{"id":2623,"date":"2011-07-18T08:51:43","date_gmt":"2011-07-18T11:51:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=2623"},"modified":"2011-08-22T12:35:24","modified_gmt":"2011-08-22T15:35:24","slug":"cantando-o-tempo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2011\/07\/18\/cantando-o-tempo-3\/","title":{"rendered":"Cantando o tempo 4"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2624\" style=\"width: 368px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/geoglauco\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2624\" class=\"size-full wp-image-2624  \" title=\"15_07_blogult_morros\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/07\/15_07_blogult_morros.jpg\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/07\/15_07_blogult_morros.jpg 448w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/07\/15_07_blogult_morros-300x224.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2011\/07\/15_07_blogult_morros-150x112.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2624\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Glauco Umbelino<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">Uma imagem simples vem \u00e0 mente. Profunda e bonita, como a poesia. Dois amigos, Milton e Caetano, poetas por terem o cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel aos seus anseios e ao desejo do mundo por sentido. Acordam cedo, ansiosos, como se fosse este o momento esperado para receberem do alvorecer a resposta que aguardavam. Sentam-se em sil\u00eancio sobre um banco de madeira, um ao lado do outro, na varanda da casa velha de uma fazenda, posta calidamente em harmonia sobre alguma das ondas do mar de morros de Minas. Um caf\u00e9 forte na m\u00e3o para aquecer o corpo, e os olhos atentos ao horizonte, que dan\u00e7a em cores sortidas a medida que o sol faz dengo para se levantar. <!--more-->\u201cO tempo dispara\u201d, assim como o cora\u00e7\u00e3o. Mas o tempo tamb\u00e9m para, e a alma registra a eternidade, a beleza do que \u00e9 verdadeiro. E \u00e9 justamente a busca pela verdade que faz este tempo ser eterno, precioso. Isto \u00e9 o que imagino.<\/p>\n<p>\u201cQuem ser\u00e1 que manda na vida? Quem d\u00e1 a partida?\u201d pergunta um para o outro, enquanto observam a luz ser reinventada. E as perguntas me remetem a um cantor do passado. Algu\u00e9m que, observando a mesma luz e o mesmo c\u00e9u, em estado de contempla\u00e7\u00e3o se emociona, como os amigos, e, sabendo a resposta das perguntas dos nossos poetas do presente, poem-se a perguntar ao criador do tempo: \u201cque \u00e9 o homem para que dele te lembres?\u201d\u00b9<\/p>\n<p>\u201cComo \u00e9 mesmo que anda o tempo? Ser\u00e1 sempre assim t\u00e3o lento? Ser\u00e1 que passa por dentro de n\u00f3s?\u201d, continuam ambos divagando. \u201cSim\u201d, diria outro poeta mais antigo, enquanto balan\u00e7a a cabe\u00e7a: \u201ca eternidade passa e permanece em n\u00f3s, abrigada, nos instigando a conhec\u00ea-la, nos movendo a desfrutar dela em cada tempo da vida. Pois h\u00e1 tempo para tudo\u00b2\u201d. Se ouvissem essa interven\u00e7\u00e3o, Caetano e Milton sorririam em concord\u00e2ncia, e voltariam ao sil\u00eancio contemplativo. E o sil\u00eancio n\u00e3o se conteria e logo daria espa\u00e7o para mais perguntas: \u201cser\u00e1 que \u00e9 o sol que ordena e o tempo que obedece? Ou ser\u00e1 que o sol s\u00f3 desce, quando o tempo eleva a luz?\u201d.<\/p>\n<p>A resposta n\u00e3o \u00e9 nenhuma das op\u00e7\u00f5es. E fico maravilhado ao perceber que numa simples reserva de tempo \u2014 seja para ver o nascer do sol ou para a \u00e1rdua, mas encantadora tarefa de traduzir em m\u00fasica o sentimento que se observa na melodia do sil\u00eancio \u2014 dois poetas s\u00e3o agraciados com a resposta certa \u201cnada conta al\u00e9m da gra\u00e7a do amor!\u201d. E \u00e9 verdade. Tudo \u00e9 vaidade e correr atr\u00e1s do vento\u00b3 \u2014 j\u00e1 dizia o pregador. A n\u00e3o ser aquilo que permanece, que est\u00e1 acima do sol, projetado pelas m\u00e3os do poeta maior que nos p\u00f5e dependentes deste amor. \u201cO amor que \u00e9 raio e centro\u201d, caminho e destino. \u201cEternidade e momento\u201d. Nosso redentor. O \u00fanico que d\u00e1 sentido ao tempo: o (Deus) amor.<br \/>\n<object width=\"100%\" height=\"81\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/player.soundcloud.com\/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F19268522\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"100%\" height=\"81\" src=\"http:\/\/player.soundcloud.com\/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F19268522\" allowscriptaccess=\"always\"><\/embed><\/object> <span><a href=\"http:\/\/soundcloud.com\/pabline-felix\/senhor-do-tempo-milton\"><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00b9 Salmo 8.3<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00b2 Eclesiastes 3<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00b3 Eclesiastes 1.2<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Reveja as dicas <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2011\/07\/13\/cantando-o-tempo-2\/\" target=\"_blank\">n\u00famero 3<\/a> e <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2011\/07\/08\/cantando-o-tempo-1\/\" target=\"_blank\">n\u00famero 2<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">__________<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/rolimmenezes\" target=\"_blank\">Lucas Rolim<\/a><\/strong>, 24 anos, \u00e9 administrador pela UFV, trabalha como auxiliar de marketing  na Editora Ultimato e brinca de fazer arte nas horas vagas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma imagem simples vem \u00e0 mente. 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