{"id":5767,"date":"2014-08-01T11:19:30","date_gmt":"2014-08-01T14:19:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=5767"},"modified":"2014-08-01T11:19:30","modified_gmt":"2014-08-01T14:19:30","slug":"minha-tristeza-com-a-morte-de-rubem-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2014\/08\/01\/minha-tristeza-com-a-morte-de-rubem-alves\/","title":{"rendered":"Minha tristeza com a morte de Rubem Alves"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00a0<\/em><br \/>\n<a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2014\/08\/BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves.jpeg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-5767\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5768\" alt=\"BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2014\/08\/BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves.jpeg\" width=\"620\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2014\/08\/BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves.jpeg 620w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2014\/08\/BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves-300x140.jpeg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2014\/08\/BlogUlt_01_08_14_Rubem_Alves-150x70.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><em><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Por Elben M. Lenz C\u00e9sar<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o conheci Rubem Alves pessoalmente. Confesso com um pouco de vergonha que nunca li os seus livros, embora tenha sido leitor de seus artigos na <i>Folha de S\u00e3o Paulo<\/i>. Tenho a forte impress\u00e3o de que a Igreja Presbiteriana do Brasil, da qual ele foi pastor e da qual eu sou pastor h\u00e1 58 anos, influenciada pelo pavor da amea\u00e7a comunista na \u00e9poca da Revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiu enfrentar o problema com mais sabedoria e mais amor, o que motivou sua retirada do minist\u00e9rio e talvez da f\u00e9.<\/p>\n<p>Apesar da aus\u00eancia desses v\u00ednculos com Rubem Alves, passei por um momento de abatimento quando soube da morte dele. N\u00e3o queria que ele morresse sem voltar atr\u00e1s na nega\u00e7\u00e3o da obra salv\u00edfica de Jesus Cristo. Tirei dos meus guardados a carta aparentemente atrevida que mandei para ele ano e meio antes de seu falecimento e a reli com muita tristeza. Eis o teor da carta, com data de 12 de janeiro de 2012:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMui caro Dr. Rubem Alves,<\/p>\n<p>Tenho comigo o recorte de seu artigo <i>Despedida<\/i>, publicado na <i>Folha de S\u00e3o Paulo<\/i> de 1\u00b0 de novembro do ano passado. Tenho tamb\u00e9m o recorte do bonito artigo <i>Al\u00e9m do cotidiano<\/i>, de Marina Silva (4 de novembro).<\/p>\n<p>Como membro de uma fam\u00edlia de pastores presbiterianos (av\u00f4, pai, tios, primos, sobrinhos e genro), sendo eu tamb\u00e9m pastor presbiteriano, e sabendo que o prezado amigo por alguns anos exerceu o pastorado da Igreja Presbiteriana de Lavras \u2013 encho-me de ousadia para pedir-lhe que escreva pelo menos mais um artigo, apesar da \u2018Despedida\u2019. Pode ser na <i>Folha de S\u00e3o Paulo<\/i> ou em qualquer outro jornal ou revista.<\/p>\n<p>N\u00e3o fique aborrecido comigo, mas pe\u00e7o permiss\u00e3o para sugerir um artigo no qual o senhor reconsidere sua posi\u00e7\u00e3o religiosa crist\u00e3, caso isso aconte\u00e7a primeiro na sua alma e na sua mente. O senhor tem muitos leitores e admiradores que poderiam se beneficiar com esse texto p\u00f3s-despedida. Muitos deles acham-se confusos e sedentos de \u00e1gua viva.<\/p>\n<p>N\u00e3o me esque\u00e7o de sua entrevista \u00e0 <i>Isto\u00c9<\/i> de 20\/12\/2000, p. 90: \u2018Hoje, as\u00a0 ideias centrais da teologia crist\u00e3 em que acreditei nada significam para mim: s\u00e3o cascas de cigarras vazias. N\u00e3o fazem sentido. N\u00e3o as entendo. N\u00e3o as amo\u2019.<\/p>\n<p>Tenho a meu favor que sou quatro anos mais velho que o amigo&#8230;<\/p>\n<p>Abra\u00e7os,<\/p>\n<p>Elben M. Lenz C\u00e9sar\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Em setembro do ano passado, mandei-lhe outra carta, desta vez bem curta: \u201cGostei muito de seu artigo sobre a eutan\u00e1sia, publicado no <i>Informativo do Instituto Camiliano da Pastoral da Sa\u00fade<\/i>\u201d. Esse texto de Rubem Alves me influenciou a escrever o artigo <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/345\/vida-longa-vida-alongada-e-vida-eterna\">Vida longa, vida alongada e vida eterna<\/a>, publicado na edi\u00e7\u00e3o de novembro\/dezembro de 2013 de <b>Ultimato<\/b>.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei o que teria passado na mente do querido pedagogo, escritor, te\u00f3logo, poeta e psicanalista em seu leito de dor e morte. Teriam vindo \u00e0 tona com toda for\u00e7a aqueles momentos quando ele celebrava a Santa Ceia na Igreja Presbiteriana de Lavras e, depois de levantar o c\u00e1lice cheio de vinho, repetia as palavras de Jesus: \u201cEste c\u00e1lice \u00e9 o meu sangue, minha nova alian\u00e7a com voc\u00eas\u201d (1 Cor\u00edntios 11.25)?<\/p>\n<p><strong>\u2022 Elben M. Lenz C\u00e9sar<\/strong> \u00e9 redator-fundador da revista Ultimato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nPor Elben M. Lenz C\u00e9sar<br \/>\nN\u00e3o conheci Rubem Alves pessoalmente. Confesso com um pouco de vergonha que nunca li os seus livros, embora tenha sido leitor de seus artigos na Folha de S\u00e3o Paulo. 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