gomes da Rocha, filho adotivo do casal Kalley e, como seus pais, muito dedicado \u00e0 hinologia, sempre atualizado com o repert\u00f3rio musical evang\u00e9lico, traduziu este hino para o portugu\u00eas em 1910. Em 1938 esta tradu\u00e7\u00e3o foi publicada pelo presb\u00edtero Jos\u00e9 Luiz Fernandes Braga Junior na cole\u00e7\u00e3o <em>Louvores<\/em>, onde ficou meio esquecida at\u00e9 que a presen\u00e7a de Billy Graham no Rio, em 1960, colocou este hino em evid\u00eancia. De l\u00e1 para c\u00e1 se tornou muito conhecido, contando-se atualmente em portugu\u00eas em dezoito diferentes tradu\u00e7\u00f5es inclusive a que o Rev. Porto Filho preparou especialmente para figurar na nova edi\u00e7\u00e3o de <em>Salmos e Hinos<\/em>, j\u00e1 no prelo.<\/p>\n<p>Ei-la:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Senhor meu Deus, quando eu maravilhado,<\/p>\n<p>Contemplo a tua imensa cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A terra, o mar e o c\u00e9u estrelado.<\/p>\n<p>Me v\u00eam falar da tua perfei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o minha alma canta a ti Senhor:<\/p>\n<p>\u201cGrandioso \u00e9s tu! Grandioso \u00e9 tu!\u201d<\/p>\n<p>Ent\u00e3o minha alma canta a ti Senhor:<\/p>\n<p>\u201cGrandioso \u00e9s tu, grandioso \u00e9s tu!\u201d<\/p>\n<p>Quando as estrelas t\u00e3o de mim distantes,<\/p>\n<p>Vejo a brilhar com v\u00edvido esplendor<\/p>\n<p>Relembro, \u00d3 Deus, as gl\u00f3rias cintilantes<\/p>\n<p>Que meu Jesus deixou por meu amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olho as florestas murmurando ao vento<\/p>\n<p>E ao ver que tu plantaste cada p\u00e9,<\/p>\n<p>Recordo a cruz, o lenho t\u00e3o cruento,<\/p>\n<p>E no teu Filho afirmo a minha f\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E quando penso que tu n\u00e3o poupaste<\/p>\n<p>Teu Filho amado por amor de mim;<\/p>\n<p>Meu cora\u00e7\u00e3o, que nele tu ganhaste<\/p>\n<p>Transborda \u00f3 Pai, de amor que n\u00e3o tem fim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E quando Cristo, o amado meu voltando.<\/p>\n<p>Vier do c\u00e9u o povo seu buscar<\/p>\n<p>No lar eterno quero, jubilando<\/p>\n<p>A tua santa face contemplar.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o Divina<\/strong><\/p>\n<p><em>Revista Ultimato, setembro\/outubro de 1982<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>As tuas m\u00e3os dirigem meu destino<\/p>\n<p>\u00d3 Deus de amor, folgo em que seja assim:<\/p>\n<p>Teus s\u00e3o os meus poderes, minha vida!<\/p>\n<p>Em tudo eterno Pai, disp\u00f5e de mim.<\/p>\n<p>Meus dias sejam curtos ou compridos,<\/p>\n<p>Passados em tristeza ou prazer,<\/p>\n<p>Em sombra ou luz \u2013 \u00e9 tudo como ordenas!<\/p>\n<p>E \u00e9 tudo bom, se for do teu querer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As tuas m\u00e3os dirigem meu destino,<\/p>\n<p>Cravadas em sangrenta e rude cruz.<\/p>\n<p>Por meus pecados foram traspassadas:<\/p>\n<p>Bem posso nelas descansar, Jesus!<\/p>\n<p>Nos c\u00e9us erguidas, sempre intercedendo,<\/p>\n<p>As santas m\u00e3os n\u00e3o pedem nunca em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao seu cuidado, em plena confian\u00e7a,<\/p>\n<p>Entrego a minha eterna salva\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As tuas m\u00e3os dirigem meu destino:<\/p>\n<p>Acasos para mim n\u00e3o haver\u00e1!<\/p>\n<p>O grande Pai vigia o meu caminho,<\/p>\n<p>E sem motivo n\u00e3o me afligir\u00e1.<\/p>\n<p>Encontro em seu poder constante apoio;<\/p>\n<p>Forte \u00e9 seu bra\u00e7o, insone o seu amor,<\/p>\n<p>E, em breve, entrando na cidade eterna,<\/p>\n<p>Eu louvarei meu Guia e Salvador!<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Deve o evangelismo de fala portuguesa a Sarah Poulton Kalley (1825 \u2013 1907) este belo hino, express\u00e3o fiel das convic\u00e7\u00f5es religiosas da autora.<\/p>\n<p>Nascida em Nottingham, Inglaterra, tendo perdido cedo a m\u00e3e, repartiu sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia entre a casa do pai e dos parentes maternos, por cuja influ\u00eancia recebeu primorosa educa\u00e7\u00e3o e cultivou seus pendores art\u00edsticos, claramente revelados mais tarde na poesia e na pintura. Seu tio materno \u2013 Samuel Morley \u2013 era membro proeminente do Parlamento brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Iniciou sua atividade religiosa em Torquay, onde dirigiu na escola dominical uma bem- sucedida classe de jovens. J\u00e1 ent\u00e3o aprendera a colocar nas m\u00e3os de Deus sua vida e seus talentos.<\/p>\n<p>Por sua instrumentalidade muitos jovens se entregaram a Cristo.<\/p>\n<p>Visitando a Palestina, em mar\u00e7o de 1852, na companhia de um irm\u00e3o mais novo, ali conheceu o m\u00e9dico-mission\u00e1rio doutor Robert Reid Kalley, com quem veio a casar-se aos 14 de dezembro do mesmo ano, iniciando uma nova vida de dedica\u00e7\u00e3o ao Mestre. Em 1853 visitou com seu esposo os crentes portugueses refugiados em Jacksonville e Springfield, Estados Unidos, por motivo de terr\u00edvel persegui\u00e7\u00e3o religiosa sofrida na Ilha da Madeira, onde antes o doutor Kalley foi mission\u00e1rio. Em 1855 vieram para o Brasil. Aos 19 de agosto desse mesmo ano, em Petr\u00f3polis, RJ, deram in\u00edcio \u00e0 escola dominical no idioma portugu\u00eas, em car\u00e1ter permanente no Brasil. Em 1858 fundaram na Corte, a Igreja Evang\u00e9lica Fluminense, com a qual se originou no pa\u00eds a denomina\u00e7\u00e3o congregacional.<\/p>\n<p>Mulher extraordin\u00e1ria foi ajudadora fiel de seu esposo.<\/p>\n<p>Com ele organizou a cole\u00e7\u00e3o <em>Salmos e Hinos<\/em>, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00f3 letra \u2013 foi lan\u00e7ada em 1861 e, com m\u00fasicas, em 1868, sendo o primeiro hin\u00e1rio evang\u00e9lico. Este serviu indistintamente a todas as denomina\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas posteriormente instaladas no pa\u00eds at\u00e9 que estivessem em condi\u00e7\u00f5es de organizar o seu pr\u00f3prio hin\u00e1rio, o que foi feito tendo-se aproveitado, em maior ou menor n\u00famero, os hinos de <em>Salmos e Hinos<\/em>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s vinte e um anos de not\u00e1vel atua\u00e7\u00e3o no Brasil, por motivo de sa\u00fade voltou o casal Kalley \u00e0 Inglaterra (1876).<\/p>\n<p>Falecido seu marido dona Sarah continuou a promover novas edi\u00e7\u00f5es de <em>Salmos e Hinos<\/em> ajudada pelo doutor Jo\u00e3o Gomes da Rocha, seu filho adotivo.<\/p>\n<p>Na Esc\u00f3cia, instalou-se ap\u00f3s o regresso do Brasil numa propriedade que denominou <em>Campo Verde<\/em> como lembran\u00e7a de nosso pa\u00eds, residindo at\u00e9 o final de seus dias. J\u00e1 idosa, franqueava sua confort\u00e1vel resid\u00eancia aos jovens universit\u00e1rios que, por motivo de seus estudos, achava-se longe de suas respectivas fam\u00edlias. Com a alegria que lhe era peculiar, e o calor de seu cora\u00e7\u00e3o, exerceu ben\u00e9fica influ\u00eancia sobre eles, mostrando-lhes o caminho da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muito estimada por todos, recebeu o carinhoso cognome de \u201cM\u00e3e de Edimburgo\u201d. Faleceu aos oito de agosto de 1907. Tinha oitenta e dois anos de idade.<\/p>\n<p>O hino <em>As Tuas M\u00e3os Dirigem Meu Destino<\/em> foi produzido no Brasil e publicado pela primeira vez na quarta edi\u00e7\u00e3o de <em>Salmos e Hinos<\/em> \u2013 s\u00f3 letra \u2013 em 1873. Na segunda (1889) e terceira (1899) edi\u00e7\u00f5es de <em>Salmos e Hinos<\/em> <em>Com M\u00fasicas Sacras<\/em> apareceu ligado \u00e0 m\u00fasica <em>O Selig Haus<\/em>, que tamb\u00e9m servia a outro hino. Desde a quarta (1919) e quinta (1975) edi\u00e7\u00f5es de <em>Salmos e Hinos com M\u00fasicas Sacras<\/em> achava-se vinculado \u00e0 m\u00fasica <em>Beyond<\/em> de George C. Stebbins. Nesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o consta o n\u00famero 358. Pode ser encontrado tamb\u00e9m na colet\u00e2nea <em>Aleluias<\/em> sob o n\u00famero 176. O<em> Hin\u00e1rio Evang\u00e9lico<\/em> n\u00famero 350 inclui esta letra, por\u00e9m com m\u00fasica diferente.<\/p>\n<p>O <em>Hin\u00e1rio Presbiteriano<\/em> \u2013 Novo C\u00e2ntico \u2013 tamb\u00e9m traz este belo hino sob o n\u00famero 164.<\/p>\n<p>George C. Stebbins (1846 \u2013 1945), compositor da m\u00fasica <em>Beyond<\/em> viveu noventa e nove anos. Descendia de Rowland Stebbins, que se estabeleceu em 1643 em Springfield, Massachusetts, Estados Unidos, filho de fazendeiro, nasceu em East Carlton, Orleans County, Nova York. Quando pequeno auxiliava o pai na fazenda e frequentava a escola rural perto de sua casa. Aos 13 anos, matriculou-se numa escola de m\u00fasica e sentiu o despertar de sua voca\u00e7\u00e3o. Continuou os estudos vocais e instrumentais em Buffalo, depois em Rochester, tornando-se professor de m\u00fasica. Em 1868 foi para Chicago e ingressou na conhecida firma Lyon na Healy Music Company, ao mesmo tempo em que se tornara diretor musical da Primeira Igreja Batista da cidade e membro do Club Apolo onde muitas vezes foi convidado a fazer solos de tenor. Transferindo-se para Boston em 1784, foi regente do coro da Igreja Batista da rua Claredon pastoreada pelo doutor A. J. Gordon. Dois anos mais tarde tornou-se diretor musical do famoso Tremont Temple e ligou-se em amizade com Moody e Sankey, que o convidaram a participar de suas campanhas evangel\u00edsticas. Coube-lhe organizar o coro, o que se realizou em Chicago, em 1876. Da\u00ed por diante trabalharam em estreita colabora\u00e7\u00e3o. Stebbins acompanhou Moody e Sankey n\u00e3o s\u00f3 pelos Estados Unidos, mas tamb\u00e9m pela Inglaterra tornando-se um dos mais conhecidos e apreciados cantores evangelistas, pois igualmente se associou \u00e0 obra de v\u00e1rios pregadores, como o doutor George F. Pentecost, Major D. W. Whittle e Henry Drummond. No inverno de 1889 fez uma viagem evangel\u00edstica \u00e0 \u00cdndia, Egito, Palestina, It\u00e1lia e Fran\u00e7a, alcan\u00e7ando sempre na sua atua\u00e7\u00e3o a melhor acolhida.<\/p>\n<p>Durante sua longa e bem-sucedida carreira, comp\u00f4s centenas de c\u00e2nticos e ditou muitas cole\u00e7\u00f5es de hinos. Foi coeditor com Sankey e McGranahan de v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es de <em>Gospel Hyms<\/em> e o compilador e \u00fanico editor, em 1904, de <em>The Northfield Hymnal<\/em>. Faleceu em Catskill, Nova York, aos 6 de outubro de 1945.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2022 <strong>Dona Henriqueta Rosa Fernandes Braga<\/strong> (1909-1983) \u00e9 autora de <em>Pontos de Hist\u00f3ria da M\u00fasica<\/em>, <em>M\u00fasica Sacra Evang\u00e9lica no Brasil <\/em>e o verbete sobre este assunto para a <em>Grande Enciclop\u00e9dia Delta Larousse<\/em>, nas edi\u00e7\u00f5es de 1970 e 1979. Doutora em m\u00fasica, foi membro titular da Academia Nacional de M\u00fasica, e, com apenas 27 anos de idade, passou a lecionar na atual Escola de M\u00fasica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante muitos anos contou nas p\u00e1ginas de <strong>Ultimato<\/strong> a hist\u00f3ria dos hinos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de cinco hinos antigos publicados na revista Ultimato entre 1968 e 1982<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nPor D. Henriqueta Rosa Fernandes Braga<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n1.<br \/>\nSei que Cristo me quer bem<br \/>\nRevista Ultimato, fevereiro de 1968<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa ilha Constitui\u00e7\u00e3o no rio Hudson, junto \u00e0 academia militar de West Point, Estados Unidos, por onde tem passado v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de oficiais do ex\u00e9rcito norte-americano, Anna Bartlett [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[22807],"tags":[5,30074,31099,22243,18],"class_list":["post-7936","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-extras","tag-arte-e-cultura","tag-arte-para-todos","tag-hinos","tag-liturgia","tag-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7936"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7936\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8000,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7936\/revisions\/8000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}