{"id":2046,"date":"2010-10-21T09:38:04","date_gmt":"2010-10-21T12:38:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=2046"},"modified":"2010-11-04T08:00:24","modified_gmt":"2010-11-04T11:00:24","slug":"passeio-globalizado-na-cidade-do-cabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2010\/10\/21\/passeio-globalizado-na-cidade-do-cabo\/","title":{"rendered":"Passeio globalizado na Cidade do Cabo"},"content":{"rendered":"<p><em>Po Kl\u00eania C\u00e9sar Fassoni<\/em><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #808000;\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2010\/10\/21_10_artesanato.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-2046\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\" data-lightview-title=\"21_10_artesanato\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2050\" title=\"21_10_artesanato\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2010\/10\/21_10_artesanato.jpg\" alt=\"\" width=\"136\" height=\"150\" \/><\/a>Especial Lausanne III.<\/span><\/strong> Estar na Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul, \u00e9 um grande privil\u00e9gio para mim e tamb\u00e9m grande responsabilidade.<\/p>\n<p>D\u00e9lnia, minha irm\u00e3, Liss\u00e2nder (coordenador da Rede M\u00e3os Dadas e colaborador na revista <strong>Ultimato<\/strong>) e eu chegamos dois dias antes do Congresso Lausanne 2010. Foi poss\u00edvel conhecer alguns lugares, gra\u00e7as ao apoio de Silvia Octaviano, jornalista, formada no Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es e mission\u00e1ria pela Junta de Miss\u00f5es da Igreja Presbiteriana do Brasil, e Laura, sua filha de 15 anos, que moram na Cidade do Cabo h\u00e1 dois quase tr\u00eas anos. Elas providenciaram hospedagem e nos deram muitas informa\u00e7\u00f5es sobre este lugar, seu povo e sua cultura. <!--more--><\/p>\n<p>A igreja presbiteriana onde Silvia trabalha e congrega teve seu in\u00edcio em 1903. A constru\u00e7\u00e3o tem estilo europeu, com vitrais, telhado em madeira, p\u00e9 direito muito alto, um belo jardim e at\u00e9 mesmo um \u00f3rg\u00e3o de tubos, e ningu\u00e9m que o toque. \u00c0 sa\u00edda do templo h\u00e1 uma pedra com os nomes dos membros da igreja mortos na primeira e na segunda guerra mundial.<\/p>\n<p>Esta igreja tem cerca de 70 membros, de 17 diferentes etnias, uma caracter\u00edstica que est\u00e1 se tornando comum nas igrejas da Europa e de outras partes do mundo. A igreja tem procurado ativamente integrar-se com a comunidade, por meio de aulas de ingl\u00eas, apoio a migrantes, grupo de mulheres e outras iniciativas.<\/p>\n<p>Nosso grupo, alegre e barulhento, era formado por sete brasileiros mais a Laura, que foi nossa int\u00e9rprete e cicerone. Ap\u00f3s a visita \u00e0 Igreja fomos de trem a Simon\u2019s Town. Nessa viagem de 40 minutos, vimos muitas pessoas pobres. Tr\u00eas diferentes grupos entraram no vag\u00e3o e cantaram ou tocaram em troca de alguns poucos trocados. A moeda de maior valor \u00e9 de 5 rands, equivalente a pouco mais de 1 Real. Passamos por lugares pobres e chegamos a Simon\u2019s Town, uma pequena e pitoresca cidade a beira-mar. O mar aqui \u00e9 mais azul e contrasta com as pedras e o com o c\u00e9u, tamb\u00e9m mais azul (pelo menos nestes dias).<\/p>\n<p>Andamos bastante, passando por lojinhas e barracas de artesanato. Tomamos um caf\u00e9 com gosto diferente \u2014 continha 50% de chic\u00f3ria, o que \u00e9 comum em alguns pa\u00edses da \u00c1frica. Este lugar, uma mistura de albergue, bar, locador de bicicletas e de livros (ali\u00e1s, em todo lugar aqui h\u00e1 livros), tem almofadas e um quadro feitos de sacas de caf\u00e9 importado onde est\u00e1 escrito: Caf\u00e9 do Brasil.<\/p>\n<p>O artesanato \u00e9 riqu\u00edssimo em variedade e criatividade: muitas pe\u00e7as feitas com ovos de avestruz \u2014 pintados ou esculpidos, pe\u00e7as de arame com mi\u00e7angas em forma de animais t\u00edpicos, pequenas e enormes esculturas em pedras e madeira, pinturas, quadros que misturam latas e tinta, tecidos pintados e colorid\u00edssimos e muito mais. Numa das lojas o artista, muito convicto da utilidade de seus mais de 30 amuletos, falou durante 10 minutos em ingl\u00eas r\u00e1pido, que Zeni, amazonense de 30 anos que faz parte da delega\u00e7\u00e3o brasileira, e eu fingimos entender. Numas das feiras ao ar livre ficamos encantados com um conjunto masculino de10 pessoas que cantavam em zulu, a capela com todas as vozes poss\u00edveis e mais aqueles improv\u00e1veis sons sa\u00eddos da garganta. Era um grupo crist\u00e3o da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Bem perto da\u00ed vimos pinguins, na \u201cfloresta\u201d (mangue). E eram muitos.<\/p>\n<p>O passeio em Simon\u2019s Town terminou com compras em um brech\u00f3 de roupas e artesanato \u2014 mantido por um mission\u00e1rio que reverte o valor das vendas para estudantes estrangeiros num semin\u00e1rio \u2014 e com o frango frito da KCF (rede famosa) e Coca-Cola comidos no trem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po Kl\u00eania C\u00e9sar Fassoni<br \/>\nEspecial Lausanne III. Estar na Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul, \u00e9 um grande privil\u00e9gio para mim e tamb\u00e9m grande responsabilidade.<br \/>\nD\u00e9lnia, minha irm\u00e3, Liss\u00e2nder (coordenador da Rede M\u00e3os Dadas e colaborador na revista Ultimato) e eu chegamos dois dias antes do Congresso Lausanne 2010. 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