{"id":1380,"date":"2009-10-28T17:44:22","date_gmt":"2009-10-28T20:44:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimato.com.br\/blog\/?p=1380"},"modified":"2009-10-28T17:44:22","modified_gmt":"2009-10-28T20:44:22","slug":"um-caramujo-metido-a-besta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2009\/10\/28\/um-caramujo-metido-a-besta\/","title":{"rendered":"Um caramujo metido a besta"},"content":{"rendered":"<p>Na verdade, o original &eacute; mais elegante: &quot;Um caramujo erudito&quot;. A cole&ccedil;&atilde;o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/blogs\/devocionarios-bolso\/\">Devocion&aacute;rio de Bolso<\/a>, est&aacute; a caminho da gr&aacute;fica. Com voc&ecirc;s, a leitura do dia 2 de janeiro de <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/?pg=show_livros&amp;util=1&amp;registro=586\">Um Ano com C. S. Lewis &mdash; leituras di&aacute;rias de suas obras cl&aacute;ssicas<\/a>.<\/p>\n<p><strong><font color=\"#808000\">Um Caramujo Erudito<\/font><\/strong><\/p>\n<p>DE ONDE vem essa predisposi&ccedil;&atilde;o das pessoas de achar que Deus pode ser tudo, menos o Deus concreto, vivo, desejoso e atuante da teologia crist&atilde;? Acho que a raz&atilde;o &eacute; a seguinte. Vamos imaginar um caramujo totalmente erudito, um verdadeiro guru entre os caramujos, que (em uma vis&atilde;o arrebatadora) consegue ver, ainda que de relance, o que &eacute; um ser humano. Na tentativa de transmitir suas vis&otilde;es aos seus disc&iacute;pulos, os quais j&aacute; t&ecirc;m seus pr&oacute;prios conceitos sobre o assunto (ainda que menos informados do que ele), ele ter&aacute; de usar muitas nega&ccedil;&otilde;es. <!--more-->Ter&aacute; de lhes dizer que nenhum ser humano vive em uma concha; que n&atilde;o vive como um molusco, grudado em uma pedra; que n&atilde;o vive rodeado de &aacute;gua etc. E os disc&iacute;pulos que tiverem alguma vis&atilde;o, certamente, acabar&atilde;o captando a ideia do que seja o ser humano.<\/p>\n<p>O problema &eacute; que chegam ent&atilde;o os caramujos intelectuais, eruditos, que escrevem hist&oacute;rias da filosofia e d&atilde;o palestras sobre religi&otilde;es comparadas, mas que nunca tiveram vis&atilde;o por si mesmos. Tudo o que eles conseguem extrair das palavras prof&eacute;ticas do caramujo s&atilde;o apenas os aspectos negativos, tudo isso sem o corretivo de um olhar positivo. Eles constroem, assim, uma imagem do homem como se fosse uma esp&eacute;cie de gelatina amorfa (ela n&atilde;o possui concha), que n&atilde;o existe em um lugar espec&iacute;fico (muito menos grudada em alguma pedra), e que jamais se alimenta (n&atilde;o h&aacute; ondas fazendo o alimento chegar at&eacute; ela). E, fi&eacute;is &agrave; sua rever&ecirc;ncia tradicional pelo homem, eles concluem que ser uma gelatina subnutrida, que vive num v&aacute;cuo sem dimens&otilde;es, seja o modo supremo de exist&ecirc;ncia. Assim, rotulam como grotesca, materialista e supersticiosa e rejeitam toda doutrina que atribua ao homem uma forma, uma estrutura e um sistema org&acirc;nico definidos.<br \/>\n<span>C. S. Lewis, em <strong>Um Ano com C. S. Lewis &mdash; leituras di&aacute;rias de suas obras cl&aacute;ssicas<\/strong>, Editora Ultimato.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na verdade, o original &eacute; mais elegante: &quot;Um caramujo erudito&quot;. 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