{"id":2906,"date":"2011-11-21T14:02:07","date_gmt":"2011-11-21T17:02:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=2906"},"modified":"2011-11-22T09:43:10","modified_gmt":"2011-11-22T12:43:10","slug":"internetholics","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2011\/11\/21\/internetholics\/","title":{"rendered":"Internetholics"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/11\/21_11_teclado_blogULT.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-2906\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2907\" title=\"\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/11\/21_11_teclado_blogULT.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/11\/21_11_teclado_blogULT.jpg 200w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/11\/21_11_teclado_blogULT-100x150.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>Pode incomodar como o v\u00edcio em cigarro, abalar relacionamentos como a depend\u00eancia alc\u00f3olica e causar d\u00edvidas como a depend\u00eancia qu\u00edmica. Ainda assim, o &#8220;v\u00edcio&#8221; em internet n\u00e3o parece ser um grande problema para a maioria das pessoas. Claro que exageramos na abertura deste post, mas levados \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, o descontrole no uso dessa ferramenta pode mesmo causar estragos. E perceba que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil encontrar pessoas que administram v\u00e1rios perfis no Twitter, t\u00eam mais facilidade em relacionar-se pelo Facebook do que pessoalmente ou que se esfor\u00e7am &#8211; e endividam-se &#8211; para ter a \u00faltima (ou alguma) vers\u00e3o do iPhone&#8230;<\/p>\n<p>Na enquete mais recente, perguntamos se o leitor de Ultimato era um viciado em internet e&#8230; vejam s\u00f3: <strong>26% reconhecem que s\u00e3o <em>internetholics<\/em><\/strong>. 48% afirmam\u00a0ainda manter esse costume sob controle, mas que correm o risco de tornar-se um viciado. 26% s\u00f3 utilizam a internet como ferramenta de trabalho, enquanto apenas 2% (em n\u00fameros absolutos, uma \u00fanica pessoa) disse que n\u00e3o costuma usar a internet frequentemente. Claro que precisamos levar em conta que essa enquete foi feita na pr\u00f3pria internet, utilizando o nosso site e o Facebook&#8230;<\/p>\n<p>Mas e voc\u00ea? Qual \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com a internet? Aproveite a oportunidade para ler a entrevista abaixo, na qual a jornalista\u00a0M\u00e1rcia Casali conversa com Uriel Heckert, m\u00e9dico psiquiatra e Membro Pleno do Corpo de Psic\u00f3logos e Psiquiatras Crist\u00e3os (<a href=\"http:\/\/www.cppc.org.br\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=278&amp;Itemid=114\" target=\"_blank\">CPPC<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1) O senhor conhece algu\u00e9m, ou j\u00e1 ouviu, que sofra de infoxica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uriel<\/strong>: Sim, este \u00e9 um mal que vai se tornando cada vez mais frequente. J\u00e1 atendi, por exemplo, uma jovem que passou 3 dias e 3 noites \u201cplugada\u201d, com priva\u00e7\u00e3o de sono e alimenta\u00e7\u00e3o. As consequ\u00eancias para a sa\u00fade s\u00f3 podem ser desastrosas. N\u00e3o podemos negar que isso representa total submiss\u00e3o da liberdade pessoal a um desejo que se torna dominante. Sabe-se hoje que cerca de 10% dos que usam computadores, redes sociais, telefones celulares e equipamentos do g\u00eanero j\u00e1 est\u00e3o ou se tornar\u00e3o dependentes desses recursos tecnol\u00f3gicos.<!--more--><\/p>\n<p><strong>2) Existem sintomas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>U<\/strong>: J\u00e1 se caracterizou um novo dist\u00farbio da ansiedade, denominado <em>nomofobia<\/em>, express\u00e3o derivada do ingl\u00eas \u201cno mobile\u201d. Tal diagn\u00f3stico se aplica a pessoas que ficam desesperadas em situa\u00e7\u00f5es nas quais n\u00e3o t\u00eam dispon\u00edvel algum dispositivo de comunica\u00e7\u00e3o. O uso de tais recursos torna-se compulsivo, numa verdadeira escravid\u00e3o a tecnologia. O apelo \u00e9 t\u00e3o forte que se sobrep\u00f5e aos relacionamentos pessoais, \u00e0s tarefas de trabalho e \u00e0s pr\u00f3prias necessidades fisiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>3) Qual a melhor forma de tratamento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>U<\/strong>: Como acontece em situa\u00e7\u00f5es semelhantes, o primeiro grande passo \u00e9 a tomada de consci\u00eancia da real situa\u00e7\u00e3o. A tend\u00eancia geral \u00e9 que a pessoa negue a sua condi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, iludindo-se quanto ao autodom\u00ednio, que tudo faz porque assim prefere, que pode mudar o comportamento se assim o desejar. Sabe-se que isso \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o que s\u00f3 serve para retardar a busca por mudan\u00e7as. Grupos de ajuda m\u00fatua, entre pessoas que experimentam esta ou outras formas de depend\u00eancia, mostram-se muito efetivos. Psicoterapia pode ser necess\u00e1ria e at\u00e9 recursos psiqui\u00e1tricos. O aconselhamento, especialmente aquele de base crist\u00e3, pode apontar outros interesses e motiva\u00e7\u00f5es, estimulando escolhas mais s\u00e1bias para a vida.<\/p>\n<p><strong>4) E para quem \u00e9 viciado em internet, podemos falar que isso est\u00e1 relacionado a algum dist\u00farbio mental?<\/strong><\/p>\n<p><strong>U<\/strong>: Trata-se, antes de tudo, de uma patologia da liberdade, daquelas condi\u00e7\u00f5es que nos tornam menos humanos. N\u00e3o podemos negar que esta \u00e9 um das contradi\u00e7\u00f5es trazidas pela Modernidade e que expressa muito bem a miserabilidade da condi\u00e7\u00e3o humana: tudo que se conquista e serve de benef\u00edcio para a Humanidade, acaba sendo usado de forma nociva e prejudicial. Vale lembrar o alerta que desde o princ\u00edpio receberam nossos ancestrais: \u201cO teu desejo ser\u00e1 contra ti, mas a ti cumpre domin\u00e1-lo\u201d (G\u00eanesis 4.7).<\/p>\n<p><strong>5) Tenho um sobrinho de apenas 3 aninhos que nem foi alfabetizado e j\u00e1 sabe entrar na internet e procurar os jogos e desenhos que gosta. Minha irm\u00e3 estipulou dia e hora para ele navegar. Essa \u00e9 uma boa sa\u00edda para os pais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>U<\/strong>: Sim. Por um lado, n\u00e3o se pode viver sem dominar os recursos da tecnologia. Por outro, cabe aos pais estipular limites, acompanhar cada passo dos filhos, discutir com eles os conte\u00fados que est\u00e3o acessando, sempre apontando princ\u00edpios s\u00f3lidos e norteadores para a vida. As crian\u00e7as e adolescentes t\u00eam como direito fundamental contar com pais presentes e vigilantes, que os eduquem para o bom uso dos recursos que t\u00eam a m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>6) Conhe\u00e7o um jovem de 24 anos que n\u00e3o trabalha, n\u00e3o estuda e fica em m\u00e9dia 8h no computador. \u00c9 normal virar a noite diante da tela falando com os amigos, paquerando, vendo v\u00eddeos. Nesse caso, o que a pessoa deve fazer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>U<\/strong>: Um dos sintomas da depend\u00eancia da tecnologia \u00e9 exatamente essa prefer\u00eancia absoluta pelo consumo da mesma, mesmo em detrimento de outros interesses e necessidades. Tomar consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o, desejar mudar e buscar ajuda s\u00e3o os passos a seguir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode incomodar como o v\u00edcio em cigarro, abalar relacionamentos como a depend\u00eancia alc\u00f3olica e causar d\u00edvidas como a depend\u00eancia qu\u00edmica. 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