{"id":1715,"date":"2010-03-10T09:43:46","date_gmt":"2010-03-10T12:43:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/?p=1715"},"modified":"2010-11-19T08:33:09","modified_gmt":"2010-11-19T11:33:09","slug":"1960-%e2%80%94-um-ano-explosivo-na-historia-de-vicosa-v","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2010\/03\/10\/1960-%e2%80%94-um-ano-explosivo-na-historia-de-vicosa-v\/","title":{"rendered":"1960 \u2014 um ano explosivo na hist\u00f3ria de Vi\u00e7osa V"},"content":{"rendered":"<p><strong><span>1960 \u2014 Surpresas e mais surpresas em Vi\u00e7osa<\/span><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho absoluta certeza se foi em 1960. O fato \u00e9 que nesse ano ou no outro fui convidado para comparecer \u00e0 cerim\u00f4nia de abertura da tradicional Semana do Fazendeiro, no Sal\u00e3o Nobre do pr\u00e9dio principal da UREMG. O presidente da cerim\u00f4nia me apresentou como pastor e me convidou para fazer parte da mesa. Em seguida, solicitou que eu desvelasse a imagem de Cristo (na \u00e9poca, no in\u00edcio de cada cerim\u00f4nia, desvelava-se, e no final, cobria-se de novo a imagem). Interpretei esse gesto, dirigido a um protestante (contr\u00e1rio ao uso de imagens), como um ato de delicadeza. Entendi que o melhor seria desvelar a dita imagem. Havia fazendeiros protestantes do Leste de Minas e outras regi\u00f5es. N\u00e3o sei o que eles pensaram&#8230; (Em ocasi\u00e3o bem posterior, o prefeito ou o presidente da c\u00e2mara de vereadores de Vi\u00e7osa me fez o mesmo convite e eu passei a responsabilidade para um padre, tamb\u00e9m presente \u00e0 cerim\u00f4nia.) <!--more--><\/p>\n<p>Surpresas incr\u00edveis aconteceram no final de 1960. As bacharelandas da Escola Superior de Ci\u00eancias Dom\u00e9sticas elegeram como paraninfa a prof.\u00aa S\u00f4nia da Silva, e os engenheiros agr\u00f4nomos elegeram como orador da turma o formando Osmar Ribeiro. Os dois \u2014 S\u00f4nia e Osmar \u2014 eram metodistas. Apenas uma das oito economistas dom\u00e9sticas e apenas dois dos 34 agr\u00f4nomos eram evang\u00e9licos. A missa de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as foi celebrada por Dom Oscar de Oliveira, arcebispo de Mariana; e o culto de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as teve como pregador o Rev. Jos\u00e9 Henrique da Matta, bispo da Igreja Metodista Ortodoxa (do Rio de Janeiro).<\/p>\n<p>A homenagem prestada ao formando Osmar Ribeiro n\u00e3o podia ser mais justa pois, al\u00e9m de ser not\u00e1vel exemplo de um estudante extremamente pobre que venceu na vida, foi ele quem liderou os outros poucos estudantes evang\u00e9licos na organiza\u00e7\u00e3o de uma congrega\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica em Vi\u00e7osa, em julho de 1957, dois anos e meio antes da minha chegada. As reuni\u00f5es aconteciam numa casa de propriedade da fam\u00edlia Fortes, na rua Benjamim Ara\u00fajo. Nessa casa havia bancos, p\u00falpito e at\u00e9 o velho harm\u00f4nio, porque nela se reunia no passado uma pequena comunidade batista, mais tarde desativada. Ao chegar em Vi\u00e7osa, Osmar encontrou apoio de algumas fam\u00edlias n\u00e3o evang\u00e9licas, como a fam\u00edlia do sr. Toninho e dona Ieda Mafia e de dona Aurora, propriet\u00e1ria de uma das primeiras rep\u00fablicas de estudantes da cidade.<\/p>\n<p>Uma das coisas mais bonitas e edificantes que aconteceram em Vi\u00e7osa em 1960 foi a decis\u00e3o tomada pela Igreja Metodista Ortodoxa do Brasil no sentido de abrir m\u00e3o de seu trabalho em Vi\u00e7osa em favor da Igreja Presbiteriana do Brasil, j\u00e1 que o maior n\u00famero de fi\u00e9is eram dessa \u00faltima denomina\u00e7\u00e3o. Por ser a \u00fanica igreja evang\u00e9lica na cidade durante alguns anos, acolh\u00edamos metodistas, batistas, luteranos e assembleianos, que tinham os mesmos direitos dos presbiterianos. Na fachada do templo presbiteriano havia uma placa com o nome \u201cTemplo Evang\u00e9lico\u201d. S\u00f3 come\u00e7amos a chamar de \u201cTemplo Presbiteriano\u201d quando outras denomina\u00e7\u00f5es chegaram a Vi\u00e7osa.<\/p>\n<p>A minha vinda para Vi\u00e7osa obviamente n\u00e3o tem nada a ver com a presen\u00e7a de n\u00e3o poucas fam\u00edlias americanas na cidade, gra\u00e7as ao conv\u00eanio entre a Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, e a UREMG. Esse acordo durou 15 anos (de 1959 a 1973). No auge do interc\u00e2mbio chegaram a morar em Vi\u00e7osa 16 fam\u00edlias. Um bom n\u00famero era formado de fam\u00edlias protestantes, alguns nominais, outros bem comprometidos com o evangelho. Eles n\u00e3o contribu\u00edam regularmente, mas eram simp\u00e1ticos \u00e0 obra social desenvolvida pela igreja e ajudavam na constru\u00e7\u00e3o do primeiro templo, da casa pastoral e do segundo templo. Pouco menos de um quarto do que gastamos com o primeiro templo foi ofertado por eles (Cr$ 120.000,00). Duas ou tr\u00eas fam\u00edlias americanas levavam, em seus famosos e cobi\u00e7ados Opalas, estudantes para pregarem em Ub\u00e1, quando a estrada ainda era de terra. Trouxe a Vi\u00e7osa alguns bons mission\u00e1rios de l\u00edngua inglesa para pregar para eles em seu pr\u00f3prio idioma.<\/p>\n<p>Depois do culto de vig\u00edlia, na virada de 1960 para 1961, colocamos debaixo da porta de quase todas as casas de Vi\u00e7osa o pequeno folheto: &#8220;Quatro sugest\u00f5es no alvorecer de 1961&#8221; (p\u00f5e-te em ordem perante Deus, procura falar com Deus pela ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o desprezes a leitura da B\u00edblia e pensa mais em Jesus Cristo).<\/p>\n<p>Os problemas com a forma\u00e7\u00e3o tridentina do clero n\u00e3o acabaram em 1960. Tivemos outras s\u00e9rias dificuldades aqui e nas cidades vizinhas por mais alguns anos. Mas o ano de 1960 foi mesmo um ano surpreendente!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1960 \u2014 Surpresas e mais surpresas em Vi\u00e7osa<br \/>\nN\u00e3o tenho absoluta certeza se foi em 1960. O fato \u00e9 que nesse ano ou no outro fui convidado para comparecer \u00e0 cerim\u00f4nia de abertura da tradicional Semana do Fazendeiro, no Sal\u00e3o Nobre do pr\u00e9dio principal da UREMG. O presidente da cerim\u00f4nia me apresentou como pastor e me [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6111],"tags":[5330,5609,6094],"class_list":["post-1715","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-de-ca","tag-carta-aberta","tag-historia","tag-vicosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1715"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2121,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1715\/revisions\/2121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}