{"id":523,"date":"2009-01-05T14:09:01","date_gmt":"2009-01-05T17:09:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/?p=523"},"modified":"2009-01-05T14:09:01","modified_gmt":"2009-01-05T17:09:01","slug":"a-natureza-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2009\/01\/05\/a-natureza-humana\/","title":{"rendered":"A natureza humana"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"158\" border=\"0\" align=\"right\" width=\"138\" class=\"direita\" src=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/image\/Prateleira\/2009\/janeiro\/blog_05_01_dna.jpg\" alt=\"\" \/>A express&atilde;o &quot;natureza humana&quot; aparece dez vezes nos 17 primeiros versos do cap&iacute;tulo oito da Ep&iacute;stola de Paulo aos Romanos, na Nova Tradu&ccedil;&atilde;o na Linguagem de Hoje. Essas palavras dizem respeito aos pendores naturais do ser humano&nbsp;&#8212; como ele vive, age e reage, como se comporta&nbsp;&#8212; em qualquer lugar, em qualquer tempo, etnia (ou ra&ccedil;a), cultura, em quaisquer circunst&acirc;ncias. H&aacute; v&aacute;rias ci&ecirc;ncias que estudam anos a fio a natureza humana&nbsp;&#8212; a antropologia, a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, a teologia e at&eacute; a ling&uuml;&iacute;stica. Cada uma delas tem suas explica&ccedil;&otilde;es, respostas e conclus&otilde;es.&nbsp;<\/p>\n<p>Cientistas, escritores, artistas, jornalistas e religiosos, todos referem-se &agrave; natureza humana, pois ela &eacute; sempre estranha, confusa e preocupante. Deixada &agrave; vontade, essa natureza &eacute; capaz de causar grandes estragos, quase sempre irrevers&iacute;veis. A obriga&ccedil;&atilde;o imposta por Jesus Cristo de negar-se a si mesmo &eacute; o &uacute;nico dique para barrar os impulsos negativos da natureza humana (Marcos 8.34).&nbsp;<!--more-->Em &uacute;ltima an&aacute;lise, a natureza humana &eacute; respons&aacute;vel por todas as desgra&ccedil;as que t&ecirc;m assolado a sociedade, desde a incorrig&iacute;vel injusti&ccedil;a social at&eacute; a sucess&atilde;o intermin&aacute;vel de conflitos b&eacute;licos. Ela explica tamb&eacute;m o chamado femic&iacute;dio, &quot;termo cunhado para denominar a elimina&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de mulheres&quot;. O mais constrangedor &eacute; que, conforme a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, 70% das mulheres assassinadas s&atilde;o v&iacute;timas de seus companheiros (namorados, maridos ou amantes).&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; a natureza humana indom&aacute;vel que explica tanto o que aconteceu em Joa&ccedil;aba, SC, como o que aconteceu em Vi&ccedil;osa, MG, quase na mesma semana (de outubro de 2008). No primeiro caso, dois jovens de 18 anos e um de 16 estupraram uma menina de 15, filmaram o ato e divulgaram as imagens pela internet. No segundo caso, um idoso de 74 anos estuprou uma menina de 10 e manteve contatos voluptuosos com outra de 9, em um mesmo dia, na casa dele. A natureza humana negativa est&aacute; presente em jovens e em idosos, em fam&iacute;lias da classe m&eacute;dia (caso dos rapazes de Joa&ccedil;aba) e da classe pobre (caso do aposentado de Vi&ccedil;osa).&nbsp;<\/p>\n<p>S&atilde;o essas coisas que levam certas pessoas a p&ocirc;r a m&atilde;o na ferida humana. Em entrevista &agrave; <em>Folha de S&atilde;o Paulo<\/em>, o psicanalista brit&acirc;nico Adam Phillips disse que &ldquo;pessoas que parecem normais podem ser mais loucas que os loucos&rdquo;. Outra an&aacute;lise vem do jornalista L&uacute;cio Sant&rsquo;Ana: &ldquo;Independente da teoria mais correta, certo &eacute; que o homem, em qualquer tempo, &eacute; mau por natureza. &Eacute; um predador que apenas entende de valorizar suas vontades e desejos. Como centro de um microuniverso, o homem persegue suas ambi&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o encontra limites para elas&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>No que diz respeito &agrave; natureza humana nenhuma an&aacute;lise &eacute; mais esclarecedora e l&uacute;cida do que a an&aacute;lise da teologia. Ela trata do assunto de forma ampla. Segundo a teologia, a natureza humana est&aacute; contaminada e dominada pelo mal, embora n&atilde;o tenha perdido por completo alguns lampejos do bem. O ser humano foi criado pelo Deus Santo, mas caiu dessa posi&ccedil;&atilde;o com o pecado de Ad&atilde;o: &ldquo;Por meio da desobedi&ecirc;ncia de um s&oacute; homem muitos foram feitos pecadores&rdquo; (Romanos 5.19). O primeiro pecado afetou toda a ra&ccedil;a humana. Imediatamente ap&oacute;s a queda, houve inveja, ci&uacute;me, raiva, orgulho, viol&ecirc;ncia, mentira e insol&ecirc;ncia. Estranha bagagem que todos carregamos dentro de n&oacute;s e que s&oacute; n&atilde;o sair&aacute; de l&aacute; se trancarmos todas as portas, de modo decisivo e cont&iacute;nuo. Pelo menos os crist&atilde;os t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o viverem de acordo com sua natureza humana. Eles precisam viver de acordo com o Esp&iacute;rito de Deus que habita neles (Romanos 8.13).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A express&atilde;o &quot;natureza humana&quot; aparece dez vezes nos 17 primeiros versos do cap&iacute;tulo oito da Ep&iacute;stola de Paulo aos Romanos, na Nova Tradu&ccedil;&atilde;o na Linguagem de Hoje. 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