{"id":69,"date":"2008-07-31T20:50:53","date_gmt":"2008-07-31T23:50:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/2008\/07\/31\/40_anos\/mesa-redonda-1-ha-40-anos-e-hoje.html"},"modified":"2008-07-31T20:50:53","modified_gmt":"2008-07-31T23:50:53","slug":"mesa-redonda-1-ha-40-anos-e-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2008\/07\/31\/mesa-redonda-1-ha-40-anos-e-hoje\/","title":{"rendered":"Mesa-redonda 1: H\u00e1 40 anos! E hoje?"},"content":{"rendered":"ngg_shortcode_0_placeholderJ&aacute; passavam das 15 horas. As apresenta&ccedil;&otilde;es j&aacute; haviam sido feitas e com elas muitas lembran&ccedil;as que animavam a todos os que estavam presentes no templo da Igreja Presbiteriana. A primeira mesa-redonda, cujo t&iacute;tulo era &ldquo;H&aacute; 40 anos! E hoje?&rdquo;, foi parafraseada pelo organizador do debate, Marcos Bontempo, como &ldquo;1968, o ano que n&atilde;o terminou&rdquo;. Os participantes dessa mesa foram: Robinson Cavalcanti, Paul Freston e Alderi Souza de Matos.<!--more--><\/p>\n<p>Cavalcanti, o primeiro a falar, mostrou um estudo sobre a participa&ccedil;&atilde;o dos evang&eacute;licos no cen&aacute;rio pol&iacute;tico brasileiro. Vivia-se h&aacute; 40 anos o fim de um paradigma: o protestantismo como sin&ocirc;nimo de democracia e progresso. No in&iacute;cio dessas quatro d&eacute;cadas, a ideologia que se pregava era a de total aliena&ccedil;&atilde;o, ou seja, &ldquo;crente n&atilde;o se mete em pol&iacute;tica&rdquo;. Na teoria, esse era o discurso, mas na pr&aacute;tica, muitos evang&eacute;licos j&aacute; estavam inseridos em cargos pol&iacute;ticos. Logo depois, apareceram movimentos que se engajaram em campanhas pol&iacute;ticas com o slogan &ldquo;irm&atilde;o vota em irm&atilde;o&rdquo;. E hoje? Com a crise de ideologias nos partidos pol&iacute;ticos, os evang&eacute;licos, quando se filiam, o fazem aos partidos menos n&iacute;tidos, pois a atua&ccedil;&atilde;o &eacute; marcada pelo individualismo e pela defesa do bem particular das igrejas e n&atilde;o pelo bem-comum da sociedade. <\/p>\n<p>&ldquo;Cen&aacute;rio dos evang&eacute;licos do Brasil: um pa&iacute;s cada vez mais pentecostal&rdquo; foi o tema que Freston abordou. &Eacute; certo que o Brasil &eacute; cada vez mais pentecostal e menos cat&oacute;lico. Em quase todos os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, o pentecostalismo &eacute; a segunda maior religi&atilde;o, com maior ades&atilde;o dos povos ind&iacute;genas. Por&eacute;m, mesmo com o crescimento que se tem hoje, estudiosos j&aacute; prev&ecirc;em a queda desse segmento religioso. Tr&ecirc;s s&atilde;o os fatores apontados para esse decl&iacute;nio: a crise da falta da pr&aacute;tica religiosa, estagna&ccedil;&atilde;o e apostasia. Em contrapartida, outros estudos indicam que o Brasil pode ser considerado a capital mundial do pentecostalismo. Qual &eacute; o futuro religioso do Brasil? Segundo o palestrante, isso depender&aacute; de tr&ecirc;s fatores: o decl&iacute;nio continuado do catolicismo, o crescimento dos evang&eacute;licos e a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma terceira religi&atilde;o. Contudo, o Brasil nunca ser&aacute; um pa&iacute;s de maioria evang&eacute;lica, por causa dos esc&acirc;ndalos, promessas n&atilde;o alcan&ccedil;adas por fi&eacute;is, l&iacute;deres autorit&aacute;rios e l&iacute;deres pol&iacute;ticos envolvidos com a corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O pastor e professor Alderi destacou que nos dias de hoje a sociedade est&aacute; cada vez mais descrente. Existem os descrentes absolutos, aqueles que n&atilde;o possuem nenhuma convic&ccedil;&atilde;o religiosa, os descrentes no cristianismo, adeptos a outras religi&otilde;es, e os descrentes pr&aacute;ticos, aqueles que s&atilde;o crentes nominais. As causas da incredulidade seriam: a prosperidade s&oacute;cio-econ&ocirc;mica, a influ&ecirc;ncia da m&iacute;dia, a educa&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e superior, a populariza&ccedil;&atilde;o das teorias cient&iacute;ficas, as dificuldades e perplexidades existenciais e o mau exemplo das religi&otilde;es e dos religiosos. Alguns desafios ficam para as igrejas evang&eacute;licas. Cabe a elas mostrar um evangelismo &iacute;ntegro e b&iacute;blico, enfatizar a apolog&eacute;tica e viver em coer&ecirc;ncia com a f&eacute; pregada.  <\/p>\n<p><em>Por Ari&aacute;dine Morgan<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; passavam das 15 horas. 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